quarta-feira, 28 de outubro de 2026

O maior exército do mundo , o povo

 


👽 Esse é o exército mais poderoso do mundo, o povo, lembrem-se que insufladas por intelectuais, mulheres esqualidas, Armadas com varas paus marcharam ao som do hino da França, a Marselhesa, pelas ruas da França, e derrubaram a Bastilha , a maior Fortaleza medieval de todos os tempos.


Texto: Luiz Bamberg

Pedagogo/Pesquisador


sábado, 24 de outubro de 2026

PAI NOSSO

 


Imagem ilustrativa



O ensinamento mais bonito

Perceba algo: Jesus começa o Pai-Nosso falando de Deus, depois fala das nossas necessidades e termina nos ensinando sobre perdão, proteção e confiança.

E existe um detalhe muito importante: em toda a oração, Ele utiliza expressões coletivas como nosso, nos, nossas.

Isso revela que a fé cristã não se resume à relação individual com Deus. Ela também envolve responsabilidade, compaixão e amor ao próximo.

Uma observação histórica: o aramaico siríaco preservado na Peshitta é uma tradição antiga, mas não podemos afirmar que corresponde exatamente às palavras e à pronúncia usadas por Jesus na Galileia.

Em poucas palavras, o Pai-Nosso nos ensina a viver com fé em Deus, humildade, gratidão, perdão e amor ao próximo.

E há algo mais que considero especialmente significativo: logo depois de ensinar essa oração, em Mateus 6:14-15, Jesus volta a falar sobre o perdão. Isso mostra a importância que Ele dava à maneira como tratamos uns aos outros.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A Solidão nos dias de hoje

 


Imagem ilustrativa



Dentre os muitos distúrbios ou síndromes da atualidade, um deles se apresenta na atual civilização como sendo um imenso desafio e paradoxo para os tempos modernos.

A solidão parece um contrassenso nesses dias de tecnologia e robotização, redes sociais e intenso fluxo de informações e notícias, de polo a polo da Terra.

Não obstante milhares de satélites em órbita do planeta, facilitando transações bancárias e facultando a medicina virtual, com cirurgias delicadíssimas, realizadas por robôs e médicos à distância, temos no solo do mundo incontáveis multidões que deambulam à cata de um amigo.

Se constata a solidão na infância, quando os pais são obrigados ou se ausentam deliberadamente da função de educadores do espírito no seu ingresso na matéria, confiando esse mister a terceiros remunerados, e o infante sente a falta da ternura materna e da energia paterna. Jovens e adolescentes, buscando os parceiros para as primeiras experiências no campo da afetividade, e muitas vezes lidando com tipos vazios, encharcados de luxúria, como se o parceiro ou parceira fosse objeto simples e descartável de seus caprichos e ilusões.

Incontáveis moços e moças buscando a vida religiosa, não com o propósito de localizar um sentido existencial, mas sim como fuga de uma sociedade que parece ter esquecido a solidariedade e o interesse pelo outro.

Os adeptos de maratonas intermináveis de trabalho, workaholic para a cultura inglesa e ergomaníacos, para os latinos. Seja o que for, é possível identificar em muitos fanáticos pelas intermináveis horas de trabalho como fugitivos da convivência familiar ou social, optando pela entrega abrasadora ao serviço de repartições públicas ou escritórios fechados.

A solidão, livremente escolhida por mentes lúcidas, faculta espaço para saudáveis reflexões, enseja momentos de estesia e permite a muitos uma larga produção intelectual. Músicos, poetas, compositores e outros fruem, nesses instantes de soledade, de inspirações geniais, produzindo obras de arte para o deleite das demais criaturas humanas, mas a abstenção das permutas interexistenciais sinaliza, em muitos casos, medo ou pânico, fuga ou trauma de se estar numa convivência com terceiros.

Observa-se, nos tempos presentes, muitas pessoas adotando um estilo de vida solitário, mas preenchendo os espaços domésticos de animais, a que devotam um cuidado que excede os limites do aceitável. Por isso mesmo, tem-se um fenômeno de humanização dos animais e uma animalização do ser humano.

E, penetrando o cerne profundo do ser, a solidão vai erguendo muros e barreiras numa sociedade que se ufana das comunicações instantâneas, mas estertora na ausência de uma afeição querida.

Analisando a vida dos mártires cristãos, é de se notar como a maioria teve uma vida solitária, após a conversão aos princípios da mensagem libertadora.

Oravam a sós em desertos e montanhas, grutas ou descampados. Pagavam com a vida por afrontarem as imposições religiosas da época, não raro seguindo solitários pelos ásperos caminhos do testemunhos.

Estavam a sós... com Deus.

Cada um, a seu tempo, experimentará a solidão vez por outra. Quando chegar o tempo de sorver essa amarga cicuta, recorda-te D'Ele.

Um nascimento tendo os pais e alguns animais domésticos por testemunhas. Entre os doze e os dezoito anos não se tem notícias de seus labores. Depois, foi buscar um grupo de amigos para constituir seu colegiado de apoio.

Três anos de árduas tarefas, ensinos diversos e perigosos confrontos com opositores da nova doutrina.

Advertiu que alguns cairiam em tentação.

Denunciado, suportou a prisão e o martírio tendo unicamente Deus por companhia. Abandonado pelos amigos, aguardou três dias e voltou à convivência dos próximos, nunca mais se apartando deles.

E de nós.

Em tua solidão, liga teu pensamento a Ele e abandona a tristeza que porventura se insinue como erva daninha em tua floresta íntima. Busca quem não tem amigos e faze-te companheiro de jornada.

Quem adota Jesus como modelo e guia jamais estará sozinho, conquanto possa, em certo trecho da estrada, fazer a marcha sem companhias visíveis.

Numa pátria além das ilusões do mundo, muitos afetos nos seguem os passos.

Quem serve, prossegue. 

Jamais sozinho!


O peregrino (Espírito)

Juazeiro/Ba., 23.10.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 18 de outubro de 2026

Meus discípulos serão reconhecidos no mundo por muito amarem!

 


Imagem ilustrativa.


Em muitas circunstâncias do caminho, o servidor fiel, em pausa para refazer o cansaço, olha em torno e se dá conta da gigantesca tarefa abraçada, mas igualmente constata estar sozinho.

Amigos desertaram, buscando outros campos de ação, mais condizentes com seus anseios pessoais. Irmãos de ideal foram tecendo desculpas, uma atrás da outra, construindo evasivas para não acumularem novas atividades e o servidor dedicado acabou por laborar solitário.

Familiares desdenharam a escolha realizada, ofertando desconfiança e indiferença.

E a seara diante dos olhos é vasta, complexa, prenhe de serviço. O cordão dos aflitos nunca parou de crescer, a multidão dos desassistidos avoluma-se diariamente, a procissão dos desesperados se agiganta hora a hora, criando desânimo em alguns e medo em outros.

O que fazer diante da obra, ainda mais que está assinalada pela não remuneração que alguns aguardavam.

Onde conseguir recursos para diminuir a fome, que castiga os estômagos? Como fechar tantas feridas, incluindo aquelas de natureza emocional, psíquica e afetiva?

Sim, o cenário parece traduzir uma vastidão impossível de ser percorrida por um único trabalhador, por mais aquinhoado que seja. O cansaço exige pausas, a pancadaria mental e emocional de muitos, em franco desequilíbrio e já na fronteira da perda do sentido existencial cobra alto preço aos que se dedicam a atenuar esse panorama afligente de nossos dias.

Bastará ligeiro olhar aos tempos remotos para perceber que o Divino Mestre também começou a tarefa sem ninguém e oportunamente foi buscar o auxílio de doze homens, quase todos analfabetos.

Temperamentos difíceis, gênios fortes, impulsivos.

