segunda-feira, 20 de abril de 2026

Lançamento ao vivo do São João 2026



● Hoje, dia 20 , (Segunda), na Praça Nova do Congresso , Senhor do Bonfim - Bahia, às 19 horas , acontecerá o lançamento do São João 2026 . Na oportunidade será revelado o nome das atrações oficiais do período. Pela Prefeitura.

● O Lançamento contará com o cantor Devinho Novaes.

●A Jr produtora, fará a cobertura ao vivo.


Não perca.

domingo, 19 de abril de 2026

Ela não sabia a engenharia que sua própria alma estava executando

 


Imagem ilustrativa


Dona Esther vestia sempre o branco mais alvejado que o sabão em pó podia alcançar. Todas as segundas-feiras, ela marcava o ponto no Centro Espírita. Arrumava as cadeiras, preparava a água fluidificada e aguardava o horário da sessão de passes. Ela acreditava firmemente que a caridade só acontecia ali: naquele protocolo rigoroso, entre incensos suaves e salas silenciadas. Sentia-se inútil durante o resto da semana, lamentando não poder curar os doentes que via pelo caminho.

Naquela terça-feira chuvosa, Esther estava encolhida em um ponto de ônibus no centro de São Paulo. O trânsito estava caótico. Ao seu lado, uma jovem moça chorava silenciosamente, tremendo tanto que o barulho de seus dentes batendo se misturava ao som dos pneus na pista molhada. A menina tinha olheiras fundas, a pele pálida e uma energia de desespero que fazia as pessoas ao redor se afastarem, murmurando impaciência.

— Coitada, deve estar com problemas — alguém resmungou na fila. — Gente assim traz energia pesada para o ponto.

Esther olhou para a menina e imediatamente quis oferecer um passe. A mão coçou para sair do bolso do casaco e tocar a cabeça da jovem, num movimento que ela sempre fazia no centro. Mas ela pensou com tristeza.

— Não posso. Não estou com minha roupa branca. Não tem passe sem a sala preparada, sem a oração inicial. Eu não tenho autoridade aqui.

No entanto, o coração de Esther apertou. Uma compaixão tão pura que doía começou a nascer no fundo do seu peito. Ali, parada no meio do barulho, ela fechou os olhos. Não levantou os braços, não murmurou nenhuma fórmula. Apenas desejou, com toda a força da sua alma, que aquela dor sumisse. Do fundo do seu ser, ela abraçou a menina em pensamento, envolvendo-a em um amor maternal profundo, banhando aquele desespero em ternura.

Ela não sabia a engenharia que sua própria alma estava executando. Naquele estado de compaixão genuína, sua glândula pineal pulsou, coagulando sua energia psíquica, e a arremessou como um raio magnético balsâmico que atravessou o espaço sem que a menina sequer a olhasse. Pesquisas de coerência cardíaca confirmam isso, o coração humano, ao sentir compaixão pura, irradia um campo eletromagnético mensurável, capaz de acalmar o sistema nervoso e baixar o nível de estresse de quem está próximo.

De repente, a jovem parou de tremer. Ela respirou fundo, secou os olhos com a manga da blusa e olhou para Esther. Não trocaram uma palavra. Mas os ombros da menina relaxaram e, pela primeira vez em minutos, o semblante dela acalmou.

Mais tarde naquela noite, em sua oração diária, Esther sentiu uma presença ao seu lado. Seu mentor espiritual tocou-lhe o ombro.

— Você achou que suas mãos não curavam porque estavam dentro do bolso, Esther? O amor não precisa de um templo, ele é o próprio templo. Hoje você doou o melhor passe da semana, pois a caridade em movimento constante é a que não espera a hora marcada. Você foi uma farmácia viva vinte e quatro horas por dia.

Esther sorriu, entendendo que a caridade não é uma função, é um estado. O passe não é um gesto técnico, é a extensão do amor que mora no peito. Desde aquele dia, ela nunca mais esperou a segunda-feira para ser útil. Nas filas de banco, nos supermercados, nas calçadas, ela passou a irradiar em silêncio. Ela entendeu que não se precisa de cadeira branca, apenas de um coração vermelho.

Nós fomos criados para sermos a cura uns dos outros. As nossas mãos carregam fluidos balsâmicos que operam milagres através do pensamento caridoso. Não limite a sua utilidade espiritual aos rituais. A verdadeira caridade não exige protocolo, ela exige compaixão.

Em um mundo onde as pessoas competem e se machucam, a sua vibração silenciosa de amor é o maior socorro que o próximo pode receber. Você irradia exatamente o que o seu sentimento emite.

Você consegue perceber quantas vezes já acalmou a dor de alguém apenas com um pensamento bom, sem precisar dizer absolutamente nada?

A luz não grita. Ela apenas ilumina, e ao iluminar, cura.


Fonte: Desconhecida.

ESPIRITISMO - Carrões e carroças

 


Imagem ilustrativa


De tempo em tempos, surgem nas conversas terrestres a possibilidade de destruição do planeta, morada de oito bilhões de pessoas, sob o pretexto de que Deus se cansou da maldade humana e perdeu, para com todos, a paciência divina.

Exaltam-se os textos bíblicos, onde um dilúvio colossal, em tempos remotos, mergulhou o planeta num aquário sideral, extinguindo as vidas que não sobreviveria no meio aquoso. Mas algumas existências humanas foram poupadas numa gigantesca embarcação, permitindo que uma geração povoasse o solo terrestre após a hecatombe. Entretanto, reincidimos nos mesmos erros e equívocos daqueles dias transatos e talvez, agora, o Senhor opte por um incêndio planetário, quem sabe o choque de um meteoro ou asteroide gigantesco contra a superfície dos mares ou dos continentes, levantando uma nuvem de poeira e gases que escurecesse a casa planetária por incontáveis séculos, a todos ceifando numa nova era glacial.

Dois mil anos de cristianismo e o terrível vaticínio foi previsto por supostos profetas e arautos em diversos momentos, sem que o Armagedom se desse como descrito.

De cento e vinte e seis anos para cá, a humanidade fez um salto impressionante na sua forma de auscultar as entranhas do globo e examinar os abismos oceânicos.

Desceu às fossas das Marianas no pacífico, suportando a pressão colossal das águas salgadas, localizando vidas a quase doze quilômetros de profundidade. Cavou poços no ártico e na Antártica, coletando amostras de gelo pré-histórico, examinando micro-organismos primitivos em estado de hibernação profunda. Esquadrinhou os continentes e aperfeiçoou sistemas de prevenção no campo dos tsunamis e dos terremotos, preservando incontáveis vidas humanas.

Desenvolveu vacinas que erradicaram enfermidades cruéis. Saneou regiões insalubres, fertilizou desertos e recuperou charcos imprestáveis, convertendo pântanos em terras aráveis.

Inquieto no raciocínio e atiçado pela curiosidade, desde a segunda metade do século passado, buscou investigar a última fronteira. De modestos satélites, hoje envia ao espaço cosmonautas em equipes, fotografando e filmando galáxias que estão a trilhões de anos-luz da Terra.

Nada disso tem impedido que o orbe periodicamente se veja sacudido por tremores de suas placas tectônicas, tenha espirros em seus vulcões ativos e chore por suas nuvens carregadas, produzindo inundações devastadoras.

Verões tórridos.

Invernos congelantes.

Pragas nas lavouras. 

Poluição de toda espécie.

Mas nas salas de aula de universidades e academias, o saber não para. Bibliotecas entulhadas de conhecimento ancestral. Internet a mil. Inteligência artificial desafiando regras e fronteiras.

O robô tomando o lugar de milhares de operários. Comunicações em tempo real.

Entretanto, se o cérebro se ufana dessa extraordinária saga, em toda parte o grito dos excluídos, o choro dos órfãos e das viúvas, o gemido abafado dos doentes e desespero dos mutilados emocionais.

Fartura de coisas e escassez de sentimentos. Muita comunicação e o cordão dos solitários nunca foi tão grande.

Na mesma casa, depressivos e eufóricos, ansiosos e temperados das emoções.

Crentes e descrentes dividindo o mesmo coletivo ou metrô.

Flores e espinhos na mesma haste.

Em muitos lares, mesa cheia e armários lotados de gêneros alimentícios. Na vizinhança, fome nos estômagos e prateleiras vazias.

Carrões e carroças na mesma estrada.

