terça-feira, 17 de março de 2026

A Rede de Esgoto

 

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● Como cidadão bonfinense venho aqui expressar minha opinião jornalística, em relação a esse serviço de esgoto de nossa Cidade.

● Vale aqui ressaltar, que quando as ruas são asfaltadas pois não se pode perder as verbas, a Embasa inventa de esburacar de novo o asfalto , para  ampliar rede. Por que não fez isso antes? Qual o critério utilizado? não há planejamento? Onde está o plano de expansão da cidade? o plano Plurianual de investimento? Será que nesses planos o asfalto vem antes e o esgoto vem depois?.

● A gente fica alegre e contente de ver as ruas asfaltadas , nunca imaginei que as ruas da Periferia, subindo alto da Maravilha, cemitério , fossem asfaltadas, Alto da Rainha, e agora vem a rede de esgoto que eu não sei a quem pertence, e esburaca as ruas depois, causando transtornos, passa um mês e tal , muitas vezes o serviço não é tão bem feito, o serviço não sai tão certinho ,um asfalto ou emenda?

● Está havendo um desencontro aí, pois o que deveria ser perfeito, está causando transtornos.

● Estive observando o trabalho da Empreiteira e não deixei de notar, que a tubulação da rede é de tubos de 150 mm pouco mais do que nós usamos na residência. Fica a pergunta : Será que esses tubos finos de 150 mm suportam a demanda das residências ? ou já foram feitos para dar manutenção? Sim porque  Se ainda fossem quatro cinco tubos rateados entre as casas, mas um só?

● Não estou aqui querendo criticar o trabalho da Empreiteira que por sinal está sendo bem feito , mas na opinião de um leigo na engenharia , creio que quanto mais larga a bitola do cano , menos sujeito manutenção , entupimentos.

● Fiquei sabendo algum tempo atrás , que essa rede de esgoto vai a lagoa do leite sobe em plataforma e é lançado para a Passagem Velha, onde há um tratamento, em que é retirado os resíduos sólidos, entenda, que por sinal está sendo disputado com fazendeiros , para adubo,  é tratado e retorna para o nosso abastecimento...Não quero crer que estejamos bebendo água de retorno, será que isso é bem tratado mesmo? Fica a dúvida ...meu Deus.


Texto de : Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador



domingo, 15 de março de 2026

Não, a vida na Terra não é para amadores!

 

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A criatura humana está situada na escola do mundo para um incessante aprendizado. Em cada etapa palingenésica, entesoura valores que o habilitam a mais dilatado entendimento sobre a vida.

Vai percebendo que a dor instrui, quando lhe aceitamos sem revolta a presença incômoda. Acolhe a escassez como terapia para libertação do supérfluo. Sofre a descaridosa opinião de muitos, matriculando o próprio entendimento no liceu da humildade.

Perde afetos na caminhada, derramando lágrimas de saudade e solidão, mas tempera o vácuo da ausência na conquista de novos amigos e na prestação de serviço ao próximo ainda desconhecido.

Assiste a ruína de diversos projetos elaborados, compreendendo que nem tudo que sonhou pode fazer-se realidade no cenário da vida.

Quando mais deseja falar, extravasando os próprios sentimentos feridos, mais a algazarra em torno o impele a silêncio providencial, evitando comprometer-se com frases precipitadas. E quando sonhava com o descanso merecido, pessoas tumultuadas e insensatas surgem do nada, forçando o ser a redobrada vigilância para não se encarcerar na loucura alheia.

Não, a vida na Terra não é para amadores!

Testes desabam diariamente, privações e provações testam a fidelidade ao ideal abraçado, ocorrências contrárias desafiam a têmpera do indivíduo nas trilhas do viver e cada vez são mais raros os momentos de silêncio e calmaria, numa sociedade agitada e ansiosa.

Reunindo os seguidores fiéis e apóstolos em tempos remotos, Jesus a ninguém garantiu estradas fáceis, portas largas e facilidades em excesso. Muito pelo contrário, profetizou tempos difíceis, amargas provações e incessante campo íntimo de testemunhos.

Exercício da solidariedade no paul da indiferença. Manter a fé acesa em meio ao granizo da revolta. Sorrir, mesmo de olhos congestos pelo pranto salgado das decepções. Auxiliar o ingrato, levantar o revoltado e cuidar do arrogante como quem educa um filho insensível.

