domingo, 18 de janeiro de 2026

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina.

 


Imagem ilustrativa


Há quem identifique a paisagem humana em franca desolação. Os sintomas deixam claro uma sociedade doente, profundamente alterada em seus valores, como se um câncer estivesse corroendo as partes mais sensíveis. 

Por toda parte o descaso, a agressividade reinante e a impotência do aparelho estatal em funcionar como um organizador da vida social, garantindo a paz e a harmonia entre seus membros. 

Há quem afirme o fim dos tempos e a chegada de dias sombrios, onde colossal tempestade comece a varrer a velha e decadente sociedade, diluindo seus tijolos defeituosos, a preparar o advento de tempos novos.

O ciclo se repete e não é de hoje. A renovação compulsória se dá em todos os seres vivos e também atinge as coletividades pulsantes, que se desestruturam nas suas bases para se erguerem em bases novas. 

O Império Romano se desfez num oceano de iniquidade e rapina. O milenar Egito deixou no deserto os escombros de sua formidável civilização, não restando senão múmias e sarcófagos de seus tempos áureos. 

A Babilônia despencou de seu luxo e ufania, restando tão somente pedras misérrimas de seus tempos de glória. 

A Macedônia, assírios, persas e gregos, outrora poderosas comunidades, hoje são páginas amareladas da história. 

O Império austro-húngaro já se desfez, absorvido em outros povos. O reino dos czares jaz desmantelado e o sonho de Napoleão Bonaparte se fez pesadelo militar na ilha de Santa Helena, onde encerrou seus dias de conquistas militares. 

Agora, teme-se o cogumelo atômico, as armas inteligentes, e a sociedade agita-se no frenesi da posse, delirando no materialismo que nada sinaliza, a não ser a posse corporal, a estética dos tecidos orgânicos e a fama passageira. 

Os deuses são de pedra e cédulas mofadas erguem impérios de conquista e prazer fugidio.

Ter importa mais que ser.

Em pleno caos moral, a esperança surge qual lamparina suave em meio a medonha escuridão. Fala-se de renovação, tempo de semeadura, época de inovar. 

A mensagem de Jesus é revisitada, seus ensinamentos estudados e Sua vida reexaminada. Tem-se uma sede de paz e há um clamor por segurança. A carência de afeto e a rebeldia são tributos muito caros e a inquietação individual e coletiva atingiu limites insuportáveis. 

Renasce a alegria em Jesus. 

Uma parcela imensa de indivíduos O busca para entender Seu projeto de melhoria intelecto-moral para o ser espiritual, em trânsito pelos caminhos terrestres. 

Dores e amarguras já extraíram quase tudo do ser em estertor demorado. 

Estás situado na Terra em transe para promover a diferença. Conheces a imortalidade e sabes, de antemão, que teu corpo é passageiro e que és indestrutível.

Podes proclamar a esperança, espalhar a bondade e semear a alegria, se quiseres. 

Ele não te exige sacrifícios. Pede misericórdia e uma mínima cota de teu tempo em favor da nova era. 

Vens agora ou somente mais tarde? 

Em ti, a decisão que pode florescer o jardim ou crestar a sementeira em possibilidade.

Ele, como sempre, trabalhando e esperando. Com Deus e em Deus.

Marta (Espírito)

Salvador, 18. 01.2026


Médium: Marcel Mariano



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