terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A Teoria da TERRA PLANA

 

Imagem ilustrativa


Gente, vamos analisar de forma simples:

O horizonte nunca curva ao olho nu, mesmo em grandes distâncias. Isso é observação direta, não suposição.

O Sol não está a 149 milhões de km, mas sim mais próximo e pequeno, se movendo em trajetórias circulares acima da Terra. Esse movimento explica dia, noite e estações.

As nuvens se movem localmente pelo vento, pressão e temperatura  isso não depende da Terra girar. E a luz do Sol se espalha pela atmosfera, refletindo e refratando, iluminando nuvens por baixo, asas de avião e superfícies distantes.

Os oceanos ficam onde estão porque há bordas no modelo plano, a Antártica funciona como muralha de gelo que contém a água.

Então, antes de rir, vale observar o que está bem na nossa frente. A Terra plana explica fenômenos cotidianos de forma simples, direta e consistente, diferente de modelos que exigem premissas complicadas ou distâncias absurdas.”


Fonte: Facebook


sábado, 24 de janeiro de 2026

Nota de Pesar - Idelson Benedito

 



Com profundo pesar, manifestamos nossos sentimentos aos familiares e amigos pelo falecimento do ex vereador de Senhor do Bonfim, IDELSON BENEDITO DE SOUZA. Neste momento de dor, reconhecemos que palavras são insuficientes para trazer consolo. No entanto, temos a certeza de que sua história e legado permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.


Fonte: Blogdoclebervieira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Festival de Torta


 



● Hoje no Jr Cofee de Laura Bamberg...Na Praça Nova do Congresso.

● Vários sabores...como Limão Siciliano dentre outros.

● Ambiente VIP...Ar condicionado.. Excelente atendimento.

Vá e confira.



A velhice tira o que herdamos e nos dá o que merecemos.

 


Imagem ilustrativa


*Quando tiver um tempo, leia tudo e, se gostar,...* *compartilhe!*

Existem cinco coisas antigas que são boas:

• Pessoas sábias e idosas.

• Os velhos amigos para conversar.

• A velha lenha para aquecer.

• Velhos vinhos para beber.

• Os livros antigos para ler.

*Émile A. Faguet*

O segredo de uma boa velhice não é outra coisa senão um pacto honrado com a solidão

*Gabriel Garcia Marques*

Envelhecer é como escalar uma grande montanha: enquanto escala, as forças diminuem, mas o olhar é mais livre, a visão mais ampla e mais serena.

*Ingmar Bergman*

Os primeiros quarenta anos de vida nos dão o texto; os próximos trinta, o comentário.

*Arthur Schopenhauer*

Os velhos desconfiam dos jovens porque já foram jovens.

*William Shakespeare*

O jovem conhece as regras, mas o velho conhece as exceções. 

*Oliver Wendell Holmes*

Na juventude aprendemos, na velhice entendemos. 

*Marie von Ebner Eschenbach*

A maturidade do homem é ter recuperado a serenidade com a qual brincávamos quando éramos crianças.

*Frederich Nietzsche*

O velho não pode fazer o que um jovem faz; mas faz melhor. 

*Cícero*

Leva dois anos para aprender a falar e sessenta para aprender a calar a boca. 

*Ernest Hemingway*

As árvores mais antigas dão os frutos mais doces.

 *Provérbio alemão*

Se na sua família não tem um velho, adote um

*Proverbio Milenar Chinês*

A velhice tira o que herdamos e nos dá o que merecemos.                                   

                                                                           Encaminhe para todos aqueles com quem você se importa!

domingo, 18 de janeiro de 2026

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina.

 


Imagem ilustrativa


Há quem identifique a paisagem humana em franca desolação. Os sintomas deixam claro uma sociedade doente, profundamente alterada em seus valores, como se um câncer estivesse corroendo as partes mais sensíveis. 

Por toda parte o descaso, a agressividade reinante e a impotência do aparelho estatal em funcionar como um organizador da vida social, garantindo a paz e a harmonia entre seus membros. 

Há quem afirme o fim dos tempos e a chegada de dias sombrios, onde colossal tempestade comece a varrer a velha e decadente sociedade, diluindo seus tijolos defeituosos, a preparar o advento de tempos novos.

