domingo, 30 de agosto de 2026

E o semeador saiu a semear.

 



Quando afirmou que a seara é imensa, mas os ceifeiros são escassos, o mestre inesquecível apenas diagnosticou uma realidade persistente nos quadros da atividade humana.

Por toda parte existem cultivadores da fé, que se mostram apaixonados expoentes da crença, mas raros resistem aos embates mais difíceis da estrada evolutiva, quando situados frente a frente com opositores e descrentes.

Outros, primam pela busca da salvação, face às artimanhas do adversário de Deus, mas se conseguem algo corrigir na conduta das ovelhas perdidas, deixam-se guiar pelas próprias torpezas e inquietações nas trilhas das sensações passageiras.

Outros, conseguem disciplinar esse ou aquele aprendiz que o vício deseducou, mas não resistem às carícias da tentação quando esta surge nos momentos de fragilidade.

Há os que primam pela palavra bem posta nos altares e nas tribunas,  manejando o verbete bem colocado e sensibilizando corações, mas terminado o ofício da crença pura e simples, convertem-se em trovões de maldição e azedume na intimidade doméstica, assustando os próprios parentes.

Sim, teremos sobre a Terra, ainda por muito tempo, quem pregue, mas não viva, e quem viva, mas não consiga tangenciar o conhecimento pelo verbo.

Ambos são importantes no despertar das consciências anestesiadas ou torporosas. Os que já conseguiram inserir na própria conduta os ensinos de Jesus mostram-se adiantados no manejo da lição, exortando os demais pela cátedra do exemplo, que é contagiosa. Os que pregam, mesmo que ainda não consigam exercitar as lições divulgadas, estão ensaiando o paulatino abandono dos campos de viciação e insensatez, exortando os ouvintes à ressignificação das posturas adotadas no mundo.

Quem trava contato com a mensagem cristã, nova criatura se faz. Passa a pensar diferente, percebendo a vida na Terra como um grande experimento de natureza evolutiva, onde erro e acerto são resultados naturais de quem experimenta e tenta.

Se cai, ergue-se o quanto antes. Se fere, busca reconciliação com a pessoa a quem feriu. Se atingido, pensa as feridas no óleo da compreensão fraternal e prossegue servindo, sem agasalho ao revide ou à mágoa.

Se fala, modula o verbo para ser compreendido de acordo com o entendimento do ouvinte. Adota o silêncio em incontáveis ocasiões, evitando comprometer-se pela verborragia inconsequente. Pouco a pouco, transforma o pensar em ação automática, fazendo-se menos paisagista e mais operador da mudança que deseja no mundo.

Altera o proceder, ajustando-se aos apelos do Senhor, a quem diz servir.

Repousa pouco e se afadiga na vinha promissora, sem ansiedade pela colheita em flor.

Reverencia o pretérito, dele extraindo lições para as mudanças necessárias. Aguarda o novo dia como quem se sabe na posse de um tesouro de novas oportunidades, mas faz do hoje sua principal plataforma de atuação na estrada comum a todos.

Se perguntado para onde vai, aponta o amanhecer por surgir detrás das montanhas e, colocando a enxada sobre os ombros, avança para novas e fecundas terras, onde a semente da esperança anseia ser cultivada.

E  semeador saiu a semear...o


O peregrino. (Espírito)

Itabuna, Bahia 12.07.2026


Médium: Marcel Mariano




Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos.

 



 

Ligeiro olhar nosso sobre o colosso terrestre e poderemos enxergar a profunda harmonia da natureza, caminhando sobre os trilhos do caos e da agitação dos elementos.

Desde eras priscas, quando a massa incandescente se separou da coroa solar, para situar sua rotação a quase 150 milhões de quilômetros do astro rei, o frio do espaço, os bombardeios dos meteoros e outros fatores se encarregaram de amenizar, em bilhões de anos, a ardência da fornalha planetária, preparando o cenário onde a vida iria se manifestar.