Onde muitos desistiram, porfiar na semeadura improvável.

Onde tantos jogaram a toalha, perseverar, otimista, antevendo um futuro de bênçãos distante.

Mesmo desprovido de ferramentas típicas do mundo, como dinheiro, saúde plena, fama e destaque social, manejar a própria insignificância na solução possível e contribuir para diminuir a angústia de muitos.

O bem feito sem qualquer cobrança é portador de uma sensação impossível de ser descrita. Acalma a ansiedade, tranquiliza o coração e dilui preocupações.

Ninguém impossibilitado de ofertar os próprios tesouros íntimos.

Sê gentil com quem te peça um favor ou uma informação na via pública. Uma carona no veículo vazio. Um lanche ao morador de rua, que fita o sanduíche na agonia do estômago vazio.

O velhinho que teme atravessar a rua, até perceber a segurança de tuas mãos na condução de um lado para o outro. O invidente, que tateia a calçada na incerteza da própria marcha, até o instante em que ouve tua voz, apontando o caminho seguro.

Todos os dias tens vinte e quatro horas de  sublime oportunidade de fazer o bem. Basta que aproveites a ocasião de exercitar o simples dever de auxiliar alguém em pior situação que a tua.

Ele não pediu heroísmo ou sacrifícios extremos. Solicitou que tivéssemos misericórdia, pois que se hoje andamos com os próprios pés, amanhã é possível que precisemos do auxílio alheio para nos deslocarmos nas trilhas do mundo.

Vive de tal modo que não lamentes o tempo perdido ou a oportunidade desperdiçada, e o melhor momento nunca será ontem, que passou, nem amanhã que ainda virá.

O melhor tempo será sempre hoje, aqui e agora, onde tua ação cuidadosa patrocine alegria, otimismo e esperança em derredor de teus passos.

Pode a miopia do mundo não enxergar teus esforços, ignorar tua ação e ridicularizar teus ideais. Persevera, mesmo assim.

Em algum lugar muito alto, além do arco-íris, uma legião de corações redimidos te acompanha os passos terrestres, te amparando e te sustentando até a vitória final, que será sempre o triunfo sobre tuas imperfeições.

O Cristo te conhece e isso é suficiente.

Marta (Espírito)


Itapetinga/Ba., 15.03.2026


Médium:Marcel Mariano




sexta-feira, 13 de março de 2026

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia.

 

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Em silente contemplação, o peregrino da fé e da esperança anota na própria alma as ocorrências do caminho...

As grandes civilizações do pretérito, hoje reduzidas a escombros e museu de pedras silenciosas. O antigo Egito e suas magníficas pirâmides. A Grécia, suas lendas e cidades guerreiras. Roma, seus aquedutos famosos, a loba capitolina e suas legiões invencíveis.

A Fenícia e seus portos abarrotados de marinheiros, ávidos por aventuras e riquezas de moedas.

A Babilônia e seus jardins suspensos. Israel e sua trajetória em busca do messias libertador. As grandiosas culturas do Oriente. A China e seus filósofos, a Índia e seus gurus impressionantes, o Japão e seus samurais valentes.

Tudo agora cabe num livro de história ou numa nuvem virtual. Apogeu e decadência, brilho e crepúsculo, glórias e ostracismo.

Passaram pelos fastos da história, deixando um rastro de luz ou poeira na estrada percorrida.

E quando os olhos atilados contemplam o século das luzes e da tecnologia, maior o espanto com o que sai dos laboratórios e dos hangares.

Submarinos nucleares, gigantescos gafanhotos alados, transportando centenas de passageiros pelo ar. Navios e cruzeiros luxuosos, onde cinco mil pessoas se divertem em salões coloridos ou mesas de pôquer, sedentos por distração e espairecimento.

Automóveis sem motoristas, guiados por satélite, inteligência artificial e máquinas operando tecidos fragilizados, sem qualquer erro na sutura das cartilagens humanas.

Bólides espaciais, rasgando a escuridão e o frio do espaço, fotografando outros mundos em busca de vida além da atmosfera terrestre.

Comunicações sofisticadas e instantâneas num aparelho móvel, ao alcance de quase todas as mãos. Previsão do tempo por satélites meteorológicos, antecipando os aguaceiros e prevenindo tragédias naturais.