E só Jesus para controlar o incêndio das paixões, diminuindo as tensões no colegiado apostólico então nascente.

Se com aquele grupo era difícil a empreitada, pior seria sem eles. E prosseguiu melhorando pelo verbo e pela ação constante o ânimo dos companheiros de ideal.

Valorizou a amizade de um, a fidelidade do outro, a inteireza moral de outro mais e foi insuflando confiança na união de todos.

Adentrou o supremo testemunho a sós... com Deus.

Identificou lealdade no peito de um ladrão, exausto de errar e sentenciado ao martírio do lado D'Ele.

Presentes ao drama do calvário, somente sua mãe, ralada de dor e João, o Evangelista, a sustentando nas horas difíceis.

E depois, a multidão infinita de adeptos e simpatizantes, a se espalharem no mundo, qual imenso exército de luzes e socorro aos milhões em tresvario.

Ergueram-se fogueiras, cruzes, punhais silenciosos e interrogatórios humilhantes, mas a força do amor foi diluindo as muralhas do ódio e da violência.

Eram e ainda são poucos os verdadeiros adeptos, a caminho do apostolado santificante, mas seus labores estão a alterar rotas de alguns, produzindo safras de otimismo e chuva de confiança em terras antes áridas.

És tu alguém chamado a ofertar o pouco que tenhas. Mãos calejadas, ombros fatigados, ouvidos que se acostumaram a ouvir o choro de crianças famintas e doentes, bem como a catilinária da rebeldia.

O Cristo se vale de teus olhos para rever as paisagens terrestres, de teus braços para agilizar socorro e amparo aos caídos e tuas pernas serão suporte por onde Ele caminhará no mundo, diminuindo a amargura.

Vai! Segue!

Essa escolha a fizeste antes do berço, prossegue em tua vilegiatura física presente e seguirá contigo após o cansaço extremo fechar tuas pálpebras, quando o anjo da morte vier recolher teu espírito para paisagens etéreas. É quando ouvirás em tua acústica mais profunda:

~ Vem, meu filho muito amado! Já atravessaste a porta estreita. Repousa por alguns instantes, refazendo tuas fibras mais íntimas, mas enquanto a Terra possuir um gemido de dor e uma lágrima vazar pelos olhos de uma criança, não me é lícito repousar.

Entenderás, em definitivo, a expressão por Ele proferida um dia:

~ Meus discípulos serão reconhecidos no mundo por muito amarem!

Assim caminha a humanidade...


Marta (Espírito)

Juazeiro/BA., 18.10.2026


Médium: Marcel Mariano



segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Monumentos dedicados à justiça.

 


Imagem ilustrativa


Em todas as épocas da civilização humana, surgiram no mundo monumentos dedicados à justiça, onde o erro era apreciado por julgadores designados pela comunidade ou escolhidos pela tradição. O objetivo sempre foi o mesmo, conquanto as regras variassem de povo a povo: manter a ordem, assegurar a paz social e punir o mal.

O longo processo antropossociopsicológico ensejou alteração nessas estruturas, e o aparelhamento do Estado, da taba aos tempos modernos, fez com que as cortes de justiça substituissem as assembléias populares de julgamento sumário.

Surge, lentamente, o corpo do direito civil e as legislações penais, se edificando presídios e penitenciárias para cumprimento das penas estabelecidas. Mas nosso olhar deve se fixar na capacidade julgadora, inata na criatura humana.

Pais sempre julgaram seus filhos.

Generais sinalizam o comportamento da tropa, e quando há desvio, a corte marcial exerce o julgamento no âmbito das casernas.

Órgãos públicos fiscalizam a iniciativa privada e estabelecem regras para o comércio, bens e serviços diversos.

No terreno delicado da religião, quase sempre o sacerdócio organizado fixou em Deus o julgamento dos filhos nas trilhas da evolução, padronizando em incontáveis culturas um paraíso para os bons e um degredo infernal para os maus. As atitudes e os pensamentos formam a base do julgamento divino. O clero, em muitos lugares, faz o papel de instâncias menores, já sinalizando, por excomunhões e afastamento da comunidade o julgamento das ovelhas em queda moral.

Restou um problema de natureza insolúvel para os padrões da humana justiça. Se esta se debruça sobre o fato, como aferir a intenção, estado íntimo e subjetivo inabordável?

Só Deus possui suficiente poder para absolver ou condenar o ser que tresvariou num instante de loucura ou de passionalidade. E a Divindade, cujos princípios residem nos alicerces do amor e da misericórdia, jamais exilaria um filho da criação divina para as geenas infernais.

A religião buscou adaptação do seu inferno nos tártaros da ancestral mitologia. Fez Deus cópia de Zeus ou de Júpiter, conforme a cultura grega ou romana.

Não possuindo as paixões típicas da criatura humana, a Divindade, cujas leis imutáveis e perenes estão ínsitas na consciência do ser espiritual, programou o Espírito imortal para a felicidade e a integração no sagrado, aproveitando erros como aquisição de experiência, acertos como degraus de ascensão e lutas evolutivas como buril de lapidação do diamante bruto, até que ele resplandeça ao sol do amor de Deus.

Muito oportuno que o cristão se abstenha de julgamentos precipitados, evitando sentenciar ocorrências onde desconhece suas causas. 

Cada alma é uma incógnita para outra alma. As soberanas leis nunca condenam ou absolvem. Os excelsos códigos sinalizam a prática do bem para que o ser desfrute de paz e harmonia interior, evitando o remorso, tardio despertamento das ações equivocadas.

Não praticar em relação a outrem aquilo que não deseja para si. E quando lesado, enxergar no ofensor alguém que perdeu o equilíbrio, abriu mão do bom senso e para si mesmo traça uma nova jornada, onde terá que retificar os atos contrários ao bem, mais tarde voltando à estrada da harmonia abandonada por viciação ou rebeldia.

Nenhuma ovelha confiada por Deus a Jesus, no orbe terrestre, está deserdada ou navega sem um GPS moral.

Em toda parte a escola que clareia o raciocínio obtuso, o livro que liberta da ignorância e a presença de mestres e lentes honrados, ensinando e aprendendo como crescer para a luz, enfrentando os desafios da evolução.

Sê tu aquele que não julga, auxiliando quem caiu ou tombou a levantar-se, pondo-se outra vez em marcha para sua própria plenitude.


O peregrino.

Juazeiro/Ba., 11.10.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 11 de outubro de 2026

MORRE AOS 69 ANOS BIG RAUS, UM DOS GRANDES NOMES DA MÚSICA BONFINENSE

 



MORRE AOS 69 ANOS BIG RAUS, UM DOS GRANDES NOMES DA MÚSICA BONFINENSE


Senhor do Bonfim está de luto neste domingo (11) com a notícia do falecimento, aos 69 anos, do músico e compositor Raunilson Leite da Silva, conhecido artisticamente como Big Raus, um dos nomes marcantes da música bonfinense.


Com uma trajetória dedicada à música, Big Raus conquistou o carinho, o respeito e a admiração de amigos, colegas e admiradores, deixando sua contribuição para a cultura musical de Senhor do Bonfim.


Sua partida representa uma grande perda para a classe artística e para todos que acompanharam sua história e reconheceram seu talento.


Neste momento de dor e tristeza, as palavras são insuficientes para confortar familiares e amigos. Entretanto, seu legado artístico e as lembranças de sua trajetória permanecerão vivos na memória daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.


O Cleber Vieira News manifesta profundo pesar pelo falecimento de Big Raus e se solidariza com familiares, amigos e toda a comunidade artística bonfinense.


Big Raus se despede da vida aos 69 anos, mas deixa sua história eternizada na música de Senhor do Bonfim.


