Imagem ilustrativa
Em quase todas as culturas terrestres, se construíram prisões para deter malfeitores e facínoras. A Mesopotâmia, Pérsia e Fenícia, além da Grécia, as possuíam, destinando àqueles que desrespeitaram as leis vigentes.
Sócrates, antes de sorver a amarga cicuta, esteve refém dos heliastas, implacáveis juízes, incomodados com suas lições pulcras e sua retidão de caráter.
Roma, a seu tempo, as ergueu em grande número, executando pela decapitação ou crucificação muitos dos encarcerados, que nunca tiveram acesso a um julgamento justo.
A Idade Média construiu incontáveis calabouços para silenciar os que profligavam contra os ditames da madre igreja romana, então expoente de uma verdade absoluta. Galileu, Savonarola, Giordano Bruno e Joana d'Arc ocuparam infectos cárceres, antes da imolação que os projetou na história universal.
E em tempos do direito moderno, a segregação judicial ainda se constitui na maneira mais simples de excluir um pária da sociedade. Atualmente, milhões de indesejados estão, em quase todas as nações da Terra, sob grades pesadas, assistindo o sol nascer quadrado.
Sentenciados ou não, estão temporariamente excluídos do convívio comunitário, onde delinquiram, a caminho de curtas ou longas penas de segregação.
Sob a ótica da mensagem cristã e amparo da moderna psicologia, existem outras masmorras execráveis, a acorrentar quase todos a prisões não visíveis.
Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis. Os cativos de substâncias psicoativas. Os algemados a paixões enlouquecedoras. Os mendigos de luz. Os detidos pela mesquinhez de caráter e os incapacitados de sair dos grilhões da própria usura.
Em plena era das conquistas náuticas e espaciais, onde para o cérebro parece não haver fronteiras ou limites, contemplamos a marcha dos zumbis humanos, arrastando pesadas correntes de amargura e solidão, medo e angústias indescritíveis.
Inegável constatar que constituímos uma sociedade doente, urgentemente necessitada de internação na enfermaria da alma, reclamando terapia de socorro às províncias do espírito em combustão emocional.
Não obstante os espaços infinitos em torno, o deambulante da matéria fez livre escolha de seus carcereiros íntimos, que o chicoteiam sem piedade, exigindo satisfação de desejos materiais sem limites.
Para todos nós, veio Jesus, o grande libertador.
Pairando Suas mãos luminosas, a alguns libertou de pesadas algemas das constrições físicas, devolvendo saúde parcial, mas convidando o curado para que não reincidisse na prática do mal, agravando a própria situação.
Ensinou a terapia libertadora, alicerçada no amor ao próximo e a si mesmo, sem narcisismo.
A prática da caridade incondicional.
O exercício do perdão.
O silêncio diante da ocorrência malsã.
A ministração da bondade onde a perversidade ou a indiferença estendeu tentáculos.
Em plena data evocativa do dia internacional da mulher, que vem sendo feita, em muitas culturas, simples serva dos caprichos do macho alfa, recorda Maria, a rosa mística de Nazaré, que aceitou acolher no ventre o governador espiritual do planeta, rompendo grilhões e alforriando cativos de senzalas emocionais, conclamando todos para a prática do amor sem jaça e a renúncia ao egoísmo primitivo.
Em honra desse anjo estelar, Maria de Nazaré, dedicamos a nossa humilde oblata de hoje!
~ Senhor, faça-se em nós segundo tua vontade e não os nossos caprichos!
Marta (Espírito)
Salvador, 08.03.2026
Médium: Marcel Mariano