E do campo, a cada ano, safras fabulosas, abarrotando silos e armazéns, portos e ferrovias de grãos em viagem para outros continentes.

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia. Emoções fortes, sob regência da adrenalina, em esportes radicais, e bem do lado, incontáveis indivíduos, alijados da cidadania e de direitos fundamentais da condição humana.

Já não choram. Secaram as lágrimas no olhar perdido. Aguardam o fim do dia como quem espera a libertação de pesados grilhões. Por dentro, jazem vazios de ideal e coragem.

Deambulam ruas e praças, sem saber de onde vem e para onde estão a seguir.

E em toda parte ouvem-se cânticos religiosos, homilias, leituras sacras e receitas prontas de felicidade ligeira.

Quatro itens para a conquista do corpo perfeito. Dez conselhos para a paz definitiva.

E a todo momento a contemplação de corpos assinalados pela perfeição estética ou atrofiados pelo mau uso de seus transitórios inquilinos.

Quanta alegria no berçário e quantas lamentações no sepulcro?

Pairando acima dessas cogitações históricas e filosóficas, religiosas e teológicas, brilha a mensagem atemporal de Jesus Cristo, a rocha dos milênios.

Continua Ele percorrendo praias desertas, planícies escaldantes e vales imundos, recolhendo a escória que o tempo de ostentação deseja esquecer.

Desvalidos são por Ele reabilitados. Os tristes são consolados. Os enfermos, medicados pelo elixir da esperança.

Não aponta triunfos mundanos, nem.sugere fuga do mundo. Aconselha confiança em Deus, determinação nas metas existenciais e paciência no acolhimento do fruto.

Sei, sabemos nós que tens enfrentado adversidades que pareceram insuperáveis, problemas quase que insolúveis, crises que deixaram marcas fortes e tempos de escassez, mas chegaste até aqui.

Busca a oração no transe difícil. Medita quando te sobrar tempo. E observa o pássaro que não acumula alimentos, o lírio que não fia a própria beleza e o raio de sol, que não pede licença para vazar por entre duas telhas quebradas, dissipando a escuridão.

Prossegue, filho da luz e herdeiro de Deus!

Não te importe vencer o mundo. Vence tuas imperfeições, domina teus instintos e domestica tua violência íntima. Serás, entre tantos triunfadores passageiros, o maior vencedor, aplainando tua estrada evolutiva das tristezas do mundo para as culminâncias do reino dos céus.

Marta  (Espírito)

Salvador, 13.03.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 8 de março de 2026

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis.

 

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Em quase todas as culturas terrestres, se construíram prisões para deter malfeitores e facínoras. A Mesopotâmia, Pérsia e Fenícia, além da Grécia, as possuíam, destinando àqueles que desrespeitaram as leis vigentes.

Sócrates, antes de sorver a amarga cicuta, esteve refém dos heliastas, implacáveis juízes, incomodados com suas lições pulcras e sua retidão de caráter.

Roma, a seu tempo, as ergueu em grande número, executando pela decapitação ou crucificação muitos dos encarcerados, que nunca tiveram acesso a um julgamento justo.

A Idade Média construiu incontáveis calabouços para silenciar os que profligavam contra os ditames da madre igreja romana, então expoente de uma verdade absoluta. Galileu, Savonarola, Giordano Bruno e Joana d'Arc ocuparam infectos cárceres, antes da imolação que os projetou na história universal.

E em tempos do direito moderno, a segregação judicial ainda se constitui na maneira mais simples de excluir um pária da sociedade. Atualmente, milhões de indesejados estão, em quase todas as nações da Terra, sob grades pesadas, assistindo o sol nascer quadrado.

Sentenciados ou não, estão temporariamente excluídos do convívio comunitário, onde delinquiram, a caminho de curtas ou longas penas de segregação.

Sob a ótica da mensagem cristã e amparo da moderna psicologia, existem outras masmorras execráveis, a acorrentar quase todos a prisões não visíveis.

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis. Os cativos de substâncias psicoativas. Os algemados a paixões enlouquecedoras. Os mendigos de luz. Os detidos pela mesquinhez de caráter e os incapacitados de sair dos grilhões da própria usura.

Em plena era das conquistas náuticas e espaciais, onde para o cérebro parece não haver fronteiras ou limites, contemplamos a marcha dos zumbis humanos, arrastando pesadas correntes de amargura e solidão, medo e angústias indescritíveis.

