sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A Solidão nos dias de hoje

 


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Dentre os muitos distúrbios ou síndromes da atualidade, um deles se apresenta na atual civilização como sendo um imenso desafio e paradoxo para os tempos modernos.

A solidão parece um contrassenso nesses dias de tecnologia e robotização, redes sociais e intenso fluxo de informações e notícias, de polo a polo da Terra.

Não obstante milhares de satélites em órbita do planeta, facilitando transações bancárias e facultando a medicina virtual, com cirurgias delicadíssimas, realizadas por robôs e médicos à distância, temos no solo do mundo incontáveis multidões que deambulam à cata de um amigo.

Se constata a solidão na infância, quando os pais são obrigados ou se ausentam deliberadamente da função de educadores do espírito no seu ingresso na matéria, confiando esse mister a terceiros remunerados, e o infante sente a falta da ternura materna e da energia paterna. Jovens e adolescentes, buscando os parceiros para as primeiras experiências no campo da afetividade, e muitas vezes lidando com tipos vazios, encharcados de luxúria, como se o parceiro ou parceira fosse objeto simples e descartável de seus caprichos e ilusões.

Incontáveis moços e moças buscando a vida religiosa, não com o propósito de localizar um sentido existencial, mas sim como fuga de uma sociedade que parece ter esquecido a solidariedade e o interesse pelo outro.

Os adeptos de maratonas intermináveis de trabalho, workaholic para a cultura inglesa e ergomaníacos, para os latinos. Seja o que for, é possível identificar em muitos fanáticos pelas intermináveis horas de trabalho como fugitivos da convivência familiar ou social, optando pela entrega abrasadora ao serviço de repartições públicas ou escritórios fechados.

A solidão, livremente escolhida por mentes lúcidas, faculta espaço para saudáveis reflexões, enseja momentos de estesia e permite a muitos uma larga produção intelectual. Músicos, poetas, compositores e outros fruem, nesses instantes de soledade, de inspirações geniais, produzindo obras de arte para o deleite das demais criaturas humanas, mas a abstenção das permutas interexistenciais sinaliza, em muitos casos, medo ou pânico, fuga ou trauma de se estar numa convivência com terceiros.

Observa-se, nos tempos presentes, muitas pessoas adotando um estilo de vida solitário, mas preenchendo os espaços domésticos de animais, a que devotam um cuidado que excede os limites do aceitável. Por isso mesmo, tem-se um fenômeno de humanização dos animais e uma animalização do ser humano.

E, penetrando o cerne profundo do ser, a solidão vai erguendo muros e barreiras numa sociedade que se ufana das comunicações instantâneas, mas estertora na ausência de uma afeição querida.

Analisando a vida dos mártires cristãos, é de se notar como a maioria teve uma vida solitária, após a conversão aos princípios da mensagem libertadora.

Oravam a sós em desertos e montanhas, grutas ou descampados. Pagavam com a vida por afrontarem as imposições religiosas da época, não raro seguindo solitários pelos ásperos caminhos do testemunhos.

Estavam a sós... com Deus.

Cada um, a seu tempo, experimentará a solidão vez por outra. Quando chegar o tempo de sorver essa amarga cicuta, recorda-te D'Ele.

Um nascimento tendo os pais e alguns animais domésticos por testemunhas. Entre os doze e os dezoito anos não se tem notícias de seus labores. Depois, foi buscar um grupo de amigos para constituir seu colegiado de apoio.

Três anos de árduas tarefas, ensinos diversos e perigosos confrontos com opositores da nova doutrina.

Advertiu que alguns cairiam em tentação.

Denunciado, suportou a prisão e o martírio tendo unicamente Deus por companhia. Abandonado pelos amigos, aguardou três dias e voltou à convivência dos próximos, nunca mais se apartando deles.

E de nós.

Em tua solidão, liga teu pensamento a Ele e abandona a tristeza que porventura se insinue como erva daninha em tua floresta íntima. Busca quem não tem amigos e faze-te companheiro de jornada.

