domingo, 13 de setembro de 2026

A Lei de Destruição

 


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Decorridos vinte e cinco anos da tragédia das torres gêmeas, situadas na ilha de Manhattan, um dos cinco distritos que constituem a mais cosmopolita das cidades terrestres, a nação norte-americana evocou aqueles dias trágicos de 2001.

Quase quatro mil vítimas, um país em choque até hoje.

E toda a história humana e das civilizações está assinalada por tragédias coletivas, naturais ou provocadas, deixando atrás de si um caminho de sangue. Terremotos, furacões, tsunamis, enchentes ou secas inclementes têm desassossegado a vida das comunidades atingidas, sofrendo diferentes interpretações. Líderes religiosos asseguraram ser fruto da ira divina, prenúncio do fim do mundo, invasão alienígena ou guerra desconhecida, movida por nações hostis. E uma grande soma de vidas é tragada nessas ocasiões, deixando novas interrogações.

Os flagelos sempre ocorreram nos anais da história, e fazem parte das leis de destruição e progresso, impulsionando as culturas para a melhoria das ciências encarregadas de prever desastres naturais, bem como consolidando no ser a certeza de que, por mais que se expanda no intelecto, não fugirá de acertar contas com a morte.

Toda a estrutura material que cerca as criaturas está sujeita a periódica metamorfose, fazendo com que a construção projetada sofra alterações súbitas, adotando nova apresentação. Eras glaciais, séculos de seca inclemente, chuvas torrenciais, quais dilúvios bíblicos, bem como a movimentação das placas tectônicas, têm causado inquietação e medo em incontáveis indivíduos.

E se os corpos e as estruturas de cimento e ferro são reduzidos a escombros, os falecidos ressurgem na pátria espiritual sedentos de informações e acolhimento, buscando entender a interrupção abrupta da existência, ante os flagelos naturais ou os atentados terroristas.

A lei do progresso a todos conclama avançar. A de destruição está encarregada de renovar as paisagens, quando natural, e quando provocada, suscita alterações na convivência, renovando os seres e os saberes.

Instala novo olhar, onde a amorosidade e a solidariedade surgem como alternativas aos confrontos estéreis e as pugnas ideológicas. A humildade e a submissão às leis divinas brotam como floração fecunda à empáfia com que muitos desafiam Deus e seus divinos códigos. A cooperação brota entre as nações, rasgando fronteiras de separatividade, e os diretamente atingidos, arrebatados em grande soma, refazem conceitos religiosos e alteram o modo de pensar ao longo do tempo.

Do caos, surge a renovação na convivência. Das lágrimas dos que ficaram, novos pensamentos emergem nas trilhas do existir.

Muitos se dão conta que estiveram apartados de Deus, adotando a postura materialista para o viver, agora refazendo caminhos e ressignificando o projeto existencial.

Talvez em tua existência até aqui nenhum acontecimento trágico te assaltou a aparente normalidade, mas este pode aparecer quando menos aguardado. Aproveita a calmaria da viagem pelo corpo e reflete sobre os projetos acalentados e as efetivas realizações feitas. Quanto tempo disponível para a meditação e o estado de prece? A energia empregada para o triunfo no mundo tem sido a mesma para vencer a si mesmo?

Os velhos enganos e as imperfeições morais têm sido enfrentados ou deixados de lado, aguardando um tempo propício no futuro incerto?

Filho de Deus, reavalia teu projeto existencial, lubrifica tuas engrenagens no azeite da boa vontade e firma teus propósitos na coragem e no discernimento, buscando ainda hoje o modelo e guia da humanidade: Jesus.

N'Ele surge o dia coroado de sol e N'Ele o crepúsculo triunfa ao cair da tarde, apontando para cada um novos rumos, sob o clarão das estrelas.


Marta (Espírito)

Salvador, 13.09.2026


Médium: Marcel Mariano



Tudo Passa

 


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No domingo recordamos uma mensagem antiga do Momento Espírita:


*Vai ficar tudo bem*


Let it be é o décimo terceiro e último álbum do grupo inglês de rock, The Beatles.

Foi gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970 e foi lançado em 8 de maio de 1970.


Inicialmente, o nome previsto para o álbum era outro. Mas acabou sendo mesmo o nome da faixa composta por Paul McCartney.


Paul a escreveu em homenagem a sua mãe, Mary McCartney, vítima de câncer de mama, quando ele tinha quatorze anos de idade. À época, a morte da mãe o abalara profundamente.


