sábado, 28 de março de 2026

O Berço não é o começo da vida.

 


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Em tempos remotos, devotos e crentes buscaram os santuários afamados em busca de contato com os deuses. Seja em  Luxor ou Carnac, no Egito, em Delfos, na Grécia, ou nos bairros miseráveis de Roma, onde feiticeiros e oráculos se faziam intermediários entre as vozes da imortalidade e os anseios humanos, sempre interessou à curiosidade das criaturas humanas a verificação se era possível obter dos invisíveis respostas para as incógnitas da existência.

E entre fraudes e charlatanismo, engodo e verdade, acontecimentos reais e outros manipulados, a crença dos terrestres foi se consolidando na certeza de que o túmulo não é fim da existência e o berço não é o começo da vida.  A fecundação oferta portais para ingresso na matéria, sublime educandário da alma, e o túmulo devolve o ser ao país de origem, sem acrescentar um grama de cultura ou retirar uma vírgula das imperfeiçõ⁸es morais.

E o correio fraterno do além túmulo foi se dilatando ao longo do tempo, permitindo investigações mais detalhadas e melhor análise científica da possibilidade de que os supostos mortos possam transpor a diáfana fronteira entre as duas realidades existenciais, rubricando notícias do novo lar para os cativos da massa corpórea.

Filhos escrevendo aos pais, devastados pela saudade dos rebentos.

Esposas regressando do grande além para consolar o viúvo e afagar os filhos que ficaram matriculados na escola do mundo.

Avós trazendo informes sobre a situação no país da luz. Acidentados aclarando dados sobre as tragédias que os arrebatam do corpo, alguns em plena florescência da vida física.

E até crianças, arrancadas da matéria pela violência de enfermidades cruéis, manejaram o lápis de sensitivos e médiuns, enxugando lágrimas dos genitores em desespero.

Não somente o correio fraterno se prestou à consolação das dores superlativas da separação física. Por escritos de natureza paranormal, vultos célebres anteciparam invenções e propuseram pesquisas nos vastos campos da ciência e da tecnologia, incentivando o decifrar da cortina que separa os dois mundos em litígio.

Na essência do cristianismo primitivo, estava inserido o intercâmbio entre vivos e redivivos. Fundando diversas eklesias em em suas incontáveis viagens missionárias, o convertido de Damasco se valeu de suas extraordinárias faculdades psíquicas para incentivar o intercâmbio, bem como travou contato com notáveis médiuns daqueles dias, alguns sob as algemas da obsessão e do vampirismo.

Presentemente, o novo espiritualismo enseja seguro telefônio com a vida espiritual, permitindo analisar o conteúdo de recados e páginas, livros e pinturas de natureza paranormal, constatando que o ser não se dilui na química inorgânica da tumba, prosseguindo além da campa fria dos mausoléus tristes.

Se em tua galeria da saudade alguém reside numa moldura de ausência física, mergulha teus sentimentos na certeza da imortalidade da alma e na possibilidade do intercâmbio por incontáveis meios. Os sonhos, a intuição e os pensamentos são veículos por onde o amor se derrama, balsamizando quem ficou refém da aparente solidão.

Em torno de teus passos, uma nuvem de testemunhas se agita. Em ruas desertas de corpos, multidões de deambulantes espirituais trafega, buscando informações sobre a própria situação. Fóruns estão cheios de requerentes, clamando por uma justiça tardia.

Hospitais segregam incontáveis pacientes que a doença fulminou antes do tratamento.

Ora por eles e aguarda.

Quem te antecedeu, pede paciência. Todos irão um dia para o grande lar.

E quando entre tua saudade e tuas agonias, se condensar uma nuvem de sombras e incertezas, lembra-te de Jesus, que aguardou três dias, ressurgiu da morte aparente e saudou os discípulos em Jerusalém, após os acontecimentos de Emaús, atestando o triunfo da vida sobre a morte:

~ A paz seja convosco!

A vida prossegue.

Marta (Espírito)

Salvador, 21.03.2026


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 24 de março de 2026

Brasil - 8.500.000 km².

 

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● O maior poder sobre a Terra é o povo. A história mostra que : O povo elege Reis e derruba imperadores. 

● Muito se brinca com fragilidade do nosso país em se defender numa invasão. Mas precisamos lembrar que na história houve invasão dos portugueses , franceses holandeses. E todos foram expulsos  com ajuda até de índios , com arco e flechas , lanças contra arcabuses e canhões.

● O Brasil tem armas que ninguém observa. Não quero aqui falar dos 600 aviões da Força Aérea e que são fabricados no Brasil... nem muito menos nas mais de 100 fragatas com alta tecnologia da Marinha. Nem da nossa artilharia...Mas da infantaria... somos o quinto maior exército do mundo. Nossa folha é altíssima.

● Por outro lado esquecemos das nossas maiores armas, mais de 200 milhões de brasileiros para defender a sua pátria amada. Um território continental muito difícil para ser ocupado com mais de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados abençoados por Deus e bonito por natureza. Pensem nisso e orgulhem-se de serem brasileiros.


Texto de:

Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador



domingo, 22 de março de 2026

Água, símbolo da vida.

 


Imagem ilustrativa (Rio São Francisco- Juazeiro/Petrolina)


Quando nos debruçamos sobre os compêndios da história universal, não será difícil perceber como as civilizações do passado se fixaram em rios volumosos, ali florescendo e frutificando até o seu eclipse.

Heródoto de Alicarnasso, considerado por muitos como o pai da história, teve ocasião de afirmar ser o Egito um presente do Nilo.

Chineses fizeram sua cultura florescer às margens do rio amarelo (Yangtze) e outros igualmente famosos. O volga, que abastece parte da Rússia e ainda se faz excelente meio de transporte náutico. Em Paris, o Sena e seus pontos turísticos. O Mississippi, nos Estados Unidos da América e os rios Reno e Danúbio, vivificando as paisagens da velha Áustria.

O rio Amazonas e o São Francisco, banhando o norte e grande parte do nordeste brasileiro.

Sim, as culturas do passado não poderiam sobreviver sem água doce, alimento farto e meio de locomoção por via aquática.

Hoje, muitos estão fortemente poluídos, assoreados, carentes de cuidados ante a degradação crescente pelo seu uso indiscriminado, utilizados como escoadouros de detritos das imensas comunidades às suas margens.

O Excelso Peregrino igualmente se utilizou do Jordão para sua peregrinação entre os homens. Percorreu as aldeias que margeavam o piscoso Tiberíades, alforriando almas dos grilhões da morte espiritual.

Em incontáveis vezes, se referiu à água como símbolo da vida, berço onde o Espírito imortal se veste de carne para o desiderato da evolução.

Uma gota de água masculina e outra feminina se unem, na intimidade sagrada do santuário reprodutivo, facultando que mais tarde um ser que chega quase a oitenta por cento de líquido se manifeste na vida física, atuando no mundo para a construção de sua própria realidade.

Em toda parte onde houver a presença da matéria sob formato liquido, quase sempre a vida brota na sua intimidade, como ocorreu nos primórdios da Terra, em eras remotíssimas. Nos seios dos oceanos salgados, a vida se articulou em torno de um protoplasma e uma centelha psíquica, fazendo a vida agitar-se em multiplicação frenética.

Em tempos atuais, nosso olhar se debruça sobre uma infinidade de existências que reclamam o líquido precioso para mantença da própria sobrevivência. Tomando-a por símbolo maior da vida, imagina-te sendo uma seiva fecunda, a influir em outras vidas.

Tuas palavras. Gotas de orvalho no oásis de alguém.

Um gesto teu. Chuva benfazeja na secura moral de um amigo.

Um escrito endereçado a outro coração. Transfusão de esperança nos desfalecidos da estrada comum.

Uma oração em favor de alguém visitado pelo infortúnio e pelo desespero. Brisa de fé e aragem de claridade, dissipando as sombras da noite tormentosa.

Não aguardes ser o manancial ou açude, estuário ou baia poderosa. Sê, desde hoje, um aquário miúdo ou um copo de água fresca na garganta ressequida de alguém em soçobro emocional.