Quem adota Jesus como modelo e guia jamais estará sozinho, conquanto possa, em certo trecho da estrada, fazer a marcha sem companhias visíveis.

Numa pátria além das ilusões do mundo, muitos afetos nos seguem os passos.

Quem serve, prossegue. 

Jamais sozinho!


O peregrino (Espírito)

Juazeiro/Ba., 23.10.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 18 de outubro de 2026

Meus discípulos serão reconhecidos no mundo por muito amarem!

 


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Em muitas circunstâncias do caminho, o servidor fiel, em pausa para refazer o cansaço, olha em torno e se dá conta da gigantesca tarefa abraçada, mas igualmente constata estar sozinho.

Amigos desertaram, buscando outros campos de ação, mais condizentes com seus anseios pessoais. Irmãos de ideal foram tecendo desculpas, uma atrás da outra, construindo evasivas para não acumularem novas atividades e o servidor dedicado acabou por laborar solitário.

Familiares desdenharam a escolha realizada, ofertando desconfiança e indiferença.

E a seara diante dos olhos é vasta, complexa, prenhe de serviço. O cordão dos aflitos nunca parou de crescer, a multidão dos desassistidos avoluma-se diariamente, a procissão dos desesperados se agiganta hora a hora, criando desânimo em alguns e medo em outros.

O que fazer diante da obra, ainda mais que está assinalada pela não remuneração que alguns aguardavam.

Onde conseguir recursos para diminuir a fome, que castiga os estômagos? Como fechar tantas feridas, incluindo aquelas de natureza emocional, psíquica e afetiva?

Sim, o cenário parece traduzir uma vastidão impossível de ser percorrida por um único trabalhador, por mais aquinhoado que seja. O cansaço exige pausas, a pancadaria mental e emocional de muitos, em franco desequilíbrio e já na fronteira da perda do sentido existencial cobra alto preço aos que se dedicam a atenuar esse panorama afligente de nossos dias.

Bastará ligeiro olhar aos tempos remotos para perceber que o Divino Mestre também começou a tarefa sem ninguém e oportunamente foi buscar o auxílio de doze homens, quase todos analfabetos.

Temperamentos difíceis, gênios fortes, impulsivos.

E só Jesus para controlar o incêndio das paixões, diminuindo as tensões no colegiado apostólico então nascente.

Se com aquele grupo era difícil a empreitada, pior seria sem eles. E prosseguiu melhorando pelo verbo e pela ação constante o ânimo dos companheiros de ideal.

Valorizou a amizade de um, a fidelidade do outro, a inteireza moral de outro mais e foi insuflando confiança na união de todos.

Adentrou o supremo testemunho a sós... com Deus.

Identificou lealdade no peito de um ladrão, exausto de errar e sentenciado ao martírio do lado D'Ele.

Presentes ao drama do calvário, somente sua mãe, ralada de dor e João, o Evangelista, a sustentando nas horas difíceis.

E depois, a multidão infinita de adeptos e simpatizantes, a se espalharem no mundo, qual imenso exército de luzes e socorro aos milhões em tresvario.

Ergueram-se fogueiras, cruzes, punhais silenciosos e interrogatórios humilhantes, mas a força do amor foi diluindo as muralhas do ódio e da violência.

Eram e ainda são poucos os verdadeiros adeptos, a caminho do apostolado santificante, mas seus labores estão a alterar rotas de alguns, produzindo safras de otimismo e chuva de confiança em terras antes áridas.

És tu alguém chamado a ofertar o pouco que tenhas. Mãos calejadas, ombros fatigados, ouvidos que se acostumaram a ouvir o choro de crianças famintas e doentes, bem como a catilinária da rebeldia.

O Cristo se vale de teus olhos para rever as paisagens terrestres, de teus braços para agilizar socorro e amparo aos caídos e tuas pernas serão suporte por onde Ele caminhará no mundo, diminuindo a amargura.

Vai! Segue!

