sábado, 15 de fevereiro de 2025

Joãozinho boca de sapo

 


Imagem ilustrativa


Joãozin boca de sapo

Poeta já conhecido

Quase sofreu um infarto

Já te digo o motivo

Pois tava vendo o jogo

E gritava todo o povo

Chamando seu apelido


Joãozin deu um supapo

No pobre que tava do lado

Mas quem tem boca de sapo?

Bradava já enraivado

E quase parou o jogo

E tome grito de novo

Nunca vi tanto Muído


Treinador incomodado

Com tanto passe perdido

Tinha jogador chamando

João pelo apelido

O juiz que era novo

Tomou na testa um ovo

Já tava um alarido


E Joãozin já tava inchado

Vermelho já explodindo

Torcedor despreocupado

Cantando sempre sorrindo

Estádio pegando fogo

Um gago entrou no coro

Bo bo bo ca de sa sa po


Dali jogou um sapato

Pegou no gago correndo

O outro pé foi no gato

Que ali tava passando

O gago caiu no choro

O gato lambia o couro

E joãozin no comprimido


Na grama surgiu um sapo

Ninguém sabe o motivo

Quase caiu o estádio

Aumentou foi o muído

Joãzin se transportou

Puxou coro um torcedor

O cabra já encolhido


Correu com os pés descalços

Atrás do tal sem sentido

Sem rumo desnorteado

O outro tava fugido

Mas viu o gago de novo

E deu um murro no  olho

O gago caiu no piso


Um guarda que foi chamado

Parou tudo com um tiro

Gente ia pra todo lado

O gago ficou caído

É você aqui de novo?

Não basta a pêa do povo?

Por causa de apelido?


Pois agora cê tá preso

Não me venha arrependido

A mosca entrou no papo

É por isso o apelido

Nunca mais vai pra um jogo

Se te pegar aqui de novo

Vai mudar de apelido


Rafael Carneiro


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