segunda-feira, 18 de maio de 2026

Sede de respostas.

 


Imagem ilustrativa


À semelhança de um beduíno sedento, recém saído de um deserto, a criatura humana tem sede de respostas às inquietações que a atormenta.

Mesmo na condição de argonauta do saber, já tendo perlustrado os imensos rios do conhecimento exterior, não se viu ainda satisfeito com as elucidações postas pelas cátedras diversas. Manejou a filosofia e multiplicou interrogações sobre a vida e a morte, o começo e o fim da vida, as angústias e dores do caminho, permanecendo perdido nas muitas vertentes das elucubrações de natureza filosófica.

Ergueu no mundo incontáveis academias e liceus, onde submeteu a matéria bruta ao exame da geologia e da física, da química e da biologia, colhendo admiráveis conhecimentos acerca de sua mutação em diversos reinos. Ainda assim, o senhor de enciclopédias e compêndios, retortas e microscópios de tunelamento permaneceu inquieto com o próprio destino, faminto de soluções para seus dramas existenciais.

Mergulhou nos vastíssimos continentes da religião e das crenças, tentando definir o indefinível, limitar o ilimitado e conceber a mente divina numa equação matemática, sem lograr êxito, ora refém por escolha de milhares de cultos e manifestações religiosas, que o aturdem intimamente, sem oferta da paz tão sonhada.

Senhor do fogo e da escrita, da pólvora e da agricultura, domesticou animais e domou feras selvagens, mas se percebeu impotente para domesticar caprichos e paixões, desejos e ânsias de dominação externa, se fazendo vassalo da própria brutalidade e das imperfeições morais que o manipulam nos insondáveis caminhos da vida. Desceu aos abismos oceânicos, em busca de vidas marinhas jamais vistas, mas tem receio de submergir nas próprias torpezas, localizando no poço fundo da individualidade imortal quais as razões por que sofre, cultivando o medo do desconhecido. Subiu às culminâncias do espaço profundo, conheceu a lua e desceu no solo de outros planetas, permanecendo sob os grilhões de incontáveis conflitos no terreno dos sentimentos e das emoções em desgoverno.

Decorridos milhares de séculos de conquistas externas admiráveis, aplaude o berço, de onde surge para a epopeia existencial, e deposita flores e lágrimas nas tumbas, imaginando na morte o ceifar das esperanças e o findar da trajetória na escola da vida.

Acumula e perde haveres materiais num piscar de olhos. Sobe e despenca do rol da fama em velocidade surpreendente. Atravessa as quadras da existência corporal sempre na loucura de deter o tempo, tentando preservar a textura orgânica e as forças físicas, como se fosse viver eternamente enjaulado na maquinaria de cartilagens e ossos. Um dia, percebe a fragilidade de tecidos e órgãos, a deficiência gradual dos sentidos e dá-se conta que além da janela palpita um mundo que esqueceu de viver.

O sorriso que sonegou.

O pão que não dividiu na estrada com outros famintos.

O agasalho que sonegou aos desnudos.

A palavra que não pronunciou em forma de consolação aos aflitos e desesperados. O silêncio que não fez nas horas de tumulto e inquietação, pacificando corações incendiários.

Repetiu palavras, alegando que orava, mas manteve o coração divorciado dos lábios e as mãos paralisadas nas obras do bem.

Pranteou o mármore frio dos túmulos e não logrou reativar uma célula sequer do afeto que a máscara mortuária plasmou para a viagem ao país desconhecido.

Deixou-se abater pelo vazio existencial. E sentado na beira do rio de águas revoltas, mergulhou no grande silêncio, de onde percebeu passos suaves.

Era Ele, volvendo às praias das incertezas e das aflições superlativas, trazendo coragem e esperança aos desfalecidos do caminho.

Sorriso franco, gestos suaves, conversa fraterna, sentou-se ao nosso lado e apontou o céu muito azul.