Conta Paul que, certa noite, sonhou com a mãe vindo em sua direção e lhe dizendo Let it be. Algo como Deixa estar ou Vai ficar tudo bem.


Quando acordou, já estava com a melodia da música na cabeça e os versos foram brotando:


Quando eu me encontro em tempos difíceis, mãe Maria vem para mim, falando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”. E, nas minhas horas de escuridão, ela está em pé bem na minha frente, falando palavras de sabedoria, sussurrando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”.


E, quando as pessoas de coração partido, morando no mundo concordarem, haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


Pois, embora possam estar separados há ainda uma chance que eles verão. Haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


E quando a noite está nublada, há ainda uma luz que brilha em mim, brilha até a manhã: “Vai ficar tudo bem”.


Eu acordo ao som da música. Mãe Maria vem para mim. Não haverá tristeza. “Vai ficar tudo bem”.


*****


Os versos traduzem alegria. Alegria ante a constatação de que a mãe vive a Imortalidade do Espírito.


E de onde quer que se encontre, nesse imenso Universo de Deus, vem ao encontro do filho quando as dificuldades se fazem maiores, quando as dores se tornam superlativas.


É o atestado do amor materno, que jamais abandona os seus filhos, sublimando-se no sentimento de amar, incondicionalmente.


Muitos filhos, como Paul McCartney, lhes detectam a presença generosa. Outros podem nem perceber, nem se dar conta.


Mas mãe é essa criatura especial que vela sempre, que faz da vida do filho a sua própria, que renuncia a seus prazeres e necessidades para suprir o de que carece o filho.


Também é uma canção de esperança. Esperança de que um dia todos possam perceber essa realidade. Tudo é passageiro na Terra. Tudo passa.


A morte separa as pessoas fisicamente, mas ninguém pode separar Espíritos que se amam. Porque o amor é indestrutível e tudo vence.


Vence o tempo, vence as fronteiras da morte, brilha na Imortalidade.


E, para amenizar a saudade da ausência física, nas asas do sono, os seres se encontram: uns ainda prisioneiros na carne, outros já libertos no mundo espiritual.


E, enquanto as horas do sono se fazem reparadoras para o corpo cansado, o Espírito sonha, nos campos espirituais.


Finalmente, depois dos dias de separação, dos anos de paciente espera, o grande reencontro das almas se faz.


Pensemos nisso e não nos permitamos o mergulho no poço da depressão. Nossos amores vivem.


E a dor que nos castiga agora, vai passar. Tudo vai ficar bem... logo mais.


*****


Redação do Momento Espírita.

De 11.5.2019.

sábado, 12 de setembro de 2026

Uma Nave de outro Mundo

 


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BELÉN, 1958: O ENGENHEIRO ARGENTINO QUE AFIRMOU TER ENCONTRADO UMA NAVE DE OUTRO MUNDO

Certa manhã de janeiro de 1958, Fernando Arquibola García, então com 42 anos, saiu de Belén, na província argentina de Catamarca, para realizar um levantamento de mineração no setor de minas de tungstênio de San Antonio. Técnico em rádio e eletrônica, professor de eletrônica e inventor, ele relatou ter percorrido cerca de oito quilômetros montado em um burro antes de chegar ao local, por volta das 7 horas da manhã. Perto do meio-dia, enquanto fazia uma pausa para comer, um zumbido intermitente atraiu sua atenção para uma ravina. A cerca de 90 metros de distância, ele encontrou — segundo seu relato — uma enorme estrutura branco-esverdeada apoiada em três suportes e dotada de janelas dispostas em intervalos regulares. Inicialmente, pensou ter descoberto uma instalação militar secreta, mas aproximou-se até ficar a cerca de 70 metros. Um dispositivo semelhante a um telescópio surgiu então na parte superior, e apareceu uma silhueta com mais de 1,80 metro de altura, vestindo um traje branco completo e um visor que cobria o rosto.

Foi nesse momento que a história assumiu uma dimensão extraordinária. García afirmou ter percebido, primeiramente, algo semelhante ao canto de pássaros em sua mente, seguido imediatamente por uma voz que falava um espanhol perfeito, sem sotaque, instruindo-o a não avançar. Apesar da distância, ele teria ouvido seu interlocutor com a mesma clareza como se estivesse a apenas um metro de distância. Quando García perguntou se tratava-se de uma instalação militar, o ser respondeu que o objeto não pertencia a nenhuma força terrestre. Em seguida, para demonstrar suas capacidades, o ser apontou um dispositivo semelhante a uma lâmpada para uma rocha situada a algumas dezenas de metros: um poderoso feixe de luz branca teria derretido a pedra em questão de segundos. Ao ser questionado sobre essa tecnologia, o desconhecido respondeu simplesmente: "energia pura". Ele afirmou então que a estrutura era uma nave não humana imobilizada por uma avaria, que seu sistema de propulsão era desconhecido pela humanidade e que seus semelhantes visitavam a Terra há mais de 20.000 anos.

