segunda-feira, 27 de julho de 2015

Prefeito Antônio Nascimento e Governador Rui Costa inauguram diversas obras em Jaguarari.






Centenas de pessoas compareceram na manhã de quinta-feira, 23 de julho, à cerimônia inaugural de seis grandes ações realizadas pela Prefeitura Municipal de Jaguarari, em parceria com os governos estadual e federal.

O evento foi marcado pela presença do Governador da Bahia, Rui Costa, que, acompanhado por sua comitiva, formada por deputados e secretários de estado, foi recebido pelo Prefeito de Jaguarari, Antônio Nascimento, e uma calorosa multidão, que aguardava a comitiva.

O primeiro ponto de parada foi o Estádio Municipal João Monteiro, reformado e ampliado, com a construção de novas arquibancadas com assentos, colocação de quatro torres com refletores, gramado com drenagem, novos vestiários e duas lanchonetes.

Em seguida, as autoridades se dirigiram ao Centro de Educação Infantil, parceria Município e Governo Federal, via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que, juntos, aportaram R$ 1.5 milhão de reais para a construção de um moderno espaço voltado para a educação.

O local escolhido para os pronunciamentos das autoridades foi a Praça de Convivência, que possui academia de saúde, pistas de skate e de cooper, piscina semiolímpica, parque infantil e anfiteatro. O espaço recebeu investimentos da Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb) e da Prefeitura de Jaguarari, no valor de R$ 550 mil.

Em seu pronunciamento, Rui Costa falou com entusiasmo da educação. E referindo-se ao programa Pacto pela Educação, o governador destacou ter lançado um programa na Bahia chamado Educar para Transformar. “O que transforma o país é a educação. Nós temos que cuidar para que a educação seja de qualidade desde a creche,” concluiu.

Depois de receber o título de cidadão jaguarariense da Câmara Municipal de Vereadores, o governador ainda aproveitou a agenda para visitar as escolas Walter Brandão e o Centro Territorial de Educação Profissional do Território Piemonte Norte do Itapicuru (CETEP).

O Prefeito Antônio Nascimento, em entrevista à Rainha FM, relatou que, a princípio, as inaugurações seriam realizadas no dia 06 de agosto, data do aniversário de 89 anos de emancipação política da cidade, mas, como havia espaço na agenda do governador para o dia 23 de julho, a data das inaugurações foi antecipada. “É uma satisfação muito grande entregar todos esses equipamentos públicos de qualidade para a comunidade jaguarariense”, disse o prefeito.

Como ponto prioritário para o futuro, Antônio Nascimento, em pensamento alinhado com os demais prefeitos da região do Piemonte Norte do Itapicuru, defendeu a intervenção do Governo Estadual para a implantação de um hospital que atenda aos pacientes de todo o território.

Outra estratégia abordada pelo governador em favor da saúde é a aplicação de recursos para construção de mais UPAS - Unidades de Pronto atendimento, o que irá agilizar o atendimento aos pacientes da rede pública.

O Prefeito Antônio Nascimento falou ainda de pavimentações e investimento no Hospital Municipal de, aproximadamente, R$ 300 mil, para melhorar as instalações e adquirir novos equipamentos.

Também participaram das inaugurações prefeitos da região, secretários e vereadores do município de Jaguarari, secretários estaduais, a exemplo de Josias Gomes (Relações Institucionais) e Osvaldo Barreto (Educação), além dos deputados estaduais Fátima Nunes, Raimundo Tavares (Bobô), Roberto Carlos e do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Deputado Marcelo Nilo.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Jaguarari

A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL É CÓDIGO DE CONDUTA DOS GESTORES PÚBLICOS


*Maraísa Santana
A Lei Complementar à Constituição nº 101/2000, conhecida popularmente por LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL completou 15 (quinze) anos em maio passado e a sua aplicação nesse período de existência trouxe muitos avanços de caráter positivo, mas também registra alguns retrocessos que exigem maior cuidado para alcançar a sua finalidade essencial que é a construção de uma sociedade mais digna e justa.

Maraísa Santana
Essa finalidade somente será alcançada se a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL oferecer os mecanismos necessários ao desenvolvimento econômico e social do país, por meio da atuação planejada, ética e transparente do cidadão e dos governos, tanto na esfera municipal, como na dos estados, do distrito federal  e da união.

