sábado, 25 de abril de 2026

Atrações do São João Senhor do Bonfim 2026

 



● Finalmente foi anunciado as atrações oficiais do São João Senhor do Bonfim 2026.

● Onde se lê "Espaço Assis do Acordeon" ,fica na Praça Nova do Congresso, no centro da cidade.

● Onde se lê "Espaço Gonzagão", fica no Parque da Cidade



sexta-feira, 24 de abril de 2026

Uti neonatal

 

 imagem ilustrativa


*Nas mãos de Deus*

Há momentos em que nossas mãos parecem pequenas demais. Tentamos segurar tudo ao mesmo tempo: problemas, decisões, medos, responsabilidades. Apertamos forte, como se o controle fosse a solução.

Porém, descobrimos que nem tudo pode caber em nossas mãos. Há limites que não são fraquezas, são aprendizados. Há dores que não conseguimos resolver. Situações que fogem do nosso alcance. Perguntas que não encontram resposta imediata.

É nesse instante que aprendemos uma lição essencial: aquilo que não cabe em nós deve ser colocado nas mãos de Deus.

Conta-se que uma enfermeira que trabalhava em uma UTI neonatal, cuidava de bebês extremamente frágeis. Sabia exatamente o que fazer tecnicamente. Dominava os protocolos, conhecia os equipamentos. Ainda assim, havia dias em que nada parecia suficiente.

Certa noite, um recém-nascido não respondeu aos tratamentos esperados. A equipe fez tudo o que estava ao alcance.

Ao final do plantão, exausta e frustrada, a enfermeira percebeu que suas mãos tremiam. Não de medo, mas de cansaço emocional.

Antes de sair, voltou ao leito, ajustou o cobertor, tocou delicadamente o bebê e, em silêncio, fez algo diferente do habitual.

Não pediu resultados. Não pediu controle. Apenas depositou nas mãos de Deus o que não cabia em suas mãos.

Asserenou a própria alma. Entregou aquele pequeno ser a quem decidira por tê-lo como seu filho, na Terra.

Determinar-lhe o rumo da existência competia a Ele, somente a Ele.

*****

Nas mãos de Deus cabem nossas dores. Mesmo aquelas que não sabemos explicar. Cabem as lágrimas silenciosas, as noites difíceis, as feridas que teimam em não cicatrizar.

Cabem nossas esperanças, os sonhos interrompidos, os planos que não saíram como desejávamos, os caminhos que precisaram ser mudados.

Deus não despreza nossos projetos, mas sabe quando é preciso ajustá-los ao que realmente nos fará crescer.

Nas suas mãos cabem todas as nossas escolhas. As acertadas e as equivocadas. Quando entregues com humildade, até os erros se transformam em aprendizado. Deus não nos condena pelo tropeço. Ele nos convida ao recomeço.

Cabem, sobretudo, os silêncios. Aqueles momentos em que oramos e não ouvimos resposta. O silêncio de Deus não é abandono. É trabalho invisível. É cuidado que acontece sem anúncio, preparando o que ainda não conseguimos ver.

Confiar nas mãos de Deus não é cruzar os braços. É fazer o que nos cabe e entregar o que ultrapassa nossas forças. É compreender que nem sempre teremos explicações, mas sempre teremos amparo.

A fé não elimina os desafios, mas muda a forma como caminhamos entre eles.

Quando colocamos nossas dores nas mãos de Deus, elas não desaparecem, mas encontram direção. Quando entregamos o futuro, ele deixa de ser ameaça e passa a ser caminho. Nada se perde nesse processo.

Por isso, diante do que não compreendemos, diante do que não conseguimos mudar, saibamos dizer, com fé e serenidade, a frase que nos foi ofertada pelo Mestre de Nazaré: Pai, seja feita a vossa vontade assim na Terra como nos céus.

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Redação do Momento Espírita

Em 24.4.2026

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Lançamento ao vivo do São João 2026



● Hoje, dia 20 , (Segunda), na Praça Nova do Congresso , Senhor do Bonfim - Bahia, às 19 horas , acontecerá o lançamento do São João 2026 . Na oportunidade será revelado o nome das atrações oficiais do período. Pela Prefeitura.

● O Lançamento contará com o cantor Devinho Novaes.

●A Jr produtora, fará a cobertura ao vivo.


Não perca.

domingo, 19 de abril de 2026

Ela não sabia a engenharia que sua própria alma estava executando

 


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Dona Esther vestia sempre o branco mais alvejado que o sabão em pó podia alcançar. Todas as segundas-feiras, ela marcava o ponto no Centro Espírita. Arrumava as cadeiras, preparava a água fluidificada e aguardava o horário da sessão de passes. Ela acreditava firmemente que a caridade só acontecia ali: naquele protocolo rigoroso, entre incensos suaves e salas silenciadas. Sentia-se inútil durante o resto da semana, lamentando não poder curar os doentes que via pelo caminho.

