sábado, 12 de setembro de 2026

Uma Nave de outro Mundo

 


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BELÉN, 1958: O ENGENHEIRO ARGENTINO QUE AFIRMOU TER ENCONTRADO UMA NAVE DE OUTRO MUNDO

Certa manhã de janeiro de 1958, Fernando Arquibola García, então com 42 anos, saiu de Belén, na província argentina de Catamarca, para realizar um levantamento de mineração no setor de minas de tungstênio de San Antonio. Técnico em rádio e eletrônica, professor de eletrônica e inventor, ele relatou ter percorrido cerca de oito quilômetros montado em um burro antes de chegar ao local, por volta das 7 horas da manhã. Perto do meio-dia, enquanto fazia uma pausa para comer, um zumbido intermitente atraiu sua atenção para uma ravina. A cerca de 90 metros de distância, ele encontrou — segundo seu relato — uma enorme estrutura branco-esverdeada apoiada em três suportes e dotada de janelas dispostas em intervalos regulares. Inicialmente, pensou ter descoberto uma instalação militar secreta, mas aproximou-se até ficar a cerca de 70 metros. Um dispositivo semelhante a um telescópio surgiu então na parte superior, e apareceu uma silhueta com mais de 1,80 metro de altura, vestindo um traje branco completo e um visor que cobria o rosto.

Foi nesse momento que a história assumiu uma dimensão extraordinária. García afirmou ter percebido, primeiramente, algo semelhante ao canto de pássaros em sua mente, seguido imediatamente por uma voz que falava um espanhol perfeito, sem sotaque, instruindo-o a não avançar. Apesar da distância, ele teria ouvido seu interlocutor com a mesma clareza como se estivesse a apenas um metro de distância. Quando García perguntou se tratava-se de uma instalação militar, o ser respondeu que o objeto não pertencia a nenhuma força terrestre. Em seguida, para demonstrar suas capacidades, o ser apontou um dispositivo semelhante a uma lâmpada para uma rocha situada a algumas dezenas de metros: um poderoso feixe de luz branca teria derretido a pedra em questão de segundos. Ao ser questionado sobre essa tecnologia, o desconhecido respondeu simplesmente: "energia pura". Ele afirmou então que a estrutura era uma nave não humana imobilizada por uma avaria, que seu sistema de propulsão era desconhecido pela humanidade e que seus semelhantes visitavam a Terra há mais de 20.000 anos.

García relata que a conversa telepática teria durado quase duas horas. Seu interlocutor teria afirmado que vinha de um sistema planetário com dois sóis e fornecido coordenadas astronômicas que, infelizmente, nunca foram estabelecidas publicamente de forma a permitir, hoje, confrontá-las com um sistema estelar específico. Quando García pediu para entrar no aparelho, o ser teria explicado que 50.000 anos de desenvolvimento tecnológico os separavam e comparado a humanidade a uma existência efêmera, que dura apenas algumas horas. A conversa também teria abordado a Atlântida e a Esfinge: o ser teria alegado que a Atlântida fora habitada por seres que chegavam a quase quatro metros de altura e que foi submersa durante um cataclismo, enquanto a Esfinge teria sido construída em homenagem a um extraterrestre que participara do resgate de egípcios atingidos por uma epidemia. Tais declarações devem ser consideradas pelo que são: relatos feitos por García, sem confirmação arqueológica ou histórica. A arqueologia, em particular, situa a construção da Grande Esfinge no Egito faraônico do Império Antigo e não apresenta evidências de intervenção extraterrestre.