Vários fatores tiveram influência importante para o surgimento da LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, destacando-se, entre todas, “as sucessivas crises no mercado financeiro internacional”, ocorridas ao longo da década de 1990, como lembra o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região e professor de Direito Financeiro da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Doutor Marcus Abraham, em artigo escrito e publicado sobre o assunto, com o título de “Os 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Naquelas crises havia crescente endividamento do setor público, importante fator alimentador da moratória (verdadeiros calotes) pelo temor da impossibilidade dos governos honrarem os pagamentos das dívidas internas e externas, o que gerava altos índices inflacionários, além do sempre crescente rombo deficitário das contas previdenciárias, inviabilizadoras do pagamento de aposentadorias e pensões.

Não só o Brasil, mas também outros países adotaram esse mecanismo de planejamento e controle, destacando-se entre os países estrangeiros, os Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Bélgica e Nova Zelândia, forçando  países da América Latina (Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Equador e México) a adotarem leis de responsabilidade fiscal, estes por pressão do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do BIRD (Banco Interamericano de Desenvolvimento), como exigência primeira para que os acordos financeiros internacionais fossem firmados.

Vê-se, portanto, que a Lei de Responsabilidade Fiscal foi instituída no Brasil para dotar o país de “um código de conduta aos gestores públicos”, como adverte Marcus Abraham, sustentada em padrões internacionais de boa governança, tendo como núcleo de gestão fiscal responsável “a probidade e conduta ética do administrador público, objetivando a preservação do bem público, com base no planejamento, na transparência, no controle e equilíbrio das contas públicas e na imposição de limites para determinados gastos e para o endividamento”, registra o Desembargador Marcus Abraham.

Com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) as metas fixadas no PPA (Plano Pluri-Anual) ganharam maior importância, porque regulou e incorporou novos institutos na LOA-Lei Orçamentária Anual e na LDO-Lei de Diretrizes Orçamentária, formando, assim, um conjunto de mecanismos capazes de fazer acontecer com mais eficiência a cobrança de tributos atribuídos constitucionalmente aos municípios, estados, distrito federal e união, garantindo-lhes autonomia financeira e estabelecendo condições para a concessão de benefícios, renúncias e desonerações fiscais.

É com a LRF que o impacto fiscal orçamentário dos entes federativos é obsevado nos aumentos de gastos, respeitando-se a fonte de recursos financeiros, especialmente, nos gastos de caráter continuado, a exemplo de despesas com pessoal e, também, obriga os gestores a fixarem limites para a ampliação do crédito público, com a finalidade de controlar e reduzir os níveis de endividamento, pela existência de penalidades de diversas naturezas em caso de não cumprimento das normas financeiras.
Atualmente, as políticas fiscais de cunho imediatista e de curto prazo, que não se preocupam com o futuro e sem dar a devida importância ao que se estabelece no Plano Pluri-Anual (PPA), que funciona como planejamento estratégico das ações de governo, pode comprometer a mudança cultural fiscal e de postura do gestor público, materializadas pela organização das contas públicas e busca pelo equilíbrio fiscal, experimentadas nesses quinze anos de vigência da LRF.

Um dos exemplos negativos mais contundentes dessa prática contrária ao planejamento estratégico das ações de governo, exigidas pelo Plano Pluri-Anual e coadjuvadas pela LDO-Lei de Diretrizes Orçamentárias e LOA-Lei Orçamentária Anual, ocorreu no final de 2014, quando o Governo Dilma, ao descumprir as metas de superávit primário, já encerrando o ano fiscal, propôs ao Congresso Nacional a revisão das metas antes traçadas, numa demonstração de descontrole total das finanças públicas, que foram desvirtuadas para atender programas sociais eleitoreiros, vendo-se, agora, as consequências desastrosas dessa prática.

Não se pode permitir, pois, que a Lei de Responsabilidade Fiscal deixe de cumprir a sua missão essencial, que é a de continuar sendo um importante código de conduta dos gestores públicos.


*Maraísa Santana é advogada, especializada em Direito Público e Controle Municipal, integrante do Escritório SANTANA ADVOCACIA, com unidades em Senhor do Bonfim (Ba) e Salvador (Ba).





Artigo: Não ao Trabalho Infantil, lugar de criança é na escola!