Naquela terça-feira chuvosa, Esther estava encolhida em um ponto de ônibus no centro de São Paulo. O trânsito estava caótico. Ao seu lado, uma jovem moça chorava silenciosamente, tremendo tanto que o barulho de seus dentes batendo se misturava ao som dos pneus na pista molhada. A menina tinha olheiras fundas, a pele pálida e uma energia de desespero que fazia as pessoas ao redor se afastarem, murmurando impaciência.

— Coitada, deve estar com problemas — alguém resmungou na fila. — Gente assim traz energia pesada para o ponto.

Esther olhou para a menina e imediatamente quis oferecer um passe. A mão coçou para sair do bolso do casaco e tocar a cabeça da jovem, num movimento que ela sempre fazia no centro. Mas ela pensou com tristeza.

— Não posso. Não estou com minha roupa branca. Não tem passe sem a sala preparada, sem a oração inicial. Eu não tenho autoridade aqui.

No entanto, o coração de Esther apertou. Uma compaixão tão pura que doía começou a nascer no fundo do seu peito. Ali, parada no meio do barulho, ela fechou os olhos. Não levantou os braços, não murmurou nenhuma fórmula. Apenas desejou, com toda a força da sua alma, que aquela dor sumisse. Do fundo do seu ser, ela abraçou a menina em pensamento, envolvendo-a em um amor maternal profundo, banhando aquele desespero em ternura.

Ela não sabia a engenharia que sua própria alma estava executando. Naquele estado de compaixão genuína, sua glândula pineal pulsou, coagulando sua energia psíquica, e a arremessou como um raio magnético balsâmico que atravessou o espaço sem que a menina sequer a olhasse. Pesquisas de coerência cardíaca confirmam isso, o coração humano, ao sentir compaixão pura, irradia um campo eletromagnético mensurável, capaz de acalmar o sistema nervoso e baixar o nível de estresse de quem está próximo.

De repente, a jovem parou de tremer. Ela respirou fundo, secou os olhos com a manga da blusa e olhou para Esther. Não trocaram uma palavra. Mas os ombros da menina relaxaram e, pela primeira vez em minutos, o semblante dela acalmou.

Mais tarde naquela noite, em sua oração diária, Esther sentiu uma presença ao seu lado. Seu mentor espiritual tocou-lhe o ombro.

— Você achou que suas mãos não curavam porque estavam dentro do bolso, Esther? O amor não precisa de um templo, ele é o próprio templo. Hoje você doou o melhor passe da semana, pois a caridade em movimento constante é a que não espera a hora marcada. Você foi uma farmácia viva vinte e quatro horas por dia.

Esther sorriu, entendendo que a caridade não é uma função, é um estado. O passe não é um gesto técnico, é a extensão do amor que mora no peito. Desde aquele dia, ela nunca mais esperou a segunda-feira para ser útil. Nas filas de banco, nos supermercados, nas calçadas, ela passou a irradiar em silêncio. Ela entendeu que não se precisa de cadeira branca, apenas de um coração vermelho.

Nós fomos criados para sermos a cura uns dos outros. As nossas mãos carregam fluidos balsâmicos que operam milagres através do pensamento caridoso. Não limite a sua utilidade espiritual aos rituais. A verdadeira caridade não exige protocolo, ela exige compaixão.

Em um mundo onde as pessoas competem e se machucam, a sua vibração silenciosa de amor é o maior socorro que o próximo pode receber. Você irradia exatamente o que o seu sentimento emite.

Você consegue perceber quantas vezes já acalmou a dor de alguém apenas com um pensamento bom, sem precisar dizer absolutamente nada?

A luz não grita. Ela apenas ilumina, e ao iluminar, cura.


Fonte: Desconhecida.

ESPIRITISMO - Carrões e carroças

 


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De tempo em tempos, surgem nas conversas terrestres a possibilidade de destruição do planeta, morada de oito bilhões de pessoas, sob o pretexto de que Deus se cansou da maldade humana e perdeu, para com todos, a paciência divina.

Exaltam-se os textos bíblicos, onde um dilúvio colossal, em tempos remotos, mergulhou o planeta num aquário sideral, extinguindo as vidas que não sobreviveria no meio aquoso. Mas algumas existências humanas foram poupadas numa gigantesca embarcação, permitindo que uma geração povoasse o solo terrestre após a hecatombe. Entretanto, reincidimos nos mesmos erros e equívocos daqueles dias transatos e talvez, agora, o Senhor opte por um incêndio planetário, quem sabe o choque de um meteoro ou asteroide gigantesco contra a superfície dos mares ou dos continentes, levantando uma nuvem de poeira e gases que escurecesse a casa planetária por incontáveis séculos, a todos ceifando numa nova era glacial.

