domingo, 20 de setembro de 2026

Desconhecedores de nós mesmos



Imagem ilustrativa


Entre os temas mais palpitantes da atualidade situa-se o das lutas íntimas, aquelas que erguem arenas na intimidade de cada um.

Conquanto não vistas, são cruéis e amargos embates que cada criatura trava contra sua natureza inferior, muitas vezes em estímulos para fossas morais de difícil descrição.

Trato fino na convivência, mas o impulso incessante para a brutalidade. Palavra bem posta em momentos de conveniência e linguajar chulo na roda de amigos mais reservada. Análise serena de acontecimentos e fatos quando na tribuna da oratória, mas crítica ácida e rude quando entre alguns poucos.

Se atendido nos desejos e vontades, faz-se modelo de educação social e fidalguia, mas quando contrariado nas expectativas, ruge que nem um leão acuado, explodindo em agressividade que assusta.

Sim, somos realmente desconhecedores de nós mesmos. Em incontáveis ocorrências do cotidiano, manejamos a mais ampla cultura sobre terceiros e desconhecidos, mas ignoramos nossas resistências aos embates da vida e quase nada sabemos sobre nossas reações.

Inabituados à meditação, atravessamos a existência física quais rochas impermeáveis, até que a dinamite das frustrações nos provoque fissuras no ego contrariado. Sonhos e projetos se fazem inatingíveis e perdemos o equilíbrio que nos resta. Parte da vida faz-se amarga, indigesta, e só a muito custo o círculo de familiares e amigos consegue suportar nossa presença.

Tudo poderia ser diferente...

Tivéssemos a coragem de periodicamente nos analisar sobre as relações mantidas e nutridas, submetendo-nos ao rigoroso teste de perguntarmos a nós mesmos se estamos sendo leais aos que marcham pela mesma estrada.

Quantas vezes ouvimos o outro com espírito de acolhimento, sem reservas ou apontamentos desnecessários.

Percebendo alguém em atitude de ataque em nossa direção, em que instante recorremos à prece em favor dessa pessoa, assaltada pelas sombras.

Ouvindo alguém em confidência, se fomos capazes de cerrar o segredo doloroso, suplicando a misericórdia divina para a criatura em desatino à nossa frente.

E quando foi que colocamos algum tipo de freio aos nossos pensamentos impróprios, quando a sós.

Convidado a expressar, pelo verbo, essa ou aquela opinião sobre a conduta de alguém guindado à vida pública, buscamos enxergar alguma virtude ou nobreza mínima, diminuindo a acidez da análise.

Em matéria de viver, seremos sempre senhores do próprio silêncio, mas invariavelmente escravos de tudo quanto proferido pelos lábios.

E como procedia Jesus quando em contato com a massa do povo?

Ouvia, entendendo.

Silenciava, ajudando.

Narrava, esclarecendo.

Curava, despertando o beneficiado para a responsabilidade de ser liberto do mal que o afligia.

Buscava refúgio no deserto, comungando em silêncio com Deus. Volvia aos ajuntamentos humanos e se compadecia da ignorância popular, buscando apontar caminhos alternativos.

Não desconhecia o mal. Exaltava o bem que poderia ser feito.

Tinha profunda compaixão com os hipócritas, mas tolerância zero com a hipocrisia, separando o doente da doença 

Sem buscar ferir tua sensibilidade, quando foi o teu último encontro contigo mesmo? Em que época conversaste com teus pensamentos mais íntimos?

Assim que possível, agenda a sala do silêncio, desacelera tua rotina e senta na relva verde de teu jardim de sonhos.

Era uma vez...


Marta (Espírito)

Itiruçu/Ba., 20.09.2026


Médium: Marcel Mariano



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ANTE O SUICÍDIO*

 


Imagem ilustrativa


_*ANTE O SUICÍDIO*


Se a idéia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no  infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.

Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as  próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará  consigo as consequências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.


Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono  profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.


Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são  órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes  propiciam o socorro possível. Entretanto, benfeitor algum consegue eximí-los, de imediato, do  tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.


Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.


Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências  anteriores.


Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar para a retaguarda, de modo a verificar quantas  criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais  constrangedores do que os nossos.