O ciclo se repete e não é de hoje. A renovação compulsória se dá em todos os seres vivos e também atinge as coletividades pulsantes, que se desestruturam nas suas bases para se erguerem em bases novas. 

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina. O milenar Egito deixou no deserto os escombros de sua formidável civilização, não restando senão múmias e sarcófagos de seus tempos áureos. 

A Babilônia despencou de seu luxo e ufania, restando tão somente pedras misérrimas de seus tempos de glória. 

A Macedônia, assírios, persas e gregos, outrora poderosas comunidades, hoje são páginas amareladas da história. 

O Império austro-húngaro já se desfez, absorvido em outros povos. O reino dos czares jaz desmantelado e o sonho de Napoleão Bonaparte se fez pesadelo militar na ilha de Santa Helena, onde encerrou seus dias de conquistas militares. 

Agora, teme-se o cogumelo atômico, as armas inteligentes, e a sociedade agita-se no frenesi da posse, delirando no materialismo que nada sinaliza, a não ser a posse corporal, a estética dos tecidos orgânicos e a fama passageira. 

Os deuses são de pedra e cédulas mofadas erguem impérios de conquista e prazer fugidio.

Ter importa mais que ser.

Em pleno caos moral, a esperança surge qual lamparina suave em meio a medonha escuridão. Fala-se de renovação, tempo de semeadura, época de inovar. 

A mensagem de Jesus é revisitada, seus ensinamentos estudados e Sua vida reexaminada. Tem-se uma sede de paz e há um clamor por segurança. A carência de afeto e a rebeldia são tributos muito caros e a inquietação individual e coletiva atingiu limites insuportáveis. 

Renasce a alegria em Jesus. 

Uma parcela imensa de indivíduos O busca para entender Seu projeto de melhoria intelecto-moral para o ser espiritual, em trânsito pelos caminhos terrestres. 

Dores e amarguras já extraíram quase tudo do ser em estertor demorado. 

Estás situado na Terra em transe para promover a diferença. Conheces a imortalidade e sabes, de antemão, que teu corpo é passageiro e que és indestrutível.

Podes proclamar a esperança, espalhar a bondade e semear a alegria, se quiseres. 

Ele não te exige sacrifícios. Pede misericórdia e uma mínima cota de teu tempo em favor da nova era. 

Vens agora ou somente mais tarde? 

Em ti, a decisão que pode florescer o jardim ou crestar a sementeira em possibilidade.

Ele, como sempre, trabalhando e esperando. Com Deus e em Deus.

Marta (Espírito)

Salvador, 18. 01.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 11 de janeiro de 2026

Somos os somatórios das nossas existências

 

Imagem ilustrativa


Tanto quanto às civilizações, cada Espírito é o somatório de suas experiências vividas, assinaladas por misérias e holocaustos, gestos de grandeza e de impiedade, sulcando o ser de maneira indelével. 

Will Durant e esposa, durante quatro décadas, dedicaram-se em produzir a história da civilização ocidental, obra escrita em onze volumes, retratando apogeu e decadência das principais culturas do Ocidente, bem como de suas relações com a cultura oriental.

Desfilam as grandes nações, desde a Mesopotâmia, Egito, Suméria e Fenícia, em apanhado minucioso nos anais da história, espelhando glórias filosóficas e tragédias bélicas, retrato vivo dos contrastes da criatura humana, em seu despertar para os valores do campo moral. E tanto quanto as coletividades, igualmente somos retalhos vivos de nossas ações no mundo, grafando com tintas imorredouras nosso livro da vida. 

Gestos impensados em momentos de loucura, produzindo páginas de dor e remorso. 

Cartas de traição a afetos queridos, fazendo retornar ao nosso campo emocional lágrimas de arrependimento e tristeza, solidão e abandono. 

Condutas equivocadas, onde o ego se exibe com suas torpezas e frieza, retrato incontestável de nossa inferioridade moral, edificando resgates dolorosos para o porvir. 

Em meio a um emaranhado de filosofias e religiões diversas, onde procurou antropomorfizar Deus pelos filtros rasteiros dos raciocínios calculistas da posse e da arrogância desmedida, o ser experimentou glórias e ascensões passageiras, demandando o túmulo sob a zombaria de incontáveis vidas destruídas pela insânia e agressividade.