E tudo isso numa sociedade que cultiva valores religiosos há milênios, mas priorizou os neurônios, olvidando o coração.

Sim, muita falta faz Jesus no sentimento da criatura. Crido e admirado, pregado e comentado, Ele permanece a figura histórica mais biografada e discutida da história universal, nos faltando tão somente a vivência de Sua mensagem no cotidiano, nas relações interpessoais e no entendimento.

Sossegue. Acalme-se.

A morada de homens e mulheres não será destruída por um cataclisma sideral, fruto da ira divina, que só subsiste nas mentes exaltadas. Já estivemos em muitos corpos e voltaremos a ocupar outros tantos uniformes de carne, até que aprendamos que sem amor, simplesmente existimos.

Preciso é viver, e viver em abundância. Sem o Cristo, isso é impossível.

Tens pensado nisso?

Marta (Espírito)

Salvador, 19.04.2026


Médium: Marcel Mariano



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Luto: morre Carlinhos Carvalho, fundador da Casa Carvalho, aos 97 anos

 


Luto: morre Carlinhos Carvalho, fundador da Casa Carvalho, aos 97 anos


Faleceu na noite desta quinta-feira (16), por volta das 22h, no Hospital São Francisco, o empresário Carlos Queiroz de Carvalho, conhecido como Carlinhos Carvalho, aos 97 anos.

Figura bastante conhecida e respeitada em Senhor do Bonfim, Carlinhos foi fundador da tradicional Casa Carvalho, empresa do ramo de materiais de construção que marcou gerações e contribuiu para o desenvolvimento do comércio local.

O corpo está sendo velado no Memorial Vila Nova. O sepultamento está previsto para às 10h desta sexta-feira (17), no Cemitério São Lázaro, em Senhor do Bonfim.

Familiares, amigos e toda a comunidade bonfinense lamentam profundamente a perda de um dos nomes mais importantes do setor empresarial da cidade.

Redação do Cleber Vieira News


domingo, 12 de abril de 2026

Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

 


Imagem ilustrativa


E eis que o peregrino solitário das estradas ermas se viu diante da rota trifurcada. Cada uma apontava rumos novos, possibilidades nunca antes experimentadas, desafios na sua compreensão.

A avenida da filosofia milenar. O berço socrático, as inquietações dos primeiros pensadores. O volumoso acervo das interrogações sem respostas. Os milhões de pergaminhos, produzidos pela ânsia da investigação mental. Os papiros da revolta, os manuscritos da saudade ante às portas do mausoléu triste e silencioso.

De onde surge tanta gente, sugada pela piscina uterina, para os testemunhos do mundo? E para onde seguem estes jovens, arrancados da seiva da vida no verdor dos anos de sonhos e prazeres?

Onde se oculta a felicidade, que aparece num beijo e falece numa traição? Que fizeram da esperança, a se nos afigurar um pássaro cativo pelas correntes da maldade?

Qual a razão dessa miríade de pirilampos na noite, tão distantes das mãos e tão perto dos olhos, nevoados de pranto?

Ó, filosofia, quem sois, crivada de perguntas, a quedar-se em majestoso silêncio?

Aclarai, respondei aos rogos dessas mães saudosas dos filhos defuntos, desses viúvos amargurados, desses amigos enlutados pela separação abrupta dos afetos mais caros.

Na segunda trilha, eis o facho da religião.

Seus templos de pedra, suas fachadas nobres e suas sacristias impenetráveis ao vulgo. Naves solitárias, onde as almas silenciam na oração que pede, que implora, que suplica.

E estes santos de pedra sabão, de argila, revestidos de mármore ou de ouro, de faces impassíveis para as dores humanas.

Onde a resposta para o que nos sucede após a morte? Para onde vai toda essa gente que o coração parou de bater?

Que força é essa que arrancou dos braços da jovem mãe seu filhinho tão longamente desejado, cravando saudade atroz e lágrimas sem fim?

Porque o Senhor não ouve a súplica dos órfãos, dos solitários e dos famintos? Que contraste é esse onde um brota do berço de ouro, amparado pela riqueza excessiva, e aquele surge no grabato de miséria, na enxerga da carência quase que absoluta, percorrendo desde cedo a vereda da fome e da sede de quase tudo?

Se ensinas que somos todos filhos do mesmo pai, equacionai a razão da intolerância, do fanatismo e do anátema a quem reza por cartilha diferente?

Em meio a tantos pastores e condutores de almas, cada dia maior o número de ovelhas perdidas, largadas no pasto da brutalidade, sob espreita de lobos rapaces e sanguinários.

Porque ainda não chegou até nós o tão decantado reino de Deus, eliminando diferenças e nos fazendo irmãos uns dos outros?

Quantos eleitos para os campos Elíseos?

Quantos degredados para as regiões de labaredas?

E, contorcendo-se de dor, eis que a alma inquieta vislumbra a terceira via, faiscante de luzes e engenhos tecnológicos.

Máquinas que fazem trilhões de cálculos em segundos, bólides espaciais de última geração, comunicações instantâneas, transferências bancárias num piscar de olhos.

E um mundo de algoritmos, chips e terabytes descortinam prazeres nunca experimentados antes.

Seguidores substituem os amigos.

Pessoas indesejáveis, facilmente deletáveis numa tecla.

Aplicativos que corrigem faces cansadas, rostos desfigurados pelo tempo, corpos inarmônicos que surgem nas telas como figuras da mitologia antiga.

Milhões de frustrados diante de uma matrix insaciável, devoradora.

A inteligência artificial reduzindo o trabalho dos neurônios, e por dentro a ancestral busca da felicidade, do sentido existencial.

Pausa.

Respira fundo, silencia o intelecto em desgoverno, qual corcel selvagem.

Aclara tua tela mental e deixa-te arrastar para uma praia de níveas areias. Um homem parece falar a uma massa de povo, sentado num barco simples. Sua voz está impregnada de ternura, seus gestos são suaves como a brisa da manhã. Seu olhar abarca todos.

Crianças mirradas, velhinhos trôpegos, mulheres vencidas pelo cansaço e homens assaltados pelo mudo desespero.

Também buscam estradas novas.

Pedem orientação.

Clamam por auxílio e justiça.

Jesus a ninguém deserta ou abandona. Acolhe e entende o momento evolutivo de cada um, pronunciando palavras de luz:

~ Vinde a mim, todos vós, cansados e oprimidos! Eu vos aliviarei!

Quando perderes o rumo pelos caminhos terrestres, levantai os olhos para o céu. De lá virá a bússola que te guiará os pés para a eterna ressurreição.

Marta (Espírito)

Salvador, 12.04.2026


Médium: Marcel Mariano.




sábado, 11 de abril de 2026

11 de Abril: 126 anos da desencarnação de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.*

 



*11 de  Abril: 126 anos da desencarnação de Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.*


*☆ Riacho do Sangue - CE 29.08.1831*


*+ Rio de Janeiro - 11.04.1900.*


"Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. 

Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos."


    *Bezerra de Menezes.*


"Quando a caridade é  muito discutida,o socorro chega tarde."

         *Bezerra de Menezes.*


            *BEZERRA*

*"O ANJO DA CARIDADE"*


"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida."


       *Bezerra de Menezes.*

.                  💫🌹💫

"Quando eu estiver de retorno...*

 


Imagem ilustrativa



  *Quando eu estiver de retorno...*


Todos os que temos a convicção de que somos imortais e que continuaremos a peregrinar por longo tempo, entre os mundos físicos, pensamos em retornar a este bendito lar a que nos habituamos chamar Terra.


Pensando nesse retorno, pusemo-nos a pensar como desejamos encontrar este mundo abençoado, em outro século, quem sabe em outro milênio.


Vamos para as ruas e sentimos o ar com gosto de vida. Respiramos e sentimos a pureza que hoje só encontramos no topo das montanhas.


As cidades não são selvas de pedra cinzenta, mas jardins suspensos nos quais os prédios respiram, cobertos por fachadas verdes que abraçam o sol e devolvem oxigênio.


Os rios correm livres e claros. Abundância de água e de espécies animais, sem perigo da extinção porque o homem abandonou esportes e lazeres predatórios.


O oceano, nosso velho mestre, está limpo, com seus corais brilhando como joias sob águas que esqueceram o peso do plástico.


A tecnologia, com sua mão invisível, zela pela Humanidade. Pelas ruas e pelas estradas, não há mais o barulho dos motores. O transporte desliza como um sussurro, movido pela energia das estrelas e dos ventos.