Essa escolha a fizeste antes do berço, prossegue em tua vilegiatura física presente e seguirá contigo após o cansaço extremo fechar tuas pálpebras, quando o anjo da morte vier recolher teu espírito para paisagens etéreas. É quando ouvirás em tua acústica mais profunda:

~ Vem, meu filho muito amado! Já atravessaste a porta estreita. Repousa por alguns instantes, refazendo tuas fibras mais íntimas, mas enquanto a Terra possuir um gemido de dor e uma lágrima vazar pelos olhos de uma criança, não me é lícito repousar.

Entenderás, em definitivo, a expressão por Ele proferida um dia:

~ Meus discípulos serão reconhecidos no mundo por muito amarem!

Assim caminha a humanidade...


Marta (Espírito)

Juazeiro/BA., 18.10.2026


Médium: Marcel Mariano



segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Monumentos dedicados à justiça.

 


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Em todas as épocas da civilização humana, surgiram no mundo monumentos dedicados à justiça, onde o erro era apreciado por julgadores designados pela comunidade ou escolhidos pela tradição. O objetivo sempre foi o mesmo, conquanto as regras variassem de povo a povo: manter a ordem, assegurar a paz social e punir o mal.

O longo processo antropossociopsicológico ensejou alteração nessas estruturas, e o aparelhamento do Estado, da taba aos tempos modernos, fez com que as cortes de justiça substituissem as assembléias populares de julgamento sumário.

Surge, lentamente, o corpo do direito civil e as legislações penais, se edificando presídios e penitenciárias para cumprimento das penas estabelecidas. Mas nosso olhar deve se fixar na capacidade julgadora, inata na criatura humana.

Pais sempre julgaram seus filhos.

Generais sinalizam o comportamento da tropa, e quando há desvio, a corte marcial exerce o julgamento no âmbito das casernas.

Órgãos públicos fiscalizam a iniciativa privada e estabelecem regras para o comércio, bens e serviços diversos.

No terreno delicado da religião, quase sempre o sacerdócio organizado fixou em Deus o julgamento dos filhos nas trilhas da evolução, padronizando em incontáveis culturas um paraíso para os bons e um degredo infernal para os maus. As atitudes e os pensamentos formam a base do julgamento divino. O clero, em muitos lugares, faz o papel de instâncias menores, já sinalizando, por excomunhões e afastamento da comunidade o julgamento das ovelhas em queda moral.

Restou um problema de natureza insolúvel para os padrões da humana justiça. Se esta se debruça sobre o fato, como aferir a intenção, estado íntimo e subjetivo inabordável?

Só Deus possui suficiente poder para absolver ou condenar o ser que tresvariou num instante de loucura ou de passionalidade. E a Divindade, cujos princípios residem nos alicerces do amor e da misericórdia, jamais exilaria um filho da criação divina para as geenas infernais.

A religião buscou adaptação do seu inferno nos tártaros da ancestral mitologia. Fez Deus cópia de Zeus ou de Júpiter, conforme a cultura grega ou romana.

Não possuindo as paixões típicas da criatura humana, a Divindade, cujas leis imutáveis e perenes estão ínsitas na consciência do ser espiritual, programou o Espírito imortal para a felicidade e a integração no sagrado, aproveitando erros como aquisição de experiência, acertos como degraus de ascensão e lutas evolutivas como buril de lapidação do diamante bruto, até que ele resplandeça ao sol do amor de Deus.

Muito oportuno que o cristão se abstenha de julgamentos precipitados, evitando sentenciar ocorrências onde desconhece suas causas. 

Cada alma é uma incógnita para outra alma. As soberanas leis nunca condenam ou absolvem. Os excelsos códigos sinalizam a prática do bem para que o ser desfrute de paz e harmonia interior, evitando o remorso, tardio despertamento das ações equivocadas.

Não praticar em relação a outrem aquilo que não deseja para si. E quando lesado, enxergar no ofensor alguém que perdeu o equilíbrio, abriu mão do bom senso e para si mesmo traça uma nova jornada, onde terá que retificar os atos contrários ao bem, mais tarde voltando à estrada da harmonia abandonada por viciação ou rebeldia.