Quando te fazes mourão ou cais improvisado, resguardando o barco da existência de alguém perdido ou desorientado, Deus se aproveita de ti na construção de um estuário bem maior, acolhendo argonautas em rudes travessias.

Teu rebocador jaz no estaleiro da indiferença ou já consegues fazê-lo navegar no oceano vasto das necessidades humanas?

Faze-te, desde já, o décimo terceiro apóstolo, investindo na pescaria de homens e mulheres que se perderam nas águas revoltas das experiências desafiadoras.

O Cristo acalmará tuas tempestades interiores.

Marta (Espírito)

Salvador, 22.03.2026


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 17 de março de 2026

A Rede de Esgoto

 

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● Como cidadão bonfinense venho aqui expressar minha opinião jornalística, em relação a esse serviço de esgoto de nossa Cidade.

● Vale aqui ressaltar, que quando as ruas são asfaltadas pois não se pode perder as verbas, a Embasa inventa de esburacar de novo o asfalto , para  ampliar rede. Por que não fez isso antes? Qual o critério utilizado? não há planejamento? Onde está o plano de expansão da cidade? o plano Plurianual de investimento? Será que nesses planos o asfalto vem antes e o esgoto vem depois?.

● A gente fica alegre e contente de ver as ruas asfaltadas , nunca imaginei que as ruas da Periferia, subindo alto da Maravilha, cemitério , fossem asfaltadas, Alto da Rainha, e agora vem a rede de esgoto que eu não sei a quem pertence, e esburaca as ruas depois, causando transtornos, passa um mês e tal , muitas vezes o serviço não é tão bem feito, o serviço não sai tão certinho ,um asfalto ou emenda?

● Está havendo um desencontro aí, pois o que deveria ser perfeito, está causando transtornos.

● Estive observando o trabalho da Empreiteira e não deixei de notar, que a tubulação da rede é de tubos de 150 mm pouco mais do que nós usamos na residência. Fica a pergunta : Será que esses tubos finos de 150 mm suportam a demanda das residências ? ou já foram feitos para dar manutenção? Sim porque  Se ainda fossem quatro cinco tubos rateados entre as casas, mas um só?

● Não estou aqui querendo criticar o trabalho da Empreiteira que por sinal está sendo bem feito , mas na opinião de um leigo na engenharia , creio que quanto mais larga a bitola do cano , menos sujeito manutenção , entupimentos.

● Fiquei sabendo algum tempo atrás , que essa rede de esgoto vai a lagoa do leite sobe em plataforma e é lançado para a Passagem Velha, onde há um tratamento, em que é retirado os resíduos sólidos, entenda, que por sinal está sendo disputado com fazendeiros , para adubo,  é tratado e retorna para o nosso abastecimento...Não quero crer que estejamos bebendo água de retorno, será que isso é bem tratado mesmo? Fica a dúvida ...meu Deus.


Texto de : Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador



domingo, 15 de março de 2026

Não, a vida na Terra não é para amadores!

 

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A criatura humana está situada na escola do mundo para um incessante aprendizado. Em cada etapa palingenésica, entesoura valores que o habilitam a mais dilatado entendimento sobre a vida.

Vai percebendo que a dor instrui, quando lhe aceitamos sem revolta a presença incômoda. Acolhe a escassez como terapia para libertação do supérfluo. Sofre a descaridosa opinião de muitos, matriculando o próprio entendimento no liceu da humildade.

Perde afetos na caminhada, derramando lágrimas de saudade e solidão, mas tempera o vácuo da ausência na conquista de novos amigos e na prestação de serviço ao próximo ainda desconhecido.

Assiste a ruína de diversos projetos elaborados, compreendendo que nem tudo que sonhou pode fazer-se realidade no cenário da vida.

Quando mais deseja falar, extravasando os próprios sentimentos feridos, mais a algazarra em torno o impele a silêncio providencial, evitando comprometer-se com frases precipitadas. E quando sonhava com o descanso merecido, pessoas tumultuadas e insensatas surgem do nada, forçando o ser a redobrada vigilância para não se encarcerar na loucura alheia.

Não, a vida na Terra não é para amadores!

Testes desabam diariamente, privações e provações testam a fidelidade ao ideal abraçado, ocorrências contrárias desafiam a têmpera do indivíduo nas trilhas do viver e cada vez são mais raros os momentos de silêncio e calmaria, numa sociedade agitada e ansiosa.

Reunindo os seguidores fiéis e apóstolos em tempos remotos, Jesus a ninguém garantiu estradas fáceis, portas largas e facilidades em excesso. Muito pelo contrário, profetizou tempos difíceis, amargas provações e incessante campo íntimo de testemunhos.

Exercício da solidariedade no paul da indiferença. Manter a fé acesa em meio ao granizo da revolta. Sorrir, mesmo de olhos congestos pelo pranto salgado das decepções. Auxiliar o ingrato, levantar o revoltado e cuidar do arrogante como quem educa um filho insensível.

Onde muitos desistiram, porfiar na semeadura improvável.

Onde tantos jogaram a toalha, perseverar, otimista, antevendo um futuro de bênçãos distante.

Mesmo desprovido de ferramentas típicas do mundo, como dinheiro, saúde plena, fama e destaque social, manejar a própria insignificância na solução possível e contribuir para diminuir a angústia de muitos.

O bem feito sem qualquer cobrança é portador de uma sensação impossível de ser descrita. Acalma a ansiedade, tranquiliza o coração e dilui preocupações.

Ninguém impossibilitado de ofertar os próprios tesouros íntimos.

Sê gentil com quem te peça um favor ou uma informação na via pública. Uma carona no veículo vazio. Um lanche ao morador de rua, que fita o sanduíche na agonia do estômago vazio.

O velhinho que teme atravessar a rua, até perceber a segurança de tuas mãos na condução de um lado para o outro. O invidente, que tateia a calçada na incerteza da própria marcha, até o instante em que ouve tua voz, apontando o caminho seguro.

Todos os dias tens vinte e quatro horas de  sublime oportunidade de fazer o bem. Basta que aproveites a ocasião de exercitar o simples dever de auxiliar alguém em pior situação que a tua.

Ele não pediu heroísmo ou sacrifícios extremos. Solicitou que tivéssemos misericórdia, pois que se hoje andamos com os próprios pés, amanhã é possível que precisemos do auxílio alheio para nos deslocarmos nas trilhas do mundo.

Vive de tal modo que não lamentes o tempo perdido ou a oportunidade desperdiçada, e o melhor momento nunca será ontem, que passou, nem amanhã que ainda virá.

O melhor tempo será sempre hoje, aqui e agora, onde tua ação cuidadosa patrocine alegria, otimismo e esperança em derredor de teus passos.

Pode a miopia do mundo não enxergar teus esforços, ignorar tua ação e ridicularizar teus ideais. Persevera, mesmo assim.

Em algum lugar muito alto, além do arco-íris, uma legião de corações redimidos te acompanha os passos terrestres, te amparando e te sustentando até a vitória final, que será sempre o triunfo sobre tuas imperfeições.

O Cristo te conhece e isso é suficiente.

Marta (Espírito)


Itapetinga/Ba., 15.03.2026


Médium:Marcel Mariano




sexta-feira, 13 de março de 2026

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia.

 

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Em silente contemplação, o peregrino da fé e da esperança anota na própria alma as ocorrências do caminho...

As grandes civilizações do pretérito, hoje reduzidas a escombros e museu de pedras silenciosas. O antigo Egito e suas magníficas pirâmides. A Grécia, suas lendas e cidades guerreiras. Roma, seus aquedutos famosos, a loba capitolina e suas legiões invencíveis.

A Fenícia e seus portos abarrotados de marinheiros, ávidos por aventuras e riquezas de moedas.

A Babilônia e seus jardins suspensos. Israel e sua trajetória em busca do messias libertador. As grandiosas culturas do Oriente. A China e seus filósofos, a Índia e seus gurus impressionantes, o Japão e seus samurais valentes.

Tudo agora cabe num livro de história ou numa nuvem virtual. Apogeu e decadência, brilho e crepúsculo, glórias e ostracismo.