Enquanto nos deslocamos de um ponto a outro, podemos nos encantar com as curvas do caminho, os relevos estonteantes e as florestas de coloridos diversos.


Vivemos sem o medo da escassez. A ciência aprendeu, com a natureza, a ser generosa: a comida nasce da precisão e do respeito, sem que nenhum animal precise sofrer para que possamos nos nutrir.


As escolas são lugares de puro aprendizado. As crianças brincam nas praças, nas praias, nos jardins, com a segurança de olhos amigos, mesmo que estejam distantes de seus pais.


A inteligência das máquinas não serve mais para nos vigiar, mas para garantir que ninguém, em nenhum canto do planeta, sofra o frio da fome ou a dor de uma doença esquecida.


Basta ser detectada uma necessidade que o alarme se faz e a solidariedade responde com urgência e precisão.


Nesse novo mundo, a palavra estrangeiro perdeu o sentido de ameaça e as fronteiras no mapa são apenas linhas de história, sem muros de exclusão.


Orgulhamo-nos do pavilhão nacional, da nossa cultura, do nosso idioma, desejosos igualmente de conhecer a vasta cultura do mundo.


Nesse futuro, aprendemos que o sucesso de um povo é o sucesso de todos. As guerras são lembradas apenas nos livros, contadas como uma febre antiga que a Humanidade, em sua infância, finalmente conseguiu curar.


Foi dado início à era da gentileza, na qual cooperar é tão natural quanto respirar.


Honramos os antepassados que trilharam caminhos de conquista, legando-nos essas benesses. Não os esquecemos e lhes votamos homenagens.


Afinal, o bem deve ser evidenciado, falado e mostrado para maior incentivo às novas gerações.


Sonhando tudo isso, nos questionamos quando nos decidiremos pela sua concretização a curto ou médio prazo.


Talvez para acelerar nossa vontade, nos perguntemos que mundo desejamos encontrar quando retornarmos a viver neste planeta azul.


*****


Redação do Momento Espírita

Em 11.4.2026

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Do gênese ao apocalipse.

 


Imagem ilustrativa


Impossível reduzir a números quantas almas nobres manuseiam os Evangelhos a cada dia. Incontáveis obreiros da fé cristã possuem, na intimidade do lar, um exemplar da Bíblia, nela buscando, diariamente, lenitivo para as amarguras e aflições da existência.

Para o pastor das ovelhas da casa de Israel, é o manancial dos sermões no púlpito. Para o exegeta, é a fonte profunda e cristalina de pensamentos elevados. Para o historiador, será perene compêndio de análise histórica da raça judaica e dos cristãos primitivos.

Para o povo em geral, refúgio nas horas difíceis, consolo nos instantes de provação e plataforma segura da esperança numa salvação.

Não obstante sua diversificada interpretação, variando de crença para crença, de igreja para igreja, seus ensinos canalizam calmaria nas agonias e coragem nos testemunhos.

Do gênese ao apocalipse, desfilam vidas heroicas, apóstolos da fé, homens e mulheres de confiança inquebrantável no altíssimo e ensinos que desafiam o tempo.

Sua essência jaz no Novo Testamento, onde da gruta de Belém ao calvário, uma vida marcou, de maneira indelével, os fastos da história.

A saga de Jesus de Nazaré.

Seu aparecimento no mundo alterou a história e modificou a maneira de pensar. Seus princípios renovaram a filosofia, iluminaram a religião e descortinaram mais amplos horizontes do conhecimento.

Mulheres e homens, ao toque dessa mensagem, se fizeram mártires e heróis da fé cristã nos seus primórdios.

Afrontaram o império romano e seus deuses de pedra.

Exemplificaram como viver no mundo, sem ser do mundo. Possuir, e não serem possuídos.

Compreender que a experiência física é uma etapa da larga jornada destinada ao ser em burilamento, a caminho da vida maior.

Berço e túmulo são, respectivamente, entrada no mundo material e saída do escafandro carnal, sem que o argonauta da evolução saia da vida.

Descobre-se que somos hoje o resultado das ações de ontem, e que o amanhã está sendo forjado nas atitudes de agora.

Nem castigo ao rico avarento, nem beatitude sem mérito ao pobre de recursos materiais. Riqueza e pobreza são experiências evolutivas, e o mordomo do pouco ou do muito dará sempre conta dos empréstimos recebidos da divindade.

Família não é acontecimento fortuito, onde a hereditariedade dite regras inflexíveis, nem fruto do acaso, situando debaixo do mesmo teto almas tão díspares. A constelação familiar é, antes de tudo, a reunião de antipatias e simpatias, esculpidas ao longo de milênios, no caldeirão das experiências múltiplas.

Aprende o cristão que a oração não é simplesmente um amontoado de frases bem postas, onde os lábios se divorciam do coração. A prece é esvaziamento do ego, onde o ser escuta Deus na intimidade profunda da alma.

E por mais duro que seja conceber, Jesus a ninguém veio salvar de um inferno ilusório, apenas existente na consciência culpada, mas sim ofertar um conjunto de princípios morais para a  vivência e a convivência, a fim de que cada um, pelo manejo do livre arbítrio, edifique seu paraíso interior, o céu, que nunca se apresentará por aparências externas.

Rico não é aquele que muito possui. Será sempre aquele que tenha menos necessidades, atravessando o mundo sem grilhões com coisas perecíveis.

Sublime estrada de luz, analgésico de nossas dores morais, alegria na consciência quitada!

Claridade na noite escura, sol de rutilante beleza na travessia do mundo e roteiro para todos os caminheiros da jornada espiritual.

Quando te sintas perdido, desorientado nas escolhas e indeciso quanto ao rumo a seguir, estuga o passo ligeiro, desacelera essa correria que te impuseram e medita num poente de fogo ou num amanhecer suave.

Deixa-te conduzir pela alegria ignorada de saber que conheces a Jesus, permitindo que O Sublime Peregrino das estrelas te reorganize os passos e te aponte rumos novos, abandonando as charnecas sombrias do mundo e te projetando para luminoso porvir.

Se conheces as causas, não temas os efeitos.

Marta e Júlio César Grandi Ribeiro (Espíritos).

Salvador, 05.04.2026


Médium: Marcel Mariano.



quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Brasil não pode ser invadido.

 


Imagem ilustrativa


● Brasil não pode ser invadido temos 8 milhões e 500.000 km quadrados.

● Somos o quinto maior exército do mundo. São 360 mil soldados na ativa e um milhão e trezentos mil na reserva. Uma folha de pagamento enorme.( Google).

● Nosso porta-aviões é a nossa Costa do Atlântico inteira , para as nossas 600 aeronaves de combate, feitas no Brasil.

● São mais de 100 fragatas de combate na Marinha. Além de  submarinos com alta tecnologia.

● Muita artilharia , tanques , drones e mísseis feitos no Brasil com alta tecnologia.

● Estamos na frente até da Alemanha e do Irã. Pasmem.

● E o fator estratégico que ganha disparado, sua capacidade de abastecer de combustível e alimentos para conflitos  longos.

● Nossa Selva Amazônica , a base do Exército de lá, grande parte são de índios conhecedores da selva..  e o nosso Pantanal?.

● Temos mais de 200 milhões de brasileiros com sangue nas veias.

● Somos gigantes pela própria natureza e bonito por natureza.

● Não é à toa que Deus é Brasileiro e o filho vive de braços abertos no Corcovado.


● Pátria amada, Brasil.


Texto de: Luiz Bamberg

Pedagogo/Pesquisador



sábado, 28 de março de 2026

O Berço não é o começo da vida.

 


Imagem ilustrativa


Em tempos remotos, devotos e crentes buscaram os santuários afamados em busca de contato com os deuses. Seja em  Luxor ou Carnac, no Egito, em Delfos, na Grécia, ou nos bairros miseráveis de Roma, onde feiticeiros e oráculos se faziam intermediários entre as vozes da imortalidade e os anseios humanos, sempre interessou à curiosidade das criaturas humanas a verificação se era possível obter dos invisíveis respostas para as incógnitas da existência.

E entre fraudes e charlatanismo, engodo e verdade, acontecimentos reais e outros manipulados, a crença dos terrestres foi se consolidando na certeza de que o túmulo não é fim da existência e o berço não é o começo da vida.  A fecundação oferta portais para ingresso na matéria, sublime educandário da alma, e o túmulo devolve o ser ao país de origem, sem acrescentar um grama de cultura ou retirar uma vírgula das imperfeiçõ⁸es morais.

