terça-feira, 20 de junho de 2023

VIVER COM DESPRENDIMENTO ūüĆł

 




Conta-se que Di√≥genes destacou-se entre os s√°bios gregos e chegou a ser professor de Alexandre da Maced√īnia.


Um dia, começou a questionar os costumes do seu tempo e a necessidade dos bens materiais.


Resolveu adotar uma vida totalmente desprendida e ficou morando dentro de uma barrica, tendo para seu uso pessoal somente uma cuia com √°gua.

Depois de algum tempo descobriu que nem mesmo da cuia ele precisava, pois, usando suas duas m√£os, poderia pegar √°gua para beber ou para limpar-se. Jogou a cuia fora.


Quando Alexandre invadiu a Grécia, fez questão de visitar aquele seu antigo professor. Encontrou-o sob o sol, junto à barrica, entregue aos próprios pensamentos, e lhe disse:


- Você já deve saber que conquistei a Grécia e que todas estas terras agora fazem parte do meu império. Como você foi meu professor e sempre o admirei, quero recompensá-lo de alguma forma. Diga-me: O que você deseja?


Houve um momento de silêncio. Alexandre e todos os integrantes de sua escolta aguardavam com curiosidade a resposta do filósofo.


- Posso pedir mesmo? РDisse Diógenes.

- Sim, peça.

- O que desejo é que você saia da frente do sol, pois está impedindo que seus raios quentes toquem o meu corpo.


Alexandre n√£o respondeu. Apenas saiu da frente do sol e, naquele pequeno gesto, tentou compreender a filosofia de vida do seu antigo mestre.


Olhou mais uma vez para Di√≥genes em sua barrica, olhou para seus soldados, tomou as r√©deas do seu cavalo e seguiu seu caminho, rumo √† conquista da √Āsia.

* * *

Incontestavelmente, o desprendimento dos bens terrenos é uma necessidade lógica.


√Č verdade que ningu√©m precisa desprezar os bens que conquistou com o pr√≥prio esfor√ßo, pois esses constituem leg√≠tima propriedade.


No entanto, é preciso treinar o desprendimento desses bens que um dia ficarão sob o pó da terra.


Além disso, há grande diferença entre possuir bens materiais e se deixar possuir por eles.


Conforme afirmou um grande pensador: O tesouro do sábio é a sua mente, e o do tolo, são seus bens.


Sim, porque o verdadeiro tesouro é aquele que podemos levar conosco para onde formos. Inclusive na viagem de volta ao mundo espiritual.(...)


Reda√ß√£o do Momento Esp√≠rita 


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