quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Onde Jesus disse que deveria existir um papa ?

 


Imagem ilustrativa


Gostaria de pedir a todos aqui que me respondam isso.....

Onde Jesus disse que deveria existir um papa, com poder supremo sobre todos os cristãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um bispo, com autoridade hierárquica acima de outros irmãos?

Onde Jesus disse que deveria existir um clero separado, com roupas especiais, títulos honoríficos e status espiritual diferente do restante do povo?

Onde Jesus disse que deveria existir um ritual chamado crisma, com fórmulas fixas e mediação institucional obrigatória?

Onde Jesus disse que deveria existir uma missa estruturada, com altar, paramentos, objetos sagrados e liturgia complexa?

Onde Jesus disse que o pão e o vinho deveriam ser administrados exclusivamente por uma classe sacerdotal?

Onde Jesus disse que deveria existir um templo luxuoso, com imagens, tronos, incenso e ouro, quando Ele mesmo disse que o verdadeiro templo não é feito por mãos humanas?

Onde Jesus disse que deveria existir um catecismo, com fórmulas doutrinárias rígidas para definir quem está “dentro” ou “fora”?

Onde Jesus disse que deveria existir um direito canônico, regulando a fé como se fosse um código jurídico?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada em instituições políticas, com territórios, diplomacia e poder estatal?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “Santo Padre”, se Ele próprio disse para não chamar ninguém de pai em sentido espiritual absoluto?

Onde Jesus disse que o perdão de Deus dependeria de um confessionário, de um rito específico ou da autorização de uma instituição?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo só agiria mediante sacramentos formalizados, e não diretamente na consciência de cada pessoa?

Onde Jesus disse que a salvação exigiria intermediação permanente, quando Ele falava de uma relação direta entre o ser humano e Deus?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria uma organização religiosa, e não uma realidade interior?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser protegida por dogmas imutáveis, definidos séculos depois por concílios?

Onde Jesus disse que deveria existir uma religião oficial, em vez de um caminho vivido no amor, na justiça e na verdade?

Onde Jesus disse que deveria existir um pastor como autoridade suprema, acima da comunidade, com poder espiritual concentrado em uma única pessoa?

Onde Jesus disse que alguém deveria ser chamado de “ungido do Senhor” a ponto de não poder ser questionado?

Onde Jesus disse que deveria existir um culto-show, com palco, luzes, fumaça, banda profissional e plateia passiva?

Onde Jesus disse que a fé deveria funcionar como campanha, propósito, corrente, desafio espiritual de sete dias ou voto financeiro?

Onde Jesus disse que bênção estaria condicionada a dízimos obrigatórios, ofertas específicas ou valores pré-estabelecidos?

Onde Jesus disse que prosperidade material seria sinal de fé verdadeira e pobreza sinal de falta de Deus?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria ser pregado como promessa de sucesso, vitória financeira e ascensão social?

Onde Jesus disse que o Reino de Deus seria medido por tamanho de templo, número de membros ou faturamento mensal?

Onde Jesus disse que a cura espiritual exigiria atos performáticos, empurrões, gritos ou exposições públicas constrangedoras?

Onde Jesus disse que o Espírito Santo se manifestaria por repetição induzida de frases, pressão emocional ou imitação coletiva?

Onde Jesus disse que líderes deveriam viver cercados de privilégios, segurança armada, carros de luxo e status?

Onde Jesus disse que a fé deveria ser organizada como empresa, com metas, marketing agressivo e linguagem corporativa?

Onde Jesus disse que alguém poderia vender milagres, unções, objetos “abençoados” ou promessas de libertação?

Onde Jesus disse que o medo, do inferno, do demônio, da maldição, deveria ser usado como ferramenta de controle espiritual?

Onde Jesus disse que questionar líderes seria rebeldia contra Deus?

Onde Jesus disse que a verdade estaria restrita a uma denominação específica, e que todos os outros estariam enganados?

Onde Jesus disse que a fé deveria produzir alienação política, submissão cega ou manipulação de consciências?

Onde Jesus disse que o Evangelho deveria dividir pessoas entre salvos e perdidos, eleitos e descartáveis, inimigos e aliados?

Onde Jesus disse que o amor ao próximo poderia ser condicionado à crença correta, à frequência no culto ou à obediência institucional?

Diante de todas essas perguntas, fica claro que Jesus nunca instituiu a maior parte das estruturas, cargos, ritos e métodos que hoje dominam tanto o cristianismo institucional quanto muitas igrejas evangélicas contemporâneas. Ele não fundou uma hierarquia religiosa, não criou sistemas de poder espiritual, nem organizou a fé como instituição política ou empresa. O centro de sua mensagem foi o Reino de Deus, apresentado como uma realidade interior, vivida no amor, na justiça e na consciência, e não como uma organização externa sustentada por regras, títulos ou controle.

Seguir Jesus não é o mesmo que seguir instituições religiosas. Muitas práticas que hoje levam seu nome surgiram depois, por razões culturais, históricas e humanas. Jesus não governou pelo medo, não vendeu bênçãos, não concentrou poder e não prometeu prosperidade material. Ele ensinou serviço, humildade, liberdade interior e amor incondicional e tudo o que se afasta disso, por mais religioso que pareça, não veio diretamente de seus ensinamentos.

(Hugo Lapa)


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