Ao final do encontro, García teria recebido a ordem de se proteger, deitar-se e cobrir os ouvidos. O zumbido teria retornado, acompanhado por uma forte pressão na cabeça. Quando olhou novamente, a imensa "construção" estava a centenas de metros do solo: apresentava-se claramente como uma forma metálica e lenticular, com um brilho vermelho intenso na parte superior, antes de seguir para o noroeste e desaparecer. Ao contrário de muitas testemunhas de casos de OVNIs, García concordou em ter sua identidade revelada e defendeu abertamente seu testemunho. Isso reforça a rastreabilidade humana da história, mas não constitui prova: não dispomos de nenhuma fotografia conhecida da nave, nem da suposta rocha derretida submetida a uma análise científica documentada, nem de um fragmento do aparelho, nem de uma confirmação independente dessa conversa de duas horas. O caso Belén permanece, portanto, como um testemunho extraordinário, e não como prova de que uma nave alienígena pousou na Argentina em 1958. E é precisamente esse paradoxo que continua a fascinar: um homem com formação técnica afirmou publicamente ter encontrado uma inteligência muito mais avançada que a nossa, plenamente ciente de que quase nada do que dizia poderia ser verificado.


Fonte: Facebook


domingo, 6 de setembro de 2026

204 anos de Independência do Brasil.

 


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Na véspera de mais um aniversário de sua emancipação política, o Brasil parece um imenso coração, saturado de energias contrárias, em pleno estágio da taquicardia das agonias sociais.

Se sua história de pouco mais de 500 anos traduz uma luminosa jornada, no seio dos povos, para se tornar uma potência agrícola e mineral, no terreno das disputas políticas, se apresenta sob temperatura elevada, como se uma febre devoradora tomasse conta de seu ciclópico corpo, a se estender na América Latina. Enquanto as classes políticas se engalfinham nos bastidores de Brasília pela hegemonia de suas opiniões apaixonadas e discordantes, a massa de povo busca no suor a sustentação da família e a construção da solidariedade social.

Milhões de analfabetos funcionais. Incontáveis famílias sem um teto para chamar de seu. Honrados pais de família no corredor da pobreza extrema. Imensas filas em hospitais abarrotados de doentes e chagados.

Carência por toda parte.

Em diversos momentos de sua história, assinalada por vultos nobres e acontecimentos inolvidáveis, a interferência do alto impediu que as ruas se fizessem palco de atrocidades históricas ou genocídios de lamentáveis consequências para sua missão histórica, no seio da civilização humana. A nobreza do povo e seu elevado senso religioso tem tido supremacia nos instantes decisivos, impedindo que as armas se façam instrumentos de desagregação social.

É preciso manter a ordem acima de tudo.

Fortalecer o espírito de mansidão.

Socorrer as massas em desfalecimento, distribuindo trabalho e ocupação aos braços vigorosos do homem de bem.

Que a prece substitua o hino de guerra fratricida ou o estímulo à desordem, abrindo perigosos flancos por onde se insinue as injunções perturbadoras da anarquia política e administrativa.

Seus 204 anos de emancipação política devem representar o elevado sentimento de união de seus filhos em torno do ideal comum, qual seja, a educação das massas aturdidas e ignorantes, o desfraldar da bandeira da paz social e a oportunidade de trabalho para todos, impedindo que a fome estenda seus tentáculos sobre os estômagos atormentados.

Acima das inquietações políticas de seu tempo, paira a misericórdia de Jesus, e no seu céu noturno, a imagem do Cruzeiro do Sul traduz a inspiração para que seus filhos busquem na concórdia e no bem comum o chão atapetado de flores, perfumando a trajetória do coração do mundo e da pátria do Evangelho.

A história da nacionalidade brasileira está intimamente ligada ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, D'Ele advindo a proteção e orientação para que, em seu solo, incontáveis filhos de outros povos façam ninho e morada, buscando a confraternização universal, a desaparecer de outras nações, ora mergulhadas em lutas intestinas lamentáveis.

Saudamos, pois, o sete de setembro como marco da maioridade moral e política do Brasil, antevendo sua gloriosa trajetória no carrossel das nações do mundo, a espalhar frutos abençoados de paz e convivência pacífica, crescimento e abundância material, favorecendo a construção da Era Nova, a se instalar no planeta em convulsões sociais, ansioso por sua regeneração que já não tarda nos horizontes da fé e da concórdia.


Marta e Irmão X (Espíritos)

Salvador, 06.09.2026

véspera dos 204 anos da Independência do Brasil.