Inegável constatar que  constituímos uma sociedade doente, urgentemente necessitada de internação na enfermaria da alma, reclamando terapia de socorro às províncias do espírito em combustão emocional.

Não obstante os espaços infinitos em torno, o deambulante da matéria fez livre escolha de seus carcereiros íntimos, que o chicoteiam sem piedade, exigindo satisfação de desejos materiais sem limites.

Para todos nós, veio Jesus, o grande libertador.

Pairando Suas mãos luminosas, a alguns libertou de pesadas algemas das constrições físicas, devolvendo saúde parcial, mas convidando o curado para que não reincidisse na prática do mal, agravando a própria situação.

Ensinou a terapia libertadora, alicerçada no amor ao próximo e a si mesmo, sem narcisismo.

A prática da caridade incondicional.

O exercício do perdão.

O silêncio diante da ocorrência malsã.

A ministração da bondade onde a perversidade ou a indiferença estendeu tentáculos.

Em plena data  evocativa do dia internacional da mulher, que vem sendo feita, em muitas culturas, simples serva dos caprichos do macho alfa, recorda Maria, a rosa mística de Nazaré, que aceitou acolher no ventre o governador espiritual do planeta, rompendo grilhões e alforriando cativos de senzalas emocionais, conclamando todos para a prática do amor sem jaça e a renúncia ao egoísmo primitivo.

Em honra desse anjo estelar, Maria de Nazaré, dedicamos a nossa humilde oblata de hoje!

~ Senhor, faça-se em nós segundo tua vontade e não os nossos caprichos!

Marta (Espírito)

Salvador, 08.03.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 1 de março de 2026

O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente.

 


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O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente. Não nos referimos aqui tão somente ao movimento de placas tectônicas ou eclosão de vulcões, maremotos ou catástrofes climáticas, mas igualmente ao suceder contínuo de mudanças na organização social, fruto da dinâmica da própria sociedade, a buscar conforto, moradia e trabalho.

Desde eras remotíssimas, temos produzido volumosa bagagem de conhecimento científico, cogitações filosóficas e reflexões dogmáticas no terreno delicado da fé, erguendo templos e santuários para cultivo do ato de conceber Deus e sua onipotência. Nossas bibliotecas físicas jazem abarrotadas de livros e pergaminhos antigos, atestando nossas buscas sôfregas pelo entendimento da vida, eliminação do sofrimento e preenchimento do vazio existencial.

Patrocinamos esportes, olimpíadas e jogos mundiais, onde as nações possam cultivar laços fraternos, e periodicamente a goela sedenta da guerra surge qual dragão vomitando fogo, a calcinar o terreno onde pousamos os pés.

O caos parece violentar a harmonia, o conflito estende tentáculos de sangue e fratricídio se generaliza, produzindo luto e dor.

Onde localizar pontos de conexão entre a civilização e a barbárie? Como compreender milhares de séculos de ética e religiosidade, esfaceladas ao troar de canhões e mísseis, obuses e metralhas, drones e aviões militares de última geração?

Ao lado do riso das fugidias alegrias, posta-se o pranto das incessantes carnificinas patrocinadas pela incúria e avareza. Admiráveis construções do pensamento, reduzidas a pó num instante de insânia e loucura.

Incontestável reconhecer que se o cérebro se agigantou, devassando segredos da natureza antes insolúveis, o coração padece de hipertrofia, ainda sobrenadando os instintos e sob regência das paixões em descontrole.

Vidas são exterminadas por coisa nenhuma.

Imperioso o resgate da ética, a vivência da fraternidade legítima e o exercício da capacidade de escuta do outro. Diminuir a robotização desordenada, buscando estreitar laços de afeto, que não podem ser construídos por chips e bem elaborados vídeos da inteligência artificial.

Perceber-se como um espírito em evolução, necessitado da parceria para construção de uma convivência pacífica e saudável. Não abrir mão de princípios nobres, mas aceitar que o outro não adquiriu todo o discernimento que lhe é possível.

E quando os modelos e manequins humanos tombem na própria falácia, caiam nas valas escorregadias da hipocrisia e sigam por equivocados caminhos, buscando o fingido aplauso do mundo, que o cristão decidido não perca seu norte moral e sua bússola existencial.