Por: Paula Bezerra – Psicóloga CRP-03/9980






Paula Bezerra




Sejam bem-vindos amigos leitores. Para o artigo deste mês, hoje vou falar sobre “trabalho infantil”.
Sinto um enorme prazer em poder escrever e compartilhar informações da área de Psicologia relevantes para a nossa comunidade. Boa leitura! E qualquer dúvida, sugestão, é só contatar pelo e-mail que está no final do texto.

    


Você sabe o que é trabalho infantil?
Bom, vamos lá! No Brasil, o trabalho infantil ainda é considerado um problema grave. Conceituando, trabalho infantil é toda forma de atividade econômica e/ou atividade de sobrevivência, com ou sem finalidade de lucro, remunerada ou não, exercida por crianças e adolescentes que estão abaixo da idade mínima, segundo a legislação em vigor no país.
E no Brasil, qual é a idade mínima? Até os 16 anos não pode trabalhar. Com uma exceção: a partir dos 14 pode, mas como aprendiz. E entre 16 e 18 pode trabalhar, mas não pode ser trabalho perigoso, nem insalubre, nem noturno, nem realizado em locais que podem prejudicar o seu desenvolvimento físico, psicológico e social. Além disto, não pode ser no horário da escola.
O Brasil tem legislação sobre a proibição do trabalho infantil e proteção aos direitos da criança e do adolescente. Para citar, temos a Constituição Federal de 1988 que determina em seu Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Então, é dever de todos promover o bem-estar das nossas crianças e dos nossos adolescentes.
E por que criança não pode trabalhar?
Parece ser uma pergunta que traz uma resposta lógica. Criança não pode trabalhar porque a criança encontra-se em estágio de desenvolvimento biopsicossocial, e nesta fase da vida precisa brincar, estudar, aprender, ser amada e respeitada pelos seus próximos para que possa crescer e se desenvolver de maneira saudável e feliz.
Além disto, a exposição de crianças ao trabalho pode provocar sintomas como irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia e consequentemente atraso e baixo rendimento escolar. Além disso, as pressões do mundo do trabalho podem causar problemas psicológicos, como baixa autoestima, insegurança, medo e tristeza, entre outras consequências de ordem física.
Quais são as formas de trabalho infantil?
Pode acontecer na agricultura (cultura de tomate, laranja etc); no comércio (lojas, bares, supermercados; nas ruas (engraxate, flanelinha, vendedor de balas etc).
E dentro de casa pode trabalhar?
Pais e mães, prestem atenção! Dentro de casa a criança pode colaborar nos afazeres domésticos sim, podem aprender sobre a importância do trabalho na vida, mas jamais sobrecarregar a criança com todas as tarefas de casa e cuidados com os irmãos menores, nada de carregar peso ou qualquer outro tipo de exploração, seja este trabalho pago ou não.
No Brasil, trabalho infantil é crime?

É considerado crime apenas quando envolve tráfico de crianças e adolescentes, exploração sexual, maus-tratos, venda de drogas e trabalho escravo. Mas, existem sanções previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente para as famílias que inserem a criança no trabalho, como encaminhamento à programa oficial de proteção à família, obrigação de matricular o filho(a) na escola e acompanhar sua frequência, advertência, podendo chegar até a perda da guarda e destituição do pátrio poder.
Como faço para denunciar?
Se você identificou algum caso de trabalho infantil, procure o Conselho Tutelar de sua cidade. Ou disque 100 de qualquer lugar do Brasil. Faça a sua parte! Lembre-se, criança deve brincar e estudar.

Com informações extraídas de: Cartilha: saiba tudo sobre o trabalho infantil. Ministério do Trabalho e Emprego, Governo Federal.; http://www3.fundabrinq.org.br/dotnetnuke/quem-somos/perguntas-frequentes/crianca-e-adolescente.aspx; http://www.mpba.mp.br/atuacao/infancia/trabalho/projetosinaleira/projetos_mpt_corrdinfancia/MPT_Boletim_EXP_versao_12.pdf

Paula Bezerra – Psicóloga CRP-03/9980
Paula é natural de Sr. do Bonfim-BA. Bacharel em Psicologia-UNIVASF. Especialização em Psicologia do Trânsito. Contato: paula.psique@hotmail.com


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Trabalho Social do Programa Minha Casa Minha Vida


GOVERNADOR DA BAHIA VISITA A CIDADE DE JAGUARARI

Governador da Bahia- Rui Costa

Nesta manhã de hoje, 23 de Julho de 2015, o VEREADOR RÊ DO SINDICATO, juntamente com o VEREADOR IVAN BARBOSA DE CASTRO e o EX-GERENTE REGIONAL DA EBDA DE SENHOR DO BONFIM, AILTON ALMEIDA, estiveram acompanhando a comitiva do GOVERNADOR DA BAHIA, RUI COSTA E DO PREFEITO MUNICIPAL DE JAGUARARI, ANTÔNIO NASCIMENTO nos Atos Inaugurais: Reforma do Estádio Municipal, Praça de Convivência, Creche Municipal Zilda ARNS, Sistema de Abastecimento de Água dos Distritos de Baixa Verde e Catuni.