García relata que a conversa telepática teria durado quase duas horas. Seu interlocutor teria afirmado que vinha de um sistema planetário com dois sóis e fornecido coordenadas astronômicas que, infelizmente, nunca foram estabelecidas publicamente de forma a permitir, hoje, confrontá-las com um sistema estelar específico. Quando García pediu para entrar no aparelho, o ser teria explicado que 50.000 anos de desenvolvimento tecnológico os separavam e comparado a humanidade a uma existência efêmera, que dura apenas algumas horas. A conversa também teria abordado a Atlântida e a Esfinge: o ser teria alegado que a Atlântida fora habitada por seres que chegavam a quase quatro metros de altura e que foi submersa durante um cataclismo, enquanto a Esfinge teria sido construída em homenagem a um extraterrestre que participara do resgate de egípcios atingidos por uma epidemia. Tais declarações devem ser consideradas pelo que são: relatos feitos por García, sem confirmação arqueológica ou histórica. A arqueologia, em particular, situa a construção da Grande Esfinge no Egito faraônico do Império Antigo e não apresenta evidências de intervenção extraterrestre.

Ao final do encontro, García teria recebido a ordem de se proteger, deitar-se e cobrir os ouvidos. O zumbido teria retornado, acompanhado por uma forte pressão na cabeça. Quando olhou novamente, a imensa "construção" estava a centenas de metros do solo: apresentava-se claramente como uma forma metálica e lenticular, com um brilho vermelho intenso na parte superior, antes de seguir para o noroeste e desaparecer. Ao contrário de muitas testemunhas de casos de OVNIs, García concordou em ter sua identidade revelada e defendeu abertamente seu testemunho. Isso reforça a rastreabilidade humana da história, mas não constitui prova: não dispomos de nenhuma fotografia conhecida da nave, nem da suposta rocha derretida submetida a uma análise científica documentada, nem de um fragmento do aparelho, nem de uma confirmação independente dessa conversa de duas horas. O caso Belén permanece, portanto, como um testemunho extraordinário, e não como prova de que uma nave alienígena pousou na Argentina em 1958. E é precisamente esse paradoxo que continua a fascinar: um homem com formação técnica afirmou publicamente ter encontrado uma inteligência muito mais avançada que a nossa, plenamente ciente de que quase nada do que dizia poderia ser verificado.


Fonte: Facebook


domingo, 6 de setembro de 2026

204 anos de Independência do Brasil.

 


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Na véspera de mais um aniversário de sua emancipação política, o Brasil parece um imenso coração, saturado de energias contrárias, em pleno estágio da taquicardia das agonias sociais.

Se sua história de pouco mais de 500 anos traduz uma luminosa jornada, no seio dos povos, para se tornar uma potência agrícola e mineral, no terreno das disputas políticas, se apresenta sob temperatura elevada, como se uma febre devoradora tomasse conta de seu ciclópico corpo, a se estender na América Latina. Enquanto as classes políticas se engalfinham nos bastidores de Brasília pela hegemonia de suas opiniões apaixonadas e discordantes, a massa de povo busca no suor a sustentação da família e a construção da solidariedade social.

Milhões de analfabetos funcionais. Incontáveis famílias sem um teto para chamar de seu. Honrados pais de família no corredor da pobreza extrema. Imensas filas em hospitais abarrotados de doentes e chagados.

Carência por toda parte.

Em diversos momentos de sua história, assinalada por vultos nobres e acontecimentos inolvidáveis, a interferência do alto impediu que as ruas se fizessem palco de atrocidades históricas ou genocídios de lamentáveis consequências para sua missão histórica, no seio da civilização humana. A nobreza do povo e seu elevado senso religioso tem tido supremacia nos instantes decisivos, impedindo que as armas se façam instrumentos de desagregação social.

É preciso manter a ordem acima de tudo.

Fortalecer o espírito de mansidão.

Socorrer as massas em desfalecimento, distribuindo trabalho e ocupação aos braços vigorosos do homem de bem.