E o correio fraterno do além túmulo foi se dilatando ao longo do tempo, permitindo investigações mais detalhadas e melhor análise científica da possibilidade de que os supostos mortos possam transpor a diáfana fronteira entre as duas realidades existenciais, rubricando notícias do novo lar para os cativos da massa corpórea.

Filhos escrevendo aos pais, devastados pela saudade dos rebentos.

Esposas regressando do grande além para consolar o viúvo e afagar os filhos que ficaram matriculados na escola do mundo.

Avós trazendo informes sobre a situação no país da luz. Acidentados aclarando dados sobre as tragédias que os arrebatam do corpo, alguns em plena florescência da vida física.

E até crianças, arrancadas da matéria pela violência de enfermidades cruéis, manejaram o lápis de sensitivos e médiuns, enxugando lágrimas dos genitores em desespero.

Não somente o correio fraterno se prestou à consolação das dores superlativas da separação física. Por escritos de natureza paranormal, vultos célebres anteciparam invenções e propuseram pesquisas nos vastos campos da ciência e da tecnologia, incentivando o decifrar da cortina que separa os dois mundos em litígio.

Na essência do cristianismo primitivo, estava inserido o intercâmbio entre vivos e redivivos. Fundando diversas eklesias em em suas incontáveis viagens missionárias, o convertido de Damasco se valeu de suas extraordinárias faculdades psíquicas para incentivar o intercâmbio, bem como travou contato com notáveis médiuns daqueles dias, alguns sob as algemas da obsessão e do vampirismo.

Presentemente, o novo espiritualismo enseja seguro telefônio com a vida espiritual, permitindo analisar o conteúdo de recados e páginas, livros e pinturas de natureza paranormal, constatando que o ser não se dilui na química inorgânica da tumba, prosseguindo além da campa fria dos mausoléus tristes.

Se em tua galeria da saudade alguém reside numa moldura de ausência física, mergulha teus sentimentos na certeza da imortalidade da alma e na possibilidade do intercâmbio por incontáveis meios. Os sonhos, a intuição e os pensamentos são veículos por onde o amor se derrama, balsamizando quem ficou refém da aparente solidão.

Em torno de teus passos, uma nuvem de testemunhas se agita. Em ruas desertas de corpos, multidões de deambulantes espirituais trafega, buscando informações sobre a própria situação. Fóruns estão cheios de requerentes, clamando por uma justiça tardia.

Hospitais segregam incontáveis pacientes que a doença fulminou antes do tratamento.

Ora por eles e aguarda.

Quem te antecedeu, pede paciência. Todos irão um dia para o grande lar.

E quando entre tua saudade e tuas agonias, se condensar uma nuvem de sombras e incertezas, lembra-te de Jesus, que aguardou três dias, ressurgiu da morte aparente e saudou os discípulos em Jerusalém, após os acontecimentos de Emaús, atestando o triunfo da vida sobre a morte:

~ A paz seja convosco!

A vida prossegue.

Marta (Espírito)

Salvador, 21.03.2026


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 24 de março de 2026

Brasil - 8.500.000 km².

 

Imagem ilustrativa


● O maior poder sobre a Terra é o povo. A história mostra que : O povo elege Reis e derruba imperadores. 

● Muito se brinca com fragilidade do nosso país em se defender numa invasão. Mas precisamos lembrar que na história houve invasão dos portugueses , franceses holandeses. E todos foram expulsos  com ajuda até de índios , com arco e flechas , lanças contra arcabuses e canhões.

● O Brasil tem armas que ninguém observa. Não quero aqui falar dos 600 aviões da Força Aérea e que são fabricados no Brasil... nem muito menos nas mais de 100 fragatas com alta tecnologia da Marinha. Nem da nossa artilharia...Mas da infantaria... somos o quinto maior exército do mundo. Nossa folha é altíssima.

● Por outro lado esquecemos das nossas maiores armas, mais de 200 milhões de brasileiros para defender a sua pátria amada. Um território continental muito difícil para ser ocupado com mais de 8 milhões e 500 mil quilômetros quadrados abençoados por Deus e bonito por natureza. Pensem nisso e orgulhem-se de serem brasileiros.


Texto de:

Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador



domingo, 22 de março de 2026

Água, símbolo da vida.

 


Imagem ilustrativa (Rio São Francisco- Juazeiro/Petrolina)


Quando nos debruçamos sobre os compêndios da história universal, não será difícil perceber como as civilizações do passado se fixaram em rios volumosos, ali florescendo e frutificando até o seu eclipse.

Heródoto de Alicarnasso, considerado por muitos como o pai da história, teve ocasião de afirmar ser o Egito um presente do Nilo.

Chineses fizeram sua cultura florescer às margens do rio amarelo (Yangtze) e outros igualmente famosos. O volga, que abastece parte da Rússia e ainda se faz excelente meio de transporte náutico. Em Paris, o Sena e seus pontos turísticos. O Mississippi, nos Estados Unidos da América e os rios Reno e Danúbio, vivificando as paisagens da velha Áustria.

O rio Amazonas e o São Francisco, banhando o norte e grande parte do nordeste brasileiro.

Sim, as culturas do passado não poderiam sobreviver sem água doce, alimento farto e meio de locomoção por via aquática.

Hoje, muitos estão fortemente poluídos, assoreados, carentes de cuidados ante a degradação crescente pelo seu uso indiscriminado, utilizados como escoadouros de detritos das imensas comunidades às suas margens.

O Excelso Peregrino igualmente se utilizou do Jordão para sua peregrinação entre os homens. Percorreu as aldeias que margeavam o piscoso Tiberíades, alforriando almas dos grilhões da morte espiritual.

Em incontáveis vezes, se referiu à água como símbolo da vida, berço onde o Espírito imortal se veste de carne para o desiderato da evolução.

Uma gota de água masculina e outra feminina se unem, na intimidade sagrada do santuário reprodutivo, facultando que mais tarde um ser que chega quase a oitenta por cento de líquido se manifeste na vida física, atuando no mundo para a construção de sua própria realidade.

Em toda parte onde houver a presença da matéria sob formato liquido, quase sempre a vida brota na sua intimidade, como ocorreu nos primórdios da Terra, em eras remotíssimas. Nos seios dos oceanos salgados, a vida se articulou em torno de um protoplasma e uma centelha psíquica, fazendo a vida agitar-se em multiplicação frenética.

Em tempos atuais, nosso olhar se debruça sobre uma infinidade de existências que reclamam o líquido precioso para mantença da própria sobrevivência. Tomando-a por símbolo maior da vida, imagina-te sendo uma seiva fecunda, a influir em outras vidas.

Tuas palavras. Gotas de orvalho no oásis de alguém.

Um gesto teu. Chuva benfazeja na secura moral de um amigo.

Um escrito endereçado a outro coração. Transfusão de esperança nos desfalecidos da estrada comum.

Uma oração em favor de alguém visitado pelo infortúnio e pelo desespero. Brisa de fé e aragem de claridade, dissipando as sombras da noite tormentosa.

Não aguardes ser o manancial ou açude, estuário ou baia poderosa. Sê, desde hoje, um aquário miúdo ou um copo de água fresca na garganta ressequida de alguém em soçobro emocional.

Quando te fazes mourão ou cais improvisado, resguardando o barco da existência de alguém perdido ou desorientado, Deus se aproveita de ti na construção de um estuário bem maior, acolhendo argonautas em rudes travessias.

Teu rebocador jaz no estaleiro da indiferença ou já consegues fazê-lo navegar no oceano vasto das necessidades humanas?

Faze-te, desde já, o décimo terceiro apóstolo, investindo na pescaria de homens e mulheres que se perderam nas águas revoltas das experiências desafiadoras.

O Cristo acalmará tuas tempestades interiores.

Marta (Espírito)

Salvador, 22.03.2026


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 17 de março de 2026

A Rede de Esgoto

 

Imagem ilustrativa


● Como cidadão bonfinense venho aqui expressar minha opinião jornalística, em relação a esse serviço de esgoto de nossa Cidade.