Na oportunidade o parlamentar cobrou obras de infra-estrutura para o município de Senhor do Bonfim.

Governador Rui Costa (Esquerda) Prefeito Antônio Nascimento ( Centro) Vereador Rê (Direita)


O Discurso do Governador:

>>>O DISCURSO DO GOVERNADOR>>>  >[Rui Costa]> Nos temos que pensar que a educação começa a se desenvolver a partir dos dois anos, a sua capacidade de raciocínio, e nessa idade é que se deve dar um simples joguinho para que ela possa desenvolver a sua capacidade de raciocínio...>>Em Salvador tem disponibilizado pelo MEC 163 creches, se você me perguntar se tem alguma concluída, eu digo que nenhuma, então faz toda a diferença quando um não  prefeito prioriza  educação ,  que não prioriza a meninada, porque isso é importante e Graças a Deus as pessoas estão aumentando a sua consciência a cada dia, as vezes fazer um calçamento , de pedra, um dia você vai precisar gastar um dinheirinho ali para fazer um a manutenção, mas se for bem feito vai demorar muito para você ter que gastar dinheiro ali naquela Rua, agora uma Creche, você acaba de concluir e no outro dia de funcionamento você vai investir ali todos os dias, na merenda da escola, pagamento doso professores, material de limpeza energia , agua, enfim, porque que alguns não querem fazer? Porque não querem compromisso com a educação e querem usar o dinheiro para outra coisa, é por isso que para simplificar, isso mostra a cabeça de um prefeito diferente, para outro prefeito, porque eles raciocinam, e dizem que nada eu vou construir esse Posto de Saúde, esse... Isso vai comprometer ainda mais o meu dinheiro, e eu não vou ter dinheiro para fazer outras coisas, não sabendo da importância que é a educação e a saúde para a população, por isso eu reconheço e bato palmas para você pela academia de saúde, pelo investimento aqui, e os investimentos não são pequenos não, os investimentos são grandes, e aqui eu tive que anotar porque é tanta coisa porque aqui você tem obras, ai está cheio de prefeito aqui que quando tiver audiência comigo vai dizer: Em Jaguarari o S.R., fez uma lista enorme, para mim ó o tantinho, mas aqui nós temos hoje a reforma do Estádio que até as cadeiras para sentar são diferentes do Barradão, mas as do Barradão eu vou melhorar lá o acesso para os torcedores do Vitória, eu acredito que o futebol na Bahia, será forte quando dois ou mais Times forem fortes, temos exemplos em São Paulo e no Rio, então esse conceito que só pode ter um tipo é derrubado. Então a reforma do Estádio aqui foi 598, 000,00 reais, e nós estamos fazendo a entrega com gramado, tá muito bonito a obra, e nós estamos entregando a obra, mas quem fez a obra foi ele , os recursos é do convênio, mas quem fez a obra foi ele. A Sudesb com Bobô que está aqui conosco, concedeu uma praça de convivência e você teve a sabedoria, de agregar outros equipamentos, e ficou uma praça bastante completa, vou inaugurar um a quadra aqui ao lado, mas so tem um prédio aqui que está feio, bota uma Secretaria ali para funcionar, reformar o prédio e botar uma secretaria aqui para funcionar aqui ao lado e com uma academia, e uma piscina que também ´um convênio com o estado e eu espero que você incentive todos  os alunos do Município e estadual, e dos outros órgãos para participarem  de campeonatos de natação  e quem sabe nós não tenhamos  aí nas próximas olimpíadas alguém de Jaguarari disputando uma medalha de natação  ai pelo Mundo afora. Então isso é importantíssimo, daqui a alguns dias a obra vai estar concluída e, portanto a piscina no valor de... Vá fazendo as contas ai, isso os prefeitos já colocaram a mão no bolso, uma praça de convivência aqui com os equipamentos, ficou bonita, da para botar um, palco aqui para a juventude, mas aqui ficou sem cobertura se fizer sol não pode usar, e se chover não pode usar, então bota uma coberturazinha de uma lona, não custa nada pé barato , vai ficar ainda mais bonito para a população poder usar, então a praça tem aquele espaço, tem a pista de skate, tem o parque, enfim vai ter um campo também aqui, o que permite ser um espaço para a criançada poder praticar esporte e lazer , vir coma família aqui, os pais , a mãe , os avós, curtirem a praça. Então fizemos aqui a entrega simbólica hoje, de dois sistemas de água, e Antônio já falou aqui que mais três sistemas que estão em obras do Município. Então aqui tem obras não só de Jaques Wagner, porque algumas dessas obras forma iniciadas no Governo de J.W. Não só do Governador Rui Costa, tem também do Deputado Federal Rui Costa que foi o complemento do mercado, no valor de 370 mil reais e ai serve de incentivo aqueles Deputados que já eu vou apertar os Deputados para botarem emendas aqui, há a Sudesb é quem vai executar que é emenda minha também, > A Sinalização que foi feita aqui na Cidade e no Distrito de Pilar, sinalização completa no valor de um milhão de reais que foi feita aqui, portanto gente, o Governador faz com orgulho e satisfação, porque quando a gente vê o prefeito cuidar bem desse Governo e até botar dinheiro próprio da Prefeitura para melhorar para aumentar o valor da obra, isso dá muita satisfação isso dá muito orgulho. Eu quero agradecer aqui... Os vereadores que me deram o Título, porque o que a gente leva é os amigos, e um Título de Cidadão é o reconhecimento de tudo o que a gente já fez, e com certeza vocês não estão pensando somente no passado, mas estimular o Governador para novas parcerias do futuro. Então eu quero saudar os Deputados aqui presentes, e chamar atenção deles que tem emendas para colocarem em favor dos Municípios, eu brinco aqui dizendo que quando um Deputado chega a um Município que as palmas são fracas ele diz um não vou colocar emendas para esse Município, então eu quero que batam palmas para o Deputado Marcelo Nilo- presidente da Assembleia que falou para vocês, o Deputado Federal Alfonso Florence, o Deputado Federal e Secretário de Relações Instituições Josias Gomes,>>>>etc.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

