domingo, 24 de maio de 2026

EGITO - Um presente do Nilo

 


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Atribui-se à Heródoto de Alicarnasso a condição de pai da história, por ter sido exímio narrador das civilizações antigas, destacando suas misérias e seus esplendores. Em visitando o Egito antigo, teve ocasião para afirmar que aquela nação era um presente do Nilo, seu principal rio até os dias de hoje.

E nas páginas amareladas da história, todos eles, os grandes impérios do passado, passaram...

Suas capitais suntuosas, seus imperadores ou reis arbitrários, suas culturas fascinantes e sua filosofia exuberante. Em museus e arquivos ainda se preservam registros dessas sagas apaixonadas e febris de tempos passados.

Igualmente, cada um de nós possui um histórico de vida, a se perder num pretérito insondável.

Não nos referimos aqui tão somente ao equipamento físico, recebido pelo espírito como empréstimo precário na fecundação e devolvido por ocasião da anóxia cerebral. Nossa metragem se estende além do zigoto e vai depois da campa mortuária.

Em quantas culturas já estivemos mergulhados corporalmente, experimentando essa ou aquela experiência evolutiva?

Ora em destaque econômico e político e outras vezes em condição de pária social. Vestindo trajes finos ou sob trapos imundos. Manejando o saber da língua, da cultura e do conhecimento científico, então disponível, e em outras circunstâncias, sob a zombaria do populacho irresponsável, vergado ao peso da ignorância e do analfabetismo.

Membro de família opulenta, assinalada por vastos recursos financeiros, ditando a conduta que outros deveriam seguir, e algumas vezes em mergulho na constelação familiar pobre, criando ovelhas e cabras em terras secas e hostis.

Morando em promontórios de beleza indescritível, de frente para os oceanos conhecidos, mas em alguns períodos situados pela vida em pleno deserto, experimentando a escassez de água e a aridez das paisagens.

Sim, ninguém pode negar que somos viajores de muitos corpos, buscando a verdade existencial.

Santuários famosos foram por nós visitados, à cata de informações sobre o destino e as amarguras da vida.

Buscamos gurus e avatares em florestas bravias e grutas escuras, tentando decifrar as incógnitas do destino.

Erguemos deuses de pedra e pirâmides de sacrifícios.

O deserto secou nossas lágrimas e a tempestade varreu nossos sonhos.

Em quantos cemitérios jazem corpos que usamos e deixamos pela metade do tempo previsto, sedentos de sensações e loucos pelo poder efêmero do mundo?

Até que Ele surgiu.

Rasgou nossa seda de ilusões. Iluminou nossa madrugada de fantasias com sua claridade interior.

Contou histórias e narrou parábolas quando tudo era silêncio. Não viu nossos erros, nem julgou nossas criminosas intenções. Nos juntou os pedaços na estrada e nos deu um sentido existencial. Confiou-nos sementes preciosas, confiando em nossa capacidade de semear a esperança em outros corações.

Chorou nossas quedas.

Sorriu com nossas alegrias infantis.

E quando fomos visitados pelos espinhos do mundo, pelo fel da ingratidão, pelo abandono dos afetos e sofremos a punhalada dos parentes, Ele surgiu em nosso nevoeiro de sombras e acendeu a lamparina do otimismo, descortinando aos nossos olhos exaustos de chorar uma primavera jamais imaginada.

Deu-nos a mão e nos soergueu da queda.

Apontou rumos novos e nos deixou escolher:

Ele ou César?

Perdoe se finalizo a página sem uma resposta. 

Essa parte é privativa de cada um.


Marta (Espírito)

Salvador, 24.05.2026


Médium:

Marcel Mariano




quarta-feira, 20 de maio de 2026

Dia do pedagogo.

 


● Pedagogia, Ciência da Educação.

● Educar, é criar hábitos saudáveis.

SAC - não atende demanda para Nova identidade

 


● O Instituto Pedro Melo, que integra o SAC ( Serviço de Atendimento ao Cidadão), na Cidade de Senhor do Bonfim - BA. Devido a exigência com a nova carteira de identidade não consegue atender a grande demanda com a estrutura atual.