Passaram pelos fastos da história, deixando um rastro de luz ou poeira na estrada percorrida.

E quando os olhos atilados contemplam o século das luzes e da tecnologia, maior o espanto com o que sai dos laboratórios e dos hangares.

Submarinos nucleares, gigantescos gafanhotos alados, transportando centenas de passageiros pelo ar. Navios e cruzeiros luxuosos, onde cinco mil pessoas se divertem em salões coloridos ou mesas de pôquer, sedentos por distração e espairecimento.

Automóveis sem motoristas, guiados por satélite, inteligência artificial e máquinas operando tecidos fragilizados, sem qualquer erro na sutura das cartilagens humanas.

Bólides espaciais, rasgando a escuridão e o frio do espaço, fotografando outros mundos em busca de vida além da atmosfera terrestre.

Comunicações sofisticadas e instantâneas num aparelho móvel, ao alcance de quase todas as mãos. Previsão do tempo por satélites meteorológicos, antecipando os aguaceiros e prevenindo tragédias naturais.

E do campo, a cada ano, safras fabulosas, abarrotando silos e armazéns, portos e ferrovias de grãos em viagem para outros continentes.

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia. Emoções fortes, sob regência da adrenalina, em esportes radicais, e bem do lado, incontáveis indivíduos, alijados da cidadania e de direitos fundamentais da condição humana.

Já não choram. Secaram as lágrimas no olhar perdido. Aguardam o fim do dia como quem espera a libertação de pesados grilhões. Por dentro, jazem vazios de ideal e coragem.

Deambulam ruas e praças, sem saber de onde vem e para onde estão a seguir.

E em toda parte ouvem-se cânticos religiosos, homilias, leituras sacras e receitas prontas de felicidade ligeira.

Quatro itens para a conquista do corpo perfeito. Dez conselhos para a paz definitiva.

E a todo momento a contemplação de corpos assinalados pela perfeição estética ou atrofiados pelo mau uso de seus transitórios inquilinos.

Quanta alegria no berçário e quantas lamentações no sepulcro?

Pairando acima dessas cogitações históricas e filosóficas, religiosas e teológicas, brilha a mensagem atemporal de Jesus Cristo, a rocha dos milênios.

Continua Ele percorrendo praias desertas, planícies escaldantes e vales imundos, recolhendo a escória que o tempo de ostentação deseja esquecer.

Desvalidos são por Ele reabilitados. Os tristes são consolados. Os enfermos, medicados pelo elixir da esperança.

Não aponta triunfos mundanos, nem.sugere fuga do mundo. Aconselha confiança em Deus, determinação nas metas existenciais e paciência no acolhimento do fruto.

Sei, sabemos nós que tens enfrentado adversidades que pareceram insuperáveis, problemas quase que insolúveis, crises que deixaram marcas fortes e tempos de escassez, mas chegaste até aqui.

Busca a oração no transe difícil. Medita quando te sobrar tempo. E observa o pássaro que não acumula alimentos, o lírio que não fia a própria beleza e o raio de sol, que não pede licença para vazar por entre duas telhas quebradas, dissipando a escuridão.

Prossegue, filho da luz e herdeiro de Deus!

Não te importe vencer o mundo. Vence tuas imperfeições, domina teus instintos e domestica tua violência íntima. Serás, entre tantos triunfadores passageiros, o maior vencedor, aplainando tua estrada evolutiva das tristezas do mundo para as culminâncias do reino dos céus.

Marta  (Espírito)

Salvador, 13.03.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 8 de março de 2026

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis.

 

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Em quase todas as culturas terrestres, se construíram prisões para deter malfeitores e facínoras. A Mesopotâmia, Pérsia e Fenícia, além da Grécia, as possuíam, destinando àqueles que desrespeitaram as leis vigentes.

Sócrates, antes de sorver a amarga cicuta, esteve refém dos heliastas, implacáveis juízes, incomodados com suas lições pulcras e sua retidão de caráter.

Roma, a seu tempo, as ergueu em grande número, executando pela decapitação ou crucificação muitos dos encarcerados, que nunca tiveram acesso a um julgamento justo.

A Idade Média construiu incontáveis calabouços para silenciar os que profligavam contra os ditames da madre igreja romana, então expoente de uma verdade absoluta. Galileu, Savonarola, Giordano Bruno e Joana d'Arc ocuparam infectos cárceres, antes da imolação que os projetou na história universal.

E em tempos do direito moderno, a segregação judicial ainda se constitui na maneira mais simples de excluir um pária da sociedade. Atualmente, milhões de indesejados estão, em quase todas as nações da Terra, sob grades pesadas, assistindo o sol nascer quadrado.

Sentenciados ou não, estão temporariamente excluídos do convívio comunitário, onde delinquiram, a caminho de curtas ou longas penas de segregação.

Sob a ótica da mensagem cristã e amparo da moderna psicologia, existem outras masmorras execráveis, a acorrentar quase todos a prisões não visíveis.

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis. Os cativos de substâncias psicoativas. Os algemados a paixões enlouquecedoras. Os mendigos de luz. Os detidos pela mesquinhez de caráter e os incapacitados de sair dos grilhões da própria usura.

Em plena era das conquistas náuticas e espaciais, onde para o cérebro parece não haver fronteiras ou limites, contemplamos a marcha dos zumbis humanos, arrastando pesadas correntes de amargura e solidão, medo e angústias indescritíveis.

Inegável constatar que  constituímos uma sociedade doente, urgentemente necessitada de internação na enfermaria da alma, reclamando terapia de socorro às províncias do espírito em combustão emocional.

Não obstante os espaços infinitos em torno, o deambulante da matéria fez livre escolha de seus carcereiros íntimos, que o chicoteiam sem piedade, exigindo satisfação de desejos materiais sem limites.

Para todos nós, veio Jesus, o grande libertador.

Pairando Suas mãos luminosas, a alguns libertou de pesadas algemas das constrições físicas, devolvendo saúde parcial, mas convidando o curado para que não reincidisse na prática do mal, agravando a própria situação.

Ensinou a terapia libertadora, alicerçada no amor ao próximo e a si mesmo, sem narcisismo.

A prática da caridade incondicional.

O exercício do perdão.

O silêncio diante da ocorrência malsã.

A ministração da bondade onde a perversidade ou a indiferença estendeu tentáculos.

Em plena data  evocativa do dia internacional da mulher, que vem sendo feita, em muitas culturas, simples serva dos caprichos do macho alfa, recorda Maria, a rosa mística de Nazaré, que aceitou acolher no ventre o governador espiritual do planeta, rompendo grilhões e alforriando cativos de senzalas emocionais, conclamando todos para a prática do amor sem jaça e a renúncia ao egoísmo primitivo.

Em honra desse anjo estelar, Maria de Nazaré, dedicamos a nossa humilde oblata de hoje!

~ Senhor, faça-se em nós segundo tua vontade e não os nossos caprichos!

Marta (Espírito)

Salvador, 08.03.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 1 de março de 2026

O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente.

 


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O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente. Não nos referimos aqui tão somente ao movimento de placas tectônicas ou eclosão de vulcões, maremotos ou catástrofes climáticas, mas igualmente ao suceder contínuo de mudanças na organização social, fruto da dinâmica da própria sociedade, a buscar conforto, moradia e trabalho.

Desde eras remotíssimas, temos produzido volumosa bagagem de conhecimento científico, cogitações filosóficas e reflexões dogmáticas no terreno delicado da fé, erguendo templos e santuários para cultivo do ato de conceber Deus e sua onipotência. Nossas bibliotecas físicas jazem abarrotadas de livros e pergaminhos antigos, atestando nossas buscas sôfregas pelo entendimento da vida, eliminação do sofrimento e preenchimento do vazio existencial.

Patrocinamos esportes, olimpíadas e jogos mundiais, onde as nações possam cultivar laços fraternos, e periodicamente a goela sedenta da guerra surge qual dragão vomitando fogo, a calcinar o terreno onde pousamos os pés.

O caos parece violentar a harmonia, o conflito estende tentáculos de sangue e fratricídio se generaliza, produzindo luto e dor.