Que a prece substitua o hino de guerra fratricida ou o estímulo à desordem, abrindo perigosos flancos por onde se insinue as injunções perturbadoras da anarquia política e administrativa.

Seus 204 anos de emancipação política devem representar o elevado sentimento de união de seus filhos em torno do ideal comum, qual seja, a educação das massas aturdidas e ignorantes, o desfraldar da bandeira da paz social e a oportunidade de trabalho para todos, impedindo que a fome estenda seus tentáculos sobre os estômagos atormentados.

Acima das inquietações políticas de seu tempo, paira a misericórdia de Jesus, e no seu céu noturno, a imagem do Cruzeiro do Sul traduz a inspiração para que seus filhos busquem na concórdia e no bem comum o chão atapetado de flores, perfumando a trajetória do coração do mundo e da pátria do Evangelho.

A história da nacionalidade brasileira está intimamente ligada ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, D'Ele advindo a proteção e orientação para que, em seu solo, incontáveis filhos de outros povos façam ninho e morada, buscando a confraternização universal, a desaparecer de outras nações, ora mergulhadas em lutas intestinas lamentáveis.

Saudamos, pois, o sete de setembro como marco da maioridade moral e política do Brasil, antevendo sua gloriosa trajetória no carrossel das nações do mundo, a espalhar frutos abençoados de paz e convivência pacífica, crescimento e abundância material, favorecendo a construção da Era Nova, a se instalar no planeta em convulsões sociais, ansioso por sua regeneração que já não tarda nos horizontes da fé e da concórdia.


Marta e Irmão X (Espíritos)

Salvador, 06.09.2026

véspera dos 204 anos da Independência do Brasil.


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sociedade mentalmente enferma

 


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Caminhando na face do mundo sob tormentas variadas, o Espírito se percebe atingido incessantemente nos seus mais caros interesses.

Sonhos acalentados se fazem pesadelos no transcurso dos anos. Projetos longamente arquitetados percorrem trechos da ideação, mas não decolam na pista das realizações, gerando frustração e desencanto.

Amores surgem e passam pelos tecidos sensíveis da emoção, alguns deixando ressaibos de saudades dolorosas e outros mágoas de difícil erradicação.

O acúmulo de contínuos desencantos tem sido a gênese de uma série de transtornos do comportamento e da sensibilidade, produzindo uma sociedade mentalmente enferma.

Não situamos aqui as conhecidas e catalogadas enfermidades de natureza mental, quais a loucura, a catatonia, a hebefrenia, a esquizofrenia e outras tantas, mas, sim apontamos aquelas que estão a afetar a qualidade de vida do habitante do planeta em transição.

A solidão de muitos, geradora de medo de encerrar a existência sem uma companhia para ofertar solidariedade. O vazio existencial, que tem produzido uma geração de zumbis, a vaguearem nas grandes urbes sem metas nobres e saudáveis para o existir, se resumindo a consumidores das coisas produzidas, sem nunca preencherem o buraco negro íntimo.

Os que adotaram o pessimismo por bússola do próprio existir, sempre possuidores de uma nota triste e deprimente sobre pessoas e fatos, quase nunca observando o lado bom das coisas.

Os que optaram pela alienação religiosa como forma de se blindarem contra seus próprios defeitos, suas imperfeições morais, carregando na voz um discurso pronto de salvação sem esforço na gleba que lhes é própria.

Quantos delegaram suas obrigações a terceiros, mantendo-se infantilizados para o inevitável amadurecimento das responsabilidades diante das ações praticadas.

Incontáveis filhos de Deus, marchando na sociedade quais vampiros do sistema de castas ainda existente, suspirando pelo ócio remunerado e vantagens indevidas.

Multidões que fizeram da embriaguez dos sentidos fuga da realidade, buscando um paraíso fugidio nas substâncias químicas que entorpecem, prisioneiros voluntários de grilhões etílicos.

Viagens intermináveis, cuja finalidade não é criar intercâmbio cultural ou acadêmico, mas tão somente fugir de companhias indesejáveis ou manter distância de sítios onde ocorreram situações dramáticas.

Incontáveis posturas assinalam muitas almas, exibindo risos por fora e esgares de dores íntimas. Dirigem muitos, incapazes do autodomínio. Tomam decisões sobre terceiros, mas recuam, amedrontados, diante de situações em que precisam gerir o próprio destino.

Riem nas maternidades, quando brindados pela progenitura, e choram, desconsolados, quando comparecem nos cemitérios, onde sepultam afetos e amores.