● O Cidadão , para conseguir uma ficha das 90 distribuídas diariamente, tem que ir para a fila no dia anterior. Pessoas que chegam 1:30 da manhã para conseguir uma ficha já encontram 40 na frente. Sem contar as que chegam  20 horas do dia anterior, e vão passar amanhã toda para serem atendidos, quando não se estende até às 14 horas.


● Agendamento Pelo aplicativo não funciona , raramente, muito raramente se consegue.

● Fila enorme para se conseguir as 90 fichas diárias.


●  Observamos Que pessoas são atendidas em pé.


●  É fato que a alta demanda Exige uma nova estrutura emergencial. Contra fatos não há argumentos.

●  Diante do exposto sugerimos nossa opinião jornalística e do Cidadão, que se faça mutirão, com dois toldos 30 computadores , com auxílio de parceria de funcionários da Prefeitura, treinados  para que se possa atender a alta demanda. Pois pelo visto só tem dois computadores e as pessoas são atendidas em pé.

●  Sem contar , com a segurança básica, sanitário do saque que nunca funciona, tem sempre alguém com a chave na mão, elevador que está sempre em manutenção etc.

● Como pode um cadeirante subir as escadas? Essas observações constatadas em loco, foram em meses anteriores , o que pode ter sido solucionado ou não.

● Vale aqui a opinião jornalística e do cidadão bonfinense em busca de melhorias e respeito ao cidadão.

● "A desordem total por vezes se faz necessária para que haja o completo restabelecimento da Ordem" Sem ordem não há Progresso.

Ressalva: Após  a matéria divulgada a gerente do SAC, Senhora Whélia Dantas, ligou para nossa redação e esclareceu alguns pontos: Segundo ela alguns itens de meses anteriores já foram solucionados tais como: o elevador é novo o sanitário lá embaixo que ficava a chave na mão de alguém, agora é aberto e Lá em cima tem sanitário...Com relação pessoal Sendo atendido em pé , esclareceu ela que apenas na recepção 5 minutos, admitiu que só tem três computadores, e , que a demanda é altíssima, porque vem gente não só de Bonfim, mas de toda região . Achou boa  a matéria e a sugestão de uma parceria com a Prefeitura, para atender a demanda emergencial. Pois têm até andarilhos vendendo senhas , ao que ela já acionou a polícia.


Texto de Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador









terça-feira, 19 de maio de 2026

HOTEL LOMANTO - Aluga-se



● O Hotel Lomanto , de propriedade de José Felisberto da Silva , situado na Avenida João Durval - Senhor do Bonfim Bahia , encontra-se disponível para locação.

● Foi recentemente reformado, pintado todos os seus 14 apartamentos, com camas , ar condicionado, ventilador e estrutura básica.

● O Hotel estava alugado a uma empresa, que venceu o contrato e agora encontra-se disponível para locação .

● Interessados , podem procurar o seu proprietário na Lomanto Auto Peças ou pelos telefones: 

Luiz Bamberg 74- 991196713

José Felisberto 74- 991010016


● Ideal para empresas , como construtoras empreiteiras etc ou se você deseja explorar a clientela hospedagem Principalmente agora nos festejos juninos.

Veja algumas fotos:





















segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sede de respostas.

 


Imagem ilustrativa


À semelhança de um beduíno sedento, recém saído de um deserto, a criatura humana tem sede de respostas às inquietações que a atormenta.

Mesmo na condição de argonauta do saber, já tendo perlustrado os imensos rios do conhecimento exterior, não se viu ainda satisfeito com as elucidações postas pelas cátedras diversas. Manejou a filosofia e multiplicou interrogações sobre a vida e a morte, o começo e o fim da vida, as angústias e dores do caminho, permanecendo perdido nas muitas vertentes das elucubrações de natureza filosófica.

