domingo, 12 de abril de 2026

Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

 


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E eis que o peregrino solitário das estradas ermas se viu diante da rota trifurcada. Cada uma apontava rumos novos, possibilidades nunca antes experimentadas, desafios na sua compreensão.

A avenida da filosofia milenar. O berço socrático, as inquietações dos primeiros pensadores. O volumoso acervo das interrogações sem respostas. Os milhões de pergaminhos, produzidos pela ânsia da investigação mental. Os papiros da revolta, os manuscritos da saudade ante às portas do mausoléu triste e silencioso.

De onde surge tanta gente, sugada pela piscina uterina, para os testemunhos do mundo? E para onde seguem estes jovens, arrancados da seiva da vida no verdor dos anos de sonhos e prazeres?

Onde se oculta a felicidade, que aparece num beijo e falece numa traição? Que fizeram da esperança, a se nos afigurar um pássaro cativo pelas correntes da maldade?

Qual a razão dessa miríade de pirilampos na noite, tão distantes das mãos e tão perto dos olhos, nevoados de pranto?

Ó, filosofia, quem sois, crivada de perguntas, a quedar-se em majestoso silêncio?

Aclarai, respondei aos rogos dessas mães saudosas dos filhos defuntos, desses viúvos amargurados, desses amigos enlutados pela separação abrupta dos afetos mais caros.

Na segunda trilha, eis o facho da religião.

Seus templos de pedra, suas fachadas nobres e suas sacristias impenetráveis ao vulgo. Naves solitárias, onde as almas silenciam na oração que pede, que implora, que suplica.

E estes santos de pedra sabão, de argila, revestidos de mármore ou de ouro, de faces impassíveis para as dores humanas.

Onde a resposta para o que nos sucede após a morte? Para onde vai toda essa gente que o coração parou de bater?

Que força é essa que arrancou dos braços da jovem mãe seu filhinho tão longamente desejado, cravando saudade atroz e lágrimas sem fim?

Porque o Senhor não ouve a súplica dos órfãos, dos solitários e dos famintos? Que contraste é esse onde um brota do berço de ouro, amparado pela riqueza excessiva, e aquele surge no grabato de miséria, na enxerga da carência quase que absoluta, percorrendo desde cedo a vereda da fome e da sede de quase tudo?

Se ensinas que somos todos filhos do mesmo pai, equacionai a razão da intolerância, do fanatismo e do anátema a quem reza por cartilha diferente?

Em meio a tantos pastores e condutores de almas, cada dia maior o número de ovelhas perdidas, largadas no pasto da brutalidade, sob espreita de lobos rapaces e sanguinários.

Porque ainda não chegou até nós o tão decantado reino de Deus, eliminando diferenças e nos fazendo irmãos uns dos outros?

Quantos eleitos para os campos Elíseos?

Quantos degredados para as regiões de labaredas?

E, contorcendo-se de dor, eis que a alma inquieta vislumbra a terceira via, faiscante de luzes e engenhos tecnológicos.

Máquinas que fazem trilhões de cálculos em segundos, bólides espaciais de última geração, comunicações instantâneas, transferências bancárias num piscar de olhos.

E um mundo de algoritmos, chips e terabytes descortinam prazeres nunca experimentados antes.

Seguidores substituem os amigos.

Pessoas indesejáveis, facilmente deletáveis numa tecla.

Aplicativos que corrigem faces cansadas, rostos desfigurados pelo tempo, corpos inarmônicos que surgem nas telas como figuras da mitologia antiga.

Milhões de frustrados diante de uma matrix insaciável, devoradora.

A inteligência artificial reduzindo o trabalho dos neurônios, e por dentro a ancestral busca da felicidade, do sentido existencial.

Pausa.

Respira fundo, silencia o intelecto em desgoverno, qual corcel selvagem.

Aclara tua tela mental e deixa-te arrastar para uma praia de níveas areias. Um homem parece falar a uma massa de povo, sentado num barco simples. Sua voz está impregnada de ternura, seus gestos são suaves como a brisa da manhã. Seu olhar abarca todos.

Crianças mirradas, velhinhos trôpegos, mulheres vencidas pelo cansaço e homens assaltados pelo mudo desespero.

Também buscam estradas novas.

Pedem orientação.

Clamam por auxílio e justiça.

Jesus a ninguém deserta ou abandona. Acolhe e entende o momento evolutivo de cada um, pronunciando palavras de luz:

~ Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

Quando perderes o rumo pelos caminhos terrestres, levantai os olhos para o céu. De lá virá a bússola que te guiará os pés para a eterna ressurreição.