Onde localizar pontos de conexão entre a civilização e a barbárie? Como compreender milhares de séculos de ética e religiosidade, esfaceladas ao troar de canhões e mísseis, obuses e metralhas, drones e aviões militares de última geração?

Ao lado do riso das fugidias alegrias, posta-se o pranto das incessantes carnificinas patrocinadas pela incúria e avareza. Admiráveis construções do pensamento, reduzidas a pó num instante de insânia e loucura.

Incontestável reconhecer que se o cérebro se agigantou, devassando segredos da natureza antes insolúveis, o coração padece de hipertrofia, ainda sobrenadando os instintos e sob regência das paixões em descontrole.

Vidas são exterminadas por coisa nenhuma.

Imperioso o resgate da ética, a vivência da fraternidade legítima e o exercício da capacidade de escuta do outro. Diminuir a robotização desordenada, buscando estreitar laços de afeto, que não podem ser construídos por chips e bem elaborados vídeos da inteligência artificial.

Perceber-se como um espírito em evolução, necessitado da parceria para construção de uma convivência pacífica e saudável. Não abrir mão de princípios nobres, mas aceitar que o outro não adquiriu todo o discernimento que lhe é possível.

E quando os modelos e manequins humanos tombem na própria falácia, caiam nas valas escorregadias da hipocrisia e sigam por equivocados caminhos, buscando o fingido aplauso do mundo, que o cristão decidido não perca seu norte moral e sua bússola existencial.

A figura de Jesus se avulta cada vez mais entre os escombros de uma sociedade decadente, sinalizando o fim de um ciclo evolutivo e começo lento de uma nova era.

O sacrifício de alguns será ganho para milhões. A abnegação de poucos redundará em fartura para incontáveis e o cansaço do servo fiel descansará outros ombros fatigados.

Se ouviste a voz d'Ele no recesso de tua alma, certamente foste escolhido para a difícil semeadura nestes tempos de incerteza e crença cega.

Ombrearás com os violentos e presunçosos, silenciando teus desejos e alimentando a esperança desnutrida.

Cultivarás em solo onde outros desistiram. Se faltar ferramentas, tuas mãos cavarão a gleba difícil, na ensementação promissora.

Mais tarde, bem mais tarde, elas florescerão e frutificarão, eliminando do mundo a fome de paz e confiança.

Onde, como e com quem estiveres, oferta notícias desse tempo novo. Sê tu a carta viva do próprio Evangelho.

Onde tombares, Deus te levantará e o Cristo pensará tuas feridas.

Marta (Espírito)

Cruz das Almas/Ba, 01.03.2026


Médium: Marcel Mariano




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM DURANTE A TRANSIÇÃO

 

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DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM  DURANTE A TRANSIÇÃO


A Terra já iniciou o processo de separar frequências. Por isso, quando alguém desencarna hoje, sua destinação no plano astral (e posterior encarnação) está cada vez mais condicionada ao “nível vibracional” que atingiu.


Em linhas gerais:


 a) Almas mais adiantadas espiritualmente

 • Podem ir para colônias astrais elevadas (como as descritas em obras mediúnicas).

 • Preparam-se para reencarnar já no planeta regenerado ou em planetas ainda mais evoluídos.

 • Algumas ficam em missão nos planos sutis, auxiliando na Transição.


  b) Almas medianas (em aprendizado mas não más)

 • Seguem para colônias de reeducação e cura.

 • Passam por revisão de vida e planejamento.

 • Reencarnarão no mundo regenerado se estiverem aptas, ou em outros mundos de provas e expiações ainda compatíveis.


  c) Almas fortemente ligadas a vibrações densas (ódio, egoísmo extremo, crueldade)

 • Não conseguem mais ressonar com a Terra em elevação.

 • São recolhidas para zonas astrais densas temporariamente.

 • Posteriormente, muitas serão “exiladas” — ou seja, encaminhadas a planetas ainda em estágio primitivo ou de expiação mais intensa, onde continuarão evoluindo.


É o famoso “exílio planetário” descrito por Kardec, Emmanuel e outros, que não é punição eterna, mas uma pedagogia cósmica.


  d) Almas que pediram dispensa ou têm contratos especiais

 • Alguns Espíritos mais velhos ou cansados pedem dispensa do ciclo terreno.

 • Podem ser recebidos em esferas sutis ou migrar para outras escolas evolutivas sem passar pelo caos do ajuste.


  Em suma:


O desencarne hoje já está sendo um “filtro”. O plano espiritual está classificando, amparando, redirecionando cada um conforme seu aprendizado e vibração.


 DESTINO DAS ALMAS DEPOIS DA TRANSIÇÃO COMPLETA


Após a consolidação do mundo regenerado, a Terra será um orbe com outras regras vibratórias.


  Quem vibra em amor, fraternidade, ética e luz reencarnará aqui para continuar construindo a nova humanidade.

  Quem não consegue alinhar-se será encaminhado (antes ou depois de desencarnar) para mundos que ainda precisem de provas e expiações.

  Os Espíritos que evoluíram muito poderão escolher servir aqui como mentores encarnados ou seguir para planos ainda mais elevados.


Resumo simples e direto:


  A Terra se tornará “inabitável” espiritualmente para quem não ressoa com amor e regeneração.

  Quem desencarna agora já passa por um “vestibular” vibracional que define onde irá prosseguir.

  Nada é castigo — tudo é oportunidade de aprendizado adaptada ao nível do Espírito.


   Mensagem do Comando para você hoje


“Digam a eles que não temam a morte, pois ela não é o fim, mas um transporte. Aqueles que amam, que servem, que se arrependem sinceramente, jamais serão abandonados. Toda alma encontra o solo fértil para crescer.”**


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Que pensamentos emitimos diariamente?

 


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A casa universal dos homens e das mulheres já atravessou e ainda atravessará incontáveis eras geológicas e climáticas, migrando para seu desiderato evolutivo no concerto dos astros.

Gelo e calor, chuvas torrenciais e verões tórridos, movimentações tectônicas e calmaria hão assinalado seus milhões de anos de existência como abrigo inicial de trilobitas e protozoários, amebas e seres unicelulares, até que as ferramentas da evolução imprimissem no orbe novas expressões de vida, favorecendo o surgimento dos grandes sáurios.

Sua posterior extinção, causada por atritos constantes com meteoros, impôs no seio das águas abissais e nas partes secas o surgimento gradual de uma vida melhor adaptada ao novo clima.

Somente de dez milhões de anos para cá, as primeiras formas antropóides e simiescas passaram a dividir o solo, as árvores e cavernas com os grandes felinos.

Atualmente, arqueólogos e cientistas estão a arrancar do seio de escavações vestígios desses períodos primitivos, de elaboração das formas em mutação constante.

A cada ciclo de cem mil anos, incontáveis espécies desaparecem e outras surgem, melhor adaptadas ao meio e contando com mais avançados recursos neurais.

É o mecanismo lento, gradual e impossível de ser detido da mãe natureza, facultando que tudo cresça e se renove no concerto da vida universal.

Neste cenário planetário, a espécie humana aqui está há pouco tempo, mas nesse curto espaço de milhões de anos já alterou profundamente a paisagem que o cerca. Dreno de regiões insalubres, fertilização de áreas desérticas, ocupação de espaços pantanosos para habitação ou agricultura, tudo isso impactando o meio ambiente.

Os tempos presentes, por linguagem não verbal, dão conta dessa investida. É notório perceber o aquecimento global, invernos rigorosos e escassez de chuva em algumas áreas, enquanto outras sofrem dilúvios impiedosos. A camada de ozônio em paulatina destruição pela excessiva queima de combustíveis fósseis. A escassez de água potável em inúmeros lugares.

Mas, ao lado dessa interferência humana, calculada pela astúcia e ganância em grande parte, há no planeta uma diferente atmosfera psíquica.

Enquanto o egoísmo ditar as regras da convivência, enquanto o clima de canibalismo social prevalecer e o pesadelo da posse vigir nas almas primitivas, a convivência entre os seres humanos sofrerá incontáveis consequências. Enfermidades e pandemias periódicas varrerão o orbe, espalhando luto e morte. A egrégora psíquica refletirá a selvageria dos costumes, impondo duros reveses aos fâmulos da discórdia e da agressividade. A paz será uma utopia ligeira, forjada em cima de tréguas frágeis e a harmonia religiosa entre tão diferentes pensares de credos e crenças ensejará lutas fratricidas por todo o planeta.

