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*Quando eu estiver de retorno...*
Todos os que temos a convicção de que somos imortais e que continuaremos a peregrinar por longo tempo, entre os mundos físicos, pensamos em retornar a este bendito lar a que nos habituamos chamar Terra.
Pensando nesse retorno, pusemo-nos a pensar como desejamos encontrar este mundo abençoado, em outro século, quem sabe em outro milênio.
Vamos para as ruas e sentimos o ar com gosto de vida. Respiramos e sentimos a pureza que hoje só encontramos no topo das montanhas.
As cidades não são selvas de pedra cinzenta, mas jardins suspensos nos quais os prédios respiram, cobertos por fachadas verdes que abraçam o sol e devolvem oxigênio.
Os rios correm livres e claros. Abundância de água e de espécies animais, sem perigo da extinção porque o homem abandonou esportes e lazeres predatórios.
O oceano, nosso velho mestre, está limpo, com seus corais brilhando como joias sob águas que esqueceram o peso do plástico.
A tecnologia, com sua mão invisível, zela pela Humanidade. Pelas ruas e pelas estradas, não há mais o barulho dos motores. O transporte desliza como um sussurro, movido pela energia das estrelas e dos ventos.
Enquanto nos deslocamos de um ponto a outro, podemos nos encantar com as curvas do caminho, os relevos estonteantes e as florestas de coloridos diversos.
Vivemos sem o medo da escassez. A ciência aprendeu, com a natureza, a ser generosa: a comida nasce da precisão e do respeito, sem que nenhum animal precise sofrer para que possamos nos nutrir.
As escolas são lugares de puro aprendizado. As crianças brincam nas praças, nas praias, nos jardins, com a segurança de olhos amigos, mesmo que estejam distantes de seus pais.
A inteligência das máquinas não serve mais para nos vigiar, mas para garantir que ninguém, em nenhum canto do planeta, sofra o frio da fome ou a dor de uma doença esquecida.
Basta ser detectada uma necessidade que o alarme se faz e a solidariedade responde com urgência e precisão.
Nesse novo mundo, a palavra estrangeiro perdeu o sentido de ameaça e as fronteiras no mapa são apenas linhas de história, sem muros de exclusão.
Orgulhamo-nos do pavilhão nacional, da nossa cultura, do nosso idioma, desejosos igualmente de conhecer a vasta cultura do mundo.
Nesse futuro, aprendemos que o sucesso de um povo é o sucesso de todos. As guerras são lembradas apenas nos livros, contadas como uma febre antiga que a Humanidade, em sua infância, finalmente conseguiu curar.
Foi dado início à era da gentileza, na qual cooperar é tão natural quanto respirar.
Honramos os antepassados que trilharam caminhos de conquista, legando-nos essas benesses. Não os esquecemos e lhes votamos homenagens.
Afinal, o bem deve ser evidenciado, falado e mostrado para maior incentivo às novas gerações.
Sonhando tudo isso, nos questionamos quando nos decidiremos pela sua concretização a curto ou médio prazo.
Talvez para acelerar nossa vontade, nos perguntemos que mundo desejamos encontrar quando retornarmos a viver neste planeta azul.
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Redação do Momento Espírita
Em 11.4.2026

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