ANCESTRALIDADE: A FORÇA DOS MAIS EXPERIENTES E A IDENTIDADE DAS CULTURAS

Paulo Machado

Quatro da manhã, ainda escuro e frio, tomei a BR em direção à capital, em missão inesperada. Entre uma chuva e outra, à medida que as cidades e povoados avançavam, com preguiça de acordar, enroscado em meu bom e velho paletó chuviscado, remoía um comentário   que lera havia pouco tempo, no facebook: “políticos velhos e enferrujados...” Era um jovem que diante da proposta de nomes para assumirem a direção do município, nas próximas eleições, a todos nos jogava no ferro velho, defendendo que o próximo prefeito deveria ser alguém “novo”. Fitando uma linha do horizonte que se confundia com a escuridão do tempo, me fazia algumas perguntas: “O que é ser novo, na verdade? É ter pouca idade? É nunca ter sido nada? É não ter passado pelo crivo do conhecimento da realidade? Qual o lugar da experiência, da aprendizagem e do conhecimento da realidade na sociedade contemporânea?”. Nas últimas décadas dissemina-se a visão dos mais velhos como ultrapassados, inúteis ou improdutivos, portadores de valores antiquados. É uma idéia tão moderna quanto contrária ao que foi construído em grande parte das culturas mais antigas do planeta, que geralmente associam longevidade com sabedoria.