No abismo das águas salgadas, nos pântanos primitivos, uma sopa de nutrientes começou a surgir, se fazendo berçário de seres unicelulares, trilobitas e incontáveis organismos simples, dotados apenas do tato, em aperfeiçoamento incessante pela morte e ressurgimento, além das mudanças químicas e biológicas.

As imensas florestas de coníferas, o plâncton dos mares e a incidência dos raios solares sobre o protoplasma proporcionaram o surgimento de novos seres, a se multiplicarem, abundantes, no seio dos abismos oceânicos. A Terra era um imenso laboratório de experimentos da vida, sob a gestão do Divino Mestre.

Tivemos que aguardar quase cinco bilhões de anos para que o cenário do orbe pudesse acolher a vida racional como a conhecemos hoje. Primitiva e simiesca no seu início, sofreu incontáveis injunções de natureza evolutiva, alterando o córtex reptiliano para a estruturação da base cerebral, onde as emoções superiores pudessem se manifestar com maior clareza. E, de dez milhões de anos para cá, a sociedade deu um gigantesco salto de evolução da corporalidade, saindo das árvores para a caverna, das grutas para a palafita e desta para as cidades amuralhadas do pretérito recente.

Organizamos o Estado, a gestão pública e privada, acumulamos bens materiais e nos deixamos arrastar pela sede da posse possuidora.

Erguemos totens e templos, onde cultuamos o sagrado, segundo nossas concepções. Tentamos aplacar a ira divina com sacrifícios de irracionais e semelhantes, ignorando que Deus é senhor da vida e não da morte.

Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos, elaboramos leis e tratados, discursos de paz e clamores de guerra.

Construímos maternidades para acolher a vida e nos destruímos nas guerras fratricidas, exterminando o outro quando este não cedia aos nossos caprichos.

Agora, em tempos ditos modernos, somos os senhores da inteligência artificial e da comunicação ligeira, das invenções admiráveis e da exploração espacial, das safras abundantes e da previsão do tempo por satélites fora do globo terrestre.

Se muito evoluímos no pensar, o sentir ainda claudica. Se os neurônios reinam, soberanos, o coração parece enfartado.

Os mesmos olhos que fitam as estrelas, buscando algum sinal de vida extraterrestre, são aqueles mesmos que choram as amarguras de cada dia.

A mão que conforta é a mesma que, em outro momento, apedreja e fere.

Os lábios que num instante balbuciam preces e cânticos religiosos, num minuto seguinte estão a proferir maldição e anátema.

Quanta falta faz Jesus no coração da criatura humana!

Só Ele conseguiu nos sinalizar a própria pequenez moral, nos amparando na tentativa de acertar o passo. Nos legou diretrizes éticas, sem nos constranger a segui-Lo. Silenciou diante de nossas calúnias e nos apontou diferentes estradas de sublimação e trabalho iluminativo.

Paciente, nos espera há milênios sem fim.

Se tens interesse e disposição em avançar nos trilhos da Boa Nova, abre-te ao sol gentil da mensagem cristã, ausculta teu mundo íntimo e marcha, um dia após o outro, adotando Ele como modelo e guia, referência e paradigma de um novo tempo.

Estes tempos já são chegados.

O ontem passou, o amanhã vai surgir mais tarde.

Hoje. Aqui e agora.

Decidiste?


O peregrino. (Espírito)

Salvador, 30.08.2026


Médium: Marcel Mariano




terça-feira, 25 de agosto de 2026

Mártires do Cristianismo.

 


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Será muito desafiador para qualquer estudioso dos dois mil anos de cristianismo estimar o número de mártires, que deram a própria existência por amor a Jesus.

Nem sempre os anais da história anotou-lhes a passagem, e incontáveis sucumbiram ao martírio imposto pela ignorância sob anonimato total.

Quando uma ideia nova chega ao mundo, sofre ela a impiedosa perseguição daqueles situados na zona de conforto, incomodados com as renovadas concepções.