Mas, a caminhada do homem no mundo não está unicamente assinalada pelos comportamentos torvos e pela conduta equivocada, pois os anais da saga dos povos igualmente registraram os atos de coragem e bravura. 

A renúncia em favor da liberdade. As vidas doadas para que a ciência triunfasse sobre a ignorância. A abnegação de missionários anônimos. A caridade desconhecida, que livro algum anotou. 

E entre tantos vultos célebres que percorreram os escorregadios salões da fama e do destaque, a mensagem do Cristo se sobreleva sobre todas, mostrando a força do espírito e a grandeza da alma. 

Erguer os caídos. 

Amparar os vulneráveis. 

Cuidar dos enfermos. 

Alimentar os famintos. 

Prestigiar a verdade e a honra, num contexto social onde a hipocrisia e o fingimento têm tido maior destaque. 

Convidar o ser a meditar sobre a impermanência de tudo que seja posse ligeira, a fim de que o investimento na vida espiritual se faça prioridade em cada destino. 

Jesus Cristo se destaca não pelos louros transitórios, jamais pela beleza física ou pelos poderes que demonstrou na manipulação da matéria, mas sim pelo impacto que causou nas vidas que se lhe cercaram quando de Sua passagem entre nós e pelas incontáveis existências que adotaram Seus princípios, buscando refazer caminhos, domando o corcel das paixões. 

Outra não pode ser a finalidade da vida a não ser o indivíduo tornar-se melhor a cada dia. Conter suas inclinações infelizes, ampliar sua luz íntima e descobrir em si mesmo a força divina que o emula nas trilhas da evolução.

O intercâmbio com os seres desvestidos de carne pela morte, especialmente nos últimos dois séculos, tem carreado aos cativos da matéria um colossal acervo de informações incontestáveis de que a vida não começa na fecundação, nem se dilui na decomposição cadavérica. Antecede o berço e sucede o túmulo, prosseguindo muito mais vibrante e florida depois da libertação da cela corpórea.

O amor foi, é e sempre será a essência da vida, base na qual os futuros pilotis da civilização encontraram treliça para edificação de uma humanidade justa e solidária.

Aos novos cristãos, bafejados pelos ventos suaves da imortalidade, cabe indeclinável tarefa. Hastear a flâmula da imortalidade acima das expressões vazias da cultura materialista, em voga numa sociedade que parece ter perdido o endereço de Deus e o sentido existencial.

A educação será a principal ferramenta do novo tempo. A vivência da doutrina de Jesus tem regime de urgência. E os elementos morais em convulsão pouco a pouco serão acalmados, patrocinando a era de regeneração, ansiada desde já, em marcha para a paz inabalável.


Marta e Yvonne A. Pereira (Espìritos)

Salvador, 11.01.2026


Médium: Marcel Mariano








Yvonne A. Pereira







quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Onde Jesus disse que deveria existir um papa ?

 


Imagem ilustrativa


Gostaria de pedir a todos aqui que me respondam isso.....

Onde Jesus disse que deveria existir um papa, com poder supremo sobre todos os cristãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um bispo, com autoridade hierárquica acima de outros irmãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um clero separado, com roupas especiais, títulos honoríficos e status espiritual diferente do restante do povo?

Onde Jesus disse que deveria existir um ritual chamado crisma, com fórmulas fixas e mediação institucional obrigatória?

Onde Jesus disse que deveria existir uma missa estruturada, com altar, paramentos, objetos sagrados e liturgia complexa?

Onde Jesus disse que o pão e o vinho deveriam ser administrados exclusivamente por uma classe sacerdotal?

Onde Jesus disse que deveria existir um templo luxuoso, com imagens, tronos, incenso e ouro, quando Ele mesmo disse que o verdadeiro templo não é feito por mãos humanas?

Onde Jesus disse que deveria existir um catecismo, com fórmulas doutrinárias rígidas para definir quem está “dentro” ou “fora”?

Onde Jesus disse que deveria existir um direito canônico, regulando a fé como se fosse um código jurídico?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada em instituições políticas, com territórios, diplomacia e poder estatal?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “Santo Padre”, se Ele próprio disse para não chamar ninguém de pai em sentido espiritual absoluto?