Fonte: Bonfim minha cidade

Redação – Cleber Vieira News

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Perfume de amor

 


Imagem ilustrativa


Novamente convidada ao Ashram do venerando mestre Rabindranath Tagore, ali chegamos numa tarde coroada de luzes de difícil descrição. Um céu tingido do azul do dia, já esmaecendo as cores na aquarela da noite, que se avizinhava em triunfo. Ao longe, uma montanha imponente, ostentando em suas escarpas uma cachoeira colossal, fazendo suas águas desabarem do alto, caindo no lago abaixo qual véu de noiva em tarde mágica de núpcias divinas. Aves multicoloridas cruzavam os céus naquele crepúsculo, certamente buscando refúgio para a noite que não tardaria a chegar.

Tudo era silêncio e música no ar. Um delicioso aroma de sândalo perfumava o ambiente, santuário do poeta das estrelas e da estesia lírica.

Em esteiras de palha, sentamos-nos em atitude tipicamente oriental, buscando sossegar o pensamento acelerado, típico das criaturas desacostumadas com a prática da meditação e do silêncio interior.

Ele chegou suave como a brisa da manhã. Longas barbas, brancas como a neve do Himalaia. Olhar sereno e profundo, parecia nos falar sem a articulação da palavra. Sri Aurobindo, outro avatar, o acompanhava em majestoso silêncio.

Sentaram-se como nós, os sedentos discípulos, ali buscando a essência da verdade.

Um mantra suave se fez ouvir, como se alaúdes e violoncelos invisíveis, tangessem brandas cordas, evocando desconhecida sinfonia da primavera, pois que o santuário do venerando apóstolo exibia flores por todos os lados. Não saberia dizer, no meu deslumbramento, se estávamos num recanto da Amazônia, no parque nacional do Serengueti, na Tanzânia, ou no vale do Tirol, na Áustria, em plena estação primaveril.

A sinfonia de cordas fez um suave staccato e o embaixador da paz nos presenteou com seu verbo, como se ainda estivéssemos nas ruas de Atenas, a ouvir Sócrates junto com seus alunos, nos primórdios da filosofia.

~ Filhos e filhas do altíssimo, conhecemos a busca de cada um nesse ambiente de contraste. Enquanto no planeta a selvageria espalha seu rol de misérias e atrocidades, podes fruir aqui da paz inexistente no orbe das lágrimas e das expiações dolorosas. Nenhum de nós está ou permanece indiferente ao clamor das viúvas e dos órfãos, ao choro agoniado dos homens despedaçados pelos obuses e pelos drones cirúrgicos. O arsenal nuclear, ora sustentado por alguns países, é ameaça real contra o restante da humanidade, e qualquer descuido de um dedo ansioso pode ceifar, em questão de horas, as construções da inteligência e do conhecimento, construídas em milênios de história.

Entretanto, o sublime pastor prossegue vigilante, enviando ao cenário trágico do mundo seus embaixadores, buscando iluminar consciências e diminuir as tensões reinantes nos gabinetes da política rasteira.

César ainda se locupleta no mundo, pelejando por corpos e corações de pedra. Jesus, o Excelso Guia, clareia mentes em turvação e pacifica, pelo amor, as imensas dores e aflições, qual dolorosa pandemia moral, a espalhar seu bafio pestilento entre as criaturas humanas.

Regozijai-vos!

Bendizei Sua misericórdia infinita!

As estruturas da civilização atual estão a desmoronar, dando espaço a outras colunas, erguidas pelo suor e sacrifícios de servidores abnegados, que se espalham no mundo qual imenso exército de formiguinhas, semeando a esperança e a gentileza.

Regressai aos vossos  postos de trabalho, tomados de otimismo e alegria, confiança e fé. Acima dessas ocorrências passageiras, onde a guerra parece triunfar sobre a paz, o iníquo gargalhar sobre o ético, a esperteza zombar da honra e o violento estender seus domínios sobre vastos corações humildes pairam a bondade de Deus e a atuação de nosso Senhor Jesus Cristo e seus emissários, diluindo a escuridão com o clarão do amor, a agressividade desidratada pela amorosidade e a indiferença aos párias será banida pela solidariedade, a ressumar da restauração do Evangelho nas suas bases primitivas.

Namastê!

Ergueu-se da posição de lótus e saudou com um gesto, curvando o rosto diante de todos nós.

Uma sensação jamais sentida invadiu-nos os corações e impossível foi conter a torrente de lágrimas.

Quais duas efígies de luz, ambos diluíram-se à nossa frente, deixando delicioso aroma no ar.

Alguém do meu lado perguntou-me se poderia identificar aquele cheiro inebriante. Pude apenas responder:

~ Perfume de amor.

Saímos. 

Já era noite e os pirilampos de Deus incidiam seus clarões sobre a Terra em sombras.

E o trabalho prossegue, sem solução de continuidade...


Marta (Espírito)

Juazeiro, 09.10.2026

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O ser dos tempos contemporâneo.







Imagem ilustrativa


O ser dos tempos contemporâneos marcha aureolado de bênçãos tecnológicas, a otimizar o pensamento e a gestão da vida material.

Explodiu o átomo, liberando uma energia incontrolável. Desceu aos abismos dos mares e descortinou novas espécies marinhas. Analisou florestas e ecossistemas verdes, localizando vegetais desconhecidos da botânica e com eles, elaborou novos medicamentos.

Nos últimos sessenta anos, tem investido somas fabulosas na exploração espacial, ansioso por aprofundar o conhecimento sobre galáxias e nebulosas, buracos negros e ondas de rádio de origem desconhecida.

O cérebro engalana-se, atingindo patamares de conhecimento jamais experimentados. A rede mundial de computadores e a inteligência artificial projetam cenários e utilidades cotidianas inimagináveis.

Os neurônios parecem passageiros a bordo de uma nave, viajando à velocidade da luz, acumulando em terabytes expansíveis informações inimagináveis.

Entretanto, um olhar mais apurado também notará a discrepância dessas vertiginosas conquistas do cérebro para o sentimento. São dias de fundas agonias, lancinantes dores emocionais, multidões assaltadas pela solidão e seres trucidados pelo vazio existencial.

Multiplicam-se os esforços para auxiliar muitos a se erguerem das quedas morais, mas não se consegue o alevantamento de todos. Religiosos jazem confusos, atrelando a religião ao materialismo crasso desses dias de inquietação incessante. O medo da morte e o desconhecimento quase que completo da vida futura e da imortalidade da alma apavoram milhões, que se veem projetados no limite do precipício que delimita a fronteira diáfana entre o carro físico em desgoverno e a alma em desespero.

Como auxiliar a manada de búfalos em correria tresloucada? Como esclarecer quem se encastelou na fortaleza das ciências materialistas?

De que forma arrancar milhões de ovelhas, guiadas por astutos pastores, sedentos de ouro e cédulas verdes?

Como esclarecer que todo poder emana de Deus e que cada servidor dará conta da própria administração perante o governo do universo?

Discursos são ignorados, pregações são desprezadas e livros esclarecedores são abandonados, quais ferramentas imprestáveis no caminhar dos peregrinos desavisados.

Paciência. Confiança no alto. Foco nas próprias tarefas.

Que cada servidor prossiga incansável na tarefa de formiguinha que o alto lhe confiou. Trabalhe a si mesmo e, quando possível, oriente algum perdido da estrada.

Semeie em solo difícil, mesmo sabendo da improvável colheita.

E prossiga, otimista e confiante, recordando sempre que necessite refazer forças...

Ele surgiu num período difícil e amargo, como estes dias que estamos atravessando. Esteve  aparentemente inativo por dezoito anos, se preparando para enfrentar a selva humana dos interesses rasteiros.

Consciente de que precisava de colaboradores, buscou doze amigos numa vila de pescadores. E saiu a anunciar o novo tempo.