Muitos estão sustentando a vida física na força de estimulantes e energéticos, verdadeiras bengalas do quimismo orgânico, sem as quais já teriam tombado nas avenidas das provações e dos testemunhos incessantes.

Para todos nós, incluindo eles, nossos irmãos que atravessam duras experiências e amargas expiações, veio ao mundo a mensagem de Jesus.

Parábolas que retratam nosso cotidiano.

Diretrizes que apontam caminhos novos.

Palavras de vida eterna. Nenhuma condenação. Inexistência de crítica porque caiu ou se equivocou. Censura alguma.

Nem prêmio, nem castigo.

Um permanente manual de vida, a ser aplicado diariamente, face às ocorrências diversas, pedindo apenas boa vontade e confiança, fé na vida futura e compreensão da posição evolutiva de cada um.

Se aceitar passível de errar, erguer-se da queda provável e prosseguir caminhando.

Começar o dia na luz da oração e encerrar o crepúsculo no silêncio que agradece e louva a criação infinita.

Se perceber gente, filho de Deus e irmão de Jesus Cristo, com amplas possibilidades de acertar o passo e retificar em si mesmo aquilo que critica nos outros.

Cada dia, um novo começo.

E se sobrevier a desencarnação, refazer a fadiga da estrada percorrida, olhar o mundo novo pelo para-brisa e não pelo retrovisor, seguindo em frente ao encontro do mestre inesquecível.

Tão velhas receitas para um mundo em decadência moral, se remendando a cada dia através da melhoria mental de seus próprios inquilinos.

Estará faltando algum item nesse receituário de bem-estar e confiança no Poder de Deus?

Sigamos. 

O novo dia já começou...

Marta ( Espírito)

Juazeiro, 26.06.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 30 de agosto de 2026

E o semeador saiu a semear.

 



Quando afirmou que a seara é imensa, mas os ceifeiros são escassos, o mestre inesquecível apenas diagnosticou uma realidade persistente nos quadros da atividade humana.

Por toda parte existem cultivadores da fé, que se mostram apaixonados expoentes da crença, mas raros resistem aos embates mais difíceis da estrada evolutiva, quando situados frente a frente com opositores e descrentes.

Outros, primam pela busca da salvação, face às artimanhas do adversário de Deus, mas se conseguem algo corrigir na conduta das ovelhas perdidas, deixam-se guiar pelas próprias torpezas e inquietações nas trilhas das sensações passageiras.

Outros, conseguem disciplinar esse ou aquele aprendiz que o vício deseducou, mas não resistem às carícias da tentação quando esta surge nos momentos de fragilidade.

Há os que primam pela palavra bem posta nos altares e nas tribunas,  manejando o verbete bem colocado e sensibilizando corações, mas terminado o ofício da crença pura e simples, convertem-se em trovões de maldição e azedume na intimidade doméstica, assustando os próprios parentes.

Sim, teremos sobre a Terra, ainda por muito tempo, quem pregue, mas não viva, e quem viva, mas não consiga tangenciar o conhecimento pelo verbo.

Ambos são importantes no despertar das consciências anestesiadas ou torporosas. Os que já conseguiram inserir na própria conduta os ensinos de Jesus mostram-se adiantados no manejo da lição, exortando os demais pela cátedra do exemplo, que é contagiosa. Os que pregam, mesmo que ainda não consigam exercitar as lições divulgadas, estão ensaiando o paulatino abandono dos campos de viciação e insensatez, exortando os ouvintes à ressignificação das posturas adotadas no mundo.

Quem trava contato com a mensagem cristã, nova criatura se faz. Passa a pensar diferente, percebendo a vida na Terra como um grande experimento de natureza evolutiva, onde erro e acerto são resultados naturais de quem experimenta e tenta.

Se cai, ergue-se o quanto antes. Se fere, busca reconciliação com a pessoa a quem feriu. Se atingido, pensa as feridas no óleo da compreensão fraternal e prossegue servindo, sem agasalho ao revide ou à mágoa.

Se fala, modula o verbo para ser compreendido de acordo com o entendimento do ouvinte. Adota o silêncio em incontáveis ocasiões, evitando comprometer-se pela verborragia inconsequente. Pouco a pouco, transforma o pensar em ação automática, fazendo-se menos paisagista e mais operador da mudança que deseja no mundo.

Altera o proceder, ajustando-se aos apelos do Senhor, a quem diz servir.

Repousa pouco e se afadiga na vinha promissora, sem ansiedade pela colheita em flor.