● Vale aqui ressaltar, que quando as ruas são asfaltadas pois não se pode perder as verbas, a Embasa inventa de esburacar de novo o asfalto , para  ampliar rede. Por que não fez isso antes? Qual o critério utilizado? não há planejamento? Onde está o plano de expansão da cidade? o plano Plurianual de investimento? Será que nesses planos o asfalto vem antes e o esgoto vem depois?.

● A gente fica alegre e contente de ver as ruas asfaltadas , nunca imaginei que as ruas da Periferia, subindo alto da Maravilha, cemitério , fossem asfaltadas, Alto da Rainha, e agora vem a rede de esgoto que eu não sei a quem pertence, e esburaca as ruas depois, causando transtornos, passa um mês e tal , muitas vezes o serviço não é tão bem feito, o serviço não sai tão certinho ,um asfalto ou emenda?

● Está havendo um desencontro aí, pois o que deveria ser perfeito, está causando transtornos.

● Estive observando o trabalho da Empreiteira e não deixei de notar, que a tubulação da rede é de tubos de 150 mm pouco mais do que nós usamos na residência. Fica a pergunta : Será que esses tubos finos de 150 mm suportam a demanda das residências ? ou já foram feitos para dar manutenção? Sim porque  Se ainda fossem quatro cinco tubos rateados entre as casas, mas um só?

● Não estou aqui querendo criticar o trabalho da Empreiteira que por sinal está sendo bem feito , mas na opinião de um leigo na engenharia , creio que quanto mais larga a bitola do cano , menos sujeito manutenção , entupimentos.

● Fiquei sabendo algum tempo atrás , que essa rede de esgoto vai a lagoa do leite sobe em plataforma e é lançado para a Passagem Velha, onde há um tratamento, em que é retirado os resíduos sólidos, entenda, que por sinal está sendo disputado com fazendeiros , para adubo,  é tratado e retorna para o nosso abastecimento...Não quero crer que estejamos bebendo água de retorno, será que isso é bem tratado mesmo? Fica a dúvida ...meu Deus.


Texto de : Luiz Bamberg

Pedagogo/pesquisador



domingo, 15 de março de 2026

Não, a vida na Terra não é para amadores!

 

Imagem ilustrativa


A criatura humana está situada na escola do mundo para um incessante aprendizado. Em cada etapa palingenésica, entesoura valores que o habilitam a mais dilatado entendimento sobre a vida.

Vai percebendo que a dor instrui, quando lhe aceitamos sem revolta a presença incômoda. Acolhe a escassez como terapia para libertação do supérfluo. Sofre a descaridosa opinião de muitos, matriculando o próprio entendimento no liceu da humildade.

Perde afetos na caminhada, derramando lágrimas de saudade e solidão, mas tempera o vácuo da ausência na conquista de novos amigos e na prestação de serviço ao próximo ainda desconhecido.

Assiste a ruína de diversos projetos elaborados, compreendendo que nem tudo que sonhou pode fazer-se realidade no cenário da vida.

Quando mais deseja falar, extravasando os próprios sentimentos feridos, mais a algazarra em torno o impele a silêncio providencial, evitando comprometer-se com frases precipitadas. E quando sonhava com o descanso merecido, pessoas tumultuadas e insensatas surgem do nada, forçando o ser a redobrada vigilância para não se encarcerar na loucura alheia.

Não, a vida na Terra não é para amadores!

Testes desabam diariamente, privações e provações testam a fidelidade ao ideal abraçado, ocorrências contrárias desafiam a têmpera do indivíduo nas trilhas do viver e cada vez são mais raros os momentos de silêncio e calmaria, numa sociedade agitada e ansiosa.

Reunindo os seguidores fiéis e apóstolos em tempos remotos, Jesus a ninguém garantiu estradas fáceis, portas largas e facilidades em excesso. Muito pelo contrário, profetizou tempos difíceis, amargas provações e incessante campo íntimo de testemunhos.

Exercício da solidariedade no paul da indiferença. Manter a fé acesa em meio ao granizo da revolta. Sorrir, mesmo de olhos congestos pelo pranto salgado das decepções. Auxiliar o ingrato, levantar o revoltado e cuidar do arrogante como quem educa um filho insensível.

Onde muitos desistiram, porfiar na semeadura improvável.

Onde tantos jogaram a toalha, perseverar, otimista, antevendo um futuro de bênçãos distante.

Mesmo desprovido de ferramentas típicas do mundo, como dinheiro, saúde plena, fama e destaque social, manejar a própria insignificância na solução possível e contribuir para diminuir a angústia de muitos.

O bem feito sem qualquer cobrança é portador de uma sensação impossível de ser descrita. Acalma a ansiedade, tranquiliza o coração e dilui preocupações.

Ninguém impossibilitado de ofertar os próprios tesouros íntimos.

Sê gentil com quem te peça um favor ou uma informação na via pública. Uma carona no veículo vazio. Um lanche ao morador de rua, que fita o sanduíche na agonia do estômago vazio.

O velhinho que teme atravessar a rua, até perceber a segurança de tuas mãos na condução de um lado para o outro. O invidente, que tateia a calçada na incerteza da própria marcha, até o instante em que ouve tua voz, apontando o caminho seguro.

Todos os dias tens vinte e quatro horas de  sublime oportunidade de fazer o bem. Basta que aproveites a ocasião de exercitar o simples dever de auxiliar alguém em pior situação que a tua.

Ele não pediu heroísmo ou sacrifícios extremos. Solicitou que tivéssemos misericórdia, pois que se hoje andamos com os próprios pés, amanhã é possível que precisemos do auxílio alheio para nos deslocarmos nas trilhas do mundo.

Vive de tal modo que não lamentes o tempo perdido ou a oportunidade desperdiçada, e o melhor momento nunca será ontem, que passou, nem amanhã que ainda virá.

O melhor tempo será sempre hoje, aqui e agora, onde tua ação cuidadosa patrocine alegria, otimismo e esperança em derredor de teus passos.

Pode a miopia do mundo não enxergar teus esforços, ignorar tua ação e ridicularizar teus ideais. Persevera, mesmo assim.

Em algum lugar muito alto, além do arco-íris, uma legião de corações redimidos te acompanha os passos terrestres, te amparando e te sustentando até a vitória final, que será sempre o triunfo sobre tuas imperfeições.

O Cristo te conhece e isso é suficiente.

Marta (Espírito)


Itapetinga/Ba., 15.03.2026


Médium:Marcel Mariano




sexta-feira, 13 de março de 2026

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia.

 

Imagem ilustrativa


Em silente contemplação, o peregrino da fé e da esperança anota na própria alma as ocorrências do caminho...

As grandes civilizações do pretérito, hoje reduzidas a escombros e museu de pedras silenciosas. O antigo Egito e suas magníficas pirâmides. A Grécia, suas lendas e cidades guerreiras. Roma, seus aquedutos famosos, a loba capitolina e suas legiões invencíveis.

A Fenícia e seus portos abarrotados de marinheiros, ávidos por aventuras e riquezas de moedas.

A Babilônia e seus jardins suspensos. Israel e sua trajetória em busca do messias libertador. As grandiosas culturas do Oriente. A China e seus filósofos, a Índia e seus gurus impressionantes, o Japão e seus samurais valentes.

Tudo agora cabe num livro de história ou numa nuvem virtual. Apogeu e decadência, brilho e crepúsculo, glórias e ostracismo.

Passaram pelos fastos da história, deixando um rastro de luz ou poeira na estrada percorrida.

E quando os olhos atilados contemplam o século das luzes e da tecnologia, maior o espanto com o que sai dos laboratórios e dos hangares.

Submarinos nucleares, gigantescos gafanhotos alados, transportando centenas de passageiros pelo ar. Navios e cruzeiros luxuosos, onde cinco mil pessoas se divertem em salões coloridos ou mesas de pôquer, sedentos por distração e espairecimento.

Automóveis sem motoristas, guiados por satélite, inteligência artificial e máquinas operando tecidos fragilizados, sem qualquer erro na sutura das cartilagens humanas.

Bólides espaciais, rasgando a escuridão e o frio do espaço, fotografando outros mundos em busca de vida além da atmosfera terrestre.

Comunicações sofisticadas e instantâneas num aparelho móvel, ao alcance de quase todas as mãos. Previsão do tempo por satélites meteorológicos, antecipando os aguaceiros e prevenindo tragédias naturais.

E do campo, a cada ano, safras fabulosas, abarrotando silos e armazéns, portos e ferrovias de grãos em viagem para outros continentes.