Nenhuma ovelha confiada por Deus a Jesus, no orbe terrestre, está deserdada ou navega sem um GPS moral.

Em toda parte a escola que clareia o raciocínio obtuso, o livro que liberta da ignorância e a presença de mestres e lentes honrados, ensinando e aprendendo como crescer para a luz, enfrentando os desafios da evolução.

Sê tu aquele que não julga, auxiliando quem caiu ou tombou a levantar-se, pondo-se outra vez em marcha para sua própria plenitude.


O peregrino.

Juazeiro/Ba., 11.10.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 11 de outubro de 2026

MORRE AOS 69 ANOS BIG RAUS, UM DOS GRANDES NOMES DA MÚSICA BONFINENSE

 



MORRE AOS 69 ANOS BIG RAUS, UM DOS GRANDES NOMES DA MÚSICA BONFINENSE


Senhor do Bonfim está de luto neste domingo (11) com a notícia do falecimento, aos 69 anos, do músico e compositor Raunilson Leite da Silva, conhecido artisticamente como Big Raus, um dos nomes marcantes da música bonfinense.


Com uma trajetória dedicada à música, Big Raus conquistou o carinho, o respeito e a admiração de amigos, colegas e admiradores, deixando sua contribuição para a cultura musical de Senhor do Bonfim.


Sua partida representa uma grande perda para a classe artística e para todos que acompanharam sua história e reconheceram seu talento.


Neste momento de dor e tristeza, as palavras são insuficientes para confortar familiares e amigos. Entretanto, seu legado artístico e as lembranças de sua trajetória permanecerão vivos na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.


O Cleber Vieira News manifesta profundo pesar pelo falecimento de Big Raus e se solidariza com familiares, amigos e toda a comunidade artística bonfinense.


Big Raus se despede da vida aos 69 anos, mas deixa sua história eternizada na música de Senhor do Bonfim.


Fonte: Bonfim minha cidade

Redação – Cleber Vieira News

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Perfume de amor

 


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Novamente convidada ao Ashram do venerando mestre Rabindranath Tagore, ali chegamos numa tarde coroada de luzes de difícil descrição. Um céu tingido do azul do dia, já esmaecendo as cores na aquarela da noite, que se avizinhava em triunfo. Ao longe, uma montanha imponente, ostentando em suas escarpas uma cachoeira colossal, fazendo suas águas desabarem do alto, caindo no lago abaixo qual véu de noiva em tarde mágica de núpcias divinas. Aves multicoloridas cruzavam os céus naquele crepúsculo, certamente buscando refúgio para a noite que não tardaria a chegar.

Tudo era silêncio e música no ar. Um delicioso aroma de sândalo perfumava o ambiente, santuário do poeta das estrelas e da estesia lírica.

Em esteiras de palha, sentamos-nos em atitude tipicamente oriental, buscando sossegar o pensamento acelerado, típico das criaturas desacostumadas com a prática da meditação e do silêncio interior.

Ele chegou suave como a brisa da manhã. Longas barbas, brancas como a neve do Himalaia. Olhar sereno e profundo, parecia nos falar sem a articulação da palavra. Sri Aurobindo, outro avatar, o acompanhava em majestoso silêncio.

Sentaram-se como nós, os sedentos discípulos, ali buscando a essência da verdade.

Um mantra suave se fez ouvir, como se alaúdes e violoncelos invisíveis, tangessem brandas cordas, evocando desconhecida sinfonia da primavera, pois que o santuário do venerando apóstolo exibia flores por todos os lados. Não saberia dizer, no meu deslumbramento, se estávamos num recanto da Amazônia, no parque nacional do Serengueti, na Tanzânia, ou no vale do Tirol, na Áustria, em plena estação primaveril.

A sinfonia de cordas fez um suave staccato e o embaixador da paz nos presenteou com seu verbo, como se ainda estivéssemos nas ruas de Atenas, a ouvir Sócrates junto com seus alunos, nos primórdios da filosofia.

