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Decorridos vinte e cinco anos da tragédia das torres gêmeas, situadas na ilha de Manhattan, um dos cinco distritos que constituem a mais cosmopolita das cidades terrestres, a nação norte-americana evocou aqueles dias trágicos de 2001.
Quase quatro mil vítimas, um país em choque até hoje.
E toda a história humana e das civilizações está assinalada por tragédias coletivas, naturais ou provocadas, deixando atrás de si um caminho de sangue. Terremotos, furacões, tsunamis, enchentes ou secas inclementes têm desassossegado a vida das comunidades atingidas, sofrendo diferentes interpretações. Líderes religiosos asseguraram ser fruto da ira divina, prenúncio do fim do mundo, invasão alienígena ou guerra desconhecida, movida por nações hostis. E uma grande soma de vidas é tragada nessas ocasiões, deixando novas interrogações.
Os flagelos sempre ocorreram nos anais da história, e fazem parte das leis de destruição e progresso, impulsionando as culturas para a melhoria das ciências encarregadas de prever desastres naturais, bem como consolidando no ser a certeza de que, por mais que se expanda no intelecto, não fugirá de acertar contas com a morte.
Toda a estrutura material que cerca as criaturas está sujeita a periódica metamorfose, fazendo com que a construção projetada sofra alterações súbitas, adotando nova apresentação. Eras glaciais, séculos de seca inclemente, chuvas torrenciais, quais dilúvios bíblicos, bem como a movimentação das placas tectônicas, têm causado inquietação e medo em incontáveis indivíduos.
E se os corpos e as estruturas de cimento e ferro são reduzidos a escombros, os falecidos ressurgem na pátria espiritual sedentos de informações e acolhimento, buscando entender a interrupção abrupta da existência, ante os flagelos naturais ou os atentados terroristas.
A lei do progresso a todos conclama avançar. A de destruição está encarregada de renovar as paisagens, quando natural, e quando provocada, suscita alterações na convivência, renovando os seres e os saberes.
Instala novo olhar, onde a amorosidade e a solidariedade surgem como alternativas aos confrontos estéreis e as pugnas ideológicas. A humildade e a submissão às leis divinas brotam como floração fecunda à empáfia com que muitos desafiam Deus e seus divinos códigos. A cooperação brota entre as nações, rasgando fronteiras de separatividade, e os diretamente atingidos, arrebatados em grande soma, refazem conceitos religiosos e alteram o modo de pensar ao longo do tempo.
Do caos, surge a renovação na convivência. Das lágrimas dos que ficaram, novos pensamentos emergem nas trilhas do existir.
Muitos se dão conta que estiveram apartados de Deus, adotando a postura materialista para o viver, agora refazendo caminhos e ressignificando o projeto existencial.
Talvez em tua existência até aqui nenhum acontecimento trágico te assaltou a aparente normalidade, mas este pode aparecer quando menos aguardado. Aproveita a calmaria da viagem pelo corpo e reflete sobre os projetos acalentados e as efetivas realizações feitas. Quanto tempo disponível para a meditação e o estado de prece? A energia empregada para o triunfo no mundo tem sido a mesma para vencer a si mesmo?
Os velhos enganos e as imperfeições morais têm sido enfrentados ou deixados de lado, aguardando um tempo propício no futuro incerto?
Filho de Deus, reavalia teu projeto existencial, lubrifica tuas engrenagens no azeite da boa vontade e firma teus propósitos na coragem e no discernimento, buscando ainda hoje o modelo e guia da humanidade: Jesus.
N'Ele surge o dia coroado de sol e N'Ele o crepúsculo triunfa ao cair da tarde, apontando para cada um novos rumos, sob o clarão das estrelas.
Marta (Espírito)
Salvador, 13.09.2026
Médium: Marcel Mariano


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