O cérebro em êxtase, o coração em atrofia. Emoções fortes, sob regência da adrenalina, em esportes radicais, e bem do lado, incontáveis indivíduos, alijados da cidadania e de direitos fundamentais da condição humana.

Já não choram. Secaram as lágrimas no olhar perdido. Aguardam o fim do dia como quem espera a libertação de pesados grilhões. Por dentro, jazem vazios de ideal e coragem.

Deambulam ruas e praças, sem saber de onde vem e para onde estão a seguir.

E em toda parte ouvem-se cânticos religiosos, homilias, leituras sacras e receitas prontas de felicidade ligeira.

Quatro itens para a conquista do corpo perfeito. Dez conselhos para a paz definitiva.

E a todo momento a contemplação de corpos assinalados pela perfeição estética ou atrofiados pelo mau uso de seus transitórios inquilinos.

Quanta alegria no berçário e quantas lamentações no sepulcro?

Pairando acima dessas cogitações históricas e filosóficas, religiosas e teológicas, brilha a mensagem atemporal de Jesus Cristo, a rocha dos milênios.

Continua Ele percorrendo praias desertas, planícies escaldantes e vales imundos, recolhendo a escória que o tempo de ostentação deseja esquecer.

Desvalidos são por Ele reabilitados. Os tristes são consolados. Os enfermos, medicados pelo elixir da esperança.

Não aponta triunfos mundanos, nem.sugere fuga do mundo. Aconselha confiança em Deus, determinação nas metas existenciais e paciência no acolhimento do fruto.

Sei, sabemos nós que tens enfrentado adversidades que pareceram insuperáveis, problemas quase que insolúveis, crises que deixaram marcas fortes e tempos de escassez, mas chegaste até aqui.

Busca a oração no transe difícil. Medita quando te sobrar tempo. E observa o pássaro que não acumula alimentos, o lírio que não fia a própria beleza e o raio de sol, que não pede licença para vazar por entre duas telhas quebradas, dissipando a escuridão.

Prossegue, filho da luz e herdeiro de Deus!

Não te importe vencer o mundo. Vence tuas imperfeições, domina teus instintos e domestica tua violência íntima. Serás, entre tantos triunfadores passageiros, o maior vencedor, aplainando tua estrada evolutiva das tristezas do mundo para as culminâncias do reino dos céus.

Marta  (Espírito)

Salvador, 13.03.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 8 de março de 2026

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis.

 

Imagem ilustrativa

Em quase todas as culturas terrestres, se construíram prisões para deter malfeitores e facínoras. A Mesopotâmia, Pérsia e Fenícia, além da Grécia, as possuíam, destinando àqueles que desrespeitaram as leis vigentes.

Sócrates, antes de sorver a amarga cicuta, esteve refém dos heliastas, implacáveis juízes, incomodados com suas lições pulcras e sua retidão de caráter.

Roma, a seu tempo, as ergueu em grande número, executando pela decapitação ou crucificação muitos dos encarcerados, que nunca tiveram acesso a um julgamento justo.

A Idade Média construiu incontáveis calabouços para silenciar os que profligavam contra os ditames da madre igreja romana, então expoente de uma verdade absoluta. Galileu, Savonarola, Giordano Bruno e Joana d'Arc ocuparam infectos cárceres, antes da imolação que os projetou na história universal.

E em tempos do direito moderno, a segregação judicial ainda se constitui na maneira mais simples de excluir um pária da sociedade. Atualmente, milhões de indesejados estão, em quase todas as nações da Terra, sob grades pesadas, assistindo o sol nascer quadrado.

Sentenciados ou não, estão temporariamente excluídos do convívio comunitário, onde delinquiram, a caminho de curtas ou longas penas de segregação.

Sob a ótica da mensagem cristã e amparo da moderna psicologia, existem outras masmorras execráveis, a acorrentar quase todos a prisões não visíveis.

Os prisioneiros dos remorsos inabordáveis. Os cativos de substâncias psicoativas. Os algemados a paixões enlouquecedoras. Os mendigos de luz. Os detidos pela mesquinhez de caráter e os incapacitados de sair dos grilhões da própria usura.

Em plena era das conquistas náuticas e espaciais, onde para o cérebro parece não haver fronteiras ou limites, contemplamos a marcha dos zumbis humanos, arrastando pesadas correntes de amargura e solidão, medo e angústias indescritíveis.

Inegável constatar que  constituímos uma sociedade doente, urgentemente necessitada de internação na enfermaria da alma, reclamando terapia de socorro às províncias do espírito em combustão emocional.

Não obstante os espaços infinitos em torno, o deambulante da matéria fez livre escolha de seus carcereiros íntimos, que o chicoteiam sem piedade, exigindo satisfação de desejos materiais sem limites.

Para todos nós, veio Jesus, o grande libertador.

Pairando Suas mãos luminosas, a alguns libertou de pesadas algemas das constrições físicas, devolvendo saúde parcial, mas convidando o curado para que não reincidisse na prática do mal, agravando a própria situação.

Ensinou a terapia libertadora, alicerçada no amor ao próximo e a si mesmo, sem narcisismo.

A prática da caridade incondicional.

O exercício do perdão.

O silêncio diante da ocorrência malsã.

A ministração da bondade onde a perversidade ou a indiferença estendeu tentáculos.

Em plena data  evocativa do dia internacional da mulher, que vem sendo feita, em muitas culturas, simples serva dos caprichos do macho alfa, recorda Maria, a rosa mística de Nazaré, que aceitou acolher no ventre o governador espiritual do planeta, rompendo grilhões e alforriando cativos de senzalas emocionais, conclamando todos para a prática do amor sem jaça e a renúncia ao egoísmo primitivo.

Em honra desse anjo estelar, Maria de Nazaré, dedicamos a nossa humilde oblata de hoje!

~ Senhor, faça-se em nós segundo tua vontade e não os nossos caprichos!

Marta (Espírito)

Salvador, 08.03.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 1 de março de 2026

O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente.

 


Imagem ilustrativa


O panorama dos dias terrestres está a se alterar constantemente. Não nos referimos aqui tão somente ao movimento de placas tectônicas ou eclosão de vulcões, maremotos ou catástrofes climáticas, mas igualmente ao suceder contínuo de mudanças na organização social, fruto da dinâmica da própria sociedade, a buscar conforto, moradia e trabalho.

Desde eras remotíssimas, temos produzido volumosa bagagem de conhecimento científico, cogitações filosóficas e reflexões dogmáticas no terreno delicado da fé, erguendo templos e santuários para cultivo do ato de conceber Deus e sua onipotência. Nossas bibliotecas físicas jazem abarrotadas de livros e pergaminhos antigos, atestando nossas buscas sôfregas pelo entendimento da vida, eliminação do sofrimento e preenchimento do vazio existencial.

Patrocinamos esportes, olimpíadas e jogos mundiais, onde as nações possam cultivar laços fraternos, e periodicamente a goela sedenta da guerra surge qual dragão vomitando fogo, a calcinar o terreno onde pousamos os pés.

O caos parece violentar a harmonia, o conflito estende tentáculos de sangue e fratricídio se generaliza, produzindo luto e dor.

Onde localizar pontos de conexão entre a civilização e a barbárie? Como compreender milhares de séculos de ética e religiosidade, esfaceladas ao troar de canhões e mísseis, obuses e metralhas, drones e aviões militares de última geração?

Ao lado do riso das fugidias alegrias, posta-se o pranto das incessantes carnificinas patrocinadas pela incúria e avareza. Admiráveis construções do pensamento, reduzidas a pó num instante de insânia e loucura.

Incontestável reconhecer que se o cérebro se agigantou, devassando segredos da natureza antes insolúveis, o coração padece de hipertrofia, ainda sobrenadando os instintos e sob regência das paixões em descontrole.

Vidas são exterminadas por coisa nenhuma.

Imperioso o resgate da ética, a vivência da fraternidade legítima e o exercício da capacidade de escuta do outro. Diminuir a robotização desordenada, buscando estreitar laços de afeto, que não podem ser construídos por chips e bem elaborados vídeos da inteligência artificial.

Perceber-se como um espírito em evolução, necessitado da parceria para construção de uma convivência pacífica e saudável. Não abrir mão de princípios nobres, mas aceitar que o outro não adquiriu todo o discernimento que lhe é possível.