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sociedade mentalmente enferma

 


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Caminhando na face do mundo sob tormentas variadas, o Espírito se percebe atingido incessantemente nos seus mais caros interesses.

Sonhos acalentados se fazem pesadelos no transcurso dos anos. Projetos longamente arquitetados percorrem trechos da ideação, mas não decolam na pista das realizações, gerando frustração e desencanto.

Amores surgem e passam pelos tecidos sensíveis da emoção, alguns deixando ressaibos de saudades dolorosas e outros mágoas de difícil erradicação.

O acúmulo de contínuos desencantos tem sido a gênese de uma série de transtornos do comportamento e da sensibilidade, produzindo uma sociedade mentalmente enferma.

Não situamos aqui as conhecidas e catalogadas enfermidades de natureza mental, quais a loucura, a catatonia, a hebefrenia, a esquizofrenia e outras tantas, mas, sim apontamos aquelas que estão a afetar a qualidade de vida do habitante do planeta em transição.

A solidão de muitos, geradora de medo de encerrar a existência sem uma companhia para ofertar solidariedade. O vazio existencial, que tem produzido uma geração de zumbis, a vaguearem nas grandes urbes sem metas nobres e saudáveis para o existir, se resumindo a consumidores das coisas produzidas, sem nunca preencherem o buraco negro íntimo.

Os que adotaram o pessimismo por bússola do próprio existir, sempre possuidores de uma nota triste e deprimente sobre pessoas e fatos, quase nunca observando o lado bom das coisas.

Os que optaram pela alienação religiosa como forma de se blindarem contra seus próprios defeitos, suas imperfeições morais, carregando na voz um discurso pronto de salvação sem esforço na gleba que lhes é própria.

Quantos delegaram suas obrigações a terceiros, mantendo-se infantilizados para o inevitável amadurecimento das responsabilidades diante das ações praticadas.

Incontáveis filhos de Deus, marchando na sociedade quais vampiros do sistema de castas ainda existente, suspirando pelo ócio remunerado e vantagens indevidas.

Multidões que fizeram da embriaguez dos sentidos fuga da realidade, buscando um paraíso fugidio nas substâncias químicas que entorpecem, prisioneiros voluntários de grilhões etílicos.

Viagens intermináveis, cuja finalidade não é criar intercâmbio cultural ou acadêmico, mas tão somente fugir de companhias indesejáveis ou manter distância de sítios onde ocorreram situações dramáticas.

Incontáveis posturas assinalam muitas almas, exibindo risos por fora e esgares de dores íntimas. Dirigem muitos, incapazes do autodomínio. Tomam decisões sobre terceiros, mas recuam, amedrontados, diante de situações em que precisam gerir o próprio destino.

Riem nas maternidades, quando brindados pela progenitura, e choram, desconsolados, quando comparecem nos cemitérios, onde sepultam afetos e amores.

Muitos estão sustentando a vida física na força de estimulantes e energéticos, verdadeiras bengalas do quimismo orgânico, sem as quais já teriam tombado nas avenidas das provações e dos testemunhos incessantes.

Para todos nós, incluindo eles, nossos irmãos que atravessam duras experiências e amargas expiações, veio ao mundo a mensagem de Jesus.

Parábolas que retratam nosso cotidiano.

Diretrizes que apontam caminhos novos.

Palavras de vida eterna. Nenhuma condenação. Inexistência de crítica porque caiu ou se equivocou. Censura alguma.

Nem prêmio, nem castigo.

Um permanente manual de vida, a ser aplicado diariamente, face às ocorrências diversas, pedindo apenas boa vontade e confiança, fé na vida futura e compreensão da posição evolutiva de cada um.

Se aceitar passível de errar, erguer-se da queda provável e prosseguir caminhando.

Começar o dia na luz da oração e encerrar o crepúsculo no silêncio que agradece e louva a criação infinita.

Se perceber gente, filho de Deus e irmão de Jesus Cristo, com amplas possibilidades de acertar o passo e retificar em si mesmo aquilo que critica nos outros.

Cada dia, um novo começo.