Onde Jesus disse que o perdão de Deus dependeria de um confessionário, de um rito específico ou da autorização de uma instituição?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo só agiria mediante sacramentos formalizados, e não diretamente na consciência de cada pessoa?

Onde Jesus disse que a salvação exigiria intermediação permanente, quando Ele falava de uma relação direta entre o ser humano e Deus?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria uma organização religiosa, e não uma realidade interior?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser protegida por dogmas imutáveis, definidos séculos depois por concílios?

Onde Jesus disse que deveria existir uma religião oficial, em vez de um caminho vivido no amor, na justiça e na verdade?

Onde Jesus disse que deveria existir um pastor como autoridade suprema, acima da comunidade, com poder espiritual concentrado em uma única pessoa?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “ungido do Senhor” a ponto de não poder ser questionado?

Onde Jesus disse que deveria existir um culto-show, com palco, luzes, fumaça, banda profissional e plateia passiva?

Onde Jesus disse que a fé deveria funcionar como campanha, propósito, corrente, desafio espiritual de sete dias ou voto financeiro?

Onde Jesus disse que bênção estaria condicionada a dízimos obrigatórios, ofertas específicas ou valores pré-estabelecidos?

Onde Jesus disse que prosperidade material seria sinal de fé verdadeira e pobreza sinal de falta de Deus?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria ser pregado como promessa de sucesso, vitória financeira e ascensão social?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria medido por tamanho de templo, número de membros ou faturamento mensal?

Onde Jesus disse que a cura espiritual exigiria atos performáticos, empurrões, gritos ou exposições públicas constrangedoras?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo se manifestaria por repetição induzida de frases, pressão emocional ou imitação coletiva?

Onde Jesus disse que líderes deveriam viver cercados de privilégios, segurança armada, carros de luxo e status?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada como empresa, com metas, marketing agressivo e linguagem corporativa?

Onde Jesus disse que alguém poderia vender milagres, unções, objetos “abençoados” ou promessas de libertação?

Onde Jesus disse que o medo, do inferno, do demônio, da maldição, deveria ser usado como ferramenta de controle espiritual?

Onde Jesus disse que questionar líderes seria rebeldia contra Deus?

Onde Jesus disse que a verdade estaria restrita a uma denominação específica, e que todos os outros estariam enganados?

Onde Jesus disse que a fé deveria produzir alienação política, submissão cega ou manipulação de consciências?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria dividir pessoas entre salvos e perdidos, eleitos e descartáveis, inimigos e aliados?

Onde Jesus disse que o amor ao próximo poderia ser condicionado à crença correta, à frequência no culto ou à obediência institucional?

Diante de todas essas perguntas, fica claro que Jesus nunca instituiu a maior parte das estruturas, cargos, ritos e métodos que hoje dominam tanto o cristianismo institucional quanto muitas igrejas evangélicas contemporâneas. Ele não fundou uma hierarquia religiosa, não criou sistemas de poder espiritual, nem organizou a fé como instituição política ou empresa. O centro de sua mensagem foi o Reino de Deus, apresentado como uma realidade interior, vivida no amor, na justiça e na consciência, e não como uma organização externa sustentada por regras, títulos ou controle.

Seguir Jesus não é o mesmo que seguir instituições religiosas. Muitas práticas que hoje levam seu nome surgiram depois, por razões culturais, históricas e humanas. Jesus não governou pelo medo, não vendeu bênçãos, não concentrou poder e não prometeu prosperidade material. Ele ensinou serviço, humildade, liberdade interior e amor incondicional e tudo o que se afasta disso, por mais religioso que pareça, não veio diretamente de seus ensinamentos.

(Hugo Lapa)


JESUS NUNCA DISSE PARA LERMOS A BÍBLIA

 


Imagem ilustrativa



JESUS NUNCA DISSE PARA LERMOS A BÍBLIA


Jesus nunca disse que devemos ler a bíblia ou mesmo fazer da bíblia um livro sagrado. Jesus nunca disse em nenhum momento nos Evangelhos: “leiam a Bíblia” ou “façam da Bíblia o único livro sagrado”. As igrejas inventaram essa máxima ee isso foi disseminado como sendo uma verdade inquestionável, mas não encontra base nos ensinamentos de Jesus. Até porque, na época de Jesus, o Novo Testamento ainda não existia, ele só começou a ser escrito décadas depois da morte de Jesus. O que existia eram as escrituras judaicas (Tanakh), conhecidas pelos cristãos como Antigo Testamento, e mesmo essas não estavam reunidas em um único “livro” como conhecemos hoje.