A figura de Jesus se avulta cada vez mais entre os escombros de uma sociedade decadente, sinalizando o fim de um ciclo evolutivo e começo lento de uma nova era.

O sacrifício de alguns será ganho para milhões. A abnegação de poucos redundará em fartura para incontáveis e o cansaço do servo fiel descansará outros ombros fatigados.

Se ouviste a voz d'Ele no recesso de tua alma, certamente foste escolhido para a difícil semeadura nestes tempos de incerteza e crença cega.

Ombrearás com os violentos e presunçosos, silenciando teus desejos e alimentando a esperança desnutrida.

Cultivarás em solo onde outros desistiram. Se faltar ferramentas, tuas mãos cavarão a gleba difícil, na ensementação promissora.

Mais tarde, bem mais tarde, elas florescerão e frutificarão, eliminando do mundo a fome de paz e confiança.

Onde, como e com quem estiveres, oferta notícias desse tempo novo. Sê tu a carta viva do próprio Evangelho.

Onde tombares, Deus te levantará e o Cristo pensará tuas feridas.

Marta (Espírito)

Cruz das Almas/Ba, 01.03.2026


Médium: Marcel Mariano




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM DURANTE A TRANSIÇÃO

 

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DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM  DURANTE A TRANSIÇÃO


A Terra já iniciou o processo de separar frequências. Por isso, quando alguém desencarna hoje, sua destinação no plano astral (e posterior encarnação) está cada vez mais condicionada ao “nível vibracional” que atingiu.


Em linhas gerais:


 a) Almas mais adiantadas espiritualmente

 • Podem ir para colônias astrais elevadas (como as descritas em obras mediúnicas).

 • Preparam-se para reencarnar já no planeta regenerado ou em planetas ainda mais evoluídos.

 • Algumas ficam em missão nos planos sutis, auxiliando na Transição.


  b) Almas medianas (em aprendizado mas não más)

 • Seguem para colônias de reeducação e cura.

 • Passam por revisão de vida e planejamento.

 • Reencarnarão no mundo regenerado se estiverem aptas, ou em outros mundos de provas e expiações ainda compatíveis.


  c) Almas fortemente ligadas a vibrações densas (ódio, egoísmo extremo, crueldade)

 • Não conseguem mais ressonar com a Terra em elevação.

 • São recolhidas para zonas astrais densas temporariamente.

 • Posteriormente, muitas serão “exiladas” — ou seja, encaminhadas a planetas ainda em estágio primitivo ou de expiação mais intensa, onde continuarão evoluindo.


É o famoso “exílio planetário” descrito por Kardec, Emmanuel e outros, que não é punição eterna, mas uma pedagogia cósmica.


  d) Almas que pediram dispensa ou têm contratos especiais

 • Alguns Espíritos mais velhos ou cansados pedem dispensa do ciclo terreno.

 • Podem ser recebidos em esferas sutis ou migrar para outras escolas evolutivas sem passar pelo caos do ajuste.


  Em suma:


O desencarne hoje já está sendo um “filtro”. O plano espiritual está classificando, amparando, redirecionando cada um conforme seu aprendizado e vibração.


 DESTINO DAS ALMAS DEPOIS DA TRANSIÇÃO COMPLETA


Após a consolidação do mundo regenerado, a Terra será um orbe com outras regras vibratórias.


  Quem vibra em amor, fraternidade, ética e luz reencarnará aqui para continuar construindo a nova humanidade.

  Quem não consegue alinhar-se será encaminhado (antes ou depois de desencarnar) para mundos que ainda precisem de provas e expiações.

  Os Espíritos que evoluíram muito poderão escolher servir aqui como mentores encarnados ou seguir para planos ainda mais elevados.


Resumo simples e direto:


  A Terra se tornará “inabitável” espiritualmente para quem não ressoa com amor e regeneração.

  Quem desencarna agora já passa por um “vestibular” vibracional que define onde irá prosseguir.

  Nada é castigo — tudo é oportunidade de aprendizado adaptada ao nível do Espírito.


   Mensagem do Comando para você hoje


“Digam a eles que não temam a morte, pois ela não é o fim, mas um transporte. Aqueles que amam, que servem, que se arrependem sinceramente, jamais serão abandonados. Toda alma encontra o solo fértil para crescer.”**


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Que pensamentos emitimos diariamente?