E se sobrevier a desencarnação, refazer a fadiga da estrada percorrida, olhar o mundo novo pelo para-brisa e não pelo retrovisor, seguindo em frente ao encontro do mestre inesquecível.

Tão velhas receitas para um mundo em decadência moral, se remendando a cada dia através da melhoria mental de seus próprios inquilinos.

Estará faltando algum item nesse receituário de bem-estar e confiança no Poder de Deus?

Sigamos. 

O novo dia já começou...

Marta ( Espírito)

Juazeiro, 26.06.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 30 de agosto de 2026

E o semeador saiu a semear.

 



Quando afirmou que a seara é imensa, mas os ceifeiros são escassos, o mestre inesquecível apenas diagnosticou uma realidade persistente nos quadros da atividade humana.

Por toda parte existem cultivadores da fé, que se mostram apaixonados expoentes da crença, mas raros resistem aos embates mais difíceis da estrada evolutiva, quando situados frente a frente com opositores e descrentes.

Outros, primam pela busca da salvação, face às artimanhas do adversário de Deus, mas se conseguem algo corrigir na conduta das ovelhas perdidas, deixam-se guiar pelas próprias torpezas e inquietações nas trilhas das sensações passageiras.

Outros, conseguem disciplinar esse ou aquele aprendiz que o vício deseducou, mas não resistem às carícias da tentação quando esta surge nos momentos de fragilidade.

Há os que primam pela palavra bem posta nos altares e nas tribunas,  manejando o verbete bem colocado e sensibilizando corações, mas terminado o ofício da crença pura e simples, convertem-se em trovões de maldição e azedume na intimidade doméstica, assustando os próprios parentes.

Sim, teremos sobre a Terra, ainda por muito tempo, quem pregue, mas não viva, e quem viva, mas não consiga tangenciar o conhecimento pelo verbo.

Ambos são importantes no despertar das consciências anestesiadas ou torporosas. Os que já conseguiram inserir na própria conduta os ensinos de Jesus mostram-se adiantados no manejo da lição, exortando os demais pela cátedra do exemplo, que é contagiosa. Os que pregam, mesmo que ainda não consigam exercitar as lições divulgadas, estão ensaiando o paulatino abandono dos campos de viciação e insensatez, exortando os ouvintes à ressignificação das posturas adotadas no mundo.

Quem trava contato com a mensagem cristã, nova criatura se faz. Passa a pensar diferente, percebendo a vida na Terra como um grande experimento de natureza evolutiva, onde erro e acerto são resultados naturais de quem experimenta e tenta.

Se cai, ergue-se o quanto antes. Se fere, busca reconciliação com a pessoa a quem feriu. Se atingido, pensa as feridas no óleo da compreensão fraternal e prossegue servindo, sem agasalho ao revide ou à mágoa.

Se fala, modula o verbo para ser compreendido de acordo com o entendimento do ouvinte. Adota o silêncio em incontáveis ocasiões, evitando comprometer-se pela verborragia inconsequente. Pouco a pouco, transforma o pensar em ação automática, fazendo-se menos paisagista e mais operador da mudança que deseja no mundo.

Altera o proceder, ajustando-se aos apelos do Senhor, a quem diz servir.

Repousa pouco e se afadiga na vinha promissora, sem ansiedade pela colheita em flor.

Reverencia o pretérito, dele extraindo lições para as mudanças necessárias. Aguarda o novo dia como quem se sabe na posse de um tesouro de novas oportunidades, mas faz do hoje sua principal plataforma de atuação na estrada comum a todos.

Se perguntado para onde vai, aponta o amanhecer por surgir detrás das montanhas e, colocando a enxada sobre os ombros, avança para novas e fecundas terras, onde a semente da esperança anseia ser cultivada.

E  semeador saiu a semear...o


O peregrino. (Espírito)

Itabuna, Bahia 12.07.2026


Médium: Marcel Mariano




Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos.

 



 

Ligeiro olhar nosso sobre o colosso terrestre e poderemos enxergar a profunda harmonia da natureza, caminhando sobre os trilhos do caos e da agitação dos elementos.