Dois mil anos de cristianismo e o terrível vaticínio foi previsto por supostos profetas e arautos em diversos momentos, sem que o Armagedom se desse como descrito.

De cento e vinte e seis anos para cá, a humanidade fez um salto impressionante na sua forma de auscultar as entranhas do globo e examinar os abismos oceânicos.

Desceu às fossas das Marianas no pacífico, suportando a pressão colossal das águas salgadas, localizando vidas a quase doze quilômetros de profundidade. Cavou poços no ártico e na Antártica, coletando amostras de gelo pré-histórico, examinando micro-organismos primitivos em estado de hibernação profunda. Esquadrinhou os continentes e aperfeiçoou sistemas de prevenção no campo dos tsunamis e dos terremotos, preservando incontáveis vidas humanas.

Desenvolveu vacinas que erradicaram enfermidades cruéis. Saneou regiões insalubres, fertilizou desertos e recuperou charcos imprestáveis, convertendo pântanos em terras aráveis.

Inquieto no raciocínio e atiçado pela curiosidade, desde a segunda metade do século passado, buscou investigar a última fronteira. De modestos satélites, hoje envia ao espaço cosmonautas em equipes, fotografando e filmando galáxias que estão a trilhões de anos-luz da Terra.

Nada disso tem impedido que o orbe periodicamente se veja sacudido por tremores de suas placas tectônicas, tenha espirros em seus vulcões ativos e chore por suas nuvens carregadas, produzindo inundações devastadoras.

Verões tórridos.

Invernos congelantes.

Pragas nas lavouras. 

Poluição de toda espécie.

Mas nas salas de aula de universidades e academias, o saber não para. Bibliotecas entulhadas de conhecimento ancestral. Internet a mil. Inteligência artificial desafiando regras e fronteiras.

O robô tomando o lugar de milhares de operários. Comunicações em tempo real.

Entretanto, se o cérebro se ufana dessa extraordinária saga, em toda parte o grito dos excluídos, o choro dos órfãos e das viúvas, o gemido abafado dos doentes e desespero dos mutilados emocionais.

Fartura de coisas e escassez de sentimentos. Muita comunicação e o cordão dos solitários nunca foi tão grande.

Na mesma casa, depressivos e eufóricos, ansiosos e temperados das emoções.

Crentes e descrentes dividindo o mesmo coletivo ou metrô.

Flores e espinhos na mesma haste.

Em muitos lares, mesa cheia e armários lotados de gêneros alimentícios. Na vizinhança, fome nos estômagos e prateleiras vazias.

Carrões e carroças na mesma estrada.

E tudo isso numa sociedade que cultiva valores religiosos há milênios, mas priorizou os neurônios, olvidando o coração.

Sim, muita falta faz Jesus no sentimento da criatura. Crido e admirado, pregado e comentado, Ele permanece a figura histórica mais biografada e discutida da história universal, nos faltando tão somente a vivência de Sua mensagem no cotidiano, nas relações interpessoais e no entendimento.

Sossegue. Acalme-se.

A morada de homens e mulheres não será destruída por um cataclisma sideral, fruto da ira divina, que só subsiste nas mentes exaltadas. Já estivemos em muitos corpos e voltaremos a ocupar outros tantos uniformes de carne, até que aprendamos que sem amor, simplesmente existimos.

Preciso é viver, e viver em abundância. Sem o Cristo, isso é impossível.

Tens pensado nisso?

Marta (Espírito)

Salvador, 19.04.2026


Médium: Marcel Mariano



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Luto: morre Carlinhos Carvalho, fundador da Casa Carvalho, aos 97 anos

 


Luto: morre Carlinhos Carvalho, fundador da Casa Carvalho, aos 97 anos


Faleceu na noite desta quinta-feira (16), por volta das 22h, no Hospital São Francisco, o empresário Carlos Queiroz de Carvalho, conhecido como Carlinhos Carvalho, aos 97 anos.

Figura bastante conhecida e respeitada em Senhor do Bonfim, Carlinhos foi fundador da tradicional Casa Carvalho, empresa do ramo de materiais de construção que marcou gerações e contribuiu para o desenvolvimento do comércio local.

O corpo está sendo velado no Memorial Vila Nova. O sepultamento está previsto para às 10h desta sexta-feira (17), no Cemitério São Lázaro, em Senhor do Bonfim.

Familiares, amigos e toda a comunidade bonfinense lamentam profundamente a perda de um dos nomes mais importantes do setor empresarial da cidade.

