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À semelhança de vetusta árvore, nasceu o cristianismo entre os montes da Judéia e os desertos da Palestina. Ali, entre criaturas simples, floresceu a mais bela mensagem que o mundo já escutou.
De uma noite em Belém ao gólgota da cidade dos profetas, os tímpanos humanos escutaram uma melodia arrebatadora. Era o resgate do amor, que estava pisoteado pelo ódio e pela secura de corações, bem como a esperança ressurgiu entre os escombros morais de uma geração tomada pelo estupor da guerra e das disputas estéreis.
Homens e mulheres se deixaram embriagar pela rutilante mensagem, firmada como rocha indestrutível, no coração das massas em tresvario incessante.
O intercâmbio entre os dois polos da vida renasceu e se consolidou em definitivo. O paganismo entrou em agonia e a mitologia recuou de sua interferência nos destinos favorecidos por deuses frios e insensíveis.
O lírio brotou nos campos áridos das inquietações humanas. A fé fez-se robusta até o extremo sacrifício. A coragem abrasou mentes e corações, inaugurando a era dos mártires e servidores fiéis, que em grandes holocaustos, deram-se por amor daquele não amado.
A sombra reagiu e promoveu o fanatismo, a perseguição inclemente, a intolerância religiosa e os circos se ergueram, como pedestal de eliminação das vidas dedicadas ao sumo bem.
A terra foi irrigada de sangue. Os calabouços medievais estavam apinhados de rebeldes e subversivos, hereges e contrários. O cadafalso impunha medo e horror, a espada ceifava cabeças, mas a lâmina fria não pôde deter a propagação da mensagem libertadora.
Cruzadas não libertaram a terra santa dos mouros, as incontáveis guerras medievais apenas atestavam o primitivismo e o fanatismo da criatura humana mal orientada.
A ignorância predominava nas consciências. O exclusivismo impedia a expansão da luz e as cidades foram reduzidas a burgos miseráveis, impondo o feudalismo como via de sobrevivência.
Missionários do amor e da verdade volvem aos campos terrestres para reavivar a lembrança D'Ele. Recordam seus ditos, resgatam Sua simplicidade. Preparam a nova era.
Idealistas da velha Grécia e da antiga Roma se emboscam novamente na corporalidade e expandem as artes, a tecnologia, a imprensa, questionam o saber teológico e desafiam as estruturas da religião dominante, carcomidas pelo bolor da intolerância e do sectarismo.
O alto prepara o advento do Consolador Prometido por Jesus aos homens e mulheres de todos os tempos.
Tumbas antes silenciosas, proclamam a continuidade da vida após a cianose e a anóxia cerebral. Seres espirituais se materializam diante de sábios e cientistas estupefatos. Dançam cadeiras e mesas. Curiosos se aproximam dos fenômenos insólitos para averiguar a robustez do fato novo.
Ruem velhas estruturas. A ciência arranca a mordaça imposta pela fé intolerante. O pensamento filosófico ancestral grego ressurge em nova roupagem.
Um exército armado de cultura e amor desce aos palcos terrestres e exorta ao sacrifício, à lapidação das imperfeições milenares, ao serviço da semeadura em solo difícil, à disseminação da luz em regiões sombrias.
A psicologia examina a mente sob angulações jamais imaginadas. A metapsíquica devassa os fenômenos insólitos. A parapsicologia instrumentaliza pesquisadores idôneos. Os olhos descortinam um admirável mundo novo.
Eis Jesus de volta ao seio das massas aturdidas. Desorientados encontram consolação. Chagados sossegam das suas dores. Solitários encontram solidariedade e os que choram a lápide fria, onde os despojos orgânicos dos afetos são diluídos pela morte corporal, adquirem a certeza da continuidade da vida após a destruição dos tecidos orgânicos.
E nos tempos modernos, onde a IA parece zombar da inteligência humana, a mídia digital encurta fronteiras e os satélites devassam as vastidões do espaço sem fim, o aprendiz terrestre parece perdido em suas próprias incógnitas.
De onde surgiu?
Que faz na Terra?
Porque sofre e chora continuamente?
Para onde vai depois do sepulcro?
Ó, vós que tendes tantas interrogações e tantos infundados temores em vossas cogitações íntimas, estudai a mensagem sublime do meigo nazareno e empreendei esforços em viver no cotidiano Suas impolutas lições.
Viestes do pó das estrelas, sois presentemente almas em aperfeiçoamento incessante nas engrenagens da evolução, vos estando destinada a universidade da plenitude, superada as etapas do estágio escolar nas teias da vida material.
Sois fascículos de luz, em trânsito das sombras do mundo para as vastidões diamantinas do infinito!
Marta e Leon Denis ( Espíritos)
Gandu/Ba, 23.08.2026
Médium: Marcel Mariano


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