Desde eras priscas, quando a massa incandescente se separou da coroa solar, para situar sua rotação a quase 150 milhões de quilômetros do astro rei, o frio do espaço, os bombardeios dos meteoros e outros fatores se encarregaram de amenizar, em bilhões de anos, a ardência da fornalha planetária, preparando o cenário onde a vida iria se manifestar.

No abismo das águas salgadas, nos pântanos primitivos, uma sopa de nutrientes começou a surgir, se fazendo berçário de seres unicelulares, trilobitas e incontáveis organismos simples, dotados apenas do tato, em aperfeiçoamento incessante pela morte e ressurgimento, além das mudanças químicas e biológicas.

As imensas florestas de coníferas, o plâncton dos mares e a incidência dos raios solares sobre o protoplasma proporcionaram o surgimento de novos seres, a se multiplicarem, abundantes, no seio dos abismos oceânicos. A Terra era um imenso laboratório de experimentos da vida, sob a gestão do Divino Mestre.

Tivemos que aguardar quase cinco bilhões de anos para que o cenário do orbe pudesse acolher a vida racional como a conhecemos hoje. Primitiva e simiesca no seu início, sofreu incontáveis injunções de natureza evolutiva, alterando o córtex reptiliano para a estruturação da base cerebral, onde as emoções superiores pudessem se manifestar com maior clareza. E, de dez milhões de anos para cá, a sociedade deu um gigantesco salto de evolução da corporalidade, saindo das árvores para a caverna, das grutas para a palafita e desta para as cidades amuralhadas do pretérito recente.

Organizamos o Estado, a gestão pública e privada, acumulamos bens materiais e nos deixamos arrastar pela sede da posse possuidora.

Erguemos totens e templos, onde cultuamos o sagrado, segundo nossas concepções. Tentamos aplacar a ira divina com sacrifícios de irracionais e semelhantes, ignorando que Deus é senhor da vida e não da morte.

Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos, elaboramos leis e tratados, discursos de paz e clamores de guerra.

Construímos maternidades para acolher a vida e nos destruímos nas guerras fratricidas, exterminando o outro quando este não cedia aos nossos caprichos.

Agora, em tempos ditos modernos, somos os senhores da inteligência artificial e da comunicação ligeira, das invenções admiráveis e da exploração espacial, das safras abundantes e da previsão do tempo por satélites fora do globo terrestre.

Se muito evoluímos no pensar, o sentir ainda claudica. Se os neurônios reinam, soberanos, o coração parece enfartado.

Os mesmos olhos que fitam as estrelas, buscando algum sinal de vida extraterrestre, são aqueles mesmos que choram as amarguras de cada dia.

A mão que conforta é a mesma que, em outro momento, apedreja e fere.

Os lábios que num instante balbuciam preces e cânticos religiosos, num minuto seguinte estão a proferir maldição e anátema.

Quanta falta faz Jesus no coração da criatura humana!

Só Ele conseguiu nos sinalizar a própria pequenez moral, nos amparando na tentativa de acertar o passo. Nos legou diretrizes éticas, sem nos constranger a segui-Lo. Silenciou diante de nossas calúnias e nos apontou diferentes estradas de sublimação e trabalho iluminativo.

Paciente, nos espera há milênios sem fim.

Se tens interesse e disposição em avançar nos trilhos da Boa Nova, abre-te ao sol gentil da mensagem cristã, ausculta teu mundo íntimo e marcha, um dia após o outro, adotando Ele como modelo e guia, referência e paradigma de um novo tempo.

Estes tempos já são chegados.

O ontem passou, o amanhã vai surgir mais tarde.

Hoje. Aqui e agora.

Decidiste?


O peregrino. (Espírito)

Salvador, 30.08.2026


Médium: Marcel Mariano




terça-feira, 25 de agosto de 2026

Mártires do Cristianismo.

 


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Será muito desafiador para qualquer estudioso dos dois mil anos de cristianismo estimar o número de mártires, que deram a própria existência por amor a Jesus.

Nem sempre os anais da história anotou-lhes a passagem, e incontáveis sucumbiram ao martírio imposto pela ignorância sob anonimato total.

