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A casa universal dos homens e das mulheres já atravessou e ainda atravessará incontáveis eras geológicas e climáticas, migrando para seu desiderato evolutivo no concerto dos astros.
Gelo e calor, chuvas torrenciais e verões tórridos, movimentações tectônicas e calmaria hão assinalado seus milhões de anos de existência como abrigo inicial de trilobitas e protozoários, amebas e seres unicelulares, até que as ferramentas da evolução imprimissem no orbe novas expressões de vida, favorecendo o surgimento dos grandes sáurios.
Sua posterior extinção, causada por atritos constantes com meteoros, impôs no seio das águas abissais e nas partes secas o surgimento gradual de uma vida melhor adaptada ao novo clima.
Somente de dez milhões de anos para cá, as primeiras formas antropóides e simiescas passaram a dividir o solo, as árvores e cavernas com os grandes felinos.
Atualmente, arqueólogos e cientistas estão a arrancar do seio de escavações vestígios desses períodos primitivos, de elaboração das formas em mutação constante.
A cada ciclo de cem mil anos, incontáveis espécies desaparecem e outras surgem, melhor adaptadas ao meio e contando com mais avançados recursos neurais.
É o mecanismo lento, gradual e impossível de ser detido da mãe natureza, facultando que tudo cresça e se renove no concerto da vida universal.
Neste cenário planetário, a espécie humana aqui está há pouco tempo, mas nesse curto espaço de milhões de anos já alterou profundamente a paisagem que o cerca. Dreno de regiões insalubres, fertilização de áreas desérticas, ocupação de espaços pantanosos para habitação ou agricultura, tudo isso impactando o meio ambiente.
Os tempos presentes, por linguagem não verbal, dão conta dessa investida. É notório perceber o aquecimento global, invernos rigorosos e escassez de chuva em algumas áreas, enquanto outras sofrem dilúvios impiedosos. A camada de ozônio em paulatina destruição pela excessiva queima de combustíveis fósseis. A escassez de água potável em inúmeros lugares.
Mas, ao lado dessa interferência humana, calculada pela astúcia e ganância em grande parte, há no planeta uma diferente atmosfera psíquica.
Enquanto o egoísmo ditar as regras da convivência, enquanto o clima de canibalismo social prevalecer e o pesadelo da posse vigir nas almas primitivas, a convivência entre os seres humanos sofrerá incontáveis consequências. Enfermidades e pandemias periódicas varrerão o orbe, espalhando luto e morte. A egrégora psíquica refletirá a selvageria dos costumes, impondo duros reveses aos fâmulos da discórdia e da agressividade. A paz será uma utopia ligeira, forjada em cima de tréguas frágeis e a harmonia religiosa entre tão diferentes pensares de credos e crenças ensejará lutas fratricidas por todo o planeta.
Não por outro motivo o próprio governador da Terra desceu à convivência pessoal com os irmãos perante a divina progenitura. Jesus veio nos socorrer da indigência moral e da miséria intelectual.
Ensinou falando e fazendo. Uniu verbo e ação numa mesma conjugação de conduta diária. A ninguém constrangeu a segui-Lo, advertindo que cada um seria e será sempre o responsável pelos próprios atos, diante da própria consciência.
Incompreendido entre os seus coevos, foi preso, sentenciado e condenado sem culpa. Pediu perdão a Deus por nossa falha coletiva e prossegue, dos cimos da vida feliz, inspirando as coletividades no rumo do incessante aperfeiçoamento intelecto moral.
Que fizemos e estamos a fazer desse tesouro abundante?
Onde o reflexo plausível de nossa melhoria no trato com o meio e nas relações interpessoais?
Que pensamentos emitimos diariamente?
Qual o teor de nossas vibrações quando estamos a sós?
São interrogações tão antigas quanto os dinossauros, tão filosóficas como se ainda estivéssemos com Sócrates pelas ruas de Atenas e tão desafiadores quanto o teorema de Pitágoras, mas o alto não exige, nem pede muito.
Sugere apenas que cada um nunca encerre o dia sem a prática de um gesto de bondade, a oferta de um sorriso e o cultivo de uma flor.
A parte mais difícil Ele já fez e prossegue fazendo por nós.
Marta (Espírito)
Juazeiro, 15.02.2026
Médium: Marcel Mariano


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