Jesus não escreveu nada do que está na Bíblia, e os livros que compõem o Novo Testamento foram escritos por seus seguidores e por outros autores ao longo de várias décadas após sua morte. A definição do cânone bíblico, ou seja, a seleção de quais livros seriam considerados “inspirados”, foi feita por líderes eclesiásticos séculos depois, por meio de concílios, debates e disputas de poder, especialmente a partir do século IV.


Onde jesus disse que devemos tratar a bíblia como sagrada? Onde Jesus disse que não devemos ler outras obras da espiritualidade universal, como o Bhagavad Gita, o Tao Te Ching, o Dhammapada, e outros? Não foi nem jesus que escreveu a bíblia e nem que reuniu os livros que foram colocados na bíblia e nunca determinou quais livros seriam excluídos da Bíblia.


Existem mais de 200 livros apócrifos que não foram incluídos na Bíblia, mas que foram escritos pela tradição judaico-cristã da época. Existem muitos evangelhos e textos apócrifos, incluindo o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Maria Madalena, o Evangelho de Filipe, os Atos de João, Pistis Sophia, entre outros. Esses textos foram excluídos por diversos motivos, incluindo conflitos com doutrinas que a Igreja desejava consolidar, suspeitas de autoria ou conteúdo considerado “herético”. Isso significa que, ao longo dos séculos, a igreja definiu, de forma arbitrária, quais livros deveriam entrar e quais deveriam ser excluídos.


Foi no ano 325 d.C., no Concílio de Niceia, sob o imperador Constantino, que se decidiu oficialmente por um cânone unificado. Muitos evangelhos foram banidos e considerados “heréticos”, não porque fossem falsos, mas porque não serviam à estrutura de poder da Igreja em formação. A partir daí, surgiu a ideia de que somente a Bíblia, e só aquela versão, seria sagrada. Jesus, porém, nunca criou uma igreja, nunca fundou uma religião, nunca disse que Pedro seria papa e nunca escreveu um livro. Sua “Palavra” era viva, presente, universal, e acessível a todos.


Por outro lado, Jesus nunca disse que seus seguidores não poderiam aprender de outras tradições. Aliás, ele próprio usava muitas imagens e parábolas universais que podem ser encontradas em outras tradições espirituais. Proibir outras leituras é algo que surgiu muito tempo depois, por parte de instituições religiosas que buscaram manter o controle ideológico e espiritual sobre os fiéis. Há parábolas de Jesus que já eram encontradas no Budismo, como por exemplo, a fila de cegos guiando outros cegos, que é uma parábola ensinada por Buda. Ou o filho pródigo, que é também uma estória budista antiga. Ou como as tentações de Jesus, muito semelhantes as tentações de Buda com Maia, o demônio das ilusões. Se existem esses paralelos entre os ensinamentos, por que devemos acreditar que somente a Bíblia é sagrada e outras tradições, com seus livros, não podem ser lidos ou praticados?


Portanto, a ideia de que somente a Bíblia é “a palavra de Deus” é uma construção bem posterior a Jesus, feita por concílios e igrejas com interesses muitas vezes mais institucionais do que espirituais. A mensagem de Jesus, ao contrário, é aberta, direta, e convida à experiência viva do amor, da verdade e da compaixão, algo que transcende livros e fronteiras religiosas.


(Hugo Lapa)


 



domingo, 4 de janeiro de 2026

Animais foram idolatrados

 


Imagem ilustrativa.


Até onde possa viajar o pensamento, encontraremos o homem buscando o sentido existencial. Mobilizando os recursos que se lhe estavam ao alcance, tentou, pela filosofia, decifrar o enigma da vida e o porquê do sofrimento. 