Quando uma ideia nova chega ao mundo, sofre ela a impiedosa perseguição daqueles situados na zona de conforto, incomodados com as renovadas concepções.

A filosofia ancestral, periodicamente, sofre novas interpretações de correntes arejadas de novos pensadores. Diariamente, princípios científicos são revistos por estudiosos e pesquisadores, a se valerem da contribuição mental daqueles que os antecederam. A religião, qual barcaça a navegar em mar revolto, de tempos em tempos, é visitada por ventos de bruscas mudanças, obrigando as massas de ovelhas desorientadas a buscarem novos pastores.

Quando o inesquecível mestre galileu vestiu-se de carne numa gruta de Belém, inaugurava na Terra em sombras um período inesquecível, onde o amor buscava espaço na justiça implacável, ansiando por secar lágrimas e devolver a esperança aos corações estiolados das massas aturdidas pela opressão política e religiosa de então.

Já no seu messianato divino e logo após Sua despedida sangrenta das arenas terrestres, discípulos sinceros e semeadores da Boa Nova já se viram sob os estigmas do sinédrio intolerante, das autoridades despóticas de Roma, padecendo sofrimentos atrozes e testemunhos na carne.

Cruzes se ergueram aos milhares, empalamentos hediondos, circos de horrores e espetáculos de perseguição implacáveis se fizeram surgir em toda a bacia do mediterrâneo, tentando calar as vozes que proclamavam um novo tempo.

E os mártires, ébrios de felicidade e tocados por luzes espirituais que o mundo não enxergava, desceram aos cenários de tortura e morte, doando seus corpos em honra da mensagem cristã.

E a ampulheta do tempo lhes cobriu as pegadas, mas não pôde apagar a luminosa mensagem de sacrifício em favor da libertação espiritual dos cativos das ilusões mundanas.

Eis os novos tempos, sob a rutilante claridade do Consolador prometido por Jesus ao mundo. A ciência faz-se religiosa, a religião busca ser científica e a filosofia socrática é restaurada nos seus alicerces, propondo que não se deixe de pensar na ética, na conduta e nas reações que advirão no curso do tempo.

Hoje, a luta é íntima, a batalha é contra as imperfeições morais, o holocausto é para diluir as sombras do ego em tresvario, buscando compreender que Jesus necessita de braços e mãos que no mundo material O representem, levando aos aflitos consolação e aos filhos do calvário o apanágio da esperança, acenando-lhes com a certeza da imortalidade da alma após a ruína da casa orgânica.

Além das cinzas misérrimas que aguardam a decomposição dos despojos materiais, o Espírito em trânsito pela matéria densa é um herdeiro da luz divina, fadado à perfeição, atravessando os testemunhos do mundo e a zombaria ou indiferença dos ainda anestesiados para a realidade espiritual.

Ide, novos obreiros da Era de luz que esplende dos sepulcros, onde os antigos mártires ressurgem qual exército sem armas, espalhando na Terra em transe o favo da misericórdia e o orvalho da alegria sem fim.

Marta e Vianna de Carvalho. ( Espíritos)

Salvador, 19.07.2026


Médium: Marcel Mariano








domingo, 23 de agosto de 2026

ESPIRITISMO- À semelhança de vetusta árvore, nasceu o cristianismo

 


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À semelhança de vetusta árvore, nasceu o cristianismo entre os montes da Judéia e os desertos da Palestina. Ali, entre criaturas simples, floresceu a mais bela mensagem que o mundo já escutou.

De uma noite em Belém ao gólgota da cidade dos profetas, os tímpanos humanos escutaram uma melodia arrebatadora. Era o resgate do amor, que estava pisoteado pelo ódio e pela secura de corações, bem como a esperança ressurgiu entre os escombros morais de uma geração tomada pelo estupor da guerra e das disputas estéreis.

Homens e mulheres se deixaram embriagar pela rutilante mensagem, firmada como rocha indestrutível, no coração das massas em tresvario incessante.