O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será  sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o  trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolva a  mente.

E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que  Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.


_(EMMANUEL)_


*Livro:* _"Amigo"_

*Psicografia:* _Chico Xavier_



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Morre o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, em Senhor do Bonfim

 




Morre o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, em Senhor do Bonfim


Faleceu por volta das 9h30 desta quarta-feira, 16 de setembro, o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, figura bastante conhecida em Senhor do Bonfim.

Segundo informações, Augusto tomou café pela manhã na Panificadora Globo e, em seguida, saiu para realizar uma panfletagem. Durante a atividade, passou mal e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas), mas não resistiu. A informação inicial é de que ele teria sido vítima de um infarto.

Antônio Augusto Gomes construiu uma trajetória marcante no esporte, na comunicação e na realização de eventos. Foi presidente da Liga do CSU, do Clube 25 de Janeiro e da Liga Desportiva de Bonfim. Também integrou a campanha que levou o município ao vice-campeonato do Campeonato Intermunicipal de 1993.

Augusto ainda esteve entre os fundadores da Copa Rural, apresentou o programa “Jornal Pega Fogo”, na Rádio Rainha FM, e, atualmente, era proprietário da AGTV Web.

A morte de Antônio Augusto causa grande comoção entre familiares, amigos, profissionais da comunicação, desportistas e integrantes do setor cultural e de eventos de Senhor do Bonfim.

O Cleber Vieira News manifesta profundo pesar e deseja força e conforto aos familiares e amigos neste momento de dor.


Redação do Cleber Vieira News

domingo, 13 de setembro de 2026

A Lei de Destruição

 


Imagem ilustrativa


Decorridos vinte e cinco anos da tragédia das torres gêmeas, situadas na ilha de Manhattan, um dos cinco distritos que constituem a mais cosmopolita das cidades terrestres, a nação norte-americana evocou aqueles dias trágicos de 2001.

Quase quatro mil vítimas, um país em choque até hoje.

E toda a história humana e das civilizações está assinalada por tragédias coletivas, naturais ou provocadas, deixando atrás de si um caminho de sangue. Terremotos, furacões, tsunamis, enchentes ou secas inclementes têm desassossegado a vida das comunidades atingidas, sofrendo diferentes interpretações. Líderes religiosos asseguraram ser fruto da ira divina, prenúncio do fim do mundo, invasão alienígena ou guerra desconhecida, movida por nações hostis. E uma grande soma de vidas é tragada nessas ocasiões, deixando novas interrogações.

Os flagelos sempre ocorreram nos anais da história, e fazem parte das leis de destruição e progresso, impulsionando as culturas para a melhoria das ciências encarregadas de prever desastres naturais, bem como consolidando no ser a certeza de que, por mais que se expanda no intelecto, não fugirá de acertar contas com a morte.

Toda a estrutura material que cerca as criaturas está sujeita a periódica metamorfose, fazendo com que a construção projetada sofra alterações súbitas, adotando nova apresentação. Eras glaciais, séculos de seca inclemente, chuvas torrenciais, quais dilúvios bíblicos, bem como a movimentação das placas tectônicas, têm causado inquietação e medo em incontáveis indivíduos.

E se os corpos e as estruturas de cimento e ferro são reduzidos a escombros, os falecidos ressurgem na pátria espiritual sedentos de informações e acolhimento, buscando entender a interrupção abrupta da existência, ante os flagelos naturais ou os atentados terroristas.

A lei do progresso a todos conclama avançar. A de destruição está encarregada de renovar as paisagens, quando natural, e quando provocada, suscita alterações na convivência, renovando os seres e os saberes.

Instala novo olhar, onde a amorosidade e a solidariedade surgem como alternativas aos confrontos estéreis e as pugnas ideológicas. A humildade e a submissão às leis divinas brotam como floração fecunda à empáfia com que muitos desafiam Deus e seus divinos códigos. A cooperação brota entre as nações, rasgando fronteiras de separatividade, e os diretamente atingidos, arrebatados em grande soma, refazem conceitos religiosos e alteram o modo de pensar ao longo do tempo.

Do caos, surge a renovação na convivência. Das lágrimas dos que ficaram, novos pensamentos emergem nas trilhas do existir.