A filosofia ancestral, periodicamente, sofre novas interpretações de correntes arejadas de novos pensadores. Diariamente, princípios científicos são revistos por estudiosos e pesquisadores, a se valerem da contribuição mental daqueles que os antecederam. A religião, qual barcaça a navegar em mar revolto, de tempos em tempos, é visitada por ventos de bruscas mudanças, obrigando as massas de ovelhas desorientadas a buscarem novos pastores.

Quando o inesquecível mestre galileu vestiu-se de carne numa gruta de Belém, inaugurava na Terra em sombras um período inesquecível, onde o amor buscava espaço na justiça implacável, ansiando por secar lágrimas e devolver a esperança aos corações estiolados das massas aturdidas pela opressão política e religiosa de então.

Já no seu messianato divino e logo após Sua despedida sangrenta das arenas terrestres, discípulos sinceros e semeadores da Boa Nova já se viram sob os estigmas do sinédrio intolerante, das autoridades despóticas de Roma, padecendo sofrimentos atrozes e testemunhos na carne.

Cruzes se ergueram aos milhares, empalamentos hediondos, circos de horrores e espetáculos de perseguição implacáveis se fizeram surgir em toda a bacia do mediterrâneo, tentando calar as vozes que proclamavam um novo tempo.

E os mártires, ébrios de felicidade e tocados por luzes espirituais que o mundo não enxergava, desceram aos cenários de tortura e morte, doando seus corpos em honra da mensagem cristã.

E a ampulheta do tempo lhes cobriu as pegadas, mas não pôde apagar a luminosa mensagem de sacrifício em favor da libertação espiritual dos cativos das ilusões mundanas.

Eis os novos tempos, sob a rutilante claridade do Consolador prometido por Jesus ao mundo. A ciência faz-se religiosa, a religião busca ser científica e a filosofia socrática é restaurada nos seus alicerces, propondo que não se deixe de pensar na ética, na conduta e nas reações que advirão no curso do tempo.

Hoje, a luta é íntima, a batalha é contra as imperfeições morais, o holocausto é para diluir as sombras do ego em tresvario, buscando compreender que Jesus necessita de braços e mãos que no mundo material O representem, levando aos aflitos consolação e aos filhos do calvário o apanágio da esperança, acenando-lhes com a certeza da imortalidade da alma após a ruína da casa orgânica.

Além das cinzas misérrimas que aguardam a decomposição dos despojos materiais, o Espírito em trânsito pela matéria densa é um herdeiro da luz divina, fadado à perfeição, atravessando os testemunhos do mundo e a zombaria ou indiferença dos ainda anestesiados para a realidade espiritual.

Ide, novos obreiros da Era de luz que esplende dos sepulcros, onde os antigos mártires ressurgem qual exército sem armas, espalhando na Terra em transe o favo da misericórdia e o orvalho da alegria sem fim.

Marta e Vianna de Carvalho. ( Espíritos)

Salvador, 19.07.2026


Médium: Marcel Mariano








domingo, 23 de agosto de 2026

ESPIRITISMO- À semelhança de vetusta árvore, nasceu o cristianismo

 


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À semelhança de vetusta árvore, nasceu o cristianismo entre os montes da Judéia e os desertos da Palestina. Ali, entre criaturas simples, floresceu a mais bela mensagem que o mundo já escutou.

De uma noite em Belém ao gólgota da cidade dos profetas, os tímpanos humanos escutaram uma melodia arrebatadora. Era o resgate do amor, que estava pisoteado pelo ódio e pela secura de corações, bem como a esperança ressurgiu entre os escombros morais de uma geração tomada pelo estupor da guerra e das disputas estéreis.

Homens e mulheres se deixaram embriagar pela rutilante mensagem, firmada como rocha indestrutível, no coração das massas em tresvario incessante.

O intercâmbio entre os dois polos da vida renasceu e se consolidou em definitivo. O paganismo entrou em agonia e a mitologia recuou de sua interferência nos destinos favorecidos por deuses frios e insensíveis.

