Imagem ilustrativa
Em exaustiva jornada, atravessando doze longos meses, muitos indivíduos afirmam estar exaustos das más notícias, sedentos por instantes de quietude mental.
Cercados de incontáveis meios midiáticos, sofrem implacável bombardeio de notícias trágicas, desagradáveis, onde o ser humano parece ter perdido o senso do ridículo. E a grande maioria sequer percebe o efeito que tais ocorrências provocam na delicada saúde mental e emocional dos atingidos.
Logo cedo, milhões buscam os telejornais matinais, ali sofrendo impiedosa descarga de acontecimentos que se deram na véspera ou na madrugada, culminando em situações vexatórias ou deprimentes. E o martelar prossegue nas mídias sociais ao longo da manhã, substituindo a possibilidade de conversas mais saudáveis e diálogos mais fecundos.
Quase ninguém consegue blindar-se contra essa descarga de adrenalina, patrocinando ao longo do ano alterações no humor e no senso crítico.
Fulminado por uma notícia deprimente, o cidadão tende a tomar partido pró ou contra o envolvido, buscando reunir argumentação que sustente sua defesa do acusado ou se juntando aos linchadores virtuais da conduta alheia. Raramente se busca certificar-se da veracidade dos informes e quase nunca cogita-se de aceitar que os indivíduos possuem livre arbítrio, podendo fazer escolhas equivocadas na condução do próprio destino.
Esse colossal volume de informes diários, mastigados por incontáveis meios de comunicação, se fazem verdadeira avalanche de desencontradas energias, desabando qual chuva ácida sobre o telhado emocional de quem lhes dê atenção.
Não seja de estranhar o muito se falar na qualidade de vida que se tem e se deseja, havendo forte preocupação de especialistas nas áreas da psique com os angustiados, os deprimidos e ansiosos.
Vive-se presentemente numa sociedade carimbada de estigmas e fobias, transtornos diversos e ansiedade galopante, onde o tempo parece ser cruel carrasco de quem o despreze.
Afirmam muitos que a vida é breve, devendo ser aproveitada como quem sorve um vinho de sabor raro. Amontoar riquezas e garantir o futuro é uma imperiosa necessidade dos tempos modernos.
Em muitos povos, paira a incerteza da própria sobrevivência, ante os alarmes de guerras de extermínio e uma provável hecatombe nuclear.
Mesmo entre os religiosos, onde as notícias poderiam ser fonte de consolação e renovação da esperança, paira uma incerteza, onde a presença dos algozes da fé, dos inimigos de Deus e da intervenção demoníaca sabotaram a confiança de muitos, a se deixarem arrastar como folhas mortas no vendaval do fanatismo e da crença cega.
Proclamam acreditar no Cristo e em suas promessas, mas fizeram da adesão religiosa porta de fuga psicológica e mental das incertezas da vida.
O pós túmulo as inquieta.
As mudanças bruscas as deixam desassossegadas. A fragilidade das lideranças, quando abatidas pelos escândalos morais e financeiros, constrange o rebanho, que se desorienta, sem saber para onde rumar.
Urge recristianizar os cristãos modernos. Substituir a culpa pela responsabilidade.
Inocular ciência nos chavões teológicos, purificando a crença, que cederá lugar à certeza do porvir e da sobrevivência do ser à disjunção cadavérica.
Um novo espiritualismo se impõe em tempos de cultura líquida, sem grande consistência.
Os verdadeiros amigos de Jesus prosseguem incompreendidos pela massa, trafegando no mundo quais estrangeiros num país exótico.
Sofrem descaridosa perseguição, muitas vezes dentro da própria família. Por não consumirem o material deteriorado dos grandes aglomerados institucionais, ora vigentes no mundo, são taxados de excêntricos e rotulados de inconvenientes.
Em algum momento de tua estrada, o Cristo te surgiu à frente, propondo alteração de tua rota. Ídolos do mundo se fizeram vazios de conteúdo, tua crença se diluiu ante o impacto de acontecimentos novos e teu raciocínio se ergueu sob bases mais consistentes.
Antes muito falante, és agora um ouvinte mais atento.
Em torno de ti, a zombaria, o ridículo, o escárnio.
Avança, mesmo assim.
Às portas de Damasco, diante de um homem violento e perseguidor, Jesus o interrogou com uma indagação, até hoje sem resposta. Se o mundo hoje é tua Síria pessoal, elabora tua resposta ao Divino Amigo, porque urge ser uma boa notícia nesse oceano de ocorrências contrárias ao bem.
Marta (Espírito)
Salvador, 21.12.2025
Médium:
Marcel Mariano


Nenhum comentário:
Postar um comentário