Abençoou a semente minúscula, enalteceu a dracma perdida, dialogou com os esquecidos e párias sociais. Se fez hóspede de indesejáveis e detestados. Reconduziu a mulher à sua dignidade ultrajada pelo machismo reinante e acolheu os meninos, exaltando-lhes a pureza das intenções.

Deu-se em holocausto. Sucumbiu fisicamente entre meliantes do mundo.

Prossegue o Senhor como governador do planeta em convulsões ciclópicas, agitação das massas e taquicardia dos sentimentos.

Não pede aos novos discípulos sacrifícios. Suplica misericórdia em favor dos aflitos e despossuídos de tudo, menos das bênçãos de Deus.

Sê tu carta viva dessa Boa Nova! Avança no terreno árido das paixões e edifica em ti mesmo a Jerusalém renovada que o tempo presente reclama.

És tu os braços, as mãos e os pés que o Cristo necessita para amorizar esses dias desafiadores que estamos todos a atravessar.

Após a noite densa, a aurora.

Depois da tempestade, a calmaria dos elementos em fúria.

Da escassez à abundância.

E Ele prossegue semeando...


O peregrino.  (Espírito)

Senhor do Bonfim, 03.10.2026


Médium: Marcel Mariano




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Lula vence votação em Bonfim

 


Lula vence votação presidencial em Senhor do Bonfim com 62,13% dos votos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato mais votado para a Presidência da República em Senhor do Bonfim no primeiro turno das Eleições 2026.

Com 100% das 174 seções apuradas, Lula recebeu 25.666 votos, correspondentes a 62,13% dos votos válidos, conforme os números finais apresentados na apuração.

Na segunda colocação ficou Flávio Bolsonaro (PL), com 13.819 votos (33,45%). O candidato Augusto Cury (Avante) apareceu em terceiro, somando 779 votos (1,89%).

Ao todo, Senhor do Bonfim registrou 43.744 eleitores que compareceram às urnas, segundo os dados apresentados na apuração.

O resultado confirma a vitória de Lula na votação presidencial no município neste primeiro turno. Dados oficiais das Eleições 2026 são divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Redação Cleber Vieira News

domingo, 27 de setembro de 2026

És filho da suprema criação.

 


Imagem ilustrativa


A busca por Deus deveria ser a prioridade absoluta do inquilino residente na Terra. Tudo que representa a impermanência se faz fogo fátuo no carreiro evolutivo. Surge num momento e desaparece logo após. As mais vultosas fortunas são empréstimos que o banco da Providência Divina oferta aos filhos de Deus para alavancarem o próprio e o alheio progresso, mas, distraídos no parque de diversões em que se sentem como estudantes de ocasião, se deixando fascinar por brinquedos e jogos diversos, sabotando excelentes oportunidades de crescimento.

O vigor da juventude, que passa ligeiro.

A libido, que o cansaço consome.

O poder temporal, que muda de mãos de uma hora para outra.

A fortuna, que o meliante surrupia na calada da noite.

Entretanto, incontáveis estrelas brilham no firmamento, enquanto no solo do mundo homens e mulheres estão tragados pelas aflições. Não obstante os casarões luxuosos, em avenidas ou condomínios de luxo, dentro das quatro paredes de muitas mansões permanece o vício, a desonra e enfermidade cruel.

O rosto muito bem esculpido em cirurgias estéticas ou coberto de custosa maquiagem, muitas vezes tentando ocultar marcas da velhice precoce e das sucessivas amarguras enfrentadas e não solucionadas.

Quantos corações machucados pelo medo de viverem novas experiências afetivas.

Quantos corações maternos dilacerados pela ingratidão de filhos insensíveis, companheiros indignos e abandono no próprio lar.

O planeta exibe contrastes gritantes, se constatando que no mesmo século caminham, lado a lado, uma geração antenada com as mais sofisticadas tecnologias, sonhando com a conquista das estrelas e, do outro lado da rua, uma massa de famintos do corpo, sedentos da alma e martirizados pelas angústias que ninguém vê.

Em todos, a mesma ânsia pela felicidade, mas buscando-a por ferramentas distintas.

E o Supremo Doador nunca esteve longe ou inalcançável. Não faz residência num céu inatingível, nem jamais esteve sentado num trono de ócio, cercado de anjos bajuladores.

Essa inteligência suprema está no perfume de uma flor, no gracioso voo da gaivota, na nuvem fecundante, no charco aparentemente pútrido e nos lírios do campo.

Possui muitos nomes. Alá, Jeová, Emanuel, Brahma, Providência Divina, natureza, causa primeira de todas as coisas...

Cuida do verme e zela pela galáxia colossal. Sustenta o arbusto frágil e se exibe na montanha altaneira.

Faz a garoa fina e sustenta o sol que aquece a vida na Terra.

Seu infinito amor corrige e aperfeiçoa não como gostaríamos, mas como temos necessidade na estrada da evolução infinita.

Está no verso quebrado e na rima perfeita. Surge na canção ou no trinado do pássaro colorido.

É uma permanente sinfonia, que recusamos ouvir até o final.

Deus, sempre Deus, nada mais do que Deus!

Age no silêncio profundo.

Filho da luz e herdeiro de Deus, estagiário das experiências milenares nos palcos do mundo, acalma tua ansiedade por instantes e deixa-te invadir pela nostalgia de O descobrir em teu mundo íntimo.

Permite que Ele incida luz em tua telha quebrada, inundando teu domicílio emocional de harmonia e bem-estar.

Ignora se o Eterno te surgirá na feição de um colibri ou na potência de um paquiderme. Um Himalaia ou um grão de areia.

És filho da suprema criação. 

Herdeiro de Seu incomensurável amor.

Toma posse do que és, olvidando o que tens ou te falta.

Em Deus, és pleno.


Marta e Élzio Ferreira de Souza. (Espíritos)

Mafra/SC, 27.09.2026


Médium: Marcel Mariano




domingo, 20 de setembro de 2026

Desconhecedores de nós mesmos



Imagem ilustrativa


Entre os temas mais palpitantes da atualidade situa-se o das lutas íntimas, aquelas que erguem arenas na intimidade de cada um.

Conquanto não vistas, são cruéis e amargos embates que cada criatura trava contra sua natureza inferior, muitas vezes em estímulos para fossas morais de difícil descrição.

Trato fino na convivência, mas o impulso incessante para a brutalidade. Palavra bem posta em momentos de conveniência e linguajar chulo na roda de amigos mais reservada. Análise serena de acontecimentos e fatos quando na tribuna da oratória, mas crítica ácida e rude quando entre alguns poucos.

Se atendido nos desejos e vontades, faz-se modelo de educação social e fidalguia, mas quando contrariado nas expectativas, ruge que nem um leão acuado, explodindo em agressividade que assusta.

Sim, somos realmente desconhecedores de nós mesmos. Em incontáveis ocorrências do cotidiano, manejamos a mais ampla cultura sobre terceiros e desconhecidos, mas ignoramos nossas resistências aos embates da vida e quase nada sabemos sobre nossas reações.

Inabituados à meditação, atravessamos a existência física quais rochas impermeáveis, até que a dinamite das frustrações nos provoque fissuras no ego contrariado. Sonhos e projetos se fazem inatingíveis e perdemos o equilíbrio que nos resta. Parte da vida faz-se amarga, indigesta, e só a muito custo o círculo de familiares e amigos consegue suportar nossa presença.

Tudo poderia ser diferente...

Tivéssemos a coragem de periodicamente nos analisar sobre as relações mantidas e nutridas, submetendo-nos ao rigoroso teste de perguntarmos a nós mesmos se estamos sendo leais aos que marcham pela mesma estrada.

Quantas vezes ouvimos o outro com espírito de acolhimento, sem reservas ou apontamentos desnecessários.