Desafios se fizeram muralhas quase que intransponíveis ao pensar, obrigando o ser pensante a cogitar das raízes pelas quais os deuses situavam o homem no mundo, aparentemente para expiar e lamentar-se.

Compêndios e tratados diversos se fizeram escrever para elucidar os insondáveis caminhos humanos, sedento por felicidade e plenitude. Ao lado da filosofia, que buscava equacionar os mistérios do ser, do destino e do sofrimento, ergueu santuários diversos para o cultivo da fé então nascente. 

Árvores frondosas foram adoradas, animais idolatrados e mais distante o ser foi alçado à condição de um deus, possuidor de poderes capazes de alterar destinos e violar o livre arbítrio das criaturas humanas. 

Impossibilitado de divinizar-se por esforço próprio, foi mais cômodo humanizar os deuses, os fazendo semelhantes aos reles mortais. 

Ao lado da filosofia, que multiplicava interrogações para as quais nem sempre tinha respostas, da fé que gravitava incerta entre o tangível e o metafísico, a ciência e o conhecimento surgindo por necessidade imperiosa de dominar o meio onde se vive, submetendo as ferramentas materiais ao capricho dos sentidos.

O cálculo organiza os números, a geometria mede as distâncias, a alquimia manipula os elementos, a história descreve fatos e a literatura eterniza o saber. 

O mundo vai ficando perceptível, a natureza vai entregando seus segredos e o homem se ergue como senhor da Terra, como se esta fosse um livro que o ser vai lendo à medida em que vive e explora o que ignora. 

Presentemente, seus limites estão no espaço e nas ciências exatas, buscando localizar diferentes formas de vida no espaço profundo. A cada dia elabora novos artefatos, engendra tecnologia de ponta e devassa segredos do cosmo onde respira, mas se vê cada dia como um enigma, que o desafia ao autodescobrimento.

De onde procede enquanto centelha divina? Como alcançou os campos terrestres e por que chora as perdas materiais, qual filho pequeno a quem se nega um carinho ou seu brinquedo favorito? 

Por que sofre? 

Para onde marcha depois da morte, se é que se sobrevive após a disjunção cadavérica? 

Como equacionar o gênio do idiota, o superdotado do atrofiado, a compreensão mental admirável do retardado?

Para auxílio desse ser inquieto, a misericórdia divina tem enviado, em todas as épocas, missionários e arautos, mártires e profetas, cada um descortinando uma nesga das celestes revelações.

Moisés com a justiça. 

Sócrates com a filosofia. 

Demócrito com a ciência. 

Avicena com a arte da cura.

Galileu descortina novos mundos. Kepler traz novas revelações, Newton descortina novas leis da física. 

No terreno religioso, o esforço não foi menor.

Santo Agostinho propõe uma autopsicanálise, os pais da patrística desdobram novos entendimentos sobre fé e obediência a Deus, Martinho Lutero sugere um novo pensar, tentando um resgate do cristianismo primitivo, Emmanuel Swedenborg, em arrebatamento, descreve paisagens do mundo espiritual, prenunciando a chegada do Espírito da Verdade à Terra. 

Mas nenhum deles teve o brilho do homem da Galileia. Do seu berço de palha ao gólgota, divulgou e viveu uma doutrina calcada no amor e forrada de esperança. Referiu-se a um reino interior, construído por cada um a partir dos atos e dos pensamentos nutridos pelas intenções consolidadas. 

Exaltou o lírio do campo, mas alertou sobre os espinhos da jornada. Ensinou como viver num mundo de contrastes gritantes, permanecendo fiel a Deus e à própria consciência.

Apontou o porto da plenitude, após vencido o oceano do cumprimento de deveres na ribalta da vida material.

O maior filósofo existencialista. Químico por excelência dos ingredientes morais. Matemático extraordinário, sugeriu que cada ofensa fosse perdoada 490 vezes.

E diante dos contrários e pessimistas, encontrar em si mesmo motivos para sorrir, auxiliar e prosseguir estrada afora, disseminando confiança e bom ânimo. 

Um nome simples, que alterou os rumos da história e fendeu o saber do sentir.

Jesus.

És apóstolo ou simples admirador? 

Em ti, a resposta. 

Marta (Espírito)

Juazeiro, 04.01.2026


Médium Marcel Mariano