Imagem ilustrativa
Joãozin boca de sapo
Poeta já conhecido
Quase sofreu um infarto
Já te digo o motivo
Pois tava vendo o jogo
E gritava todo o povo
Chamando seu apelido
Joãozin deu um supapo
No pobre que tava do lado
Mas quem tem boca de sapo?
Bradava já enraivado
E quase parou o jogo
E tome grito de novo
Nunca vi tanto Muído
Treinador incomodado
Com tanto passe perdido
Tinha jogador chamando
João pelo apelido
O juiz que era novo
Tomou na testa um ovo
Já tava um alarido
E Joãozin já tava inchado
Vermelho já explodindo
Torcedor despreocupado
Cantando sempre sorrindo
Estádio pegando fogo
Um gago entrou no coro
Bo bo bo ca de sa sa po
Dali jogou um sapato
Pegou no gago correndo
O outro pé foi no gato
Que ali tava passando
O gago caiu no choro
O gato lambia o couro
E joãozin no comprimido
Na grama surgiu um sapo
Ninguém sabe o motivo
Quase caiu o estádio
Aumentou foi o muído
Joãzin se transportou
Puxou coro um torcedor
O cabra já encolhido
Correu com os pés descalços
Atrás do tal sem sentido
Sem rumo desnorteado
O outro tava fugido
Mas viu o gago de novo
E deu um murro no olho
O gago caiu no piso
Um guarda que foi chamado
Parou tudo com um tiro
Gente ia pra todo lado
O gago ficou caído
É você aqui de novo?
Não basta a pêa do povo?
Por causa de apelido?
Pois agora cê tá preso
Não me venha arrependido
A mosca entrou no papo
É por isso o apelido
Nunca mais vai pra um jogo
Se te pegar aqui de novo
Vai mudar de apelido
Rafael Carneiro
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