Percebendo alguém em atitude de ataque em nossa direção, em que instante recorremos à prece em favor dessa pessoa, assaltada pelas sombras.

Ouvindo alguém em confidência, se fomos capazes de cerrar o segredo doloroso, suplicando a misericórdia divina para a criatura em desatino à nossa frente.

E quando foi que colocamos algum tipo de freio aos nossos pensamentos impróprios, quando a sós.

Convidado a expressar, pelo verbo, essa ou aquela opinião sobre a conduta de alguém guindado à vida pública, buscamos enxergar alguma virtude ou nobreza mínima, diminuindo a acidez da análise.

Em matéria de viver, seremos sempre senhores do próprio silêncio, mas invariavelmente escravos de tudo quanto proferido pelos lábios.

E como procedia Jesus quando em contato com a massa do povo?

Ouvia, entendendo.

Silenciava, ajudando.

Narrava, esclarecendo.

Curava, despertando o beneficiado para a responsabilidade de ser liberto do mal que o afligia.

Buscava refúgio no deserto, comungando em silêncio com Deus. Volvia aos ajuntamentos humanos e se compadecia da ignorância popular, buscando apontar caminhos alternativos.

Não desconhecia o mal. Exaltava o bem que poderia ser feito.

Tinha profunda compaixão com os hipócritas, mas tolerância zero com a hipocrisia, separando o doente da doença 

Sem buscar ferir tua sensibilidade, quando foi o teu último encontro contigo mesmo? Em que época conversaste com teus pensamentos mais íntimos?

Assim que possível, agenda a sala do silêncio, desacelera tua rotina e senta na relva verde de teu jardim de sonhos.

Era uma vez...


Marta (Espírito)

Itiruçu/Ba., 20.09.2026


Médium: Marcel Mariano



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ANTE O SUICÍDIO*

 


Imagem ilustrativa


_*ANTE O SUICÍDIO*


Se a idéia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no  infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.

Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as  próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará  consigo as consequências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.


Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono  profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.


Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são  órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes  propiciam o socorro possível. Entretanto, benfeitor algum consegue eximí-los, de imediato, do  tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.


Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.


Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências  anteriores.


Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e servindo, lançando um olhar para a retaguarda, de modo a verificar quantas  criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais  constrangedores do que os nossos.


O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será  sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o  trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolva a  mente.

E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que  Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.


_(EMMANUEL)_


*Livro:* _"Amigo"_

*Psicografia:* _Chico Xavier_



quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Morre o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, em Senhor do Bonfim

 




Morre o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, em Senhor do Bonfim


Faleceu por volta das 9h30 desta quarta-feira, 16 de setembro, o radialista e produtor de eventos Antônio Augusto Gomes, figura bastante conhecida em Senhor do Bonfim.

Segundo informações, Augusto tomou café pela manhã na Panificadora Globo e, em seguida, saiu para realizar uma panfletagem. Durante a atividade, passou mal e foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas), mas não resistiu. A informação inicial é de que ele teria sido vítima de um infarto.

Antônio Augusto Gomes construiu uma trajetória marcante no esporte, na comunicação e na realização de eventos. Foi presidente da Liga do CSU, do Clube 25 de Janeiro e da Liga Desportiva de Bonfim. Também integrou a campanha que levou o município ao vice-campeonato do Campeonato Intermunicipal de 1993.

Augusto ainda esteve entre os fundadores da Copa Rural, apresentou o programa “Jornal Pega Fogo”, na Rádio Rainha FM, e, atualmente, era proprietário da AGTV Web.

A morte de Antônio Augusto causa grande comoção entre familiares, amigos, profissionais da comunicação, desportistas e integrantes do setor cultural e de eventos de Senhor do Bonfim.

O Cleber Vieira News manifesta profundo pesar e deseja força e conforto aos familiares e amigos neste momento de dor.


Redação do Cleber Vieira News

domingo, 13 de setembro de 2026

A Lei de Destruição

 


Imagem ilustrativa


Decorridos vinte e cinco anos da tragédia das torres gêmeas, situadas na ilha de Manhattan, um dos cinco distritos que constituem a mais cosmopolita das cidades terrestres, a nação norte-americana evocou aqueles dias trágicos de 2001.

Quase quatro mil vítimas, um país em choque até hoje.

E toda a história humana e das civilizações está assinalada por tragédias coletivas, naturais ou provocadas, deixando atrás de si um caminho de sangue. Terremotos, furacões, tsunamis, enchentes ou secas inclementes têm desassossegado a vida das comunidades atingidas, sofrendo diferentes interpretações. Líderes religiosos asseguraram ser fruto da ira divina, prenúncio do fim do mundo, invasão alienígena ou guerra desconhecida, movida por nações hostis. E uma grande soma de vidas é tragada nessas ocasiões, deixando novas interrogações.

Os flagelos sempre ocorreram nos anais da história, e fazem parte das leis de destruição e progresso, impulsionando as culturas para a melhoria das ciências encarregadas de prever desastres naturais, bem como consolidando no ser a certeza de que, por mais que se expanda no intelecto, não fugirá de acertar contas com a morte.

Toda a estrutura material que cerca as criaturas está sujeita a periódica metamorfose, fazendo com que a construção projetada sofra alterações súbitas, adotando nova apresentação. Eras glaciais, séculos de seca inclemente, chuvas torrenciais, quais dilúvios bíblicos, bem como a movimentação das placas tectônicas, têm causado inquietação e medo em incontáveis indivíduos.

E se os corpos e as estruturas de cimento e ferro são reduzidos a escombros, os falecidos ressurgem na pátria espiritual sedentos de informações e acolhimento, buscando entender a interrupção abrupta da existência, ante os flagelos naturais ou os atentados terroristas.

A lei do progresso a todos conclama avançar. A de destruição está encarregada de renovar as paisagens, quando natural, e quando provocada, suscita alterações na convivência, renovando os seres e os saberes.

Instala novo olhar, onde a amorosidade e a solidariedade surgem como alternativas aos confrontos estéreis e as pugnas ideológicas. A humildade e a submissão às leis divinas brotam como floração fecunda à empáfia com que muitos desafiam Deus e seus divinos códigos. A cooperação brota entre as nações, rasgando fronteiras de separatividade, e os diretamente atingidos, arrebatados em grande soma, refazem conceitos religiosos e alteram o modo de pensar ao longo do tempo.

Do caos, surge a renovação na convivência. Das lágrimas dos que ficaram, novos pensamentos emergem nas trilhas do existir.

Muitos se dão conta que estiveram apartados de Deus, adotando a postura materialista para o viver, agora refazendo caminhos e ressignificando o projeto existencial.

Talvez em tua existência até aqui nenhum acontecimento trágico te assaltou a aparente normalidade, mas este pode aparecer quando menos aguardado. Aproveita a calmaria da viagem pelo corpo e reflete sobre os projetos acalentados e as efetivas realizações feitas. Quanto tempo disponível para a meditação e o estado de prece? A energia empregada para o triunfo no mundo tem sido a mesma para vencer a si mesmo?

Os velhos enganos e as imperfeições morais têm sido enfrentados ou deixados de lado, aguardando um tempo propício no futuro incerto?

Filho de Deus, reavalia teu projeto existencial, lubrifica tuas engrenagens no azeite da boa vontade e firma teus propósitos na coragem e no discernimento, buscando ainda hoje o modelo e guia da humanidade: Jesus.

N'Ele surge o dia coroado de sol e N'Ele o crepúsculo triunfa ao cair da tarde, apontando para cada um novos rumos, sob o clarão das estrelas.