E quando os modelos e manequins humanos tombem na própria falácia, caiam nas valas escorregadias da hipocrisia e sigam por equivocados caminhos, buscando o fingido aplauso do mundo, que o cristão decidido não perca seu norte moral e sua bússola existencial.

A figura de Jesus se avulta cada vez mais entre os escombros de uma sociedade decadente, sinalizando o fim de um ciclo evolutivo e começo lento de uma nova era.

O sacrifício de alguns será ganho para milhões. A abnegação de poucos redundará em fartura para incontáveis e o cansaço do servo fiel descansará outros ombros fatigados.

Se ouviste a voz d'Ele no recesso de tua alma, certamente foste escolhido para a difícil semeadura nestes tempos de incerteza e crença cega.

Ombrearás com os violentos e presunçosos, silenciando teus desejos e alimentando a esperança desnutrida.

Cultivarás em solo onde outros desistiram. Se faltar ferramentas, tuas mãos cavarão a gleba difícil, na ensementação promissora.

Mais tarde, bem mais tarde, elas florescerão e frutificarão, eliminando do mundo a fome de paz e confiança.

Onde, como e com quem estiveres, oferta notícias desse tempo novo. Sê tu a carta viva do próprio Evangelho.

Onde tombares, Deus te levantará e o Cristo pensará tuas feridas.

Marta (Espírito)

Cruz das Almas/Ba, 01.03.2026


Médium: Marcel Mariano




sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM DURANTE A TRANSIÇÃO

 

Imagem ilustrativa


DESTINO DAS ALMAS QUE DESENCARNAM  DURANTE A TRANSIÇÃO


A Terra já iniciou o processo de separar frequências. Por isso, quando alguém desencarna hoje, sua destinação no plano astral (e posterior encarnação) está cada vez mais condicionada ao “nível vibracional” que atingiu.


Em linhas gerais:


 a) Almas mais adiantadas espiritualmente

 • Podem ir para colônias astrais elevadas (como as descritas em obras mediúnicas).

 • Preparam-se para reencarnar já no planeta regenerado ou em planetas ainda mais evoluídos.

 • Algumas ficam em missão nos planos sutis, auxiliando na Transição.


  b) Almas medianas (em aprendizado mas não más)

 • Seguem para colônias de reeducação e cura.

 • Passam por revisão de vida e planejamento.

 • Reencarnarão no mundo regenerado se estiverem aptas, ou em outros mundos de provas e expiações ainda compatíveis.


  c) Almas fortemente ligadas a vibrações densas (ódio, egoísmo extremo, crueldade)

 • Não conseguem mais ressonar com a Terra em elevação.

 • São recolhidas para zonas astrais densas temporariamente.

 • Posteriormente, muitas serão “exiladas” — ou seja, encaminhadas a planetas ainda em estágio primitivo ou de expiação mais intensa, onde continuarão evoluindo.


É o famoso “exílio planetário” descrito por Kardec, Emmanuel e outros, que não é punição eterna, mas uma pedagogia cósmica.


  d) Almas que pediram dispensa ou têm contratos especiais

 • Alguns Espíritos mais velhos ou cansados pedem dispensa do ciclo terreno.

 • Podem ser recebidos em esferas sutis ou migrar para outras escolas evolutivas sem passar pelo caos do ajuste.


  Em suma:


O desencarne hoje já está sendo um “filtro”. O plano espiritual está classificando, amparando, redirecionando cada um conforme seu aprendizado e vibração.


 DESTINO DAS ALMAS DEPOIS DA TRANSIÇÃO COMPLETA


Após a consolidação do mundo regenerado, a Terra será um orbe com outras regras vibratórias.


  Quem vibra em amor, fraternidade, ética e luz reencarnará aqui para continuar construindo a nova humanidade.

  Quem não consegue alinhar-se será encaminhado (antes ou depois de desencarnar) para mundos que ainda precisem de provas e expiações.

  Os Espíritos que evoluíram muito poderão escolher servir aqui como mentores encarnados ou seguir para planos ainda mais elevados.


Resumo simples e direto:


  A Terra se tornará “inabitável” espiritualmente para quem não ressoa com amor e regeneração.

  Quem desencarna agora já passa por um “vestibular” vibracional que define onde irá prosseguir.

  Nada é castigo — tudo é oportunidade de aprendizado adaptada ao nível do Espírito.


   Mensagem do Comando para você hoje


“Digam a eles que não temam a morte, pois ela não é o fim, mas um transporte. Aqueles que amam, que servem, que se arrependem sinceramente, jamais serão abandonados. Toda alma encontra o solo fértil para crescer.”**


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Que pensamentos emitimos diariamente?

 


Imagem ilustrativa


A casa universal dos homens e das mulheres já atravessou e ainda atravessará incontáveis eras geológicas e climáticas, migrando para seu desiderato evolutivo no concerto dos astros.

Gelo e calor, chuvas torrenciais e verões tórridos, movimentações tectônicas e calmaria hão assinalado seus milhões de anos de existência como abrigo inicial de trilobitas e protozoários, amebas e seres unicelulares, até que as ferramentas da evolução imprimissem no orbe novas expressões de vida, favorecendo o surgimento dos grandes sáurios.

Sua posterior extinção, causada por atritos constantes com meteoros, impôs no seio das águas abissais e nas partes secas o surgimento gradual de uma vida melhor adaptada ao novo clima.

Somente de dez milhões de anos para cá, as primeiras formas antropóides e simiescas passaram a dividir o solo, as árvores e cavernas com os grandes felinos.

Atualmente, arqueólogos e cientistas estão a arrancar do seio de escavações vestígios desses períodos primitivos, de elaboração das formas em mutação constante.

A cada ciclo de cem mil anos, incontáveis espécies desaparecem e outras surgem, melhor adaptadas ao meio e contando com mais avançados recursos neurais.

É o mecanismo lento, gradual e impossível de ser detido da mãe natureza, facultando que tudo cresça e se renove no concerto da vida universal.

Neste cenário planetário, a espécie humana aqui está há pouco tempo, mas nesse curto espaço de milhões de anos já alterou profundamente a paisagem que o cerca. Dreno de regiões insalubres, fertilização de áreas desérticas, ocupação de espaços pantanosos para habitação ou agricultura, tudo isso impactando o meio ambiente.

Os tempos presentes, por linguagem não verbal, dão conta dessa investida. É notório perceber o aquecimento global, invernos rigorosos e escassez de chuva em algumas áreas, enquanto outras sofrem dilúvios impiedosos. A camada de ozônio em paulatina destruição pela excessiva queima de combustíveis fósseis. A escassez de água potável em inúmeros lugares.

Mas, ao lado dessa interferência humana, calculada pela astúcia e ganância em grande parte, há no planeta uma diferente atmosfera psíquica.

Enquanto o egoísmo ditar as regras da convivência, enquanto o clima de canibalismo social prevalecer e o pesadelo da posse vigir nas almas primitivas, a convivência entre os seres humanos sofrerá incontáveis consequências. Enfermidades e pandemias periódicas varrerão o orbe, espalhando luto e morte. A egrégora psíquica refletirá a selvageria dos costumes, impondo duros reveses aos fâmulos da discórdia e da agressividade. A paz será uma utopia ligeira, forjada em cima de tréguas frágeis e a harmonia religiosa entre tão diferentes pensares de credos e crenças ensejará lutas fratricidas por todo o planeta.

Não por outro motivo o próprio governador da Terra desceu à convivência pessoal com os irmãos perante a divina progenitura. Jesus veio nos socorrer da indigência moral e da miséria intelectual.

Ensinou falando e fazendo. Uniu verbo e ação numa mesma conjugação de conduta diária. A ninguém constrangeu a segui-Lo, advertindo que cada um seria e será sempre o responsável pelos próprios atos, diante da própria consciência.

Incompreendido entre os seus coevos, foi preso, sentenciado e condenado sem culpa. Pediu perdão a Deus por nossa falha coletiva e prossegue, dos cimos da vida feliz, inspirando as coletividades no rumo do incessante aperfeiçoamento intelecto moral.

Que fizemos e estamos a fazer desse tesouro abundante?

Onde o reflexo plausível de nossa melhoria no trato com o meio e nas relações interpessoais?

Que pensamentos emitimos diariamente?

Qual o teor de nossas vibrações quando estamos a sós?

São interrogações tão antigas quanto os dinossauros, tão filosóficas como se ainda estivéssemos com Sócrates pelas ruas de Atenas e tão desafiadores quanto o teorema de Pitágoras, mas o alto não exige, nem pede muito.