Exaltou a beleza dos lírios do campo, abençoou a migalha ofertada pela boa vontade anônima, animou quem auxilia sem interesse e deixou em nós a nítida impressão que amanhã será outro dia.

Nenhum temor sobre a noite moral que ora se abate sobre o planeta que estertora nas agonias coletivas. Nenhum receio sobre o que haveremos de comer amanhã, já que o Senhor alimenta as aves dos céus todos os dias.

Vem, meu irmão, minha irmã! Levanta-te dessa apatia, lava os olhos nas águas da sublime alegria e retoma teus labores humildes nas fainas de cada manhã, avançando sem medo para esse futuro que Ele veio preparar sem ansiedade alguma.

Ontem, Jesus conosco.

Hoje, Jesus contigo.

Amanhã, Jesus com todos.

Marta (Espírito)

Bocaiúva/MG, 17.05.2026


Médium: Marcel Mariano.



A MULHER NEGRA DE MOISÉS.

 


A MULHER NEGRA DE MOISÉS.


A mulher negra de Moisés não é um detalhe sem importância dentro das Escrituras. Ela aparece num dos momentos mais reveladores da Bíblia, quando Miriã e Arão criticam Moisés “por causa da mulher cuchita com quem havia casado” (Números 12:1). O termo “cuchita” vem de Cuxe, uma região historicamente associada aos povos africanos ao sul do Egipto, localizada na área que hoje corresponde principalmente ao Sudão e à Etiópia.


Nos registos históricos antigos, Cuxe era um poderoso reino africano, conhecido pela sua riqueza, organização militar, cultura e influência sobre o Egipto em determinados períodos da antiguidade. Os cuchitas eram identificados pelos povos do Oriente Médio como africanos de pele negra. Diversos historiadores, arqueólogos e estudiosos bíblicos reconhecem essa ligação histórica e geográfica.


Por isso, afirmar que a mulher de Moisés era negra não é uma invenção moderna nem uma tentativa de adaptação cultural. É um reconhecimento histórico, bíblico e geográfico. O próprio texto faz questão de destacar sua origem porque, naquele contexto, ela era vista como estrangeira e diferente. A reação de Miriã e Arão revela preconceito étnico e racial, algo que infelizmente acompanha a humanidade há séculos.


O mais poderoso nessa narrativa é que Deus não permanece em silêncio diante da discriminação. A crítica contra a mulher cuchita transforma-se num julgamento divino contra aqueles que levantaram preconceito contra ela. Isso mostra que a dignidade humana está acima das barreiras criadas pelos homens.


A importância de afirmar que ela era negra está também na reparação de uma memória apagada ao longo do tempo. Durante séculos, muitas representações religiosas embranqueceram personagens bíblicos e afastaram a África do centro da história espiritual da humanidade. No entanto, a Bíblia está profundamente ligada ao continente africano. O Egipto foi refúgio de povos bíblicos. Cuxe é mencionado diversas vezes nas Escrituras. Povos africanos participaram activamente das narrativas sagradas.


A mulher negra de Moisés torna-se, então, símbolo de presença, resistência e verdade histórica. Ela lembra ao mundo que a negritude nunca esteve fora da história de Deus. Pelo contrário: esteve presente desde o princípio, mesmo quando muitos tentaram esconder essa verdade.


Reconhecer a sua identidade é também devolver voz às mulheres negras que foram silenciadas, invisibilizadas ou reduzidas ao esquecimento. A sua existência bíblica quebra estereótipos e reafirma algo essencial: a grandeza, a espiritualidade e o valor humano nunca dependeram da cor da pele.


Por: Josmar Atalaia ( José Lubango ✍️)

sábado, 16 de maio de 2026

Tudo é super importante . Até você ficar doente.