~ Filhos e filhas do altíssimo, conhecemos a busca de cada um nesse ambiente de contraste. Enquanto no planeta a selvageria espalha seu rol de misérias e atrocidades, podes fruir aqui da paz inexistente no orbe das lágrimas e das expiações dolorosas. Nenhum de nós está ou permanece indiferente ao clamor das viúvas e dos órfãos, ao choro agoniado dos homens despedaçados pelos obuses e pelos drones cirúrgicos. O arsenal nuclear, ora sustentado por alguns países, é ameaça real contra o restante da humanidade, e qualquer descuido de um dedo ansioso pode ceifar, em questão de horas, as construções da inteligência e do conhecimento, construídas em milênios de história.

Entretanto, o sublime pastor prossegue vigilante, enviando ao cenário trágico do mundo seus embaixadores, buscando iluminar consciências e diminuir as tensões reinantes nos gabinetes da política rasteira.

César ainda se locupleta no mundo, pelejando por corpos e corações de pedra. Jesus, o Excelso Guia, clareia mentes em turvação e pacifica, pelo amor, as imensas dores e aflições, qual dolorosa pandemia moral, a espalhar seu bafio pestilento entre as criaturas humanas.

Regozijai-vos!

Bendizei Sua misericórdia infinita!

As estruturas da civilização atual estão a desmoronar, dando espaço a outras colunas, erguidas pelo suor e sacrifícios de servidores abnegados, que se espalham no mundo qual imenso exército de formiguinhas, semeando a esperança e a gentileza.

Regressai aos vossos  postos de trabalho, tomados de otimismo e alegria, confiança e fé. Acima dessas ocorrências passageiras, onde a guerra parece triunfar sobre a paz, o iníquo gargalhar sobre o ético, a esperteza zombar da honra e o violento estender seus domínios sobre vastos corações humildes pairam a bondade de Deus e a atuação de nosso Senhor Jesus Cristo e seus emissários, diluindo a escuridão com o clarão do amor, a agressividade desidratada pela amorosidade e a indiferença aos párias será banida pela solidariedade, a ressumar da restauração do Evangelho nas suas bases primitivas.

Namastê!

Ergueu-se da posição de lótus e saudou com um gesto, curvando o rosto diante de todos nós.

Uma sensação jamais sentida invadiu-nos os corações e impossível foi conter a torrente de lágrimas.

Quais duas efígies de luz, ambos diluíram-se à nossa frente, deixando delicioso aroma no ar.

Alguém do meu lado perguntou-me se poderia identificar aquele cheiro inebriante. Pude apenas responder:

~ Perfume de amor.

Saímos. 

Já era noite e os pirilampos de Deus incidiam seus clarões sobre a Terra em sombras.

E o trabalho prossegue, sem solução de continuidade...


Marta (Espírito)

Juazeiro, 09.10.2026

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O ser dos tempos contemporâneo.







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O ser dos tempos contemporâneos marcha aureolado de bênçãos tecnológicas, a otimizar o pensamento e a gestão da vida material.

Explodiu o átomo, liberando uma energia incontrolável. Desceu aos abismos dos mares e descortinou novas espécies marinhas. Analisou florestas e ecossistemas verdes, localizando vegetais desconhecidos da botânica e com eles, elaborou novos medicamentos.

Nos últimos sessenta anos, tem investido somas fabulosas na exploração espacial, ansioso por aprofundar o conhecimento sobre galáxias e nebulosas, buracos negros e ondas de rádio de origem desconhecida.

O cérebro engalana-se, atingindo patamares de conhecimento jamais experimentados. A rede mundial de computadores e a inteligência artificial projetam cenários e utilidades cotidianas inimagináveis.

Os neurônios parecem passageiros a bordo de uma nave, viajando à velocidade da luz, acumulando em terabytes expansíveis informações inimagináveis.