O lírio brotou nos campos áridos das inquietações humanas. A fé fez-se robusta até o extremo sacrifício. A coragem abrasou mentes e corações, inaugurando a era dos mártires e servidores fiéis, que em grandes holocaustos, deram-se por amor daquele não amado.

A sombra reagiu e promoveu o fanatismo, a perseguição inclemente, a intolerância religiosa e os circos se ergueram, como pedestal de eliminação das vidas dedicadas ao sumo bem.

A terra foi irrigada de sangue. Os calabouços medievais estavam apinhados de rebeldes e subversivos, hereges e contrários. O cadafalso impunha medo e horror, a espada ceifava cabeças, mas a lâmina fria não pôde deter a propagação da mensagem libertadora.

Cruzadas não libertaram a terra santa dos mouros, as incontáveis guerras medievais apenas atestavam o primitivismo e o fanatismo da criatura humana mal orientada.

A ignorância predominava nas consciências. O exclusivismo impedia a expansão da luz e as cidades foram reduzidas a burgos miseráveis, impondo o feudalismo como via de sobrevivência.

Missionários do amor e da verdade volvem aos campos terrestres para reavivar a lembrança D'Ele. Recordam seus ditos, resgatam Sua simplicidade. Preparam a nova era.

Idealistas da velha Grécia e da antiga Roma se emboscam novamente na corporalidade e expandem as artes, a tecnologia, a imprensa, questionam o saber teológico e desafiam as estruturas da religião dominante, carcomidas pelo bolor da intolerância e do sectarismo.

O alto prepara o advento do Consolador Prometido por Jesus aos homens e mulheres de todos os tempos.

Tumbas antes silenciosas, proclamam a continuidade da vida após a cianose e a anóxia cerebral. Seres espirituais se materializam diante de sábios e cientistas estupefatos. Dançam cadeiras e mesas. Curiosos se aproximam dos fenômenos insólitos para averiguar a robustez do fato novo.

Ruem velhas estruturas. A ciência arranca a mordaça imposta pela fé intolerante. O pensamento filosófico ancestral grego ressurge em nova roupagem.

Um exército armado de cultura e amor desce aos palcos terrestres e exorta ao sacrifício, à lapidação das imperfeições milenares, ao serviço da semeadura em solo difícil, à disseminação da luz em regiões sombrias.

A psicologia examina a mente sob angulações jamais imaginadas. A metapsíquica devassa os fenômenos insólitos. A parapsicologia instrumentaliza pesquisadores idôneos. Os olhos descortinam um admirável mundo novo.

Eis Jesus de volta ao seio das massas aturdidas. Desorientados encontram consolação. Chagados sossegam das suas dores. Solitários encontram solidariedade e os que choram a lápide fria, onde os despojos orgânicos dos afetos são diluídos pela morte corporal, adquirem a certeza da continuidade da vida após a destruição dos tecidos orgânicos.

E nos tempos modernos, onde a IA parece zombar da inteligência humana, a mídia digital encurta fronteiras e os satélites devassam as vastidões do espaço sem fim, o aprendiz terrestre parece perdido em suas próprias incógnitas.

De onde surgiu?

Que faz na Terra?

Porque sofre e chora continuamente?

Para onde vai depois do sepulcro?

Ó, vós que tendes tantas interrogações e tantos infundados temores em vossas cogitações íntimas, estudai a mensagem sublime do meigo nazareno e empreendei esforços em viver no cotidiano Suas impolutas lições.

Viestes do pó das estrelas, sois presentemente almas em aperfeiçoamento incessante nas engrenagens da evolução, vos estando destinada a universidade da plenitude, superada as etapas do estágio escolar nas teias da vida material.

Sois fascículos de luz, em trânsito das sombras do mundo para as vastidões diamantinas do infinito!


Marta e Leon Denis ( Espíritos)

Gandu/Ba, 23.08.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 16 de agosto de 2026

ESPIRITISMO - Geleiras Colossais

 

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Por onde vagueie nosso olhar, as infinitas bênçãos de Deus estão em toda parte.