Muitos se dão conta que estiveram apartados de Deus, adotando a postura materialista para o viver, agora refazendo caminhos e ressignificando o projeto existencial.

Talvez em tua existência até aqui nenhum acontecimento trágico te assaltou a aparente normalidade, mas este pode aparecer quando menos aguardado. Aproveita a calmaria da viagem pelo corpo e reflete sobre os projetos acalentados e as efetivas realizações feitas. Quanto tempo disponível para a meditação e o estado de prece? A energia empregada para o triunfo no mundo tem sido a mesma para vencer a si mesmo?

Os velhos enganos e as imperfeições morais têm sido enfrentados ou deixados de lado, aguardando um tempo propício no futuro incerto?

Filho de Deus, reavalia teu projeto existencial, lubrifica tuas engrenagens no azeite da boa vontade e firma teus propósitos na coragem e no discernimento, buscando ainda hoje o modelo e guia da humanidade: Jesus.

N'Ele surge o dia coroado de sol e N'Ele o crepúsculo triunfa ao cair da tarde, apontando para cada um novos rumos, sob o clarão das estrelas.


Marta (Espírito)

Salvador, 13.09.2026


Médium: Marcel Mariano



Tudo Passa

 


Imagem ilustrativa



No domingo recordamos uma mensagem antiga do Momento Espírita:


*Vai ficar tudo bem*


Let it be é o décimo terceiro e último álbum do grupo inglês de rock, The Beatles.

Foi gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970 e foi lançado em 8 de maio de 1970.


Inicialmente, o nome previsto para o álbum era outro. Mas acabou sendo mesmo o nome da faixa composta por Paul McCartney.


Paul a escreveu em homenagem a sua mãe, Mary McCartney, vítima de câncer de mama, quando ele tinha quatorze anos de idade. À época, a morte da mãe o abalara profundamente.


Conta Paul que, certa noite, sonhou com a mãe vindo em sua direção e lhe dizendo Let it be. Algo como Deixa estar ou Vai ficar tudo bem.


Quando acordou, já estava com a melodia da música na cabeça e os versos foram brotando:


Quando eu me encontro em tempos difíceis, mãe Maria vem para mim, falando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”. E, nas minhas horas de escuridão, ela está em pé bem na minha frente, falando palavras de sabedoria, sussurrando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”.


E, quando as pessoas de coração partido, morando no mundo concordarem, haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


Pois, embora possam estar separados há ainda uma chance que eles verão. Haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


E quando a noite está nublada, há ainda uma luz que brilha em mim, brilha até a manhã: “Vai ficar tudo bem”.


Eu acordo ao som da música. Mãe Maria vem para mim. Não haverá tristeza. “Vai ficar tudo bem”.


*****


Os versos traduzem alegria. Alegria ante a constatação de que a mãe vive a Imortalidade do Espírito.


E de onde quer que se encontre, nesse imenso Universo de Deus, vem ao encontro do filho quando as dificuldades se fazem maiores, quando as dores se tornam superlativas.


É o atestado do amor materno, que jamais abandona os seus filhos, sublimando-se no sentimento de amar, incondicionalmente.


Muitos filhos, como Paul McCartney, lhes detectam a presença generosa. Outros podem nem perceber, nem se dar conta.


Mas mãe é essa criatura especial que vela sempre, que faz da vida do filho a sua própria, que renuncia a seus prazeres e necessidades para suprir o de que carece o filho.


Também é uma canção de esperança. Esperança de que um dia todos possam perceber essa realidade. Tudo é passageiro na Terra. Tudo passa.


A morte separa as pessoas fisicamente, mas ninguém pode separar Espíritos que se amam. Porque o amor é indestrutível e tudo vence.


Vence o tempo, vence as fronteiras da morte, brilha na Imortalidade.


E, para amenizar a saudade da ausência física, nas asas do sono, os seres se encontram: uns ainda prisioneiros na carne, outros já libertos no mundo espiritual.


E, enquanto as horas do sono se fazem reparadoras para o corpo cansado, o Espírito sonha, nos campos espirituais.


Finalmente, depois dos dias de separação, dos anos de paciente espera, o grande reencontro das almas se faz.