Entretanto, um olhar mais apurado também notará a discrepância dessas vertiginosas conquistas do cérebro para o sentimento. São dias de fundas agonias, lancinantes dores emocionais, multidões assaltadas pela solidão e seres trucidados pelo vazio existencial.

Multiplicam-se os esforços para auxiliar muitos a se erguerem das quedas morais, mas não se consegue o alevantamento de todos. Religiosos jazem confusos, atrelando a religião ao materialismo crasso desses dias de inquietação incessante. O medo da morte e o desconhecimento quase que completo da vida futura e da imortalidade da alma apavoram milhões, que se veem projetados no limite do precipício que delimita a fronteira diáfana entre o carro físico em desgoverno e a alma em desespero.

Como auxiliar a manada de búfalos em correria tresloucada? Como esclarecer quem se encastelou na fortaleza das ciências materialistas?

De que forma arrancar milhões de ovelhas, guiadas por astutos pastores, sedentos de ouro e cédulas verdes?

Como esclarecer que todo poder emana de Deus e que cada servidor dará conta da própria administração perante o governo do universo?

Discursos são ignorados, pregações são desprezadas e livros esclarecedores são abandonados, quais ferramentas imprestáveis no caminhar dos peregrinos desavisados.

Paciência. Confiança no alto. Foco nas próprias tarefas.

Que cada servidor prossiga incansável na tarefa de formiguinha que o alto lhe confiou. Trabalhe a si mesmo e, quando possível, oriente algum perdido da estrada.

Semeie em solo difícil, mesmo sabendo da improvável colheita.

E prossiga, otimista e confiante, recordando sempre que necessite refazer forças...

Ele surgiu num período difícil e amargo, como estes dias que estamos atravessando. Esteve  aparentemente inativo por dezoito anos, se preparando para enfrentar a selva humana dos interesses rasteiros.

Consciente de que precisava de colaboradores, buscou doze amigos numa vila de pescadores. E saiu a anunciar o novo tempo.

Abençoou a semente minúscula, enalteceu a dracma perdida, dialogou com os esquecidos e párias sociais. Se fez hóspede de indesejáveis e detestados. Reconduziu a mulher à sua dignidade ultrajada pelo machismo reinante e acolheu os meninos, exaltando-lhes a pureza das intenções.

Deu-se em holocausto. Sucumbiu fisicamente entre meliantes do mundo.

Prossegue o Senhor como governador do planeta em convulsões ciclópicas, agitação das massas e taquicardia dos sentimentos.

Não pede aos novos discípulos sacrifícios. Suplica misericórdia em favor dos aflitos e despossuídos de tudo, menos das bênçãos de Deus.

Sê tu carta viva dessa Boa Nova! Avança no terreno árido das paixões e edifica em ti mesmo a Jerusalém renovada que o tempo presente reclama.

És tu os braços, as mãos e os pés que o Cristo necessita para amorizar esses dias desafiadores que estamos todos a atravessar.

Após a noite densa, a aurora.

Depois da tempestade, a calmaria dos elementos em fúria.

Da escassez à abundância.

E Ele prossegue semeando...


O peregrino.  (Espírito)

Senhor do Bonfim, 03.10.2026


Médium: Marcel Mariano




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lula vence votação em Bonfim

 


Lula vence votação presidencial em Senhor do Bonfim com 62,13% dos votos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato mais votado para a Presidência da República em Senhor do Bonfim no primeiro turno das Eleições 2026.

Com 100% das 174 seções apuradas, Lula recebeu 25.666 votos, correspondentes a 62,13% dos votos válidos, conforme os números finais apresentados na apuração.

Na segunda colocação ficou Flávio Bolsonaro (PL), com 13.819 votos (33,45%). O candidato Augusto Cury (Avante) apareceu em terceiro, somando 779 votos (1,89%).

Ao todo, Senhor do Bonfim registrou 43.744 eleitores que compareceram às urnas, segundo os dados apresentados na apuração.

O resultado confirma a vitória de Lula na votação presidencial no município neste primeiro turno. Dados oficiais das Eleições 2026 são divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Redação Cleber Vieira News