O intercâmbio entre os dois polos da vida renasceu e se consolidou em definitivo. O paganismo entrou em agonia e a mitologia recuou de sua interferência nos destinos favorecidos por deuses frios e insensíveis.

O lírio brotou nos campos áridos das inquietações humanas. A fé fez-se robusta até o extremo sacrifício. A coragem abrasou mentes e corações, inaugurando a era dos mártires e servidores fiéis, que em grandes holocaustos, deram-se por amor daquele não amado.

A sombra reagiu e promoveu o fanatismo, a perseguição inclemente, a intolerância religiosa e os circos se ergueram, como pedestal de eliminação das vidas dedicadas ao sumo bem.

A terra foi irrigada de sangue. Os calabouços medievais estavam apinhados de rebeldes e subversivos, hereges e contrários. O cadafalso impunha medo e horror, a espada ceifava cabeças, mas a lâmina fria não pôde deter a propagação da mensagem libertadora.

Cruzadas não libertaram a terra santa dos mouros, as incontáveis guerras medievais apenas atestavam o primitivismo e o fanatismo da criatura humana mal orientada.

A ignorância predominava nas consciências. O exclusivismo impedia a expansão da luz e as cidades foram reduzidas a burgos miseráveis, impondo o feudalismo como via de sobrevivência.

Missionários do amor e da verdade volvem aos campos terrestres para reavivar a lembrança D'Ele. Recordam seus ditos, resgatam Sua simplicidade. Preparam a nova era.

Idealistas da velha Grécia e da antiga Roma se emboscam novamente na corporalidade e expandem as artes, a tecnologia, a imprensa, questionam o saber teológico e desafiam as estruturas da religião dominante, carcomidas pelo bolor da intolerância e do sectarismo.

O alto prepara o advento do Consolador Prometido por Jesus aos homens e mulheres de todos os tempos.

Tumbas antes silenciosas, proclamam a continuidade da vida após a cianose e a anóxia cerebral. Seres espirituais se materializam diante de sábios e cientistas estupefatos. Dançam cadeiras e mesas. Curiosos se aproximam dos fenômenos insólitos para averiguar a robustez do fato novo.

Ruem velhas estruturas. A ciência arranca a mordaça imposta pela fé intolerante. O pensamento filosófico ancestral grego ressurge em nova roupagem.

Um exército armado de cultura e amor desce aos palcos terrestres e exorta ao sacrifício, à lapidação das imperfeições milenares, ao serviço da semeadura em solo difícil, à disseminação da luz em regiões sombrias.

A psicologia examina a mente sob angulações jamais imaginadas. A metapsíquica devassa os fenômenos insólitos. A parapsicologia instrumentaliza pesquisadores idôneos. Os olhos descortinam um admirável mundo novo.

Eis Jesus de volta ao seio das massas aturdidas. Desorientados encontram consolação. Chagados sossegam das suas dores. Solitários encontram solidariedade e os que choram a lápide fria, onde os despojos orgânicos dos afetos são diluídos pela morte corporal, adquirem a certeza da continuidade da vida após a destruição dos tecidos orgânicos.

E nos tempos modernos, onde a IA parece zombar da inteligência humana, a mídia digital encurta fronteiras e os satélites devassam as vastidões do espaço sem fim, o aprendiz terrestre parece perdido em suas próprias incógnitas.

De onde surgiu?

Que faz na Terra?

Porque sofre e chora continuamente?

Para onde vai depois do sepulcro?

Ó, vós que tendes tantas interrogações e tantos infundados temores em vossas cogitações íntimas, estudai a mensagem sublime do meigo nazareno e empreendei esforços em viver no cotidiano Suas impolutas lições.

Viestes do pó das estrelas, sois presentemente almas em aperfeiçoamento incessante nas engrenagens da evolução, vos estando destinada a universidade da plenitude, superada as etapas do estágio escolar nas teias da vida material.

Sois fascículos de luz, em trânsito das sombras do mundo para as vastidões diamantinas do infinito!


Marta e Leon Denis ( Espíritos)

Gandu/Ba, 23.08.2026


Médium: Marcel Mariano