sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A Família Bamberg está de Luto, desencarnou " DUDU”





Eduardo Lisboa, mais conhecido como “Dudu”, assim os amigos o chamavam. Natural de Penêdo-Alagoas, Dudu, foi funcionário do Banco do Brasil aqui em Senhor do Bonfim, onde desempenhava bem as suas funções. Casou-se com Antonieta Bamberg, uma Professora, filha do então Holandês, engenheiro residente da Leste Brasileiro (Ferrovia), aqui em Senhor do Bonfim. Fuliões, o casal ganhou vários prêmios no carnaval de Senhor do Bonfim, especialmente no Clube 25 de Janeiro. As Fantasias de Carnaval eram as mais engraçadas, desde Saci Pererê, até as mais modernas. Dudu fez inúmeros amigos, principalmente colegas de trabalho do Banco do Brasil, como Carlos Sena Gomes, Petrônio Sena Gomes, Bagá, e inúmeros outros da Cidade, bancários ou não. Apoiador das criações da esposa Antonieta Bamberg (Têta),  essa inventou o desfile das carroças do São João em Senhor do Bonfim-BA, que até hoje é atração turística no mais famoso São João da Capital Baiana do Forró (Sr. Do Bonfim).

Com a necessidade dos estudos dos filhos, mudou-se para a Capital Salvador, onde residia até hoje. Tendo também descoberto há Estância de turismo, um povoado chamado na época de Subaúma, aonde comprou uma casa de veraneio, vindo posteriormente como já era esperado, Antonieta criou o bloco de carnaval em Subaúma, o bloco da Têta, hoje incluso nas atrações culturais da Secretaria de cultura de Alagoinhas.

Dudú gostava de beber, umas e outras cervejinhas, e tinha histórias engraçadas, como a do “sapo cururu”, era um sapo que ele deixou ficar embaixo da sua cama, e quando era a tardinha o sapo ia para o banheiro comer as muriçocas. O Sapo foi crescendo e ficou enorme, era um sapo Cururu mesmo. Quando os amigos Chegavam, Carlos Sena Gomes Petrônio e outros, já bebendo, gritavam, ô Dudú, cadê o cururu, traz ele aí que eu quero vê. Até hoje ninguém me tira  de que aquela música de São João do Genival Lacerda sobre o sapo cururu, não veio daí!!!.

Dudu era muito querido entre os amigos, muito sério quando estava sóbrio e cumpridor dos seus deveres, tanto no banco como com a família, mas quando tomava uma cerveja, relaxava e aí passava a dizer algumas frases que se tornaram o seu perfil, como essas: “Aí é onde a nata-ta, referindo-se a pessoa chique... ou então “Beberemos o vinho”..., ou ainda, “São Simpliciano Simplório simples”, quando queria se referir a simplicidade. Mai bêbado ainda era hilário, gritava: “Toniêta seu diabo”...aí era hora de botar pra dormir.

Amado pelos filhos, e por todos os amigos, queria ser velado aqui na Terra onde fez inúmeros amigos... Seu velório deverá acontecer hoje, no memorial... E o enterro também... Cumpriu a sua missão... Vai com Deus “Dudu”



Texto escrito por: Luiz Bamberg (Sobrinho de Antoniêta)

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