Reverencia o pretérito, dele extraindo lições para as mudanças necessárias. Aguarda o novo dia como quem se sabe na posse de um tesouro de novas oportunidades, mas faz do hoje sua principal plataforma de atuação na estrada comum a todos.

Se perguntado para onde vai, aponta o amanhecer por surgir detrás das montanhas e, colocando a enxada sobre os ombros, avança para novas e fecundas terras, onde a semente da esperança anseia ser cultivada.

E  semeador saiu a semear...o


O peregrino. (Espírito)

Itabuna, Bahia 12.07.2026


Médium: Marcel Mariano




Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos.

 



 

Ligeiro olhar nosso sobre o colosso terrestre e poderemos enxergar a profunda harmonia da natureza, caminhando sobre os trilhos do caos e da agitação dos elementos.

Desde eras priscas, quando a massa incandescente se separou da coroa solar, para situar sua rotação a quase 150 milhões de quilômetros do astro rei, o frio do espaço, os bombardeios dos meteoros e outros fatores se encarregaram de amenizar, em bilhões de anos, a ardência da fornalha planetária, preparando o cenário onde a vida iria se manifestar.

No abismo das águas salgadas, nos pântanos primitivos, uma sopa de nutrientes começou a surgir, se fazendo berçário de seres unicelulares, trilobitas e incontáveis organismos simples, dotados apenas do tato, em aperfeiçoamento incessante pela morte e ressurgimento, além das mudanças químicas e biológicas.

As imensas florestas de coníferas, o plâncton dos mares e a incidência dos raios solares sobre o protoplasma proporcionaram o surgimento de novos seres, a se multiplicarem, abundantes, no seio dos abismos oceânicos. A Terra era um imenso laboratório de experimentos da vida, sob a gestão do Divino Mestre.

Tivemos que aguardar quase cinco bilhões de anos para que o cenário do orbe pudesse acolher a vida racional como a conhecemos hoje. Primitiva e simiesca no seu início, sofreu incontáveis injunções de natureza evolutiva, alterando o córtex reptiliano para a estruturação da base cerebral, onde as emoções superiores pudessem se manifestar com maior clareza. E, de dez milhões de anos para cá, a sociedade deu um gigantesco salto de evolução da corporalidade, saindo das árvores para a caverna, das grutas para a palafita e desta para as cidades amuralhadas do pretérito recente.

Organizamos o Estado, a gestão pública e privada, acumulamos bens materiais e nos deixamos arrastar pela sede da posse possuidora.

Erguemos totens e templos, onde cultuamos o sagrado, segundo nossas concepções. Tentamos aplacar a ira divina com sacrifícios de irracionais e semelhantes, ignorando que Deus é senhor da vida e não da morte.

Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos, elaboramos leis e tratados, discursos de paz e clamores de guerra.

Construímos maternidades para acolher a vida e nos destruímos nas guerras fratricidas, exterminando o outro quando este não cedia aos nossos caprichos.

Agora, em tempos ditos modernos, somos os senhores da inteligência artificial e da comunicação ligeira, das invenções admiráveis e da exploração espacial, das safras abundantes e da previsão do tempo por satélites fora do globo terrestre.

Se muito evoluímos no pensar, o sentir ainda claudica. Se os neurônios reinam, soberanos, o coração parece enfartado.

Os mesmos olhos que fitam as estrelas, buscando algum sinal de vida extraterrestre, são aqueles mesmos que choram as amarguras de cada dia.

A mão que conforta é a mesma que, em outro momento, apedreja e fere.

Os lábios que num instante balbuciam preces e cânticos religiosos, num minuto seguinte estão a proferir maldição e anátema.

Quanta falta faz Jesus no coração da criatura humana!

Só Ele conseguiu nos sinalizar a própria pequenez moral, nos amparando na tentativa de acertar o passo. Nos legou diretrizes éticas, sem nos constranger a segui-Lo. Silenciou diante de nossas calúnias e nos apontou diferentes estradas de sublimação e trabalho iluminativo.

Paciente, nos espera há milênios sem fim.

Se tens interesse e disposição em avançar nos trilhos da Boa Nova, abre-te ao sol gentil da mensagem cristã, ausculta teu mundo íntimo e marcha, um dia após o outro, adotando Ele como modelo e guia, referência e paradigma de um novo tempo.

Estes tempos já são chegados.

O ontem passou, o amanhã vai surgir mais tarde.

Hoje. Aqui e agora.

Decidiste?


O peregrino. (Espírito)

Salvador, 30.08.2026


Médium: Marcel Mariano