Não por outro motivo o próprio governador da Terra desceu à convivência pessoal com os irmãos perante a divina progenitura. Jesus veio nos socorrer da indigência moral e da miséria intelectual.

Ensinou falando e fazendo. Uniu verbo e ação numa mesma conjugação de conduta diária. A ninguém constrangeu a segui-Lo, advertindo que cada um seria e será sempre o responsável pelos próprios atos, diante da própria consciência.

Incompreendido entre os seus coevos, foi preso, sentenciado e condenado sem culpa. Pediu perdão a Deus por nossa falha coletiva e prossegue, dos cimos da vida feliz, inspirando as coletividades no rumo do incessante aperfeiçoamento intelecto moral.

Que fizemos e estamos a fazer desse tesouro abundante?

Onde o reflexo plausível de nossa melhoria no trato com o meio e nas relações interpessoais?

Que pensamentos emitimos diariamente?

Qual o teor de nossas vibrações quando estamos a sós?

São interrogações tão antigas quanto os dinossauros, tão filosóficas como se ainda estivéssemos com Sócrates pelas ruas de Atenas e tão desafiadores quanto o teorema de Pitágoras, mas o alto não exige, nem pede muito.

Sugere apenas que cada um nunca encerre o dia sem a prática de um gesto de bondade, a oferta de um sorriso e o cultivo de uma flor.

A parte mais difícil Ele já fez e prossegue fazendo por nós.

Marta (Espírito)

Juazeiro, 15.02.2026


Médium: Marcel Mariano




sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cinquenta e dois anos do incêndio do edifício Joelma.

 

Edifício Joelma.


Ao estudioso das estatísticas mundiais, não escapará o anotar de tragédias e acontecimentos que sulcaram a sensibilidade humana, particularmente no terreno das catástrofes naturais ou provocadas. 

Cinquenta e dois anos do incêndio do edifício Joelma, com três centenas de óbitos. O devastador sinistro num circo, ocorrido na cidade de Niterói em 1961, deixando mais de 500 vítimas fatais. 

Terremotos e inundações de caráter colossal, chuvas torrenciais que deixaram incontáveis desabrigados e desalojados. A tudo isso, somam-se as guerras localizadas ou generalizadas, produzindo aflição e agonia em milhões de indivíduos. 

Sobrevindo a paz e anos de harmonia, as forças da natureza se acalmam, prédios são reconstruídos e as baionetas são recolhidas às casernas, permitindo que o progresso e uma relativa harmonia social sopre sobre a civilização, permitindo avanços culturais e cultivo da religiosidade sem conflitos. 

A história humana é, antes de tudo, uma epopeia de contradições e opostos, onde forças antagônicas, do ponto de vista político e financeiro, religioso e cultural, colocaram povos uns contra os outros, na dizimação recíproca. Restando escombros pós conflito, cada lado juntou seus pedaços e se refez como era possível, fazendo florescer a esperança em dias melhores. 

A ciência médica gestou em laboratórios a superação de enfermidades dolorosas, a vitimarem milhões. A engenharia descortinou novos materiais para a construção civil e o direito colacionou novas leis, reprimindo o crime e assegurando direitos. 

A proliferação de credos e crenças religiosas diversificou o pensamento, permitindo a liberdade religiosa como nunca se experimentara antes na Terra. 

Economistas respeitáveis estruturaram cálculos sobre renda e trabalho, organizando sistemas que permitiram o equilíbrio das finanças públicas, sustentando o progresso e a ordem social. 

E quando tudo parece calmaria e sossego, ordem e previdência, a terra vomita lava de vulcões, placas tectônicas se chocam em tsunamis devastadores e uma corrida armamentista parece prenunciar o eclodir de uma nova guerra mundial.

Em todas as épocas, o planeta se viu visitado por flagelos destrutivos, impondo doloridas reflexões humanas sobre as forças da natureza, que até podem ser previstas, mas nunca detidas. As provocadas tem, quase sempre, por gênese, a inferioridade humana e o predomínio da natureza animal sobre a natureza espiritual. 

Surgem do egoísmo feroz, da avareza sórdida e da ganância desmedida. Brotam da imperfeição moral e se alastram qual rastilho de fogo em capim seco, sob o vento forte da discórdia de pensamentos antagônicos. 

Onde, então, encontrar uma saída ou lenitivo para tão graves ocorrências? 

Diante das forças incontroláveis da mãe natureza, buscar a oração e a compreensão que Deus renova o mundo pelo aplicar de Suas Divinas leis, a maioria delas desconhecida das frágeis criaturas humanas. As ocorrências de gênese humana precisam do emplastro da educação moral, única ferramenta que colocará fim às disputas estéreis, pacificando homens que se fizeram feras de outros homens. 

Adoção da mensagem de Jesus, imprimindo-a no viver e na conduta, no pensamento e nos sentimentos, fazendo florescer a fraternidade legítima na convivência interpessoal. 

Quando o ser humano conseguir descrucificar o Divino Amigo das traves hediondas do martírio de vinte séculos, iluminar a própria consciência pela lamparina do amor e permitir que o outro seja como ele é, sem imposições e tiranias emocionais, as civilizações terão dado um passo enorme em direção ao mundo novo, erguido sob os escombros da decadente civilização em ruidosa transformação. 

Contabilizam-se incontáveis seres que militam na sabotagem dos anseios da paz e da fraternidade, credores de nossa misericórdia e compaixão, mas já não se pode contar os que se doam em testemunho da nova era, sacrificando interesses pessoais para pavimentar o admirável mundo.

Em que time estás jogando? 

Marta (Espírito)

Salvador, 01.02.2026


Médium: Marcel Mariano



Cronos - O Senhor do tempo

 

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Na antiga mitologia grega, Cronos, um dos titãs, se fez adorar como o senhor do tempo, tendo nas mãos uma foice, símbolo do seu poder e grandeza.

A tudo controlava. 

Cada ser vivo estava por ele assinalado. Havia tempo para nascer, crescer, amadurecer, envelhecer e sucumbir ao guante de sua adaga implacável. 

Há árvores milenares em algumas florestas da África, de Papua Nova Guiné e da Amazônia, mas estão fadadas a algum dia desaparecerem em colossais incêndios naturais ou tombarem sob a lâmina afiada de algum machado. 

Pedras basálticas ou de origem vulcânica deram mostras de possuírem milhões de anos, mas Cronos um dia as reduzirá a pó.

Estrelas que explodiram há milhões de anos ainda exibem seu clarão no universo, viajando na velocidade da luz em direção ao espaço profundo.

E no planeta azul, onde bilhões de seres se agitam na faina dos compromissos redentores e nas labutas dolorosas da própria sublimação, o relógio de pulso ou o pêndulo na parede sinalizam que o tempo nunca se detém.

É ele um eterno perpétuo presente. Foram as criaturas humanas que o delimitaram em três momentos distintos. 

Ontem. 

Infância risonha, adolescência sonhadora, mocidade agitada, madureza em expectativa e ancianidade galopante.

Hoje.

O compromisso aguardando realização. 

O trabalho não realizado.

A ansiedade de quem aguarda quem não vai chegar.

O mal súbito, arrebatando um afeto diante de nossos olhos cheios de lágrimas e mãos impotentes.

A oportunidade perdida.

O laço afetivo desfeito num semblante sem expressão.

O amanhã. 

Sonhos, possibilidades, projetos, expectativas. 

Quem sabe a viagem ansiada, o roteiro pelo país exótico, a alegre excursão entre amigos de infância, o abraço saudoso no saguão do aeroporto lotado.

Para o cristão decidido, cuja mensagem do Cristo foi maturada e bem compreendida, o tempo deixa de ser regido por Cronos e passa ao controle da consciência lúcida. 

A qualquer circunstância favorável, um minuto que seja e uma semente é depositada na terra fecunda. 