Ergueu no mundo incontáveis academias e liceus, onde submeteu a matéria bruta ao exame da geologia e da física, da química e da biologia, colhendo admiráveis conhecimentos acerca de sua mutação em diversos reinos. Ainda assim, o senhor de enciclopédias e compêndios, retortas e microscópios de tunelamento permaneceu inquieto com o próprio destino, faminto de soluções para seus dramas existenciais.

Mergulhou nos vastíssimos continentes da religião e das crenças, tentando definir o indefinível, limitar o ilimitado e conceber a mente divina numa equação matemática, sem lograr êxito, ora refém por escolha de milhares de cultos e manifestações religiosas, que o aturdem intimamente, sem oferta da paz tão sonhada.

Senhor do fogo e da escrita, da pólvora e da agricultura, domesticou animais e domou feras selvagens, mas se percebeu impotente para domesticar caprichos e paixões, desejos e ânsias de dominação externa, se fazendo vassalo da própria brutalidade e das imperfeições morais que o manipulam nos insondáveis caminhos da vida. Desceu aos abismos oceânicos, em busca de vidas marinhas jamais vistas, mas tem receio de submergir nas próprias torpezas, localizando no poço fundo da individualidade imortal quais as razões por que sofre, cultivando o medo do desconhecido. Subiu às culminâncias do espaço profundo, conheceu a lua e desceu no solo de outros planetas, permanecendo sob os grilhões de incontáveis conflitos no terreno dos sentimentos e das emoções em desgoverno.

Decorridos milhares de séculos de conquistas externas admiráveis, aplaude o berço, de onde surge para a epopeia existencial, e deposita flores e lágrimas nas tumbas, imaginando na morte o ceifar das esperanças e o findar da trajetória na escola da vida.

Acumula e perde haveres materiais num piscar de olhos. Sobe e despenca do rol da fama em velocidade surpreendente. Atravessa as quadras da existência corporal sempre na loucura de deter o tempo, tentando preservar a textura orgânica e as forças físicas, como se fosse viver eternamente enjaulado na maquinaria de cartilagens e ossos. Um dia, percebe a fragilidade de tecidos e órgãos, a deficiência gradual dos sentidos e dá-se conta que além da janela palpita um mundo que esqueceu de viver.

O sorriso que sonegou.

O pão que não dividiu na estrada com outros famintos.

O agasalho que sonegou aos desnudos.

A palavra que não pronunciou em forma de consolação aos aflitos e desesperados. O silêncio que não fez nas horas de tumulto e inquietação, pacificando corações incendiários.

Repetiu palavras, alegando que orava, mas manteve o coração divorciado dos lábios e as mãos paralisadas nas obras do bem.

Pranteou o mármore frio dos túmulos e não logrou reativar uma célula sequer do afeto que a máscara mortuária plasmou para a viagem ao país desconhecido.

Deixou-se abater pelo vazio existencial. E sentado na beira do rio de águas revoltas, mergulhou no grande silêncio, de onde percebeu passos suaves.

Era Ele, volvendo às praias das incertezas e das aflições superlativas, trazendo coragem e esperança aos desfalecidos do caminho.

Sorriso franco, gestos suaves, conversa fraterna, sentou-se ao nosso lado e apontou o céu muito azul.

Exaltou a beleza dos lírios do campo, abençoou a migalha ofertada pela boa vontade anônima, animou quem auxilia sem interesse e deixou em nós a nítida impressão que amanhã será outro dia.

Nenhum temor sobre a noite moral que ora se abate sobre o planeta que estertora nas agonias coletivas. Nenhum receio sobre o que haveremos de comer amanhã, já que o Senhor alimenta as aves dos céus todos os dias.

Vem, meu irmão, minha irmã! Levanta-te dessa apatia, lava os olhos nas águas da sublime alegria e retoma teus labores humildes nas fainas de cada manhã, avançando sem medo para esse futuro que Ele veio preparar sem ansiedade alguma.

Ontem, Jesus conosco.

Hoje, Jesus contigo.

Amanhã, Jesus com todos.

Marta (Espírito)

Bocaiúva/MG, 17.05.2026


Médium: Marcel Mariano.