Marta (Espírito)

Salvador, 12.04.2026


Médium: Marcel Mariano.




sábado, 11 de abril de 2026

11 de Abril: 126 anos da desencarnação de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.*

 



*11 de  Abril: 126 anos da desencarnação de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.*


*☆ Riacho do Sangue - CE 29.08.1831*


*+ Rio de Janeiro - 11.04.1900.*


"Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. 

Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."


    *Bezerra de Menezes.*


"Quando a caridade é  muito discutida,o socorro chega tarde."

         *Bezerra de Menezes.*


            *BEZERRA*

*"O ANJO DA CARIDADE"*


"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida."


       *Bezerra de Menezes.*

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"Quando eu estiver de retorno...*

 


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  *Quando eu estiver de retorno...*


Todos os que temos a convicção de que somos imortais e que continuaremos a peregrinar por longo tempo, entre os mundos físicos, pensamos em retornar a este bendito lar a que nos habituamos chamar Terra.


Pensando nesse retorno, pusemo-nos a pensar como desejamos encontrar este mundo abençoado, em outro século, quem sabe em outro milênio.


Vamos para as ruas e sentimos o ar com gosto de vida. Respiramos e sentimos a pureza que hoje só encontramos no topo das montanhas.


As cidades não são selvas de pedra cinzenta, mas jardins suspensos nos quais os prédios respiram, cobertos por fachadas verdes que abraçam o sol e devolvem oxigênio.


Os rios correm livres e claros. Abundância de água e de espécies animais, sem perigo da extinção porque o homem abandonou esportes e lazeres predatórios.


O oceano, nosso velho mestre, está limpo, com seus corais brilhando como joias sob águas que esqueceram o peso do plástico.


A tecnologia, com sua mão invisível, zela pela Humanidade. Pelas ruas e pelas estradas, não há mais o barulho dos motores. O transporte desliza como um sussurro, movido pela energia das estrelas e dos ventos.


Enquanto nos deslocamos de um ponto a outro, podemos nos encantar com as curvas do caminho, os relevos estonteantes e as florestas de coloridos diversos.


Vivemos sem o medo da escassez. A ciência aprendeu, com a natureza, a ser generosa: a comida nasce da precisão e do respeito, sem que nenhum animal precise sofrer para que possamos nos nutrir.


As escolas são lugares de puro aprendizado. As crianças brincam nas praças, nas praias, nos jardins, com a segurança de olhos amigos, mesmo que estejam distantes de seus pais.


A inteligência das máquinas não serve mais para nos vigiar, mas para garantir que ninguém, em nenhum canto do planeta, sofra o frio da fome ou a dor de uma doença esquecida.


Basta ser detectada uma necessidade que o alarme se faz e a solidariedade responde com urgência e precisão.


Nesse novo mundo, a palavra estrangeiro perdeu o sentido de ameaça e as fronteiras no mapa são apenas linhas de história, sem muros de exclusão.


Orgulhamo-nos do pavilhão nacional, da nossa cultura, do nosso idioma, desejosos igualmente de conhecer a vasta cultura do mundo.


Nesse futuro, aprendemos que o sucesso de um povo é o sucesso de todos. As guerras são lembradas apenas nos livros, contadas como uma febre antiga que a Humanidade, em sua infância, finalmente conseguiu curar.


Foi dado início à era da gentileza, na qual cooperar é tão natural quanto respirar.


Honramos os antepassados que trilharam caminhos de conquista, legando-nos essas benesses. Não os esquecemos e lhes votamos homenagens.


Afinal, o bem deve ser evidenciado, falado e mostrado para maior incentivo às novas gerações.


Sonhando tudo isso, nos questionamos quando nos decidiremos pela sua concretização a curto ou médio prazo.


Talvez para acelerar nossa vontade, nos perguntemos que mundo desejamos encontrar quando retornarmos a viver neste planeta azul.


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Redação do Momento Espírita

Em 11.4.2026

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Do gênese ao apocalipse.

 


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Impossível reduzir a números quantas almas nobres manuseiam os Evangelhos a cada dia. Incontáveis obreiros da fé cristã possuem, na intimidade do lar, um exemplar da Bíblia, nela buscando, diariamente, lenitivo para as amarguras e aflições da existência.

Para o pastor das ovelhas da casa de Israel, é o manancial dos sermões no púlpito. Para o exegeta, é a fonte profunda e cristalina de pensamentos elevados. Para o historiador, será perene compêndio de análise histórica da raça judaica e dos cristãos primitivos.