Marta (Espírito)

Salvador, 13.09.2026


Médium: Marcel Mariano



Tudo Passa

 


Imagem ilustrativa



No domingo recordamos uma mensagem antiga do Momento Espírita:


*Vai ficar tudo bem*


Let it be é o décimo terceiro e último álbum do grupo inglês de rock, The Beatles.

Foi gravado entre janeiro de 1969 e março/abril de 1970 e foi lançado em 8 de maio de 1970.


Inicialmente, o nome previsto para o álbum era outro. Mas acabou sendo mesmo o nome da faixa composta por Paul McCartney.


Paul a escreveu em homenagem a sua mãe, Mary McCartney, vítima de câncer de mama, quando ele tinha quatorze anos de idade. À época, a morte da mãe o abalara profundamente.


Conta Paul que, certa noite, sonhou com a mãe vindo em sua direção e lhe dizendo Let it be. Algo como Deixa estar ou Vai ficar tudo bem.


Quando acordou, já estava com a melodia da música na cabeça e os versos foram brotando:


Quando eu me encontro em tempos difíceis, mãe Maria vem para mim, falando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”. E, nas minhas horas de escuridão, ela está em pé bem na minha frente, falando palavras de sabedoria, sussurrando palavras de sabedoria: “Vai ficar tudo bem”.


E, quando as pessoas de coração partido, morando no mundo concordarem, haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


Pois, embora possam estar separados há ainda uma chance que eles verão. Haverá uma resposta: “Vai ficar tudo bem”.


E quando a noite está nublada, há ainda uma luz que brilha em mim, brilha até a manhã: “Vai ficar tudo bem”.


Eu acordo ao som da música. Mãe Maria vem para mim. Não haverá tristeza. “Vai ficar tudo bem”.


*****


Os versos traduzem alegria. Alegria ante a constatação de que a mãe vive a Imortalidade do Espírito.


E de onde quer que se encontre, nesse imenso Universo de Deus, vem ao encontro do filho quando as dificuldades se fazem maiores, quando as dores se tornam superlativas.


É o atestado do amor materno, que jamais abandona os seus filhos, sublimando-se no sentimento de amar, incondicionalmente.


Muitos filhos, como Paul McCartney, lhes detectam a presença generosa. Outros podem nem perceber, nem se dar conta.


Mas mãe é essa criatura especial que vela sempre, que faz da vida do filho a sua própria, que renuncia a seus prazeres e necessidades para suprir o de que carece o filho.


Também é uma canção de esperança. Esperança de que um dia todos possam perceber essa realidade. Tudo é passageiro na Terra. Tudo passa.


A morte separa as pessoas fisicamente, mas ninguém pode separar Espíritos que se amam. Porque o amor é indestrutível e tudo vence.


Vence o tempo, vence as fronteiras da morte, brilha na Imortalidade.


E, para amenizar a saudade da ausência física, nas asas do sono, os seres se encontram: uns ainda prisioneiros na carne, outros já libertos no mundo espiritual.


E, enquanto as horas do sono se fazem reparadoras para o corpo cansado, o Espírito sonha, nos campos espirituais.


Finalmente, depois dos dias de separação, dos anos de paciente espera, o grande reencontro das almas se faz.


Pensemos nisso e não nos permitamos o mergulho no poço da depressão. Nossos amores vivem.


E a dor que nos castiga agora, vai passar. Tudo vai ficar bem... logo mais.


*****


Redação do Momento Espírita.

De 11.5.2019.

sábado, 12 de setembro de 2026

Uma Nave de outro Mundo

 


Imagem ilustrativa


BELÉN, 1958: O ENGENHEIRO ARGENTINO QUE AFIRMOU TER ENCONTRADO UMA NAVE DE OUTRO MUNDO

Certa manhã de janeiro de 1958, Fernando Arquibola García, então com 42 anos, saiu de Belén, na província argentina de Catamarca, para realizar um levantamento de mineração no setor de minas de tungstênio de San Antonio. Técnico em rádio e eletrônica, professor de eletrônica e inventor, ele relatou ter percorrido cerca de oito quilômetros montado em um burro antes de chegar ao local, por volta das 7 horas da manhã. Perto do meio-dia, enquanto fazia uma pausa para comer, um zumbido intermitente atraiu sua atenção para uma ravina. A cerca de 90 metros de distância, ele encontrou — segundo seu relato — uma enorme estrutura branco-esverdeada apoiada em três suportes e dotada de janelas dispostas em intervalos regulares. Inicialmente, pensou ter descoberto uma instalação militar secreta, mas aproximou-se até ficar a cerca de 70 metros. Um dispositivo semelhante a um telescópio surgiu então na parte superior, e apareceu uma silhueta com mais de 1,80 metro de altura, vestindo um traje branco completo e um visor que cobria o rosto.

Foi nesse momento que a história assumiu uma dimensão extraordinária. García afirmou ter percebido, primeiramente, algo semelhante ao canto de pássaros em sua mente, seguido imediatamente por uma voz que falava um espanhol perfeito, sem sotaque, instruindo-o a não avançar. Apesar da distância, ele teria ouvido seu interlocutor com a mesma clareza como se estivesse a apenas um metro de distância. Quando García perguntou se tratava-se de uma instalação militar, o ser respondeu que o objeto não pertencia a nenhuma força terrestre. Em seguida, para demonstrar suas capacidades, o ser apontou um dispositivo semelhante a uma lâmpada para uma rocha situada a algumas dezenas de metros: um poderoso feixe de luz branca teria derretido a pedra em questão de segundos. Ao ser questionado sobre essa tecnologia, o desconhecido respondeu simplesmente: "energia pura". Ele afirmou então que a estrutura era uma nave não humana imobilizada por uma avaria, que seu sistema de propulsão era desconhecido pela humanidade e que seus semelhantes visitavam a Terra há mais de 20.000 anos.

García relata que a conversa telepática teria durado quase duas horas. Seu interlocutor teria afirmado que vinha de um sistema planetário com dois sóis e fornecido coordenadas astronômicas que, infelizmente, nunca foram estabelecidas publicamente de forma a permitir, hoje, confrontá-las com um sistema estelar específico. Quando García pediu para entrar no aparelho, o ser teria explicado que 50.000 anos de desenvolvimento tecnológico os separavam e comparado a humanidade a uma existência efêmera, que dura apenas algumas horas. A conversa também teria abordado a Atlântida e a Esfinge: o ser teria alegado que a Atlântida fora habitada por seres que chegavam a quase quatro metros de altura e que foi submersa durante um cataclismo, enquanto a Esfinge teria sido construída em homenagem a um extraterrestre que participara do resgate de egípcios atingidos por uma epidemia. Tais declarações devem ser consideradas pelo que são: relatos feitos por García, sem confirmação arqueológica ou histórica. A arqueologia, em particular, situa a construção da Grande Esfinge no Egito faraônico do Império Antigo e não apresenta evidências de intervenção extraterrestre.

Ao final do encontro, García teria recebido a ordem de se proteger, deitar-se e cobrir os ouvidos. O zumbido teria retornado, acompanhado por uma forte pressão na cabeça. Quando olhou novamente, a imensa "construção" estava a centenas de metros do solo: apresentava-se claramente como uma forma metálica e lenticular, com um brilho vermelho intenso na parte superior, antes de seguir para o noroeste e desaparecer. Ao contrário de muitas testemunhas de casos de OVNIs, García concordou em ter sua identidade revelada e defendeu abertamente seu testemunho. Isso reforça a rastreabilidade humana da história, mas não constitui prova: não dispomos de nenhuma fotografia conhecida da nave, nem da suposta rocha derretida submetida a uma análise científica documentada, nem de um fragmento do aparelho, nem de uma confirmação independente dessa conversa de duas horas. O caso Belén permanece, portanto, como um testemunho extraordinário, e não como prova de que uma nave alienígena pousou na Argentina em 1958. E é precisamente esse paradoxo que continua a fascinar: um homem com formação técnica afirmou publicamente ter encontrado uma inteligência muito mais avançada que a nossa, plenamente ciente de que quase nada do que dizia poderia ser verificado.