Um rápido olhar nas diversas culturas, principalmente nas culturas em que a nossa brasilidade se enraíza, nos mostra povos que se tornaram fortes por não abrirem mão da “ciência, da sabedoria e do conhecimento dos mais velhos”. Exemplos aí estão de sobra:

Do ponto de vista administrativo-religioso, Pedro foi escolhido primaz dos apóstolos pela respeitabilidade e competência dos seus cabelos brancos, sendo o mais velho dos doze apóstolos; na Igreja Primitiva ocupavam importantes funções no cuidado das comunidades, OS PRESBÍTEROS, palavra grega que significa “OS MAIS VELHOS” e aos quais há respeitosas referências: Ser presbítero é  um ofício plural exercido por homens, com ação no âmbito da própria igreja, a qual reconhece aqueles a quem Deus escolheu, debaixo de muita oração e jejuns (At 14.23). Diz o sábio: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” (Pv 11.14); Juntamente com os apóstolos tinham os presbíteros a responsabilidade de analisar e deliberar sobre questões doutrinárias (At 15.2, 4, 6, 22), emitindo documento sobre a decisão tomada, para orientação da igreja (At 15.23; 16.4); O apóstolo Paulo dedicou atenção especial a eles, pois os via como líderes e pastores do rebanho de Deus (At 20.17, 28; 21.17).

A cultura ancestral sul-americana nos mostra que no continente há uma  valorização dos saberes tradicionais, aliada ao  respeito e admiração pelos idosos.  Tal se encontra presente  na fala e na atitude de crianças, jovens e adultos. Não há exatamente essa separação explícita entre passado e presente, os ancestrais falecidos são consultados nas cerimônias espirituais, são parte da construção e da identidade de cada índio e a razão de ainda estarem vivos como povos e culturas.
Reportagem de “Carta Capital” nos fala de  um jovem indígena colombiano para quem: “Os anciões são como bibliotecas ambulantes. Se morrem, morre todo o conhecimento que guardam. E se nós jovens não buscamos e aprendemos com os mais velhos esse conhecimento se perde, é como queimar uma biblioteca inteira”. E nós, quantas bibliotecas não estaremos queimando diariamente, ao relegarmos ao nada os que acumularam experiências e competências nos espaços onde vivem?

Em “Memória e Sociedade: lembranças de velhos”, a antropóloga Ecléa Bosi apresenta uma bela reflexão: “O ancião não sonha quando rememora: desempenha uma função para a qual está maduro, a religiosa função de unir o começo e o fim, de tranquilizar as águas revoltas do presente alargando suas margens [...]. O vínculo com outra época, a consciência de ter suportado, compreendido muita coisa, traz para o ancião alegria e uma ocasião de mostrar sua competência. Sua vida ganha uma finalidade se encontrar ouvidos atentos, ressonância.” (2004, p. 22).

E a cultura africana? O respeito aos mais velhos, como portadores das informações, dos segredos, dos processos de conhecimento,  como aqueles que têm a “palavra a ser dita” e que são personificados na clássica figura do “Preto Velho”. Impossível pensar na identidade de um povo, de uma cultura, sem abrir espaço àqueles que detém a história e os processos de conhecimento construídos naquele grupo social.
Por fim, os considerados “políticos enferrujados” de Senhor do Bonfim foram os que deram, do ano 2000  ao ano 2012,  à nossa terra,   o toque da modernidade, estruturando o município nos moldes da moderna gestão: “implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal; implantação do Portal da Transparência; criação da Controladoria interna e geral do município; estruturação das Secretarias de Governo; Criação dos Conselhos nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social; implantação eficiente da LOAS; implantação de programas sociais, educacionais e de saúde de última geração; implantação dos Programas de Saude da Família; implantação das Escolas de Tempo Integral; implantação da maior política habitacional do norte da Bahia; implantação do SAMU; implantação da Saude Plena; Criação dos Fundos Municipais de Saude, Educação e Assistência Social”, entre dezenas de outras iniciativas inovadoras.

A viagem para Salvador  tornou-se-me menos enfadonha. E nos deixou a certeza de que, apesar das falas inconsequentes, a experiência e a competência são aliados importantes  e indispensáveis a quem deseja e deve se lançar na futura e difícil tarefa de recolocar  Senhor do Bonfim na rota da qual se desviou.

Paulo Machado
Senhor do Bonfim, 18-07-2015

COMUNICAÇÃO DE FALECIMENTO

Olganísia Machado

Comunicamos aos amigos bonfinenses, especialmente às gerações mais antigas, que a conheceram pessoalmente, o falecimento, neste domingo, dia 19 de julho, no Rio de Janeiro, de nossa irmã OLGANISIA BATISTA MACHADO. Trabalhou em nossa terra nas Lojas Matos e Lojas Paulistas, e no Rio de Janeiro foi enfermeira da VARIG durante vários anos. Descanse em paz!

PAULO BATISTA MACHADO
OLDONISIO BATISTA MACHADO