Para o povo em geral, refúgio nas horas difíceis, consolo nos instantes de provação e plataforma segura da esperança numa salvação.

Não obstante sua diversificada interpretação, variando de crença para crença, de igreja para igreja, seus ensinos canalizam calmaria nas agonias e coragem nos testemunhos.

Do gênese ao apocalipse, desfilam vidas heroicas, apóstolos da fé, homens e mulheres de confiança inquebrantável no altíssimo e ensinos que desafiam o tempo.

Sua essência jaz no Novo Testamento, onde da gruta de Belém ao calvário, uma vida marcou, de maneira indelével, os fastos da história.

A saga de Jesus de Nazaré.

Seu aparecimento no mundo alterou a história e modificou a maneira de pensar. Seus princípios renovaram a filosofia, iluminaram a religião e descortinaram mais amplos horizontes do conhecimento.

Mulheres e homens, ao toque dessa mensagem, se fizeram mártires e heróis da fé cristã nos seus primórdios.

Afrontaram o império romano e seus deuses de pedra.

Exemplificaram como viver no mundo, sem ser do mundo. Possuir, e não serem possuídos.

Compreender que a experiência física é uma etapa da larga jornada destinada ao ser em burilamento, a caminho da vida maior.

Berço e túmulo são, respectivamente, entrada no mundo material e saída do escafandro carnal, sem que o argonauta da evolução saia da vida.

Descobre-se que somos hoje o resultado das ações de ontem, e que o amanhã está sendo forjado nas atitudes de agora.

Nem castigo ao rico avarento, nem beatitude sem mérito ao pobre de recursos materiais. Riqueza e pobreza são experiências evolutivas, e o mordomo do pouco ou do muito dará sempre conta dos empréstimos recebidos da divindade.

Família não é acontecimento fortuito, onde a hereditariedade dite regras inflexíveis, nem fruto do acaso, situando debaixo do mesmo teto almas tão díspares. A constelação familiar é, antes de tudo, a reunião de antipatias e simpatias, esculpidas ao longo de milênios, no caldeirão das experiências múltiplas.

Aprende o cristão que a oração não é simplesmente um amontoado de frases bem postas, onde os lábios se divorciam do coração. A prece é esvaziamento do ego, onde o ser escuta Deus na intimidade profunda da alma.

E por mais duro que seja conceber, Jesus a ninguém veio salvar de um inferno ilusório, apenas existente na consciência culpada, mas sim ofertar um conjunto de princípios morais para a  vivência e a convivência, a fim de que cada um, pelo manejo do livre arbítrio, edifique seu paraíso interior, o céu, que nunca se apresentará por aparências externas.

Rico não é aquele que muito possui. Será sempre aquele que tenha menos necessidades, atravessando o mundo sem grilhões com coisas perecíveis.

Sublime estrada de luz, analgésico de nossas dores morais, alegria na consciência quitada!

Claridade na noite escura, sol de rutilante beleza na travessia do mundo e roteiro para todos os caminheiros da jornada espiritual.

Quando te sintas perdido, desorientado nas escolhas e indeciso quanto ao rumo a seguir, estuga o passo ligeiro, desacelera essa correria que te impuseram e medita num poente de fogo ou num amanhecer suave.

Deixa-te conduzir pela alegria ignorada de saber que conheces a Jesus, permitindo que O Sublime Peregrino das estrelas te reorganize os passos e te aponte rumos novos, abandonando as charnecas sombrias do mundo e te projetando para luminoso porvir.

Se conheces as causas, não temas os efeitos.

Marta e Júlio César Grandi Ribeiro (Espíritos).

Salvador, 05.04.2026


Médium: Marcel Mariano.



quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Brasil não pode ser invadido.

 


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● Brasil não pode ser invadido temos 8 milhões e 500.000 km quadrados.

● Somos o quinto maior exército do mundo. São 360 mil soldados na ativa e um milhão e trezentos mil na reserva. Uma folha de pagamento enorme.( Google).

● Nosso porta-aviões é a nossa Costa do Atlântico inteira , para as nossas 600 aeronaves de combate, feitas no Brasil.

● São mais de 100 fragatas de combate na Marinha. Além de  submarinos com alta tecnologia.

● Muita artilharia , tanques , drones e mísseis feitos no Brasil com alta tecnologia.

● Estamos na frente até da Alemanha e do Irã. Pasmem.

● E o fator estratégico que ganha disparado, sua capacidade de abastecer de combustível e alimentos para conflitos  longos.