Fonte: Facebook


domingo, 6 de setembro de 2026

204 anos de Independência do Brasil.

 


Imagem ilustrativa


Na véspera de mais um aniversário de sua emancipação política, o Brasil parece um imenso coração, saturado de energias contrárias, em pleno estágio da taquicardia das agonias sociais.

Se sua história de pouco mais de 500 anos traduz uma luminosa jornada, no seio dos povos, para se tornar uma potência agrícola e mineral, no terreno das disputas políticas, se apresenta sob temperatura elevada, como se uma febre devoradora tomasse conta de seu ciclópico corpo, a se estender na América Latina. Enquanto as classes políticas se engalfinham nos bastidores de Brasília pela hegemonia de suas opiniões apaixonadas e discordantes, a massa de povo busca no suor a sustentação da família e a construção da solidariedade social.

Milhões de analfabetos funcionais. Incontáveis famílias sem um teto para chamar de seu. Honrados pais de família no corredor da pobreza extrema. Imensas filas em hospitais abarrotados de doentes e chagados.

Carência por toda parte.

Em diversos momentos de sua história, assinalada por vultos nobres e acontecimentos inolvidáveis, a interferência do alto impediu que as ruas se fizessem palco de atrocidades históricas ou genocídios de lamentáveis consequências para sua missão histórica, no seio da civilização humana. A nobreza do povo e seu elevado senso religioso tem tido supremacia nos instantes decisivos, impedindo que as armas se façam instrumentos de desagregação social.

É preciso manter a ordem acima de tudo.

Fortalecer o espírito de mansidão.

Socorrer as massas em desfalecimento, distribuindo trabalho e ocupação aos braços vigorosos do homem de bem.

Que a prece substitua o hino de guerra fratricida ou o estímulo à desordem, abrindo perigosos flancos por onde se insinue as injunções perturbadoras da anarquia política e administrativa.

Seus 204 anos de emancipação política devem representar o elevado sentimento de união de seus filhos em torno do ideal comum, qual seja, a educação das massas aturdidas e ignorantes, o desfraldar da bandeira da paz social e a oportunidade de trabalho para todos, impedindo que a fome estenda seus tentáculos sobre os estômagos atormentados.

Acima das inquietações políticas de seu tempo, paira a misericórdia de Jesus, e no seu céu noturno, a imagem do Cruzeiro do Sul traduz a inspiração para que seus filhos busquem na concórdia e no bem comum o chão atapetado de flores, perfumando a trajetória do coração do mundo e da pátria do Evangelho.

A história da nacionalidade brasileira está intimamente ligada ao coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, D'Ele advindo a proteção e orientação para que, em seu solo, incontáveis filhos de outros povos façam ninho e morada, buscando a confraternização universal, a desaparecer de outras nações, ora mergulhadas em lutas intestinas lamentáveis.

Saudamos, pois, o sete de setembro como marco da maioridade moral e política do Brasil, antevendo sua gloriosa trajetória no carrossel das nações do mundo, a espalhar frutos abençoados de paz e convivência pacífica, crescimento e abundância material, favorecendo a construção da Era Nova, a se instalar no planeta em convulsões sociais, ansioso por sua regeneração que já não tarda nos horizontes da fé e da concórdia.


Marta e Irmão X (Espíritos)

Salvador, 06.09.2026

véspera dos 204 anos da Independência do Brasil.


Médium: Marcel Mariano



terça-feira, 1 de setembro de 2026

Sociedade mentalmente enferma

 


Imagem ilustrativa


Caminhando na face do mundo sob tormentas variadas, o Espírito se percebe atingido incessantemente nos seus mais caros interesses.

Sonhos acalentados se fazem pesadelos no transcurso dos anos. Projetos longamente arquitetados percorrem trechos da ideação, mas não decolam na pista das realizações, gerando frustração e desencanto.

Amores surgem e passam pelos tecidos sensíveis da emoção, alguns deixando ressaibos de saudades dolorosas e outros mágoas de difícil erradicação.

O acúmulo de contínuos desencantos tem sido a gênese de uma série de transtornos do comportamento e da sensibilidade, produzindo uma sociedade mentalmente enferma.

Não situamos aqui as conhecidas e catalogadas enfermidades de natureza mental, quais a loucura, a catatonia, a hebefrenia, a esquizofrenia e outras tantas, mas, sim apontamos aquelas que estão a afetar a qualidade de vida do habitante do planeta em transição.

A solidão de muitos, geradora de medo de encerrar a existência sem uma companhia para ofertar solidariedade. O vazio existencial, que tem produzido uma geração de zumbis, a vaguearem nas grandes urbes sem metas nobres e saudáveis para o existir, se resumindo a consumidores das coisas produzidas, sem nunca preencherem o buraco negro íntimo.

Os que adotaram o pessimismo por bússola do próprio existir, sempre possuidores de uma nota triste e deprimente sobre pessoas e fatos, quase nunca observando o lado bom das coisas.

Os que optaram pela alienação religiosa como forma de se blindarem contra seus próprios defeitos, suas imperfeições morais, carregando na voz um discurso pronto de salvação sem esforço na gleba que lhes é própria.

Quantos delegaram suas obrigações a terceiros, mantendo-se infantilizados para o inevitável amadurecimento das responsabilidades diante das ações praticadas.

Incontáveis filhos de Deus, marchando na sociedade quais vampiros do sistema de castas ainda existente, suspirando pelo ócio remunerado e vantagens indevidas.

Multidões que fizeram da embriaguez dos sentidos fuga da realidade, buscando um paraíso fugidio nas substâncias químicas que entorpecem, prisioneiros voluntários de grilhões etílicos.

Viagens intermináveis, cuja finalidade não é criar intercâmbio cultural ou acadêmico, mas tão somente fugir de companhias indesejáveis ou manter distância de sítios onde ocorreram situações dramáticas.

Incontáveis posturas assinalam muitas almas, exibindo risos por fora e esgares de dores íntimas. Dirigem muitos, incapazes do autodomínio. Tomam decisões sobre terceiros, mas recuam, amedrontados, diante de situações em que precisam gerir o próprio destino.

Riem nas maternidades, quando brindados pela progenitura, e choram, desconsolados, quando comparecem nos cemitérios, onde sepultam afetos e amores.

Muitos estão sustentando a vida física na força de estimulantes e energéticos, verdadeiras bengalas do quimismo orgânico, sem as quais já teriam tombado nas avenidas das provações e dos testemunhos incessantes.

Para todos nós, incluindo eles, nossos irmãos que atravessam duras experiências e amargas expiações, veio ao mundo a mensagem de Jesus.

Parábolas que retratam nosso cotidiano.

Diretrizes que apontam caminhos novos.

Palavras de vida eterna. Nenhuma condenação. Inexistência de crítica porque caiu ou se equivocou. Censura alguma.

Nem prêmio, nem castigo.

Um permanente manual de vida, a ser aplicado diariamente, face às ocorrências diversas, pedindo apenas boa vontade e confiança, fé na vida futura e compreensão da posição evolutiva de cada um.

Se aceitar passível de errar, erguer-se da queda provável e prosseguir caminhando.

Começar o dia na luz da oração e encerrar o crepúsculo no silêncio que agradece e louva a criação infinita.

Se perceber gente, filho de Deus e irmão de Jesus Cristo, com amplas possibilidades de acertar o passo e retificar em si mesmo aquilo que critica nos outros.

Cada dia, um novo começo.