Pensemos nisso e não nos permitamos o mergulho no poço da depressão. Nossos amores vivem.


E a dor que nos castiga agora, vai passar. Tudo vai ficar bem... logo mais.


*****


Redação do Momento Espírita.

De 11.5.2019.

sábado, 12 de setembro de 2026

Uma Nave de outro Mundo

 


Imagem ilustrativa


BELÉN, 1958: O ENGENHEIRO ARGENTINO QUE AFIRMOU TER ENCONTRADO UMA NAVE DE OUTRO MUNDO

Certa manhã de janeiro de 1958, Fernando Arquibola García, então com 42 anos, saiu de Belén, na província argentina de Catamarca, para realizar um levantamento de mineração no setor de minas de tungstênio de San Antonio. Técnico em rádio e eletrônica, professor de eletrônica e inventor, ele relatou ter percorrido cerca de oito quilômetros montado em um burro antes de chegar ao local, por volta das 7 horas da manhã. Perto do meio-dia, enquanto fazia uma pausa para comer, um zumbido intermitente atraiu sua atenção para uma ravina. A cerca de 90 metros de distância, ele encontrou — segundo seu relato — uma enorme estrutura branco-esverdeada apoiada em três suportes e dotada de janelas dispostas em intervalos regulares. Inicialmente, pensou ter descoberto uma instalação militar secreta, mas aproximou-se até ficar a cerca de 70 metros. Um dispositivo semelhante a um telescópio surgiu então na parte superior, e apareceu uma silhueta com mais de 1,80 metro de altura, vestindo um traje branco completo e um visor que cobria o rosto.

Foi nesse momento que a história assumiu uma dimensão extraordinária. García afirmou ter percebido, primeiramente, algo semelhante ao canto de pássaros em sua mente, seguido imediatamente por uma voz que falava um espanhol perfeito, sem sotaque, instruindo-o a não avançar. Apesar da distância, ele teria ouvido seu interlocutor com a mesma clareza como se estivesse a apenas um metro de distância. Quando García perguntou se tratava-se de uma instalação militar, o ser respondeu que o objeto não pertencia a nenhuma força terrestre. Em seguida, para demonstrar suas capacidades, o ser apontou um dispositivo semelhante a uma lâmpada para uma rocha situada a algumas dezenas de metros: um poderoso feixe de luz branca teria derretido a pedra em questão de segundos. Ao ser questionado sobre essa tecnologia, o desconhecido respondeu simplesmente: "energia pura". Ele afirmou então que a estrutura era uma nave não humana imobilizada por uma avaria, que seu sistema de propulsão era desconhecido pela humanidade e que seus semelhantes visitavam a Terra há mais de 20.000 anos.

García relata que a conversa telepática teria durado quase duas horas. Seu interlocutor teria afirmado que vinha de um sistema planetário com dois sóis e fornecido coordenadas astronômicas que, infelizmente, nunca foram estabelecidas publicamente de forma a permitir, hoje, confrontá-las com um sistema estelar específico. Quando García pediu para entrar no aparelho, o ser teria explicado que 50.000 anos de desenvolvimento tecnológico os separavam e comparado a humanidade a uma existência efêmera, que dura apenas algumas horas. A conversa também teria abordado a Atlântida e a Esfinge: o ser teria alegado que a Atlântida fora habitada por seres que chegavam a quase quatro metros de altura e que foi submersa durante um cataclismo, enquanto a Esfinge teria sido construída em homenagem a um extraterrestre que participara do resgate de egípcios atingidos por uma epidemia. Tais declarações devem ser consideradas pelo que são: relatos feitos por García, sem confirmação arqueológica ou histórica. A arqueologia, em particular, situa a construção da Grande Esfinge no Egito faraônico do Império Antigo e não apresenta evidências de intervenção extraterrestre.