● Nossa Selva Amazônica , a base do Exército de lá, grande parte são de índios conhecedores da selva..  e o nosso Pantanal?.

● Temos mais de 200 milhões de brasileiros com sangue nas veias.

● Somos gigantes pela própria natureza e bonito por natureza.

● Não é à toa que Deus é Brasileiro e o filho vive de braços abertos no Corcovado.


● Pátria amada, Brasil.


Texto de: Luiz Bamberg

Pedagogo/Pesquisador



sábado, 28 de março de 2026

O Berço não é o começo da vida.

 


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Em tempos remotos, devotos e crentes buscaram os santuários afamados em busca de contato com os deuses. Seja em  Luxor ou Carnac, no Egito, em Delfos, na Grécia, ou nos bairros miseráveis de Roma, onde feiticeiros e oráculos se faziam intermediários entre as vozes da imortalidade e os anseios humanos, sempre interessou à curiosidade das criaturas humanas a verificação se era possível obter dos invisíveis respostas para as incógnitas da existência.

E entre fraudes e charlatanismo, engodo e verdade, acontecimentos reais e outros manipulados, a crença dos terrestres foi se consolidando na certeza de que o túmulo não é fim da existência e o berço não é o começo da vida.  A fecundação oferta portais para ingresso na matéria, sublime educandário da alma, e o túmulo devolve o ser ao país de origem, sem acrescentar um grama de cultura ou retirar uma vírgula das imperfeiçõ⁸es morais.

E o correio fraterno do além túmulo foi se dilatando ao longo do tempo, permitindo investigações mais detalhadas e melhor análise científica da possibilidade de que os supostos mortos possam transpor a diáfana fronteira entre as duas realidades existenciais, rubricando notícias do novo lar para os cativos da massa corpórea.

Filhos escrevendo aos pais, devastados pela saudade dos rebentos.

Esposas regressando do grande além para consolar o viúvo e afagar os filhos que ficaram matriculados na escola do mundo.

Avós trazendo informes sobre a situação no país da luz. Acidentados aclarando dados sobre as tragédias que os arrebatam do corpo, alguns em plena florescência da vida física.

E até crianças, arrancadas da matéria pela violência de enfermidades cruéis, manejaram o lápis de sensitivos e médiuns, enxugando lágrimas dos genitores em desespero.

Não somente o correio fraterno se prestou à consolação das dores superlativas da separação física. Por escritos de natureza paranormal, vultos célebres anteciparam invenções e propuseram pesquisas nos vastos campos da ciência e da tecnologia, incentivando o decifrar da cortina que separa os dois mundos em litígio.

Na essência do cristianismo primitivo, estava inserido o intercâmbio entre vivos e redivivos. Fundando diversas eklesias em em suas incontáveis viagens missionárias, o convertido de Damasco se valeu de suas extraordinárias faculdades psíquicas para incentivar o intercâmbio, bem como travou contato com notáveis médiuns daqueles dias, alguns sob as algemas da obsessão e do vampirismo.

Presentemente, o novo espiritualismo enseja seguro telefônio com a vida espiritual, permitindo analisar o conteúdo de recados e páginas, livros e pinturas de natureza paranormal, constatando que o ser não se dilui na química inorgânica da tumba, prosseguindo além da campa fria dos mausoléus tristes.

Se em tua galeria da saudade alguém reside numa moldura de ausência física, mergulha teus sentimentos na certeza da imortalidade da alma e na possibilidade do intercâmbio por incontáveis meios. Os sonhos, a intuição e os pensamentos são veículos por onde o amor se derrama, balsamizando quem ficou refém da aparente solidão.

Em torno de teus passos, uma nuvem de testemunhas se agita. Em ruas desertas de corpos, multidões de deambulantes espirituais trafega, buscando informações sobre a própria situação. Fóruns estão cheios de requerentes, clamando por uma justiça tardia.

Hospitais segregam incontáveis pacientes que a doença fulminou antes do tratamento.

Ora por eles e aguarda.

Quem te antecedeu, pede paciência. Todos irão um dia para o grande lar.

E quando entre tua saudade e tuas agonias, se condensar uma nuvem de sombras e incertezas, lembra-te de Jesus, que aguardou três dias, ressurgiu da morte aparente e saudou os discípulos em Jerusalém, após os acontecimentos de Emaús, atestando o triunfo da vida sobre a morte:

~ A paz seja convosco!

A vida prossegue.

Marta (Espírito)

Salvador, 21.03.2026


Médium: Marcel Mariano