Uma palavra bem posta ao viajante perdido. Uma página vazada em considerações otimistas. Um bilhete ofertando auxílio sem qualquer intenção de recompensa. Um esclarecimento salvador. Uma receita que restaure a saúde abalada de alguém em aflição. 

Nenhum grilhão com o pretérito. Compreende que já atravessou desertos, montanhas difíceis e vales inóspitos, mas se tem em si as lembranças, não as torna verdugos íntimos, chicoteando a consciência e maltratando os sentimentos.

Aguarda o futuro como quem espera uma primavera florida, onde os campos vazios se farão messe farta de rosas e aloendros ricos de beleza. Não se ilude quanto ao tempo da floração, frutescência e colheita.

Tens consciência que pode, se o desejar, semear livremente, mas as demais etapas até o fruto pertencem a Deus, Senhor do tempo e do universo.

Tropeçando, não se fixa no chão duro onde escorregou, mas busca se erguer e prosseguir caminhada afora.

Sabe-se um visitante passageiro do condomínio Terra, ocupando algum apartamento cedido pelo Excelso Síndico, a quem prestará contas de sua administração.

Finda a jornada, longa ou curta, conforme os ponteiros do relógio, aguarda com serenidade e confiança o comboio da morte física como quem fecha um ciclo, a despertar em breve em outra pátria, onde prosseguirá vivendo e amando, servindo e passando.

Eis teu tempo pela ampulheta do Cristo, o Divino fiador de tua jornada pelos rincões terrestres.

Tens aproveitado essa excelsa concessão? 

Marta (Espírito)

Juazeiro, 01.01.2026


Médium: Marcel Mariano




segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Morre aos 42 anos o vereador Joaquim Inácio de Souza Neto, o Netinho do Táxi

 


Morre aos 42 anos o vereador Joaquim Inácio de Souza Neto, o Netinho do Táxi


Faleceu por volta das 11h da manhã desta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o vereador Joaquim Inácio de Souza Neto, conhecido popularmente como Netinho do Táxi, aos 42 anos de idade.


De acordo com informações, o parlamentar passou mal em sua residência, no bairro Alto do Cigano, em Senhor do Bonfim, onde estava desde que recebeu alta hospitalar para passar seus últimos momentos ao lado da família.


Netinho enfrentava um câncer no pâncreas, diagnosticado em meados de maio do ano passado. A doença foi mantida em sigilo, restrita a familiares e amigos mais próximos. Mesmo após procedimentos cirúrgicos e acompanhamento médico, os profissionais constataram que o câncer havia se expandido para outros órgãos, agravando o quadro clínico.


Recentemente, o vereador esteve internado no Hospital Aristides Maltez, em Salvador, referência no tratamento oncológico, e recebeu alta hospitalar em caráter humanitário, para permanecer em casa com seus familiares.


Na manhã desta segunda-feira, autoridades estaduais já se encontravam em Senhor do Bonfim para a solenidade de estadualização do Hospital Antônio Monteiro. Entre elas, a secretária de Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, e o secretário de Relações Institucionais, Adolfo Loyola. Por volta das 11h20, quando chegavam à Câmara de Vereadores, todos foram informados da morte do vereador.


Em respeito ao falecimento, o evento foi suspenso, ocorrendo apenas uma coletiva de imprensa para tratar da estadualização do hospital. A assinatura dos documentos deverá acontecer sem cerimônia oficial.


A cidade de Senhor do Bonfim vive, neste momento, sentimentos mistos: ao mesmo tempo em que comemora a estadualização do hospital, perde um vereador jovem, aos 42 anos, com uma trajetória política em construção e muitos projetos pela frente.


O Blog do Netto Maravilha trará, em instantes, informações sobre velório, sepultamento e demais detalhes relacionados à morte do vereador Netinho do Táxi.


Blog do Netto Maravilha

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Nota de Pesar - Osório Rebouças

 


Osório Rebouças, durante muito tempo esteve a frente do Polo do SEBRAE em Senhor do Bonfim, e recentemente trabalhando no SENAI de Senhor do Bonfim, faleceu vítima de infarto em Salvador, neste domingo 1° de fevereiro.


Nossos sentimentos aos familiares e amigos pela grande perda.


Blog do Netto Maravilha


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A Teoria da TERRA PLANA

 

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Gente, vamos analisar de forma simples:

O horizonte nunca curva ao olho nu, mesmo em grandes distâncias. Isso é observação direta, não suposição.

O Sol não está a 149 milhões de km, mas sim mais próximo e pequeno, se movendo em trajetórias circulares acima da Terra. Esse movimento explica dia, noite e estações.

As nuvens se movem localmente pelo vento, pressão e temperatura  isso não depende da Terra girar. E a luz do Sol se espalha pela atmosfera, refletindo e refratando, iluminando nuvens por baixo, asas de avião e superfícies distantes.

Os oceanos ficam onde estão porque há bordas no modelo plano, a Antártica funciona como muralha de gelo que contém a água.

Então, antes de rir, vale observar o que está bem na nossa frente. A Terra plana explica fenômenos cotidianos de forma simples, direta e consistente, diferente de modelos que exigem premissas complicadas ou distâncias absurdas.”


Fonte: Facebook


sábado, 24 de janeiro de 2026

Nota de Pesar - Idelson Benedito

 



Com profundo pesar, manifestamos nossos sentimentos aos familiares e amigos pelo falecimento do ex vereador de Senhor do Bonfim, IDELSON BENEDITO DE SOUZA. Neste momento de dor, reconhecemos que palavras são insuficientes para trazer consolo. No entanto, temos a certeza de que sua história e legado permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.


Fonte: Blogdoclebervieira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Festival de Torta


 



● Hoje no Jr Cofee de Laura Bamberg...Na Praça Nova do Congresso.

● Vários sabores...como Limão Siciliano dentre outros.

● Ambiente VIP...Ar condicionado.. Excelente atendimento.

Vá e confira.



A velhice tira o que herdamos e nos dá o que merecemos.

 


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*Quando tiver um tempo, leia tudo e, se gostar,...* *compartilhe!*

Existem cinco coisas antigas que são boas:

• Pessoas sábias e idosas.

• Os velhos amigos para conversar.

• A velha lenha para aquecer.

• Velhos vinhos para beber.

• Os livros antigos para ler.

*Émile A. Faguet*

O segredo de uma boa velhice não é outra coisa senão um pacto honrado com a solidão

*Gabriel Garcia Marques*

Envelhecer é como escalar uma grande montanha: enquanto escala, as forças diminuem, mas o olhar é mais livre, a visão mais ampla e mais serena.

*Ingmar Bergman*

Os primeiros quarenta anos de vida nos dão o texto; os próximos trinta, o comentário.

*Arthur Schopenhauer*

Os velhos desconfiam dos jovens porque já foram jovens.

*William Shakespeare*

O jovem conhece as regras, mas o velho conhece as exceções. 

*Oliver Wendell Holmes*

Na juventude aprendemos, na velhice entendemos. 

*Marie von Ebner Eschenbach*

A maturidade do homem é ter recuperado a serenidade com a qual brincávamos quando éramos crianças.

*Frederich Nietzsche*

O velho não pode fazer o que um jovem faz; mas faz melhor. 

*Cícero*

Leva dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar a boca. 

*Ernest Hemingway*

As árvores mais antigas dão os frutos mais doces.

 *Provérbio alemão*

Se na sua família não tem um velho, adote um

*Proverbio Milenar Chinês*

A velhice tira o que herdamos e nos dá o que merecemos.                                   

                                                                           Encaminhe para todos aqueles com quem você se importa!

domingo, 18 de janeiro de 2026

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina.

 


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Há quem identifique a paisagem humana em franca desolação. Os sintomas deixam claro uma sociedade doente, profundamente alterada em seus valores, como se um câncer estivesse corroendo as partes mais sensíveis. 

Por toda parte o descaso, a agressividade reinante e a impotência do aparelho estatal em funcionar como um organizador da vida social, garantindo a paz e a harmonia entre seus membros. 