 


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A casa universal dos homens e das mulheres já atravessou e ainda atravessará incontáveis eras geológicas e climáticas, migrando para seu desiderato evolutivo no concerto dos astros.

Gelo e calor, chuvas torrenciais e verões tórridos, movimentações tectônicas e calmaria hão assinalado seus milhões de anos de existência como abrigo inicial de trilobitas e protozoários, amebas e seres unicelulares, até que as ferramentas da evolução imprimissem no orbe novas expressões de vida, favorecendo o surgimento dos grandes sáurios.

Sua posterior extinção, causada por atritos constantes com meteoros, impôs no seio das águas abissais e nas partes secas o surgimento gradual de uma vida melhor adaptada ao novo clima.

Somente de dez milhões de anos para cá, as primeiras formas antropóides e simiescas passaram a dividir o solo, as árvores e cavernas com os grandes felinos.

Atualmente, arqueólogos e cientistas estão a arrancar do seio de escavações vestígios desses períodos primitivos, de elaboração das formas em mutação constante.

A cada ciclo de cem mil anos, incontáveis espécies desaparecem e outras surgem, melhor adaptadas ao meio e contando com mais avançados recursos neurais.

É o mecanismo lento, gradual e impossível de ser detido da mãe natureza, facultando que tudo cresça e se renove no concerto da vida universal.

Neste cenário planetário, a espécie humana aqui está há pouco tempo, mas nesse curto espaço de milhões de anos já alterou profundamente a paisagem que o cerca. Dreno de regiões insalubres, fertilização de áreas desérticas, ocupação de espaços pantanosos para habitação ou agricultura, tudo isso impactando o meio ambiente.

Os tempos presentes, por linguagem não verbal, dão conta dessa investida. É notório perceber o aquecimento global, invernos rigorosos e escassez de chuva em algumas áreas, enquanto outras sofrem dilúvios impiedosos. A camada de ozônio em paulatina destruição pela excessiva queima de combustíveis fósseis. A escassez de água potável em inúmeros lugares.

Mas, ao lado dessa interferência humana, calculada pela astúcia e ganância em grande parte, há no planeta uma diferente atmosfera psíquica.

Enquanto o egoísmo ditar as regras da convivência, enquanto o clima de canibalismo social prevalecer e o pesadelo da posse vigir nas almas primitivas, a convivência entre os seres humanos sofrerá incontáveis consequências. Enfermidades e pandemias periódicas varrerão o orbe, espalhando luto e morte. A egrégora psíquica refletirá a selvageria dos costumes, impondo duros reveses aos fâmulos da discórdia e da agressividade. A paz será uma utopia ligeira, forjada em cima de tréguas frágeis e a harmonia religiosa entre tão diferentes pensares de credos e crenças ensejará lutas fratricidas por todo o planeta.

Não por outro motivo o próprio governador da Terra desceu à convivência pessoal com os irmãos perante a divina progenitura. Jesus veio nos socorrer da indigência moral e da miséria intelectual.

Ensinou falando e fazendo. Uniu verbo e ação numa mesma conjugação de conduta diária. A ninguém constrangeu a segui-Lo, advertindo que cada um seria e será sempre o responsável pelos próprios atos, diante da própria consciência.

Incompreendido entre os seus coevos, foi preso, sentenciado e condenado sem culpa. Pediu perdão a Deus por nossa falha coletiva e prossegue, dos cimos da vida feliz, inspirando as coletividades no rumo do incessante aperfeiçoamento intelecto moral.

Que fizemos e estamos a fazer desse tesouro abundante?

Onde o reflexo plausível de nossa melhoria no trato com o meio e nas relações interpessoais?

Que pensamentos emitimos diariamente?

Qual o teor de nossas vibrações quando estamos a sós?

São interrogações tão antigas quanto os dinossauros, tão filosóficas como se ainda estivéssemos com Sócrates pelas ruas de Atenas e tão desafiadores quanto o teorema de Pitágoras, mas o alto não exige, nem pede muito.

Sugere apenas que cada um nunca encerre o dia sem a prática de um gesto de bondade, a oferta de um sorriso e o cultivo de uma flor.

A parte mais difícil Ele já fez e prossegue fazendo por nós.

Marta (Espírito)

Juazeiro, 15.02.2026


Médium: Marcel Mariano