Um céu noturno, salpicado de estrelas, quais archotes acesos pelas mãos da misericórdia excelsa, diluindo a escuridão do espaço.

Oceanos vastos, ocultando segredos em seus abismos salgados e refrigerando o planeta com suas águas frias.

Florestas tropicais, transformando o carbono em oxigênio e fecundando a nuvem que faz a chuva abençoada.

Desertos que parecem monstros de esterilidade, mas cujas areias, levadas pelos ventos, carregam nutrientes de um continente para outro, de maneira quase que imperceptível.

Geleiras colossais, onde icebergs gigantes parecem dormir até que se desprendem das paredes geladas, singrando mares e espalhando substâncias que nutrem muitas vidas marinhas.

O espetáculo das cordilheiras majestosas, onde os picos nevados parecem toucas brancas, em velhinhos milenares.

Os rios incontáveis da Terra, rasgando o solo seco desde as nascentes até a foz de um mar, onde se deixam abraçar pela salinidade do seu destino final.

A diversidade das aves canoras, a se espalharem num mundo em múltiplos sons.

A imponência da baleia azul e a delicadeza do colibri, a força do bisão e a suavidade da gazela, o voo sereno da cegonha e a astúcia do corvo, a obstinação do cardume de salmões, subindo o rio onde nasceram para gerarem os filhotes, perdendo a vida logo em seguida.

A formiga incansável no interior da terra e a abelha no afã de alimentar a colmeia.

A paciência do cupim, sustentando a casa escura entre bilhões de outros iguais, e a borboleta monarca, nascendo de uma geleia presa num galho de árvore, buscando o calor do sol para abrir suas asas em voo de beleza incomparável.

Nem sempre os olhos humanos contemplam essas sutilezas. Quase nunca o habitante da selva de pedra enxergou esse espetáculo diário e gratuito.

O som da chuva no telhado ou na copa das árvores vetustas.

No noticiário, a tragédia e o acidente, a insensatez e a violência parecem ter mais audiência nas almas do que o palco da vida, a estuar de beleza e perfeição.

Aprendiz das lições do mundo, permita-se vez por outra silenciar os artefatos tecnológicos, abandonando a tela azul e buscando o celeste do céu, o verde esmeralda do mar e o suave matiz das flores.

Olha a violeta miúda.

Enxerga esse girassol ardendo de amarelo intenso.

Aspira o perfume dessa rosa.

Toca essa grama verde com teus pés descalços. Desliza teus dedos por essa trepadeira inundada de flores lilases.

Sentirás Deus em teu íntimo. Perceberás que és parte da criação divina. Abdicaste da postura de observador e passaste a ser observado.

Recorda Jesus e sua interação com a natureza.

Discípulos convocados na beira de um mar de água doce. Silêncio entre oliveiras no Getsêmani. Oração e conexão com Deus num deserto árido.

Exaltação dos lírios do campo.

Uma parábola construída sobre a semente da mostarda insignificante.

E o semeador que saiu a semear, e Jesus aguardou momento próprio para elucidar que era o divino verbo.

És tu esse segador!

Tens as sementes da vida eterna em tuas mãos. Que fazes, até aqui, desse tesouro confiado pelo alto à tua capacidade de fecundação?

Em tua frente, um solo feraz, aguardando tão somente o gesto de lançar uma semente, uma muda de árvore.

Cuida da tua tarefa ainda hoje. Amanhã, pode ser tarde.

Marta (Espírito)

Itabuna/BA., 16.08.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 9 de agosto de 2026

Oito décadas depois

 


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As novas gerações terão dificuldade em entender o que se deu há exatos oitenta e um anos.

O clarão que desceu do firmamento e consumiu uma cidade inteira. A rotina de um dia comum, consumida num instante, onde o calor abrasador, produzido pela reação do plutônio, fez criar uma energia devastadora, ceifando milhares de vidas.