A MULHER NEGRA DE MOISÉS.

 


A MULHER NEGRA DE MOISÉS.


A mulher negra de Moisés não é um detalhe sem importância dentro das Escrituras. Ela aparece num dos momentos mais reveladores da Bíblia, quando Miriã e Arão criticam Moisés “por causa da mulher cuchita com quem havia casado” (Números 12:1). O termo “cuchita” vem de Cuxe, uma região historicamente associada aos povos africanos ao sul do Egipto, localizada na área que hoje corresponde principalmente ao Sudão e à Etiópia.


Nos registos históricos antigos, Cuxe era um poderoso reino africano, conhecido pela sua riqueza, organização militar, cultura e influência sobre o Egipto em determinados períodos da antiguidade. Os cuchitas eram identificados pelos povos do Oriente Médio como africanos de pele negra. Diversos historiadores, arqueólogos e estudiosos bíblicos reconhecem essa ligação histórica e geográfica.


Por isso, afirmar que a mulher de Moisés era negra não é uma invenção moderna nem uma tentativa de adaptação cultural. É um reconhecimento histórico, bíblico e geográfico. O próprio texto faz questão de destacar sua origem porque, naquele contexto, ela era vista como estrangeira e diferente. A reação de Miriã e Arão revela preconceito étnico e racial, algo que infelizmente acompanha a humanidade há séculos.


O mais poderoso nessa narrativa é que Deus não permanece em silêncio diante da discriminação. A crítica contra a mulher cuchita transforma-se num julgamento divino contra aqueles que levantaram preconceito contra ela. Isso mostra que a dignidade humana está acima das barreiras criadas pelos homens.


A importância de afirmar que ela era negra está também na reparação de uma memória apagada ao longo do tempo. Durante séculos, muitas representações religiosas embranqueceram personagens bíblicos e afastaram a África do centro da história espiritual da humanidade. No entanto, a Bíblia está profundamente ligada ao continente africano. O Egipto foi refúgio de povos bíblicos. Cuxe é mencionado diversas vezes nas Escrituras. Povos africanos participaram activamente das narrativas sagradas.


A mulher negra de Moisés torna-se, então, símbolo de presença, resistência e verdade histórica. Ela lembra ao mundo que a negritude nunca esteve fora da história de Deus. Pelo contrário: esteve presente desde o princípio, mesmo quando muitos tentaram esconder essa verdade.


Reconhecer a sua identidade é também devolver voz às mulheres negras que foram silenciadas, invisibilizadas ou reduzidas ao esquecimento. A sua existência bíblica quebra estereótipos e reafirma algo essencial: a grandeza, a espiritualidade e o valor humano nunca dependeram da cor da pele.


Por: Josmar Atalaia ( José Lubango ✍️)

sábado, 16 de maio de 2026

Tudo é super importante . Até você ficar doente.

 


A vida nos ensina, muitas vezes da forma mais dura, que passamos anos correndo atrás de dinheiro, reconhecimento, compromissos e preocupações, enquanto deixamos de lado aquilo que sustenta tudo: nossa saúde. Vivemos como se o corpo fosse infinito, ignorando os sinais de cansaço, o peso emocional, as noites mal dormidas e o silêncio da alma pedindo cuidado. Até que um dia o corpo fala mais alto. E quando ele para, tudo aquilo que parecia urgente perde o valor.


A verdade é que acordar todos os dias com saúde é a maior riqueza que alguém pode possuir. Porque quando existe saúde, existe possibilidade, esperança, movimento e vida. Nenhuma conquista tem sabor quando falta paz, equilíbrio e bem-estar. Cuidar de si não é egoísmo, é responsabilidade com a própria vida. É entender que desacelerar também é necessário, que descansar é sagrado e que ouvir a si mesmo pode salvar não apenas o corpo, mas também a mente e o coração. No fim, percebemos que a maior bênção não está no que temos, mas na simples capacidade de abrir os olhos pela manhã, respirar em paz e viver mais um dia com saúde.

Por Despertar o Divino