Há quem afirme o fim dos tempos e a chegada de dias sombrios, onde colossal tempestade comece a varrer a velha e decadente sociedade, diluindo seus tijolos defeituosos, a preparar o advento de tempos novos.

O ciclo se repete e não é de hoje. A renovação compulsória se dá em todos os seres vivos e também atinge as coletividades pulsantes, que se desestruturam nas suas bases para se erguerem em bases novas. 

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina. O milenar Egito deixou no deserto os escombros de sua formidável civilização, não restando senão múmias e sarcófagos de seus tempos áureos. 

A Babilônia despencou de seu luxo e ufania, restando tão somente pedras misérrimas de seus tempos de glória. 

A Macedônia, assírios, persas e gregos, outrora poderosas comunidades, hoje são páginas amareladas da história. 

O Império austro-húngaro já se desfez, absorvido em outros povos. O reino dos czares jaz desmantelado e o sonho de Napoleão Bonaparte se fez pesadelo militar na ilha de Santa Helena, onde encerrou seus dias de conquistas militares. 

Agora, teme-se o cogumelo atômico, as armas inteligentes, e a sociedade agita-se no frenesi da posse, delirando no materialismo que nada sinaliza, a não ser a posse corporal, a estética dos tecidos orgânicos e a fama passageira. 

Os deuses são de pedra e cédulas mofadas erguem impérios de conquista e prazer fugidio.

Ter importa mais que ser.

Em pleno caos moral, a esperança surge qual lamparina suave em meio a medonha escuridão. Fala-se de renovação, tempo de semeadura, época de inovar. 

A mensagem de Jesus é revisitada, seus ensinamentos estudados e Sua vida reexaminada. Tem-se uma sede de paz e há um clamor por segurança. A carência de afeto e a rebeldia são tributos muito caros e a inquietação individual e coletiva atingiu limites insuportáveis. 

Renasce a alegria em Jesus. 

Uma parcela imensa de indivíduos O busca para entender Seu projeto de melhoria intelecto-moral para o ser espiritual, em trânsito pelos caminhos terrestres. 

Dores e amarguras já extraíram quase tudo do ser em estertor demorado. 

Estás situado na Terra em transe para promover a diferença. Conheces a imortalidade e sabes, de antemão, que teu corpo é passageiro e que és indestrutível.

Podes proclamar a esperança, espalhar a bondade e semear a alegria, se quiseres. 

Ele não te exige sacrifícios. Pede misericórdia e uma mínima cota de teu tempo em favor da nova era. 

Vens agora ou somente mais tarde? 

Em ti, a decisão que pode florescer o jardim ou crestar a sementeira em possibilidade.

Ele, como sempre, trabalhando e esperando. Com Deus e em Deus.

Marta (Espírito)

Salvador, 18. 01.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 11 de janeiro de 2026

Somos os somatórios das nossas existências

 

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Tanto quanto às civilizações, cada Espírito é o somatório de suas experiências vividas, assinaladas por misérias e holocaustos, gestos de grandeza e de impiedade, sulcando o ser de maneira indelével. 

Will Durant e esposa, durante quatro décadas, dedicaram-se em produzir a história da civilização ocidental, obra escrita em onze volumes, retratando apogeu e decadência das principais culturas do Ocidente, bem como de suas relações com a cultura oriental.

Desfilam as grandes nações, desde a Mesopotâmia, Egito, Suméria e Fenícia, em apanhado minucioso nos anais da história, espelhando glórias filosóficas e tragédias bélicas, retrato vivo dos contrastes da criatura humana, em seu despertar para os valores do campo moral. E tanto quanto as coletividades, igualmente somos retalhos vivos de nossas ações no mundo, grafando com tintas imorredouras nosso livro da vida. 

Gestos impensados em momentos de loucura, produzindo páginas de dor e remorso. 

Cartas de traição a afetos queridos, fazendo retornar ao nosso campo emocional lágrimas de arrependimento e tristeza, solidão e abandono. 

Condutas equivocadas, onde o ego se exibe com suas torpezas e frieza, retrato incontestável de nossa inferioridade moral, edificando resgates dolorosos para o porvir. 

Em meio a um emaranhado de filosofias e religiões diversas, onde procurou antropomorfizar Deus pelos filtros rasteiros dos raciocínios calculistas da posse e da arrogância desmedida, o ser experimentou glórias e ascensões passageiras, demandando o túmulo sob a zombaria de incontáveis vidas destruídas pela insânia e agressividade.

Mas, a caminhada do homem no mundo não está unicamente assinalada pelos comportamentos torvos e pela conduta equivocada, pois os anais da saga dos povos igualmente registraram os atos de coragem e bravura. 

A renúncia em favor da liberdade. As vidas doadas para que a ciência triunfasse sobre a ignorância. A abnegação de missionários anônimos. A caridade desconhecida, que livro algum anotou. 

E entre tantos vultos célebres que percorreram os escorregadios salões da fama e do destaque, a mensagem do Cristo se sobreleva sobre todas, mostrando a força do espírito e a grandeza da alma. 

Erguer os caídos. 

Amparar os vulneráveis. 

Cuidar dos enfermos. 

Alimentar os famintos. 

Prestigiar a verdade e a honra, num contexto social onde a hipocrisia e o fingimento têm tido maior destaque. 

Convidar o ser a meditar sobre a impermanência de tudo que seja posse ligeira, a fim de que o investimento na vida espiritual se faça prioridade em cada destino. 

Jesus Cristo se destaca não pelos louros transitórios, jamais pela beleza física ou pelos poderes que demonstrou na manipulação da matéria, mas sim pelo impacto que causou nas vidas que se lhe cercaram quando de Sua passagem entre nós e pelas incontáveis existências que adotaram Seus princípios, buscando refazer caminhos, domando o corcel das paixões. 

Outra não pode ser a finalidade da vida a não ser o indivíduo tornar-se melhor a cada dia. Conter suas inclinações infelizes, ampliar sua luz íntima e descobrir em si mesmo a força divina que o emula nas trilhas da evolução.

O intercâmbio com os seres desvestidos de carne pela morte, especialmente nos últimos dois séculos, tem carreado aos cativos da matéria um colossal acervo de informações incontestáveis de que a vida não começa na fecundação, nem se dilui na decomposição cadavérica. Antecede o berço e sucede o túmulo, prosseguindo muito mais vibrante e florida depois da libertação da cela corpórea.

O amor foi, é e sempre será a essência da vida, base na qual os futuros pilotis da civilização encontraram treliça para edificação de uma humanidade justa e solidária.

Aos novos cristãos, bafejados pelos ventos suaves da imortalidade, cabe indeclinável tarefa. Hastear a flâmula da imortalidade acima das expressões vazias da cultura materialista, em voga numa sociedade que parece ter perdido o endereço de Deus e o sentido existencial.

A educação será a principal ferramenta do novo tempo. A vivência da doutrina de Jesus tem regime de urgência. E os elementos morais em convulsão pouco a pouco serão acalmados, patrocinando a era de regeneração, ansiada desde já, em marcha para a paz inabalável.


Marta e Yvonne A. Pereira (Espìritos)

Salvador, 11.01.2026


Médium: Marcel Mariano








Yvonne A. Pereira







quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Onde Jesus disse que deveria existir um papa ?

 


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Gostaria de pedir a todos aqui que me respondam isso.....

Onde Jesus disse que deveria existir um papa, com poder supremo sobre todos os cristãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um bispo, com autoridade hierárquica acima de outros irmãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um clero separado, com roupas especiais, títulos honoríficos e status espiritual diferente do restante do povo?

Onde Jesus disse que deveria existir um ritual chamado crisma, com fórmulas fixas e mediação institucional obrigatória?

Onde Jesus disse que deveria existir uma missa estruturada, com altar, paramentos, objetos sagrados e liturgia complexa?

Onde Jesus disse que o pão e o vinho deveriam ser administrados exclusivamente por uma classe sacerdotal?

Onde Jesus disse que deveria existir um templo luxuoso, com imagens, tronos, incenso e ouro, quando Ele mesmo disse que o verdadeiro templo não é feito por mãos humanas?

Onde Jesus disse que deveria existir um catecismo, com fórmulas doutrinárias rígidas para definir quem está “dentro” ou “fora”?