 


A vida nos ensina, muitas vezes da forma mais dura, que passamos anos correndo atrás de dinheiro, reconhecimento, compromissos e preocupações, enquanto deixamos de lado aquilo que sustenta tudo: nossa saúde. Vivemos como se o corpo fosse infinito, ignorando os sinais de cansaço, o peso emocional, as noites mal dormidas e o silêncio da alma pedindo cuidado. Até que um dia o corpo fala mais alto. E quando ele para, tudo aquilo que parecia urgente perde o valor.


A verdade é que acordar todos os dias com saúde é a maior riqueza que alguém pode possuir. Porque quando existe saúde, existe possibilidade, esperança, movimento e vida. Nenhuma conquista tem sabor quando falta paz, equilíbrio e bem-estar. Cuidar de si não é egoísmo, é responsabilidade com a própria vida. É entender que desacelerar também é necessário, que descansar é sagrado e que ouvir a si mesmo pode salvar não apenas o corpo, mas também a mente e o coração. No fim, percebemos que a maior bênção não está no que temos, mas na simples capacidade de abrir os olhos pela manhã, respirar em paz e viver mais um dia com saúde.

Por Despertar o Divino

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mãe e filha morrem após passarem mal em loja no Centro de Senhor do Bonfim



Foto: Reprodução Blog do Neto Maravilha.


Um caso muito raro e triste comoveu a população de Senhor do Bonfim na tarde desta segunda-feira (11). Maria Helena Costa e Juliana Costa (mãe e filha) morreram após passarem mal dentro de uma loja localizada na Praça Dr. Antonio Gonçalves, no Centro da cidade.

De acordo com informações do Blog Netto Maravilha, a filha, que trabalhava no estabelecimento comercial, teria sofrido um mal súbito enquanto estava na loja. Pessoas que passavam pelo local prestaram os primeiros socorros até a chegada de equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 A mãe da vítima, moradora de Pindobaçu, estava em Senhor do Bonfim para passar o Dia das Mães ao lado da filha. Ao presenciar o estado de saúde da jovem e todo o esforço das equipes de socorro, ela também passou mal.

Duas ambulâncias do Samu e uma viatura do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender a ocorrência e realizaram intensas tentativas de reanimação das duas mulheres. Apesar de todos os esforços, mãe e filha não resistiram e morreram.

O fato causou grande comoção entre familiares, amigos e populares que acompanharam a movimentação em frente ao estabelecimento.

Com informações do Blog do Netto Maravilha


.


domingo, 10 de maio de 2026

JR Coffee - Especial dia das mães

 



Neste domingo especial de Dia das Mães, a JR Coffee estará aberta para receber você e sua família com muito carinho. 🤍


Preparamos um cenário lindo para fotos, pensado com amor para que cada mãe possa registrar esse momento especial e guardar essa lembrança para sempre.


Venha comemorar o Dia das Mães com nosso almoço, e depois aproveite as melhores sobremesas: brownie com sorvete de verdade, nosso famoso suco tropical de laranja com morango, chopp geladinho, tortas especiais e muitas delícias preparadas para esse dia.


JR Coffee é memória, é afeto, é cuidado.O nosso melhor cantinho da cidade para você viver momentos inesquecíveis.



A mulher da idade antiga.

 


Imagem ilustrativa


O martirológio feminino nunca será devidamente compreendido na Terra, enquanto predominar a supremacia do macho alfa. Escrava e serva do homem em incontáveis culturas e civilizações do pretérito, ainda prossegue a mulher em inúmeros lares como simples fazedora de acepipes, geradora de filhos e empregada doméstica.

Desde eras remotas aos tempos presentes, difícil não é localizar páginas e escritos relatando o sofrimento das filhas do calvário.

A mulher da idade antiga, cuja nação era invadida por hordas hostis, impondo sobre os homens o manto da morte e sobre elas a serventia sexual. Filhos reduzidos a hilotas insignificantes, sem o mínimo direito. A mãe negra, arrancada da África e trazida sob correntes pesadas às costas brasileiras para o serviço na senzala e na cozinha da casa grande.