Redação do Cleber Vieira News


domingo, 12 de abril de 2026

Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

 


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E eis que o peregrino solitário das estradas ermas se viu diante da rota trifurcada. Cada uma apontava rumos novos, possibilidades nunca antes experimentadas, desafios na sua compreensão.

A avenida da filosofia milenar. O berço socrático, as inquietações dos primeiros pensadores. O volumoso acervo das interrogações sem respostas. Os milhões de pergaminhos, produzidos pela ânsia da investigação mental. Os papiros da revolta, os manuscritos da saudade ante às portas do mausoléu triste e silencioso.

De onde surge tanta gente, sugada pela piscina uterina, para os testemunhos do mundo? E para onde seguem estes jovens, arrancados da seiva da vida no verdor dos anos de sonhos e prazeres?

Onde se oculta a felicidade, que aparece num beijo e falece numa traição? Que fizeram da esperança, a se nos afigurar um pássaro cativo pelas correntes da maldade?

Qual a razão dessa miríade de pirilampos na noite, tão distantes das mãos e tão perto dos olhos, nevoados de pranto?

Ó, filosofia, quem sois, crivada de perguntas, a quedar-se em majestoso silêncio?

Aclarai, respondei aos rogos dessas mães saudosas dos filhos defuntos, desses viúvos amargurados, desses amigos enlutados pela separação abrupta dos afetos mais caros.

Na segunda trilha, eis o facho da religião.

Seus templos de pedra, suas fachadas nobres e suas sacristias impenetráveis ao vulgo. Naves solitárias, onde as almas silenciam na oração que pede, que implora, que suplica.

E estes santos de pedra sabão, de argila, revestidos de mármore ou de ouro, de faces impassíveis para as dores humanas.

Onde a resposta para o que nos sucede após a morte? Para onde vai toda essa gente que o coração parou de bater?

Que força é essa que arrancou dos braços da jovem mãe seu filhinho tão longamente desejado, cravando saudade atroz e lágrimas sem fim?

Porque o Senhor não ouve a súplica dos órfãos, dos solitários e dos famintos? Que contraste é esse onde um brota do berço de ouro, amparado pela riqueza excessiva, e aquele surge no grabato de miséria, na enxerga da carência quase que absoluta, percorrendo desde cedo a vereda da fome e da sede de quase tudo?

Se ensinas que somos todos filhos do mesmo pai, equacionai a razão da intolerância, do fanatismo e do anátema a quem reza por cartilha diferente?

Em meio a tantos pastores e condutores de almas, cada dia maior o número de ovelhas perdidas, largadas no pasto da brutalidade, sob espreita de lobos rapaces e sanguinários.

Porque ainda não chegou até nós o tão decantado reino de Deus, eliminando diferenças e nos fazendo irmãos uns dos outros?

Quantos eleitos para os campos Elíseos?

Quantos degredados para as regiões de labaredas?

E, contorcendo-se de dor, eis que a alma inquieta vislumbra a terceira via, faiscante de luzes e engenhos tecnológicos.

Máquinas que fazem trilhões de cálculos em segundos, bólides espaciais de última geração, comunicações instantâneas, transferências bancárias num piscar de olhos.

E um mundo de algoritmos, chips e terabytes descortinam prazeres nunca experimentados antes.

Seguidores substituem os amigos.

Pessoas indesejáveis, facilmente deletáveis numa tecla.

Aplicativos que corrigem faces cansadas, rostos desfigurados pelo tempo, corpos inarmônicos que surgem nas telas como figuras da mitologia antiga.

Milhões de frustrados diante de uma matrix insaciável, devoradora.

A inteligência artificial reduzindo o trabalho dos neurônios, e por dentro a ancestral busca da felicidade, do sentido existencial.

Pausa.

Respira fundo, silencia o intelecto em desgoverno, qual corcel selvagem.

Aclara tua tela mental e deixa-te arrastar para uma praia de níveas areias. Um homem parece falar a uma massa de povo, sentado num barco simples. Sua voz está impregnada de ternura, seus gestos são suaves como a brisa da manhã. Seu olhar abarca todos.

Crianças mirradas, velhinhos trôpegos, mulheres vencidas pelo cansaço e homens assaltados pelo mudo desespero.

Também buscam estradas novas.

Pedem orientação.

Clamam por auxílio e justiça.

Jesus a ninguém deserta ou abandona. Acolhe e entende o momento evolutivo de cada um, pronunciando palavras de luz:

~ Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

Quando perderes o rumo pelos caminhos terrestres, levantai os olhos para o céu. De lá virá a bússola que te guiará os pés para a eterna ressurreição.

Marta (Espírito)

Salvador, 12.04.2026


Médium: Marcel Mariano.