Onde Jesus disse que deveria existir um direito canônico, regulando a fé como se fosse um código jurídico?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada em instituições políticas, com territórios, diplomacia e poder estatal?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “Santo Padre”, se Ele próprio disse para não chamar ninguém de pai em sentido espiritual absoluto?

Onde Jesus disse que o perdão de Deus dependeria de um confessionário, de um rito específico ou da autorização de uma instituição?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo só agiria mediante sacramentos formalizados, e não diretamente na consciência de cada pessoa?

Onde Jesus disse que a salvação exigiria intermediação permanente, quando Ele falava de uma relação direta entre o ser humano e Deus?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria uma organização religiosa, e não uma realidade interior?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser protegida por dogmas imutáveis, definidos séculos depois por concílios?

Onde Jesus disse que deveria existir uma religião oficial, em vez de um caminho vivido no amor, na justiça e na verdade?

Onde Jesus disse que deveria existir um pastor como autoridade suprema, acima da comunidade, com poder espiritual concentrado em uma única pessoa?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “ungido do Senhor” a ponto de não poder ser questionado?

Onde Jesus disse que deveria existir um culto-show, com palco, luzes, fumaça, banda profissional e plateia passiva?

Onde Jesus disse que a fé deveria funcionar como campanha, propósito, corrente, desafio espiritual de sete dias ou voto financeiro?

Onde Jesus disse que bênção estaria condicionada a dízimos obrigatórios, ofertas específicas ou valores pré-estabelecidos?

Onde Jesus disse que prosperidade material seria sinal de fé verdadeira e pobreza sinal de falta de Deus?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria ser pregado como promessa de sucesso, vitória financeira e ascensão social?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria medido por tamanho de templo, número de membros ou faturamento mensal?

Onde Jesus disse que a cura espiritual exigiria atos performáticos, empurrões, gritos ou exposições públicas constrangedoras?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo se manifestaria por repetição induzida de frases, pressão emocional ou imitação coletiva?

Onde Jesus disse que líderes deveriam viver cercados de privilégios, segurança armada, carros de luxo e status?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada como empresa, com metas, marketing agressivo e linguagem corporativa?

Onde Jesus disse que alguém poderia vender milagres, unções, objetos “abençoados” ou promessas de libertação?

Onde Jesus disse que o medo, do inferno, do demônio, da maldição, deveria ser usado como ferramenta de controle espiritual?

Onde Jesus disse que questionar líderes seria rebeldia contra Deus?

Onde Jesus disse que a verdade estaria restrita a uma denominação específica, e que todos os outros estariam enganados?

Onde Jesus disse que a fé deveria produzir alienação política, submissão cega ou manipulação de consciências?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria dividir pessoas entre salvos e perdidos, eleitos e descartáveis, inimigos e aliados?

Onde Jesus disse que o amor ao próximo poderia ser condicionado à crença correta, à frequência no culto ou à obediência institucional?

Diante de todas essas perguntas, fica claro que Jesus nunca instituiu a maior parte das estruturas, cargos, ritos e métodos que hoje dominam tanto o cristianismo institucional quanto muitas igrejas evangélicas contemporâneas. Ele não fundou uma hierarquia religiosa, não criou sistemas de poder espiritual, nem organizou a fé como instituição política ou empresa. O centro de sua mensagem foi o Reino de Deus, apresentado como uma realidade interior, vivida no amor, na justiça e na consciência, e não como uma organização externa sustentada por regras, títulos ou controle.

Seguir Jesus não é o mesmo que seguir instituições religiosas. Muitas práticas que hoje levam seu nome surgiram depois, por razões culturais, históricas e humanas. Jesus não governou pelo medo, não vendeu bênçãos, não concentrou poder e não prometeu prosperidade material. Ele ensinou serviço, humildade, liberdade interior e amor incondicional e tudo o que se afasta disso, por mais religioso que pareça, não veio diretamente de seus ensinamentos.

(Hugo Lapa)


JESUS NUNCA DISSE PARA LERMOS A BÍBLIA

 


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JESUS NUNCA DISSE PARA LERMOS A BÍBLIA


Jesus nunca disse que devemos ler a bíblia ou mesmo fazer da bíblia um livro sagrado. Jesus nunca disse em nenhum momento nos Evangelhos: “leiam a Bíblia” ou “façam da Bíblia o único livro sagrado”. As igrejas inventaram essa máxima ee isso foi disseminado como sendo uma verdade inquestionável, mas não encontra base nos ensinamentos de Jesus. Até porque, na época de Jesus, o Novo Testamento ainda não existia, ele só começou a ser escrito décadas depois da morte de Jesus. O que existia eram as escrituras judaicas (Tanakh), conhecidas pelos cristãos como Antigo Testamento, e mesmo essas não estavam reunidas em um único “livro” como conhecemos hoje.


Jesus não escreveu nada do que está na Bíblia, e os livros que compõem o Novo Testamento foram escritos por seus seguidores e por outros autores ao longo de várias décadas após sua morte. A definição do cânone bíblico, ou seja, a seleção de quais livros seriam considerados “inspirados”, foi feita por líderes eclesiásticos séculos depois, por meio de concílios, debates e disputas de poder, especialmente a partir do século IV.


Onde jesus disse que devemos tratar a bíblia como sagrada? Onde Jesus disse que não devemos ler outras obras da espiritualidade universal, como o Bhagavad Gita, o Tao Te Ching, o Dhammapada, e outros? Não foi nem jesus que escreveu a bíblia e nem que reuniu os livros que foram colocados na bíblia e nunca determinou quais livros seriam excluídos da Bíblia.


Existem mais de 200 livros apócrifos que não foram incluídos na Bíblia, mas que foram escritos pela tradição judaico-cristã da época. Existem muitos evangelhos e textos apócrifos, incluindo o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Maria Madalena, o Evangelho de Filipe, os Atos de João, Pistis Sophia, entre outros. Esses textos foram excluídos por diversos motivos, incluindo conflitos com doutrinas que a Igreja desejava consolidar, suspeitas de autoria ou conteúdo considerado “herético”. Isso significa que, ao longo dos séculos, a igreja definiu, de forma arbitrária, quais livros deveriam entrar e quais deveriam ser excluídos.


Foi no ano 325 d.C., no Concílio de Niceia, sob o imperador Constantino, que se decidiu oficialmente por um cânone unificado. Muitos evangelhos foram banidos e considerados “heréticos”, não porque fossem falsos, mas porque não serviam à estrutura de poder da Igreja em formação. A partir daí, surgiu a ideia de que somente a Bíblia, e só aquela versão, seria sagrada. Jesus, porém, nunca criou uma igreja, nunca fundou uma religião, nunca disse que Pedro seria papa e nunca escreveu um livro. Sua “Palavra” era viva, presente, universal, e acessível a todos.


Por outro lado, Jesus nunca disse que seus seguidores não poderiam aprender de outras tradições. Aliás, ele próprio usava muitas imagens e parábolas universais que podem ser encontradas em outras tradições espirituais. Proibir outras leituras é algo que surgiu muito tempo depois, por parte de instituições religiosas que buscaram manter o controle ideológico e espiritual sobre os fiéis. Há parábolas de Jesus que já eram encontradas no Budismo, como por exemplo, a fila de cegos guiando outros cegos, que é uma parábola ensinada por Buda. Ou o filho pródigo, que é também uma estória budista antiga. Ou como as tentações de Jesus, muito semelhantes as tentações de Buda com Maia, o demônio das ilusões. Se existem esses paralelos entre os ensinamentos, por que devemos acreditar que somente a Bíblia é sagrada e outras tradições, com seus livros, não podem ser lidos ou praticados?


Portanto, a ideia de que somente a Bíblia é “a palavra de Deus” é uma construção bem posterior a Jesus, feita por concílios e igrejas com interesses muitas vezes mais institucionais do que espirituais. A mensagem de Jesus, ao contrário, é aberta, direta, e convida à experiência viva do amor, da verdade e da compaixão, algo que transcende livros e fronteiras religiosas.


(Hugo Lapa)