E se sobrevier a desencarnação, refazer a fadiga da estrada percorrida, olhar o mundo novo pelo para-brisa e não pelo retrovisor, seguindo em frente ao encontro do mestre inesquecível.

Tão velhas receitas para um mundo em decadência moral, se remendando a cada dia através da melhoria mental de seus próprios inquilinos.

Estará faltando algum item nesse receituário de bem-estar e confiança no Poder de Deus?

Sigamos. 

O novo dia já começou...

Marta ( Espírito)

Juazeiro, 26.06.2026


Médium: Marcel Mariano



domingo, 30 de agosto de 2026

E o semeador saiu a semear.

 



Quando afirmou que a seara é imensa, mas os ceifeiros são escassos, o mestre inesquecível apenas diagnosticou uma realidade persistente nos quadros da atividade humana.

Por toda parte existem cultivadores da fé, que se mostram apaixonados expoentes da crença, mas raros resistem aos embates mais difíceis da estrada evolutiva, quando situados frente a frente com opositores e descrentes.

Outros, primam pela busca da salvação, face às artimanhas do adversário de Deus, mas se conseguem algo corrigir na conduta das ovelhas perdidas, deixam-se guiar pelas próprias torpezas e inquietações nas trilhas das sensações passageiras.

Outros, conseguem disciplinar esse ou aquele aprendiz que o vício deseducou, mas não resistem às carícias da tentação quando esta surge nos momentos de fragilidade.

Há os que primam pela palavra bem posta nos altares e nas tribunas,  manejando o verbete bem colocado e sensibilizando corações, mas terminado o ofício da crença pura e simples, convertem-se em trovões de maldição e azedume na intimidade doméstica, assustando os próprios parentes.

Sim, teremos sobre a Terra, ainda por muito tempo, quem pregue, mas não viva, e quem viva, mas não consiga tangenciar o conhecimento pelo verbo.

Ambos são importantes no despertar das consciências anestesiadas ou torporosas. Os que já conseguiram inserir na própria conduta os ensinos de Jesus mostram-se adiantados no manejo da lição, exortando os demais pela cátedra do exemplo, que é contagiosa. Os que pregam, mesmo que ainda não consigam exercitar as lições divulgadas, estão ensaiando o paulatino abandono dos campos de viciação e insensatez, exortando os ouvintes à ressignificação das posturas adotadas no mundo.

Quem trava contato com a mensagem cristã, nova criatura se faz. Passa a pensar diferente, percebendo a vida na Terra como um grande experimento de natureza evolutiva, onde erro e acerto são resultados naturais de quem experimenta e tenta.

Se cai, ergue-se o quanto antes. Se fere, busca reconciliação com a pessoa a quem feriu. Se atingido, pensa as feridas no óleo da compreensão fraternal e prossegue servindo, sem agasalho ao revide ou à mágoa.

Se fala, modula o verbo para ser compreendido de acordo com o entendimento do ouvinte. Adota o silêncio em incontáveis ocasiões, evitando comprometer-se pela verborragia inconsequente. Pouco a pouco, transforma o pensar em ação automática, fazendo-se menos paisagista e mais operador da mudança que deseja no mundo.

Altera o proceder, ajustando-se aos apelos do Senhor, a quem diz servir.

Repousa pouco e se afadiga na vinha promissora, sem ansiedade pela colheita em flor.

Reverencia o pretérito, dele extraindo lições para as mudanças necessárias. Aguarda o novo dia como quem se sabe na posse de um tesouro de novas oportunidades, mas faz do hoje sua principal plataforma de atuação na estrada comum a todos.

Se perguntado para onde vai, aponta o amanhecer por surgir detrás das montanhas e, colocando a enxada sobre os ombros, avança para novas e fecundas terras, onde a semente da esperança anseia ser cultivada.

E  semeador saiu a semear...o


O peregrino. (Espírito)

Itabuna, Bahia 12.07.2026


Médium: Marcel Mariano




Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos.

 



 

Ligeiro olhar nosso sobre o colosso terrestre e poderemos enxergar a profunda harmonia da natureza, caminhando sobre os trilhos do caos e da agitação dos elementos.

Desde eras priscas, quando a massa incandescente se separou da coroa solar, para situar sua rotação a quase 150 milhões de quilômetros do astro rei, o frio do espaço, os bombardeios dos meteoros e outros fatores se encarregaram de amenizar, em bilhões de anos, a ardência da fornalha planetária, preparando o cenário onde a vida iria se manifestar.

No abismo das águas salgadas, nos pântanos primitivos, uma sopa de nutrientes começou a surgir, se fazendo berçário de seres unicelulares, trilobitas e incontáveis organismos simples, dotados apenas do tato, em aperfeiçoamento incessante pela morte e ressurgimento, além das mudanças químicas e biológicas.

As imensas florestas de coníferas, o plâncton dos mares e a incidência dos raios solares sobre o protoplasma proporcionaram o surgimento de novos seres, a se multiplicarem, abundantes, no seio dos abismos oceânicos. A Terra era um imenso laboratório de experimentos da vida, sob a gestão do Divino Mestre.

Tivemos que aguardar quase cinco bilhões de anos para que o cenário do orbe pudesse acolher a vida racional como a conhecemos hoje. Primitiva e simiesca no seu início, sofreu incontáveis injunções de natureza evolutiva, alterando o córtex reptiliano para a estruturação da base cerebral, onde as emoções superiores pudessem se manifestar com maior clareza. E, de dez milhões de anos para cá, a sociedade deu um gigantesco salto de evolução da corporalidade, saindo das árvores para a caverna, das grutas para a palafita e desta para as cidades amuralhadas do pretérito recente.

Organizamos o Estado, a gestão pública e privada, acumulamos bens materiais e nos deixamos arrastar pela sede da posse possuidora.

Erguemos totens e templos, onde cultuamos o sagrado, segundo nossas concepções. Tentamos aplacar a ira divina com sacrifícios de irracionais e semelhantes, ignorando que Deus é senhor da vida e não da morte.

Guardamos nossas memórias em papiros e pergaminhos, elaboramos leis e tratados, discursos de paz e clamores de guerra.

Construímos maternidades para acolher a vida e nos destruímos nas guerras fratricidas, exterminando o outro quando este não cedia aos nossos caprichos.

Agora, em tempos ditos modernos, somos os senhores da inteligência artificial e da comunicação ligeira, das invenções admiráveis e da exploração espacial, das safras abundantes e da previsão do tempo por satélites fora do globo terrestre.

Se muito evoluímos no pensar, o sentir ainda claudica. Se os neurônios reinam, soberanos, o coração parece enfartado.

Os mesmos olhos que fitam as estrelas, buscando algum sinal de vida extraterrestre, são aqueles mesmos que choram as amarguras de cada dia.

A mão que conforta é a mesma que, em outro momento, apedreja e fere.

Os lábios que num instante balbuciam preces e cânticos religiosos, num minuto seguinte estão a proferir maldição e anátema.

Quanta falta faz Jesus no coração da criatura humana!

Só Ele conseguiu nos sinalizar a própria pequenez moral, nos amparando na tentativa de acertar o passo. Nos legou diretrizes éticas, sem nos constranger a segui-Lo. Silenciou diante de nossas calúnias e nos apontou diferentes estradas de sublimação e trabalho iluminativo.

Paciente, nos espera há milênios sem fim.

Se tens interesse e disposição em avançar nos trilhos da Boa Nova, abre-te ao sol gentil da mensagem cristã, ausculta teu mundo íntimo e marcha, um dia após o outro, adotando Ele como modelo e guia, referência e paradigma de um novo tempo.

Estes tempos já são chegados.

O ontem passou, o amanhã vai surgir mais tarde.

Hoje. Aqui e agora.

Decidiste?


O peregrino. (Espírito)

Salvador, 30.08.2026


Médium: Marcel Mariano