O trabalho na lavoura de cana-de-açúcar, onde muitas se viram mutiladas por facões afiados, buscando no serviço o pão dos filhos na retaguarda.

As que foram obrigadas por parceiros irresponsáveis ao aborto execrando, ceifando ainda na vida uterina o direito à existência.

E ainda nos tempos modernos, persiste em fábricas e pavilhões da indústria têxtil aquelas que as leis trabalhistas esqueceram, por delito de indiferença de patrões insensíveis, escravocratas da modernidade.

Dentro da seara religiosa, o cativeiro não tem sido menor. Desde a época do surgimento do cristianismo na Terra, a mulher teve e ainda tem seus direitos desrespeitados, tratada como se inferior fosse perante a divindade. Só mui recentemente, o corpo eclesiástico de algumas igrejas reformistas aceitou pastoras como condutoras dos rebanhos de crentes.

Em meio a um planeta que estertora em suas estruturas sociais e religiosas, econômicas e políticas, pouco a pouco a legislação vai sendo modificada, conferindo ao ser feminino seus legítimos direitos, conquanto com deveres diferentes.

O sopro da mensagem cristã, particularmente no Ocidente, vem sacudindo bolorentas viciações, arejando o santuário do lar, onde elas já predominam como mantenedoras da família, onde viúvas de maridos vivos e órfãos de pais ainda encarnados buscam a sobrevivência a duras penas.

No entrechoque desse embate entre o feminismo e o machismo ancestral, as heroínas dos tempos novos vão conquistando espaços em conglomerados econômicos, na política de Estado, na magistratura e na medicina, para citar alguns campos, em imperiosa revisão dos papéis que cabem a cada um na regência da família e da sociedade, em acelerada transformação.

Imperioso que homens e mulheres, que são espíritos em experiências evolutivas na argamassa corporal, possam se auxiliar, sem supremacia de um sobre o outro, a fim de que o pêndulo social não se desarticule, arrastando bilhões de seres para novas guerras de arrasamento recíproco. Estruge o conflito armado em campos diversos do cenário internacional, tanto quanto na intimidade das quatro paredes do lar, em soçobro de admiráveis conquistas da família, que ora periclita, adoecida pelas enfermidades de seus membros constituintes.

Que se busque nas fontes sacrossantas do Evangelho a inspiração para a pacificação social, a instalação do primado do Espírito, vencendo o cérbero do materialismo, que ora devora sem pudor as frágeis esperanças desses dias sombrios.

Varões, atentai aos vossos deveres de guardiões da família, sustentando a ética e sobriedade no ambiente familiar. Às varoas, não tão somente a maternidade e sua beleza indescritível, mas a parceria com o companheiro de pelejas e embates existenciais, evitando os vícios e as torpezas que assinalam esses séculos de impiedade e luxúria.

O Cristo de Deus permanecerá sempre como modelo e guia, apontando a homens e mulheres o rumo da felicidade sem jaça e a imortalidade sem véus  teológicos.

Só o amor legítimo haverá de redimir o mundo.

Marta e Leon Denis. (Espíritos)

Salvador, 10.05.2026


sábado, 9 de maio de 2026

Dia das Mães

 



• Na foto: Meus pais  Mário Bamberg e Aurelina ( Lelé) com minhas filhas, Laura e Luiza


"A prece de uma mãe, abre as portas do céu".


• Na foto: Daniela e meu caçula Gustavo Bamberg.


Feliz dia das mães, hoje celebramos  a grandeza do amor mais puro,forte e verdadeiro que existe::amor de mãe. que este dia seja repleto de carinho, reconhecimento saúde,paz e muitas bênçãos.ser mãe é ser colo,força, proteção e luz, mesmo nos momentos mais difíceis. 

Que cada mãe receba hoje todo amor que dedica diariamente a tua família e á vida. 

Parabéns pelo teu dia.

Que Deus abençoe grandemente todas as mães,hoje e sempre.