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Na véspera de mais um aniversário de sua emancipação política, o Brasil parece um imenso coração, saturado de energias contrárias, em pleno estágio da taquicardia das agonias sociais.
Se sua história de pouco mais de 500 anos traduz uma luminosa jornada, no seio dos povos, para se tornar uma potência agrícola e mineral, no terreno das disputas políticas, se apresenta sob temperatura elevada, como se uma febre devoradora tomasse conta de seu ciclópico corpo, a se estender na América Latina. Enquanto as classes políticas se engalfinham nos bastidores de Brasília pela hegemonia de suas opiniões apaixonadas e discordantes, a massa de povo busca no suor a sustentação da família e a construção da solidariedade social.
Milhões de analfabetos funcionais. Incontáveis famílias sem um teto para chamar de seu. Honrados pais de família no corredor da pobreza extrema. Imensas filas em hospitais abarrotados de doentes e chagados.
Carência por toda parte.
Em diversos momentos de sua história, assinalada por vultos nobres e acontecimentos inolvidáveis, a interferência do alto impediu que as ruas se fizessem palco de atrocidades históricas ou genocídios de lamentáveis consequências para sua missão histórica, no seio da civilização humana. A nobreza do povo e seu elevado senso religioso tem tido supremacia nos instantes decisivos, impedindo que as armas se façam instrumentos de desagregação social.
É preciso manter a ordem acima de tudo.
Fortalecer o espírito de mansidão.
Socorrer as massas em desfalecimento, distribuindo trabalho e ocupação aos braços vigorosos do homem de bem.
Que a prece substitua o hino de guerra fratricida ou o estímulo à desordem, abrindo perigosos flancos por onde se insinue as injunções perturbadoras da anarquia política e administrativa.
Seus 204 anos de emancipação política devem representar o elevado sentimento de união de seus filhos em torno do ideal comum, qual seja, a educação das massas aturdidas e ignorantes, o desfraldar da bandeira da paz social e a oportunidade de trabalho para todos, impedindo que a fome estenda seus tentáculos sobre os estômagos atormentados.
Acima das inquietações políticas de seu tempo, paira a misericórdia de Jesus, e no seu céu noturno, a imagem do Cruzeiro do Sul traduz a inspiração para que seus filhos busquem na concórdia e no bem comum o chão atapetado de flores, perfumando a trajetória do coração do mundo e da pátria do Evangelho.
A história da nacionalidade brasileira está intimamente ligada ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, D'Ele advindo a proteção e orientação para que, em seu solo, incontáveis filhos de outros povos façam ninho e morada, buscando a confraternização universal, a desaparecer de outras nações, ora mergulhadas em lutas intestinas lamentáveis.
Saudamos, pois, o sete de setembro como marco da maioridade moral e política do Brasil, antevendo sua gloriosa trajetória no carrossel das nações do mundo, a espalhar frutos abençoados de paz e convivência pacífica, crescimento e abundância material, favorecendo a construção da Era Nova, a se instalar no planeta em convulsões sociais, ansioso por sua regeneração que já não tarda nos horizontes da fé e da concórdia.
Marta e Irmão X (Espíritos)
Salvador, 06.09.2026
véspera dos 204 anos da Independência do Brasil.
Médium: Marcel Mariano