Sugere apenas que cada um nunca encerre o dia sem a prática de um gesto de bondade, a oferta de um sorriso e o cultivo de uma flor.

A parte mais difícil Ele já fez e prossegue fazendo por nós.

Marta (Espírito)

Juazeiro, 15.02.2026


Médium: Marcel Mariano




sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cinquenta e dois anos do incêndio do edifício Joelma.

 

Edifício Joelma.


Ao estudioso das estatísticas mundiais, não escapará o anotar de tragédias e acontecimentos que sulcaram a sensibilidade humana, particularmente no terreno das catástrofes naturais ou provocadas. 

Cinquenta e dois anos do incêndio do edifício Joelma, com três centenas de óbitos. O devastador sinistro num circo, ocorrido na cidade de Niterói em 1961, deixando mais de 500 vítimas fatais. 

Terremotos e inundações de caráter colossal, chuvas torrenciais que deixaram incontáveis desabrigados e desalojados. A tudo isso, somam-se as guerras localizadas ou generalizadas, produzindo aflição e agonia em milhões de indivíduos. 

Sobrevindo a paz e anos de harmonia, as forças da natureza se acalmam, prédios são reconstruídos e as baionetas são recolhidas às casernas, permitindo que o progresso e uma relativa harmonia social sopre sobre a civilização, permitindo avanços culturais e cultivo da religiosidade sem conflitos. 

A história humana é, antes de tudo, uma epopeia de contradições e opostos, onde forças antagônicas, do ponto de vista político e financeiro, religioso e cultural, colocaram povos uns contra os outros, na dizimação recíproca. Restando escombros pós conflito, cada lado juntou seus pedaços e se refez como era possível, fazendo florescer a esperança em dias melhores. 

A ciência médica gestou em laboratórios a superação de enfermidades dolorosas, a vitimarem milhões. A engenharia descortinou novos materiais para a construção civil e o direito colacionou novas leis, reprimindo o crime e assegurando direitos. 

A proliferação de credos e crenças religiosas diversificou o pensamento, permitindo a liberdade religiosa como nunca se experimentara antes na Terra. 

Economistas respeitáveis estruturaram cálculos sobre renda e trabalho, organizando sistemas que permitiram o equilíbrio das finanças públicas, sustentando o progresso e a ordem social. 

E quando tudo parece calmaria e sossego, ordem e previdência, a terra vomita lava de vulcões, placas tectônicas se chocam em tsunamis devastadores e uma corrida armamentista parece prenunciar o eclodir de uma nova guerra mundial.

Em todas as épocas, o planeta se viu visitado por flagelos destrutivos, impondo doloridas reflexões humanas sobre as forças da natureza, que até podem ser previstas, mas nunca detidas. As provocadas tem, quase sempre, por gênese, a inferioridade humana e o predomínio da natureza animal sobre a natureza espiritual. 

Surgem do egoísmo feroz, da avareza sórdida e da ganância desmedida. Brotam da imperfeição moral e se alastram qual rastilho de fogo em capim seco, sob o vento forte da discórdia de pensamentos antagônicos. 

Onde, então, encontrar uma saída ou lenitivo para tão graves ocorrências? 

Diante das forças incontroláveis da mãe natureza, buscar a oração e a compreensão que Deus renova o mundo pelo aplicar de Suas Divinas leis, a maioria delas desconhecida das frágeis criaturas humanas. As ocorrências de gênese humana precisam do emplastro da educação moral, única ferramenta que colocará fim às disputas estéreis, pacificando homens que se fizeram feras de outros homens. 

Adoção da mensagem de Jesus, imprimindo-a no viver e na conduta, no pensamento e nos sentimentos, fazendo florescer a fraternidade legítima na convivência interpessoal. 

Quando o ser humano conseguir descrucificar o Divino Amigo das traves hediondas do martírio de vinte séculos, iluminar a própria consciência pela lamparina do amor e permitir que o outro seja como ele é, sem imposições e tiranias emocionais, as civilizações terão dado um passo enorme em direção ao mundo novo, erguido sob os escombros da decadente civilização em ruidosa transformação. 

Contabilizam-se incontáveis seres que militam na sabotagem dos anseios da paz e da fraternidade, credores de nossa misericórdia e compaixão, mas já não se pode contar os que se doam em testemunho da nova era, sacrificando interesses pessoais para pavimentar o admirável mundo.

Em que time estás jogando? 

Marta (Espírito)

Salvador, 01.02.2026


Médium: Marcel Mariano



Cronos - O Senhor do tempo

 

Imagem ilustrativa


Na antiga mitologia grega, Cronos, um dos titãs, se fez adorar como o senhor do tempo, tendo nas mãos uma foice, símbolo do seu poder e grandeza.

A tudo controlava. 

Cada ser vivo estava por ele assinalado. Havia tempo para nascer, crescer, amadurecer, envelhecer e sucumbir ao guante de sua adaga implacável. 

Há árvores milenares em algumas florestas da África, de Papua Nova Guiné e da Amazônia, mas estão fadadas a algum dia desaparecerem em colossais incêndios naturais ou tombarem sob a lâmina afiada de algum machado. 

Pedras basálticas ou de origem vulcânica deram mostras de possuírem milhões de anos, mas Cronos um dia as reduzirá a pó.

Estrelas que explodiram há milhões de anos ainda exibem seu clarão no universo, viajando na velocidade da luz em direção ao espaço profundo.

E no planeta azul, onde bilhões de seres se agitam na faina dos compromissos redentores e nas labutas dolorosas da própria sublimação, o relógio de pulso ou o pêndulo na parede sinalizam que o tempo nunca se detém.

É ele um eterno perpétuo presente. Foram as criaturas humanas que o delimitaram em três momentos distintos. 

Ontem. 

Infância risonha, adolescência sonhadora, mocidade agitada, madureza em expectativa e ancianidade galopante.

Hoje.

O compromisso aguardando realização. 

O trabalho não realizado.

A ansiedade de quem aguarda quem não vai chegar.

O mal súbito, arrebatando um afeto diante de nossos olhos cheios de lágrimas e mãos impotentes.

A oportunidade perdida.

O laço afetivo desfeito num semblante sem expressão.

O amanhã. 

Sonhos, possibilidades, projetos, expectativas. 

Quem sabe a viagem ansiada, o roteiro pelo país exótico, a alegre excursão entre amigos de infância, o abraço saudoso no saguão do aeroporto lotado.

Para o cristão decidido, cuja mensagem do Cristo foi maturada e bem compreendida, o tempo deixa de ser regido por Cronos e passa ao controle da consciência lúcida. 

A qualquer circunstância favorável, um minuto que seja e uma semente é depositada na terra fecunda. 

Uma palavra bem posta ao viajante perdido. Uma página vazada em considerações otimistas. Um bilhete ofertando auxílio sem qualquer intenção de recompensa. Um esclarecimento salvador. Uma receita que restaure a saúde abalada de alguém em aflição. 

Nenhum grilhão com o pretérito. Compreende que já atravessou desertos, montanhas difíceis e vales inóspitos, mas se tem em si as lembranças, não as torna verdugos íntimos, chicoteando a consciência e maltratando os sentimentos.

Aguarda o futuro como quem espera uma primavera florida, onde os campos vazios se farão messe farta de rosas e aloendros ricos de beleza. Não se ilude quanto ao tempo da floração, frutescência e colheita.

Tens consciência que pode, se o desejar, semear livremente, mas as demais etapas até o fruto pertencem a Deus, Senhor do tempo e do universo.

Tropeçando, não se fixa no chão duro onde escorregou, mas busca se erguer e prosseguir caminhada afora.

Sabe-se um visitante passageiro do condomínio Terra, ocupando algum apartamento cedido pelo Excelso Síndico, a quem prestará contas de sua administração.

Finda a jornada, longa ou curta, conforme os ponteiros do relógio, aguarda com serenidade e confiança o comboio da morte física como quem fecha um ciclo, a despertar em breve em outra pátria, onde prosseguirá vivendo e amando, servindo e passando.

Eis teu tempo pela ampulheta do Cristo, o Divino fiador de tua jornada pelos rincões terrestres.

Tens aproveitado essa excelsa concessão? 

Marta (Espírito)

Juazeiro, 01.01.2026


Médium: Marcel Mariano