Crianças, jovens sonhadores, mulheres operárias, estudantes, idosos pacientes, todos numa mesma clara manhã, aguardando um dia como outro qualquer, mas o artefato nuclear iria mudar os rumos da história.

Hiroxima no dia seis de agosto, Nagasaki no dia nove.

Oito décadas depois...

O turbilhão de conflitos que ninguém vê. As almas em superlativas amarguras, a incerteza do amanhã e as contínuas notícias de guerras que podem arrastar as civilizações a novo caos global.

E nas grandes urbes, sonhos ligeiros, em alguns virando pesadelos. Uma geração buscando, em desespero, fuga das tensões que parecem oprimir sem ofertar trégua. Ansiedade galopante. Depressões devastadoras, religiosos sem rumo e sem alternativa para a massa de ovelhas em aflição.

Templos cheios, almas vazias.

Fartura de recursos em mãos equivocadas. Carência material esmagando milhões.

Lares enormes no tamanho e moradores pigmeus no entendimento, fragilizados em relacionamentos superficiais.

Feiras literárias agitadas, onde muitos buscam livros que contenham receitas fáceis de aquisição da felicidade, como na feitura de um bolo ligeiro.

Dramas nas escolas.

Artérias entupidas nos corpos e nas cidades. Hospitais lotados, chuva ácida e barulho por toda parte.

Onde o planeta verde, as paisagens de refrigério, um oásis que permita o cultivo da alegria e da paz?

Quem estará saudável nesses dias de inquietações crescentes e instabilidade emocional ciclópica?

A infância queimando etapas, adolescentes precocemente adultizados, moços esgotados e a madureza em tensão incessante, qual corda puxada ao extremo. Logo em seguida, a velhice vestida de desencanto e solidão.

Onde está a saída desse turbilhão?

Ó, vós que caminhais no mundo qual veículo sem freios, em descida descontrolada pela ladeira das múltiplas agonias, buscai um lugar à parte para silenciar a mente em erupção.

Escutai a melodia do vento nas folhas da velha árvore da sabedoria. Contemplai essa miríade de astros que cintilam em tua madrugada, quase que inteiramente ignorados.

Dilatai vossos ouvidos na direção da ave que gorjeia feliz nas palhas do coqueiro. Situa teus olhos na página à frente e medita nestes salmos de luz e otimismo. Articula uma oração em teu santuário íntimo e deixa-te arrebatar pela emoção que somente a prece possui.

Agradece sem exigência. Pede sem imposição. Louva sem pieguismo.

E quando teu mundo íntimo asserenar em meio ao desgoverno emocional que grassa, qual fúria de búfalos em correria violenta, sai de ti mesmo e busca ajudar alguém que perdeu o rumo e a direção.

Fala, consolando.

Escuta com interesse.

Orienta, com segurança.

Convence-te que estamos todos na mesma barca terrestre, sob tormenta geral da grande transição, onde Jesus conduz o rebanho de ovelhas aflitas para campos verdejantes, onde a segurança de um será o penhor da segurança coletiva, antecipando a Terra feliz dos dias que estão por chegar.

Até lá, paciência e confiança no Senhor.


O peregrino (Espírito)

Queimadas/Ba., 09.08.2026

81 anos do clarão em Nagasaki


Médium: Marcel Mariano




Feliz dia dos pais

 


Meu pai Mário Bamberg (In Memorium).


*Bom dia!*


♡ Pai, sei que muitas vezes você abriu mão dos seus sonhos para realizar os meus. Agradeço por cada sacrifício, cada esforço e por todo o amor que você me deu. Feliz Dia dos Pais!


♡ Pai, você é meu herói, meu exemplo de força e amor. Sou grato por tudo que você fez e continua fazendo por mim. Feliz Dia dos Pais! Te amo muito!


 *Aos papais que foram morar no céu:*


♡ Pai, mesmo que você não esteja mais aqui fisicamente, seu amor e seus ensinamentos permanecem vivos em meu coração. Sinto sua falta todos os dias e celebro a memória do pai maravilhoso que você foi. 


*Feliz dia dos pais*