Ao final do encontro, García teria recebido a ordem de se proteger, deitar-se e cobrir os ouvidos. O zumbido teria retornado, acompanhado por uma forte pressão na cabeça. Quando olhou novamente, a imensa "construção" estava a centenas de metros do solo: apresentava-se claramente como uma forma metálica e lenticular, com um brilho vermelho intenso na parte superior, antes de seguir para o noroeste e desaparecer. Ao contrário de muitas testemunhas de casos de OVNIs, García concordou em ter sua identidade revelada e defendeu abertamente seu testemunho. Isso reforça a rastreabilidade humana da história, mas não constitui prova: não dispomos de nenhuma fotografia conhecida da nave, nem da suposta rocha derretida submetida a uma análise científica documentada, nem de um fragmento do aparelho, nem de uma confirmação independente dessa conversa de duas horas. O caso Belén permanece, portanto, como um testemunho extraordinário, e não como prova de que uma nave alienígena pousou na Argentina em 1958. E é precisamente esse paradoxo que continua a fascinar: um homem com formação técnica afirmou publicamente ter encontrado uma inteligência muito mais avançada que a nossa, plenamente ciente de que quase nada do que dizia poderia ser verificado.


Fonte: Facebook


domingo, 6 de setembro de 2026

204 anos de Independência do Brasil.

 


Imagem ilustrativa


Na véspera de mais um aniversário de sua emancipação política, o Brasil parece um imenso coração, saturado de energias contrárias, em pleno estágio da taquicardia das agonias sociais.

Se sua história de pouco mais de 500 anos traduz uma luminosa jornada, no seio dos povos, para se tornar uma potência agrícola e mineral, no terreno das disputas políticas, se apresenta sob temperatura elevada, como se uma febre devoradora tomasse conta de seu ciclópico corpo, a se estender na América Latina. Enquanto as classes políticas se engalfinham nos bastidores de Brasília pela hegemonia de suas opiniões apaixonadas e discordantes, a massa de povo busca no suor a sustentação da família e a construção da solidariedade social.

Milhões de analfabetos funcionais. Incontáveis famílias sem um teto para chamar de seu. Honrados pais de família no corredor da pobreza extrema. Imensas filas em hospitais abarrotados de doentes e chagados.

Carência por toda parte.

Em diversos momentos de sua história, assinalada por vultos nobres e acontecimentos inolvidáveis, a interferência do alto impediu que as ruas se fizessem palco de atrocidades históricas ou genocídios de lamentáveis consequências para sua missão histórica, no seio da civilização humana. A nobreza do povo e seu elevado senso religioso tem tido supremacia nos instantes decisivos, impedindo que as armas se façam instrumentos de desagregação social.

É preciso manter a ordem acima de tudo.

Fortalecer o espírito de mansidão.

Socorrer as massas em desfalecimento, distribuindo trabalho e ocupação aos braços vigorosos do homem de bem.

Que a prece substitua o hino de guerra fratricida ou o estímulo à desordem, abrindo perigosos flancos por onde se insinue as injunções perturbadoras da anarquia política e administrativa.

Seus 204 anos de emancipação política devem representar o elevado sentimento de união de seus filhos em torno do ideal comum, qual seja, a educação das massas aturdidas e ignorantes, o desfraldar da bandeira da paz social e a oportunidade de trabalho para todos, impedindo que a fome estenda seus tentáculos sobre os estômagos atormentados.

Acima das inquietações políticas de seu tempo, paira a misericórdia de Jesus, e no seu céu noturno, a imagem do Cruzeiro do Sul traduz a inspiração para que seus filhos busquem na concórdia e no bem comum o chão atapetado de flores, perfumando a trajetória do coração do mundo e da pátria do Evangelho.

A história da nacionalidade brasileira está intimamente ligada ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, D'Ele advindo a proteção e orientação para que, em seu solo, incontáveis filhos de outros povos façam ninho e morada, buscando a confraternização universal, a desaparecer de outras nações, ora mergulhadas em lutas intestinas lamentáveis.

Saudamos, pois, o sete de setembro como marco da maioridade moral e política do Brasil, antevendo sua gloriosa trajetória no carrossel das nações do mundo, a espalhar frutos abençoados de paz e convivência pacífica, crescimento e abundância material, favorecendo a construção da Era Nova, a se instalar no planeta em convulsões sociais, ansioso por sua regeneração que já não tarda nos horizontes da fé e da concórdia.


Marta e Irmão X (Espíritos)

Salvador, 06.09.2026

véspera dos 204 anos da Independência do Brasil.


Médium: Marcel Mariano